(Review) Alien Breed: Impact – aliens em um shooter futurista da desenvolvedora de Worms

Alien Breed: Impact, desenvolvido pela Team17, representa o renascimento mais do que perfeito da série Alien Breed, cujo primeiro título foi lançado na década de 90, para o Commodore Amiga. Alien Breed: Impact é, além de divertidíssimo e repleto de aliens horripilantes, desafiador e intrigante. A desenvolvedora do game, aliás, é muito famosa, principalmente devido à sua fantástica série Worms. Portanto, é mais do que natural que seu último lançamento seja de altíssima qualidade.

Aliás, vale ressaltar que a Team17 lançará outro título da série Worms muito em breve. Trata-se de Worms Reloaded, cujo lançamento acontecerá em 26 de Agosto de 2010. Voltando a Alien Breed: Impact, lançado no Steam em Junho passado, trata-se de um game que mistura ficção científica com survival horror. Aliás, estes dois elementos se confundem dentro do game, e quase sempre um é o causador do outro.

História

Em Alien Breed: Impact você encarna um cara chamado Conrad; um engenheiro, na verdade. A nave onde ele trabalha/serve, a Leopold, colidiu com uma nave alienígena. Na verdade, uma espécie de nave fantasma, que não apareceu de forma alguma nos sensores da Leopold, o que poderia ter evitado a colisão. Assim sendo, a colisão ocorreu de forma avassaladora, transformando tudo em um verdadeiro caos e fornecendo aos aliens livre acesso à nave do Conrad, os quais então passam a “assombrar” o lugar. Aliás, assombrar não é a palavra correta aqui: eles passam a atacar, de forma bem violenta, qualquer um que passe pelo seu caminho.

O Conrad conta com uma ajuda muito mais do que bem vinda. Trata-se de uma andróide chamada Mia, a qual, além de bem bonita, fornece ajuda e apoio ao pobre engenheiro que teve de assumir a missão de resolver o enorme problema no qual sua nave e os tripulantes da mesma se meteram após a misteriosa colisão.

Sobrevivência é a chave em Alien Breed: Impact, e não é uma chave muito fácil de ser encontrada, pois além da presença extremamente perigosa dos alienígenas, a nave também entra em colapso total, e explosões, portas bloqueadas, gases venenosos e incêndios ajudam a tornar o ambiente ainda mais hostil para os sobreviventes.

Se você já assistiu e gostou dos sensacionais filmes da série Alien, como por exemplo “Alien – O Oitavo Passageiro”, estrelado por Sigourney Weaver, vai se sentir meio que em casa. Alien Breed: Impact possui muito do clima de terror e tensão deste filme. É claro que, em se tratando de um game deste gênero, a história não possui muitas inovações, mas o resultado final, composto pelo conjunto formato por enredo, jogabilidade, gameplay e gráficos, é estupendo.

Jogabilidade

A jogabilidade é um pouco complexa. Quer dizer, não é que ela seja complexa e/ou difícil: ocorre que o protagonista pode realizar diversas ações e muitos comandos estão à sua disposição. Para movimentar o personagem utilize as teclas W, A, S, D. Para movimentar a câmera utilize o mouse. O botão esquerdo serve para atirar, enquanto o direito serve para a utilização de itens secundários, como kits de primeiros socorros, granadas, etc.

Com o CTRL esquerdo você executa um ataque melee, e a barra de espaços serve para interagir com diversos elementos in-game. Em cadáveres, serve para realizar uma busca a fim de encontrar algo útil, como por exemplo munição, kits de primeiros socorros, etc. Em terminais, serve para ativá-los, e assim por diante. Para recarregar sua arma pressione “R”, e para trocar de arma, utilize o botão de scroll do seu mouse. Para alternar entre os diversos itens secundários que você pode coletar, utilize as teclas “Z” e “X”, e para correr, pressione o SHIFT esquerdo enquanto se movimenta em qualquer direção. Através das teclas “Q” ou “E”, é possível rotacionar a visão, sempre em ângulos de 45 graus, nos sentidos anti-horário e horário, respectivamente.

