Blizzard e StarCraft II: os jogadores também fazem parte do jogo
Ontem escrevi a respeito dos jogos online e a respeito de como o multiplayer transformou os games em uma experiência social. É muito interessante, e digno de nota, aliás, quando nos deparamos com exemplos recentes de desenvolvedoras que estão trabalhando árduamente para transformar um lançamento em algo o mais “social”, digamos, possível.
É o caso da Blizzard com StarCraft II: Wings of Liberty. A empresa está fazendo um belo trabalho também no Brasil, e o Battle.net está se transformando em um verdadeiro centro de informações em português sobre o jogo. Artigos postados com certa frequência, muito material, vídeos e screenshots disponíveis, e os “Relatórios de Reconhecimento“, os quais nada mais são do que excelentes análises de mapas de StarCraft II feitas pela própria Blizzard.
A empresa publicou recentemente a análise do mapa Estação de Sucata, análise esta que se junta à do mapa Templo Perdido. Nesta última análise, a Blizzard também destaca os pontos principais do mapa, o qual é inédito, ou seja, diferentemente do Templo Perdido, não estava presente no primeiro StarCraft.
A Blizzard menciona todas as expansões, posicões iniciais, torres Xel’naga e também comenta a respeito da proximidade das duas posições iniciais, fornecendo inclusive a localização das mesmas. Acho muito interessantes estes “Relatórios de Reconhecimento”, pois neles, aliás, a desenvolvedora também informa a respeito das dificuldades e facilidades de cada mapa. Pelos dois relatórios já publicados até agora, dá para perceber o cuidado com a divulgação de informações completas porém de forma rápida que a empresa, presente no Brasil, possui. Um texto com algo em torno de 400 palavras consegue dar ao jogador uma idéia muito clara de como é o mapa.
Isto é muito útil, principalmente porque nas análises são também fornecidas informações a respeito das melhores (dentre inúmeras possíveis, é claro) estratégias para obter sucesso, vencer o inimigo e melhor se defender. A Blizzard também pergunta a opinião dos jogadores, em cada análise, o que não deixa de ser interessantíssimo e me leva a pensar em como tudo isto pode transformar StarCraft II: Wings of Liberty em um dos games mais “sociáveis”, digamos, no Brasil.
Jogadores e desenvolvedora: o jogo sempre é melhor quando há comunicação
Uma coisa é o interesse na comunicação, na formação de uma comunidade forte em torno de um game, etc, partir única e exclusivamente dos gamers. Outra coisa bem diferente e muito valiosa é a própria desenvolvedora dar mostras de que lançou o game e vai desenvolver todo um trabalho de “captação de novos jogadores” e também cativar os já existentes, através da publicação de informações constantes e da atenção aos gamers.
StarCraft II possui um modo campanha. Isto é, digamos, algo finito. Entretanto, seu lado multiplayer não possui um fim, e é justamente isto o que a Blizzard está explorando, de forma magistral. Além do game ser fantástico, ainda contamos com diversos artigos no Battle.net, com um fórum em português e com a divulgação de material escrito pelos próprios jogadores, dentre outras coisas.
A Blizzard sabe que um game pode “morrer” dentro de pouco tempo se uma atenção adequada aos usuários não for dada. Basta nos lembrarmos de outro grande game de estratégia, o brasileiro OutLive, da brasileira Continuum. Tudo ía bem até que a empresa “parou de responder”, digamos. As vendas acabaram, um ótimo game foi abandonado, e o que temos hoje é somente sua demo e o site da desenvolvedora sem atualização há anos.

OutLive tinha tudo para dar certo, e o sucesso era tão grande, na época, que até mesmo lojas de minha cidade (Santos) vendiam o game. Já a Blizzard não cairá no mesmo erro, e tenho plena certeza de que muito ainda está por vir. Uma das melhores formas de cativar os jogadores, principalmente em um game com suporte a partidas multiplayer, é justamente criar maneiras de uní-los e de fazê-los enxergar que o game que compraram não irá “morrer”. Que existe um ponto de encontro (Battle.net), e que este ponto de encontro é apenas o início para uma estrada sem fim, repleta de diversão e experiências únicas.
