StarCraft II: resistirá Jim Raynor aos ataques dos Zergs?

Este post na verdade é uma maneira de demonstrar minha indignação contra a pirataria, e em seu título fiz uma espécie de comparação. Minha indignação contra a pirataria é algo que, aliás, nunca escondi de ninguém. É claro que cedo ou tarde isto iria acontecer, mas minha tristeza não deixou de ocorrer. StarCraft II: Wings of Liberty já está sendo disponibilizado de “maneira não legal”. Utilizo o Google Alerts, e em um dos alertas a mim enviados, constava um link para um site que é um verdadeiro antro de pirataria. Mais ou menos assim: caiu no mar virou comida de tubarão.

Já havia entrado em contato com o provedor que hospeda este site anteriormente (não vou divulgar o link, é claro), pois diversos games de empresas parceiras estavam sendo disponibilizados lá de forma ilegal (e ainda estão), e o mesmo me respondeu que, simplesmente, não iria fazer nada porque “apenas” o texto estava hospedado no site. O conteúdo “genérico” estava armazenado em serviços tais como RapidShare, MegaUpload, etc. Ou seja, atitude muito mais do que ridícula.

Ontem à noite entrei em contato com a Blizzard Brazil e a pessoa com a qual mantenho contato lá me respondeu hoje cedo. Espero que consigam retirar este site do ar, pois no caso de StarCraft 2 a situação é mais triste ainda. Trata-se de um tremendo esforço da Blizzard. A empresa lançou o game oficialmente no Brasil, totalmente localizado. O game possui manuais em português e está sendo vendido a um preço muito mais do que justo. Existe também a opção de optar pela versão ilimitada ou a limitada. Neste último caso, é possível realizar um posterior upgrade para a versão full ou então pagar 10 reais mensais para continuar jogando. Muito justo, e como se trata de um game atrelado a um serviço, mais do que adequado (além de barato).

Trata-se de um game que na verdade é um cliente, que conecta você à enorme rede Battle.net e a partir daí coloca todo um universo multiplayer e singleplayer à sua disposição. Trata-se de um trabalho belíssimo. De um game que foi lançado através de um evento no Morumbi Shopping, em  São Paulo, evento que, com certeza, deve ter sido muito bacana (o primeiro comprador recebeu brindes muito especiais, vale lembrar). StarCraft II: Wings of Liberty é um daqueles games que, como sempre costumo dizer, vale muito mais do que custa.

Então, eu não consigo entender este “trabalho” dessa gente que tem o “trabalho” de “oferecer” este tipo de coisa. Não entendo isto, não entendo o porquê de algumas empresas de hospedagem não tomarem o devido cuidado em relação àquilo que seus clientes fazem e/ou armazenam em seus servidores, e não darem a mínima quando alguém entra em contato alertando-os das atitudes ilegais que estão sendo praticadas em sites hospedados em seus servidores.

Não consigo imaginar o que leva uma pessoa a gastar R$ 200,00 em uma noite de balada, “enchendo a cara” de cerveja (também gosto de cerveja, já vou avisando, mas não é este o caso, aqui :) ) e achar caro pagar R$ 49,00 em um jogo como o StarCraft II, o qual lhe proporcionará muitíssimas horas, dias, semanas, meses, anos, até, de diversão, enquanto que se os R$ 200,00 da balada forem empregados para este mesmo fim todos os finais de semana não demorará muito tempo para que o cidadão sofra algum problema de saúde.

Resolvi publicar este desabafo, digamos, pois estou acompanhando toda a “maratona” da Blizzard e seu esforço para lançar SC II da forma como foi lançado no Brasil já há algum tempo. Espero, mesmo, que lugares que disponibilizam games e softwares de forma ilegal sejam paulatinamente postos offline. É claro que é uma luta de esquilos contra leões, mas tudo começa pelo início. Sabemos que a pirataria não acabará, mas qualquer ação, por mínima que seja, tendo como objetivo minimizar este mal, que acaba penalizando quem paga por seus games (vejam o caso do DRM da Ubisoft), é bem vinda. Boa sorte, Blizzard, e parabéns, mais uma vez.

E, amigos, este é um aviso meio chato, e sei que os leitores do XboxPlus nem precisam lê-lo, mas tenho que dá-lo mesmo assim, para qualquer possível eventualidade, pois já sofri com este tipo de coisa no passado, e não gostaria de sofrer novamente. Qualquer comentário que faça apologia à pirataria e/ou incentive downloads ilegais, etc, não será respondido: será deletado.

Não quero novamente ser chamado de “riquinho” só porque trabalho duramente e compro meus games e consoles como muito esforço. :) E, respondendo ao título do post: tenho total certeza de que Jim Raynor e seu pessoal sairá vitorioso, de uma forma ou de outra.

E vocês, o que pensam desta triste situação (já esperada, infelizmente)?

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4 Comentários

  1. Penso exatamente como você Marcos.
    Infelizmente se as pessoas não conseguem ter a consciência de que é errado, a única forma é tirar delas.
    É como um dependente de Drogas. Ele sabe que é errado, que faz mal, mas continua consumindo até que alguém resolva tirar dele a fonte do problema para que ele se recupere.
    Infelizmente é uma questão de consciência, apenas.
    Se não tivesse quem baixasse, não teria quem faz…
    Eu acho super válida essa matéria.
    E com certeza, quem sabe, muita gente não comece a repensar suas atitudes.
    Hoje é você quem é o espero que pirateia e sai na vantagem. Amanhã alguém pode se aproveitar de você para também tirar vantagem.
    E ladrão que rouba ladrão…

  2. Complementou magistralmente, Henrique. :)

    Complicado isso, e esse post mesmo já foi “alvo”…rsrsrs

    Mas não me importo, eu tenho minha opinião sobre isso, e sei o que é certo e o que é errado. “O certo é andar certo”…rsrsrs

    Realmente, se não existisse público alvo, não existiria o problema. É igual droga, mesmo. Consciência, com certeza.

    E principalmente, pensar que um game não é somente a caixa, o manual e o DVD (ou o arquivo, no caso de distribuição digital).

  3. Isso é uma cultura que vai ser dificil de ser mudada infelizmente.

    Poderiamos ter muitos outros jogos localizados e com preços mais baixos, já o volume de venda seria muito maior.

    Agora como são rapidos, conseguem desbloquear e piratear um game com facilidade, mas o que impede de colocar algo nocivo em seus “cracks”, roubar suas senhas bancarias e outras coisas.

    Temos o lado das produtoras, eu que tenho intenção de um dia poder produzir jogos, tenho a visão de que criar dar um duro pra algo legal chegar a mãos dos jogadores deve ser recompensado.

    É torcer pra que isso um dia mude, e que eu fature uma grana com meus games :D

  4. @Rodrigo Lima,

    Infelizmente, Rodrigo. Um game, em minha opinião, é um trabalho. Um trabalho que custou dinheiro, tempo, pessoal, etc, para ser desenvolvido. “Utilizar este trabalho” sem pagar pelo mesmo é o mesmo que entrar em um super mercado, pegar uma lata de cerveja, enfiar no bolso da jaqueta e sair na maior cara de pau (simplificando grosseiramente). Muita gente também pensa que o valor de um game está somente no meio físico, digamos. Na mídia, na caixa e no manual.

    Eu também tenho esta mesma visão e intenção que você, e é muito triste perceber que esta cultura está ainda muito longe de ser modificada. Infelizmente. :(

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