Dentro de pouco tempo você se acostuma com todos os controles de Alien Breed: Impact, e a partir daí, tudo flui naturalmente, e seu único trabalho vai ser tentar se manter vivo e destruir o maior número de aliens possível, enquanto realiza as diversas tarefas necessárias para a sua sobrevivência e a de sua equipe.

O game conta com visão aérea muito melhorada, a qual difere bastante dos primeiros títulos da série. Você observa tudo sempre a partir da “traseira” (no bom sentido :) ) do Conrad, independentemente das rotações que executar através dos botões “Q” e “E”. Particularmente, gostei bastante do posicionamento da câmera e das opções que nos são oferecidas, mas acho que teria sido melhor se houvesse a presença, ou pelo menos a opção, de uma câmera dinâmica, que tivesse sua posição alterada conforme a movimentação do personagem.

Jogando Alien Breed: Impact

Alien Breed: Impact surpreende já desde o início, logo após o choque com a nave alienígena. Cenas que lembram quadrinhos, inclusive com os balões para os diálogos, contam o que aconteceu. Aliás, isto pode ser visualizado também nos interlúdios entre uma fase e outra, o que ajuda bastante.

A abertura do game simula uma espécie de prompt, em azul, onde diversos comandos vão sendo executados, o que ajuda o gamer a se lembrar de que se trata, acima de tudo, de um game de ficção científica. É muito fácil observar como anda a energia vital do seu personagem: além do medidor localizado no canto inferior esquerdo, você pode acompanhar como anda sua energia através do próprio traje do Conrad. Existem luzes no mesmo que denotam tal fato: verdes para carga completa, amarelas quando o nível de sua energia começa a cair, e vermelhas quando a situação está crítica. Isto ajuda bastante, e ajuda a evitar distrações desnecessárias.

Um mapa é constantemente exibido na tela, no canto superior direito, através do qual você pode tanto visualizar os objetivos quanto detectar os alienígenas vindo em sua direção: eles aparecem sempre como pontos vermelhos no mapa. Existem diversos terminais espalhados pela nave, os quais permitem que você, além de salvar o seu progresso, compre e venda munição, kits de primeiros socorros, upgrades para suas armas e também para a armadura.

Todas as armas que você utiliza, desde pistolas até metralhadoras, por exemplo, contam com mira laser, o que ajuda bastante nos momentos de ação, quando hordas de aliens vêm com tudo para cima de você.

Além disso, o Conrad conta com lanternas em cada uma das armas que utiliza, o que ajuda bastante, pois temos de nos lembrar de que quase sempre os ambientes estão às escuras.

Alien Breed: Impact consegue passar uma sensação de urgência e stress enorme ao jogador. Uma pressão enorme. Avisos sonoros podem ser ouvidos a todo momento, avisando de alguma falha, quebra na segurança, etc, acaba de ocorrer. O Conrad se cansa, após correr por determinado tempo, e nestes momentos você deve deixá-lo descansar um pouco ou então andar normalmente, até que ele recupere o fôlego. É impossível jogar este título sem lembrar dos filmes da série Alien, pois como no filme, também estamos em uma nave espacial infestada de aliens gosmentos e violentos, e sentimos a mesma sensação de medo. Você fica a todo instante se perguntando o que pode acontecer ao dobrar a próxima esquina, e muitas vezes os aliens abrem buracos no chão ou nas paredes, e então uma horda cai sobre você. Explosões ocorrem a todo momento, e se você não tomar cuidado, pode ser pego pelo fogo e ter de correr até que suas roupas se livrem do elemento.

