Segundo a PC Gaming Alliance, 2011 foi o melhor ano até agora no que diz respeito aos games para PC. 18,6 bilhões de dólares foram gastos em títulos para PC, durante o ano passado, o que representa um aumento de 15% em relação a 2010. Apesar do que muitas pessoas dizem (particularmente tenho total certeza de que tudo isto é balela), o mercado de jogos eletrônicos para PC não está morrendo. E não vai morrer.

O pessoal da PC Gamer chega a dizer que “os games para PC podem literalmente conquistar o mundo em um futuro próximo“. Exagero? Até pode ser, mas que a plataforma está indo muito bem ninguém pode negar. Diversos jogos produzidos por estúdios independentes são lançados exclusivamente para computadores, ou então chegam aos mesmos de forma muito rápida após seu lançamento para consoles.

Isto não aconteceria se não houvesse um mercado (enorme) à espera de tais títulos. Com o advento dos jogos free-to-play, a coisa fica melhor ainda, uma vez que MMOs e similares são títulos exclusivos para computadores. E a quantidade de jogos F2P que tem sido lançada ultimamente, inclusive no Steam, é realmente surpreendente.

Considerando-se que o PC é muito mais que um “simples videogame”, podemos até mesmo chegar à conclusão de que a plataforma realmente jamais irá morrer, até mesmo porque hoje temos outros modos de jogar no PC. Inúmeros browser-based games impressionam bastante, além de mostrarem que nem só consoles podem oferecer experiências de jogo confortáveis e interessantes.

Segundo o último relatório da PC Gaming Alliance, não houve declínio no mercado de jogos para PC em 2011, e a China continua a exibir números extremamente interessantes. É de se imaginar que os mercados orientais consumam mais jogos online (pelo menos nos PCs) do que outros gêneros, aliás. É de se imaginar também que um dos grandes motivos para este grande crescimento do mercado de jogos para PC seja a expansão da distribuição digital.

Games para PC são mais baratos. Através da distribuição digital, atualizações podem ser liberadas mais facilmente. Inúmeros desenvolvedores se sentem muito mais confortáveis com este modelo de distribuição e podem trabalhar muito mais rapidamente na resolução de problemas. O PC é uma plataforma aberta, o que permite que qualquer pessoa, com os conhecimentos necessários, muito trabalho e boa vontade consiga lançar seu jogo, vendendo-o, quem sabe, até mesmo através de seu próprio website.

Enquanto fabricantes de consoles lançam produtos que permanecem no mercado sem nenhuma atualização de hardware, por anos a fio, computadores podem ser atualizados de forma muito mais fácil e rápida, até mesmo pelo próprio usuário/jogador, e aos poucos; o gamer pode ir adquirindo as peças aos poucos até que a realização do upgrade seja possível.

Além disso, a rápida evolução do hardware voltado a jogos no PC é notória, e as desvantagens entre uma plataforma e outra começam a se tornar visíveis bem pouco tempo após o lançamento de um novo console (ou até mesmo antes). Obviamente, fabricantes continuarão investindo no desenvolvimento de consoles, portáteis ou de mesa, e o futuro na verdade é uma incógnita. Mas tenho comigo que o PC sempre estará presente, e de forma muito marcante, no mercado de jogos eletrônicos.

Agradeço ao leitor Rodolfo pela dica a respeito da matéria na PC Gamer.

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