Mais detalhes sobre o infeliz destravamento do Playstation 3
Infelizmente, parece que o tal suposto destravamento do Playstation 3 pelo hacker conhecido como “geohot” não se trata de boato nem de confersa fiada. A coisa é séria, mesmo, pelo que tudo indica. O tal do George Hotz combinou ataques ao software e ao hardware da máquina, comprometendo o “hypervisor” do Playstation 3.
O que é o Hypervisor?
O “hypervisor” é uma espécie de mecanismo que monitora máquinas virtuais, é uma camada de software existente entre o sistema operacional e o hardware, que também controla todo o acesso dos sistemas operacionais “adicionais” ao hardware, sendo também executado com privilégios altíssimos.
Como se deu o ataque?
Foi aqui que tudo começou. O comprometimento do “hypervisor” da máquina se deu através da inicialização de uma distribuição Linux através do recurso “OtherOS” do Play3, recurso este que permite a instalação e a execução de outros OS’s no console da Sony.
A partir daí, com o caminho aberto, ele teve todo o tempo do mundo para adicionar inúmeras funções de leitura e gravação na RAM do sistema, conseguindo executar, então, um dump no “hypervisor”. O tipo de ataque utilizado, conhecido como “glitching attack“, consiste em fazer com que o hardware “cometa algum erro útil ao atacante”, através do envio de pulsos elétricos “cuidadosamente cronometrados“.
Curiosamente, o hardware é projetado para tolerar algumas situações não esperadas, e assim, o atacante pode atacar o equipamento diversas vezes seguidas, até obter sucesso. O fato do recurso “OtherOS” ter sido a porta de entrada para o exploit não deixa também de ser algo a se levar em conta, e talvez esteja aí o motivo da Sony ter retirado tal recurso do PS3 Slim.
Mas a questão toda é que o cara foi esperto e aproveitou uma porta que estava ali, aberta, apenas esperando por alguém com tempo, dedicação, ferramentas e conhecimentos suficientes.
Finalizando
Tudo isto é bem triste, em minha opinião. Menciona-se até a possibilidade de “empacotamento” deste ataque em um modchip, e também a possibilidade de executarem engenharia reversa no “hypervisor” com a finalidade de encontrar algum bug no software. O George, aliás, até já disponibilizou o código fonte de seu exploit em seu blog, hospedado no blogspot, e diz que gostaria que alguém escrevesse um tutorial a respeito de como repetir a façanha.
Algo triste, também, é notar que ele utilizou o Ubuntu em seu ataque. Bom, de qualquer forma, vamos ver o que a Sony fará a respeito. E vamos ver, também, o que farão aqueles que até agora mantiveram seus consoles somente com games originais.
(Via: Kaspersky Threat Post)
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10 Comentários
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vou esperar, e quando o destravamento estiver bem seguro para nao danificar o aparelho ai eu compro um ps3 destravado.
quanto o que a sony acha o problema é dela.
e se for mesmo verdade tomara que ela nunca consiga reverter a situação.
Já eu penso de maneira totalmente diferente, Farlei. Mas é como dizem: cada cabeça uma sentença (ou algo assim).
ainda bem que conseguiram furar o travamento. r$ 200,00 em um jogo eh muita coisa . que a sony faça jogos mais baratos e deixe de atender somente a classe alta da sociedade.valeu!
Minha opinião: por trás de grandes empresas sempre existe o fator humano, várias pessoas vivem de seus salários vindos dos lucros. Um sujeito estuda vários anos e cria um game que logo depois pode ser copiado por aí de graça, não acho isso justo! Mesmo que os preços dos jogos sejam caros não justifica porque a gente precisa se colocar no lugar do criador, dos desenhistas e desenvolvedores que tanto trabalham por isso…
na verdade a pirataria existe pq o preco dos jogos sao exorbitantes
se os jogos forem mais baratos, a pirataria diminui
tenho um play 3 e um xbox destravado
Olá Ricardo,
Na verdade, o “buraco é mais embaixo”. Uma coisa não justifica a outra, em minha opinião.
Não há como termos jogos baratos em um país que cobra impostos de forma absurda, onde metade do valor de muitas coisas que compramos são “impostos”.
Os desenvolvedores, nem distribuidores, nem lojas, têm culpa disto. E isto dentre outros fatores. Faz parte da cultura brasileira, infelizmente, sempre dar o “jeitinho brasileiro.
Mas respeito sua opinião. Seja feliz com seus consoles!
Grande abraço!
Bom, pra mim esse argumento de impostos disso e aquilo é uma grande desculpa esfarrapada. Chega a ser muita ingenuidade achar q essas lojas por ai não obtem 200% ou mais % de lucro em cada jogo. Dá para eles venderem mais barato, sim! Não é a toa de q de vez em quando, rola promoção de jogos, e não somente jogos velhos, e também de jogos recentes. Com jogos mais baratos, a “procura” por pirataria dimunuiria consideravelmente, e quem sabe até acabaria com ela daqui uns anos. Mas enfim, cada um tem sua condição social q lhe leva a pensar do modo q se julga mais “correto”. Ou seria mais comodo? Abraço.
Olá, Renato!
Discordo de você. Grande culpa dos games e afins serem caros no Brasil é, sim, nossa alta carga tributária. Nosso governo não enxerga o potencial que o mercado de games possui e, sendo assim, define tudo isto como “supérfluo”.
E, correto, em minha opinião, é não pagar 10 reais em um produto que levou, por exemplo, vários anos e milhões para ser criado, com desenvolvedores perdendo noites de sono e deixando suas famílias ao “léu”. Pode não ser cômodo, mas prefiro não jogar, se não tiver condições de comprar o game original.
Mas, realmente, cada um pensa como quer.
Grande abraço!
E eu discordo totalmente de ti. Mas enfim, cada um acredita naquilo q quer ou naquilo que a talvez pouca experiência tenha mostrado.
Sobre o preço, creio que tu não tenhas lido direito, ou então não tenhas entendido absolutamente nada do que eu falei (o q é bem mais provavel). Em nenhum momento falei que era correto ajudar a pirataria, o problema É que as lojas em geral querem faturar muito em cima dos jogos, aumentando absurdamente seus preços, o que gera uma lógica e inevitável procura à pirataria. Enquanto isso o “correto” de outras pessoas é ficar comprando seus jogos pelos valores absurdos que se tem ai hoje por causa de “imposto” e ir contra o destravamento, coisa que não mudaria em nada a vida delas.
PS: Muito dramático a parte de deixar as famílias ao “léu”. Realmente é muito “triste” o caso deles comparados a milhares de famílias pobres que tem pelo mundo que não tem nem 1/10 do que elas têm. Quase “chorei” aqui. Na próxima, tenta melhor.
Abraço.
Olha, Renato, vamos fazer o seguinte?
Respeito sua opinião, apesar de discordarmos firmemente um do outro.
Se eu ou outras pessoas compramos jogos onde, como e quando quisermos, isso é algo que diz respeito somente a nós.
Você fica com a sua opinião e eu com a minha. Você chora quando e se quiser, e, se acha que eu não tenho capacidade de compreender suas grandes e fantásticas palavras que denotam, segundo você, um grande conhecimento de sua parte, então, não precisa perder seu tempo vindo aqui.
Esse assunto já cansou. Não vai haver uma “próxima”.
Marcos
OBS: amigos, infelizmente, tive de “fechar os comentários” neste artigo, devido à enorme quantidade de comentários que recebi (e apaguei) me ofendendo e incitando à prática de pirataria.