Gráficos e trilha sonora

Alien Breed: Impact possui gráficos muito bonitos. Os efeitos de luz e sombra são muito bem feitos, e a utilização da lanterna permite a visualização de detalhes não vistos quando o foco não está sobre os mesmos. Desenvolvido com a Unreal Engine 3, este título da Team17 possui diversos elementos para agradar a todos os fãs de um bom shooter. Doses muito bem calculadas de ação e missões onde você deve realizar procedimentos os mais diversos e não ligados a disparar uma arma (mesmo que isto faça parte do processo, devido à presença dos aliens) fazem do game um título, além de bonito, extremamente divertido.

Diversos elementos no cenário são destrutíveis, e algumas vezes você precisa atirar em portas de vidro para poder abrir passagem, por exemplo. O perigo está em todos os locais da nave: incêndios, descargas elétricas, aliens pequenos e grandes, e sustos, muitos sustos, devido à rapidez com que os aliens aparecem, muitas vezes sem que você perceba, apesar dos pontos vermelhos pululando no radar.

Superfícies metálicas e plásticas muito reflexivas e texturas muito bem desenvolvidas completam um conjunto gráfico muito nítido que com certeza agrada a muita gente. Quando alguma explosão acontece, você pode observar o quanto ela é bonita e como o fogo possui uma aparência muito bem cuidada.

A trilha sonora é mais do que adequada. Nos momentos de ação você chega a ouvir o som de guitarras, o que, convenhamos, ajuda a aumentar a nossa adrenalina, o que é extremamente bem vindo quando hordas de aliens estão caindo sobre você. Se há uma falha meio chata que notei em Alien Breed: Impact, entretanto, é o fato do seu personagem conseguir atravessar cadáveres caídos pelo chão, como se nada existisse ali. É claro que isto não atrapalha o gameplay nem tampouco a diversão, mas achei interessante mencionar o fato.

Modos de jogo adicionais

Alien Breed: Impact conta com um modo de jogo adicional. Trata-se do co-op online, no qual você, juntamente com outra pessoa, devem vasculhar alguns mapas sempre atrás do protagonista do modo campanha, o Conrad. É muito divertido, e jogar com amigos, então, é maravilhoso. Faltou alguma opção que expandisse o lado multiplayer do game, em minha opinião, mas quem sabe a Team17 já não esteja pensando nisso? :)

Conclusão

Se você deseja um belo e divertido game, que provoque sustos e boas doses de ação, e que seja ambientado no futuro e tenha aliens como inimigos, Alien Breed: Impact é uma das melhores opções disponíveis atualmente quando não estamos falando de FPS’s ou games de maior porte.

O título da Team17 é extremamente viciante, possui um gameplay cativante ao extremo, e faz com que você sinta realmente a sensação de estar em uma espaçonave infestada de criaturas que só querem saber de uma coisa: comer você vivo.

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12 Comentários

  1. Eu já havia dado uma olhada no jogo quando vi o anúncio do STEAM e te digo que me chamou muito a atenção!
    Gosto demais de jogos neste estilo um pouco mais retro sabe.
    Não que ele seja antigo, mas ele passa a sensação de um game a moda antiga e isso é que eu sinto falta hoje em dia.
    Parece que falta algo nos jogos de hoje.
    Mas enfim, o jogo parece ser muito bom mesmo.
    Mas desde o primeiro post dele eu já havia dito isso, mas vou repetir. Vindo da TEAM17 dificilmente será ruim! ;D
    Muito legal o review!

  2. Olha, o jogo é muito bom. Passa essa impressão, sim, apesar dos gráficos modernos, etc. A jogabilidade, o estilo, etc, fazem você sentir isso. Que bom que você gostou do review.

    E realmente, vindo da empresa que desenvolveu Worms, não se poderia esperar outra coisa. :)

  3. Jogabilidade old school e gráficos modernos, combinação perfeita! O jogo é viciante, bem imercivo, gráficos excelentes e a jogabilidade é sensacional.

