Sony e Microsoft: movimentos em defesa do Move e do Kinect

A Sony e a Microsoft, como não poderia deixar de ser, começaram a divulgar as vantagens e os preços de seus respectivos sensores de movimentos. A Microsoft já divulgou preços e bundles que conterão o Kinect, e a Sony acaba de divulgar o preço do PlayStation Move. Um bundle contendo o acessório + a câmera PlayStation Eye será vendido a £49,99, o que dá mais ou menos R$ 140,00 reais. Bem mais barato do que o Kinect que custará US$ 149,99, não é?

O pacote com o Playstation Move ainda conterá um disco com instruções para a instalação e configuração dos acessórios, bem como demos de jogos como, por exemplo, Sports Champions, The Shoot, EyePet: Move Edition, etc. O preço individual do Playstation Move, será de £34,99, enquanto a PlayStation Eye custará £24,99, o que representa, em reais, mais ou menos R$ 97,00 e R$ 70,00, respectivamente.

É claro que a Microsoft correu em defesa do Kinect, e mencionou o fato de que o acessório possui um preço muito competitivo, talvez por englobar/realizar em/com um único periférico, como a própria empresa mencionou, todas as funcionalidades que, quem sabe, o Move somente realizará “acompanhado” (“you don’t have to buy anything else“).

Não sei, mas essa “briga”, ou melhor, essas notas mencionando vantagens a respeito de cada um dos sensores, qual sensor é o melhor, qual é o mais barato, qual faz mais coisas, etc, não me empolga nem tampouco me deixa irritado. Estou meio que apático em relação a tudo isto. Ainda sou da época dos controles e teclado + mouse. Acredito que games são muito mais do que pular, correr, dançar e navegar por menus com suas próprias mãos, através de “movimentos desenhados no ar”, digamos.

Não consigo me imaginar jogando um game de corrida, um FPS ou um RPG através de um sensor de movimentos, mesmo que a experiência seja maravilhosa, como a indústria tenta nos fazer imaginar. Eu juro que tento imaginar, mas não consigo. Talvez isto venha de meus tempos de criança, quando destruía controles do Atari jogando Decathlon, mas não sei bem ainda ao certo. E olha que não sou uma pessoa resistente a novas tecnologias, muito pelo contrário: adoro novidades, principalmente neste campo.

O problema é que games, para mim, representam um conjunto. Me envolvo com a história. Aprecio cada detalhe do gameplay. Sinto necessidade de saber todos os porquês, e para isto, tenho de jogar sentado, cômodamente. Um sensor como o Kinect, por exemplo, em um game como Fable, representaria uma distração, uma maneira de tirar o meu foco do que realmente importa, o game, e desviá-lo para as firulas tecnológicas do aparelho e o que ele pode fazer.

Entretanto, não podemos deixar de notar o fato de que toda esta tecnologia não deve ser ignorada. E nem pode. Tudo isto representa um avanço sem precedentes, mas, “Minority Report”, por enquanto, não vai rolar no meu Xbox 360. :)

(Via: Edge-Online)

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2 Comentários

  1. Legal a Matéria Marcos.
    Porém, apesar de discordar um pouco de você, eu acho que a interação com os jogos por meio de movimento algo muito bem vindo.
    Eu confesso que no caso do kinect o que me desanimou não foi nem o acessório em sí, mas os jogos. Foram eles que me fizeram perder total interesse no perifério.
    Confesso que jogar se movimentando pode ser um tanto quanto cansativo, mas acredito que isso vai ser algo a ser pensado quando for desenvolver algo para o Kinect daqui pra frente.
    Se até agora pensavam em conseguir um formato mais ergonômico para os joysticks, amanhã pensarão em uma jogabilidade que quase menor fadiga.
    Sem contar que nada o impede, talvez não hoje, mas num futuro, de jogar sentado mesmo com o Kinect.
    Não vejo muito o porque de se perder os detalhes do jogo só por jogá-lo de forma mais interativa. Acho até que essa interação pode vir a causar maior interesse nas pessoas em olhar mais para os jogos, para o que eles realmente são.
    Claro, cada um compartilha de uma opinião, e entendo completamente a sua. Porém, acredito que , assim como a distribuição digital está para as mídias físicas, os controles por movimento estão para os joysticks.

  2. Olha, Henrique, acho que nesse caso o problema é comigo…rsrsrs Acho que estou meio que resistente a essa nova tecnologia, vai saber…rsrs

    Eu também desanimei com os games para o Kinect, mas o próprio aparelho, em si, desde o início não me empolgou. E, além de cansativo, sei lá. Parece que muda o conceito de “jogar video-game”, e transforma a coisa meio que numa academia, num circo, sei lá…rsrsrs

    É claro que não tem como evitar que a coisa evolua, mas sei lá. Estou bem resistente em relação a isso tudo. Isso do interesse, até concordo, de atrair a atenção de pessoas que hoje, talvez, não estejam nem aí para games, etc. Mas esse público meio que já foi “captado” pelo Wii, então, o que resta? Sei lá, viu.

    “Porém, acredito que , assim como a distribuição digital está para as mídias físicas, os controles por movimento estão para os joysticks.”

    Interessante isso que você disse, e me fez pensar, e ficar triste. Não consigo imaginar um futuro para vídeo-games sem controles…rsrs E o PC?

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