Isto está sendo feito de forma magistral, e foi meio que antecipado quando soubemos que a desenvolvedora estava vindo para o Brasil. Vir para cá somente para lançar um game não faria sentido, em minha opinião. E parece que a Blizzard também pensa assim. O primordial é a continuidade. Aliás, continuidade é primordial em diversos campos da tecnologia: continuidade da informação, do acesso e do suporte.
Até agora, todas as pessoas com as quais conversei se mostraram muito empolgadas com o trabalho da Blizzard no Brasil em cima de StarCraft II. Não é sempre que observamos este tipo de coisa. O mesmo podemos dizer a respeito da RedLynx e Trials HD e da Fatshark e Lead and Gold: Gangs of the Wild West. Vocês podem perceber uma coisa: empresas que criam comunidades fortes em torno de seus games fazem dos mesmos um sucesso.
Pois, em tempos de internet e de circulação rápida da informação, nada melhor do que conectar os jogadores entre si e com a desenvolvedora, criando um elo de ligação, formando uma rede de comunicação bi-lateral que, com certeza, é boa para todos os lados envolvidos. Resumindo: os jogadores também fazem parte do jogo.
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Sem jogadores não há jogo!
E eles sabem como dar importância sim à comunidade.
Como eu disse antes, a Blizzard é, além de produtora, distribuidora de seus jogos. Assim o suporte e atenção aos seus produtos são dobrados.
É diferente da Activision, EA e outras, que acaba por dar atenção para aqueles jogos que estão com o Hype do momento. E depois que esse Hype acaba, muita das vezes, abandona completamente o jogo.
Acho que Blizzard com o Battle.net é um exemplo claro de atenção à suas obras. Não só falando de Starcraft II, mas de outros jogos da empresa como o Diablo e o WoW.
Claro, ela tá fazendo a parte dela e não é nenhum favor, mas como vemos poucas empresas o fazendo, a gente acaba ficando maravilhado com tais atitudes.
@Henrique,
Com certeza, Henrique.
Não é um favor, mas é muito bem vindo.
E o fato da Blizzard ser ao mesmo tempo a distribuidora e a desenvolvedora, como você mesmo disse, ajuda muito. Ela tem, digamos, que trabalhar dobrado. Ela tem que ajudar a alimentar o hype, de forma muito mais presente e direta do que outras empresas que ou só distribuem ou só criam.
Tudo o que ela está fazendo está criando uma verdadeira rede, um negócio muito bacana. Você abre o SC II e vê seus amigos online. Pode criar partidas rapidinho. Obtém informações no Battle.net.
Não sei não, mas vamos ter surpresas, viu.
Tomara hehehe.
Agora você ou alguém sabe se no StarCraft II tem como fazer comunicação por voz? Ou seria só escrita mesmo?
Hehehehehehe…
Olha, ouvi falar que também havia a possibilidade de chat por voz, mas não pesquisei. Vou tentar dar uma olhada.
Pois é!
Até que para jogar o Starcraft II digitar não é um grande problema.
Mas é mais cômodo.
Igual quando estava jogando o Alien Swarm com o Rodrigo sábado.
Ou você digitava ou morria kakakaka. Não dá tempo de escrever durante o jogo. Então tinha hora que eu queria falar alguma coisa importante, mas não dava pra digitar pq tava lotado de alien vindo pra cima da gente hehehe.
Mas jogar o SCII por voz deve ser legal quando se está jogando em times. A comunicação se dá de forma mais suave e rápida.
É verdade. Mas um game como o Alien Swarm, ou um FPS, é morte. Digitar e morrer…hehehehehe
Vou ver esse negócio direito. Acho que dá sim.
quero jogar estarcraft
@marci,
Olá!
Dê uma lida no post abaixo, e adicione a galera:
http://www.xboxplus.net/2010/08/06/jogatina-xboxplus-vamos-jogar-starcraft-ii-wings-of-liberty/