  4. @Leonardo,

    Totalmente, meu caro. Ótimo jogo, e muito viciante. Me lembra, até, do Alien Trilogy, apesar de não ser um game do mesmo estilo. Mas a ambientação, o enredo, os aliens, me lembram tudo aquilo.

    Este game é verdadeiramente um must have.

    Um abraço, e obrigado pela visita! :)

  5. Marcos, o site Xbox PLUS foi um dos poucos que fizerem um review do game, os outros sites estão comendo bola, parabéns pelo trabalho.

    Atualmente estou dividindo o meu tempo jogando Alien Breed, Starcraft II e Limbo, sendo que o Alien Breed está ocupando grande parte dele.

  6. @Leonardo,

    Poxa, Leonardo, muito obrigado. :)

    E o game merece. Ele é fantástico, divertido, provoca sustos, passa aquela sensação de pressão e urgência iminentes que quem aprecia o estilo gosta muito e, além do mais, foi desenvolvido pela Team17. É um belíssimo trabalho.

    Nossa, está jogando games que eu também estou. E StarCraft II? Temos um tópico aqui pra galera postar seus characters ids e personagens, para nos adicionarmos, uns aos outros, e jogarmos. Por que não participa?

    http://www.xboxplus.net/2010/08/06/jogatina-xboxplus-vamos-jogar-starcraft-ii-wings-of-liberty/

    E Limbo, o que está achando? :)

  7. Marcos, sobre o StarCraft II ainda estou no começo da campanha, vou pegar mais o jeito da coisa e vou participar sim! Sobre o Limbo fazia tempo que não via um jogo com uma direção de arte tão fabulosa, diferente de tudo, é único.

  8. @Leonardo,

    Eu também estou no começo, Leonardo, e adorando. :)

    Também estou começando a pegar o jeito do game, a aprender as manhas, etc. Mas participa quando puder, nós todos também estamos no início. ;)

    Agora, o Limbo, é realmente maravilhoso. Eu chego a compará-lo ao Braid em termos de inovação. E a direção de arte é realmente fantástica. O próprio game em si é uma obra de arte fantástica. Não há nada igual na Xbox Live Arcade. Sensacional, este trabalho da Playdead.

  9. Bom.
    Eu curti demais o LIMBO também!
    Porém, em se falando de trabalho artístico como um todo, estou maravilhado é com o Machinarium!
    Aquilo ali pra mim é uma obra de arte e não um jogo!
    Superou BRAID pra mim viu.

  10. @Henrique,

    Cara, Limbo é divertidíssimo, estranho, surpreendente, enfim: inovador ao extremo.

    Agora, Machinarium também é lindíssimo. Não sei se supera Braid para mim, mas é fantástico. E a trilha sonora, então? :)

  11. @Marcos

    Cara, quando eu falo melhor que Braid é na questão artística mesmo.
    BRAID é maravilhoso como jogo e como Arte.
    Mas o que eu achei legal do Machinarium é a riquesa de detalhes. Todo o cenário é minimamente desenhado e detalhado.
    A sensação que você tem é de um mundo triste. Eu sinto pena do robozinho hehehe.
    Enfim, é uma experiência diferente.
    A trilha sonora não poderia encaixar melhor com o jogo.
    Também não sei o quanto ele supera BRAID pra mim, talvez muito pouco, mas o fato é que a experiência de Machinarium como um todo é mais agradável pra mim.
    :)

  12. @Henrique,

    Agora entendi…rsrsrs

    Olha, mas cada um tem um estilo, isto não se pode negar. O Braid pega muito forte na questão do cenário simular pintura a óleo. E ao contrário da tristeza que você mencionou em Machinarium, o que o Braid passa é alegria. Mas isto apenas no cenário, pois a história é meio melancólica. São dois games fantásticos.

    Dá pena mesmo do coitado do robô em Machinarium. A própria expressão dele, é a de um coitado…rsrsrsrs

    Machinarium é uma experiência e tanto, e pensar que foi desenvolvido totalmente em flash. Nossa. :)

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