A interessante postura de um ministro britânico em relação a games violentos
Para o ministro britânico Ed Vaizey, a indústria de games “só aparece” no parlamento quando se trata de discussões a respeito de games violentos. Vaizey possui uma postura fantástica em relação aos games como um todo, e cita a classificação que tanto jogos eletrônicos quanto filmes possuem, mencionando as atitudes que deveriam ser tomadas pelos pais, por exemplo, em relação a um e a outro produto.
“Esse foi um filme violento e eu certamente quero ter certeza de que minhas crianças não o vejam“, sugere Vaizey. Ele ainda continua: “Você pode certamente tomar esta atitude a respeito da indústria dos videogames. Você pode dizer: ‘Esse é um videogame violento e eu não quero que minhas crianças o joguem’. Mas você não deve dizer: ‘Este é um videogame violento e a indústria de videogames está embrutecendo nossas criaças’”.
Ed Vaizey menciona que também existem sistemas de classificação para os games, assim como existem para os filmes. E eu me pergunto: estaria o ministro britânico errado? É claro que não. Toda esta “perseguição” aos games violentos, aos jogos que incitam isto e aquilo, a títulos que são impróprios, etc, poderia ser facilmente resolvida se todos os políticos se lembrassem de que todos os games (pelo menos a maioria) possuem uma classificação por faixa etária. A responsabilidade de fiscalização, neste caso, é dos pais, no caso de gamers que ainda não atingiram a maioridade e/ou a faixa etária necessária.
Já em relação ao fato de considerarem games impróprios ou não independentemente da faixa etária do jogador, acredito que isto seja algo que vá de encontro às necessidades e anseios de cada um, e até mesmo contra a democracia. Esta é uma discussão muito antiga e que sempre rende muito “pano para manga”, mas de uma coisa eu estou certo: não é proibindo, simplesmente, que se consegue alguma coisa. Pelo menos, alguma coisa benéfica.
Proibir por proibir, simplesmente porque determinado juíz, deputado, ou seja lá quem for, “acha” que determinado jogo é violento ou você escolhe o adjetivo, somente mostra o total desconhecimento da indústria de games por parte de quem assim age. Games são arte, e em diversos aspectos suplantam o cinema, pois são interativos, dentre outros quesitos muito mais chamativos. Chegamos a um ponto em que não podemos mais simplesmente fechar os olhos e aceitarmos tudo o que nos “empurram goela abaixo”, e Ed Vaizey está de parabéns. Pena não contarmos com muitos políticos assim aqui no Brasil.
(Via: Gamesindustry.biz)
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6 Comentários
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Apoiado totalmente. As pessoas não querem mais se responsabilizar pelos seus filhos e delegam a educação deles para os outros. Agora querem que proíbam a vendas das coisas…
Eu sou pai e sou gamer, EU vou tomar conta do meu filho e decidir o que é melhor para ele jogar ou não quando criança.
Vejam esse vídeo e entendam.
http://www.vimeo.com/16257071
História de Edilene – Projetos de Garagem 2010 from Inesplorato on Vimeo.
@Erick,
Interessante o vídeo.
E é isso mesmo. O estado não pode assumir uma responsabilidade que é dos pais. Os pais devem tomar conta de seus filhos e fornecer somente games adequados à idade deles. Uma criança de 7 anos jogando GTA, por exemplo, é absurdo. Mas daí a proibir a venda, como muita gente quer, é ridículo. Se já existem as tais classificações, como nos filmes, o que mais querem?
Por que, então, não proibem também os filmes onde, se amassarmos a caixinha do DVD, espirra sangue?
“Pena não contarmos com muitos políticos assim aqui no Brasil.”
@Marcos,
Pena que provavelmente não tenhamos nem 5 políticos com esse tipo de noção por aqui. Os velhinho(lhacos) geralmente não veem diferença entre Laptop da Xuxa e Xbox 360…é tudo brinquedo mesmo¬¬
@JC,
Com certeza. É tudo brinquedo e supérfluo, para eles. Triste, mas verdadeiro.
O pior de tudo é sabermos que se trata de uma indústria enorme e que poderia ajudar bastante o país, não fosse a mentalidade tacanha da maioria dos nossos políticos.
até agora não sai matando ninguém por ter jogado games violentos kkkk…Brasil tem uma violência infinitamente maior que nos EUA, e não acho que o Brasil tenha mais jogadores que os EUA…estranho não?
@Heitor,
Nem eu…rsrsrsrs
Olha, cara, é meio que desconhecimento por parte desse pessoal, também. Muitos desses políticos nunca tiveram um videogame, nunca sequer jogaram um game na vida. Aí, “ouvem falar”, embolam tudo na cabeça, e vem com essas idéias doidas que vemos por aí…rsrsrsrs
Acho que depende muito, mas de uma coisa eu tenho certeza: tem muito filme mais violento que muitos games que causam e/ou já causaram polêmica, por aí.