Ubisoft divulga resultados do terceiro trimestre do ano fiscal 2011-2012
A desenvolvedora e publisher francesa Ubisoft divulgou hoje um relatório contendo, dentre outras coisas, as estimativas de vendas ocorridas durante o terceiro trimestre do ano fiscal 2011-2012. Durante este período, a gigante francesa declarou que vendeu algo em torno de 650 milhões de euros, e ultrapassou suas metas neste quesito, as quais oscilavam entre 580 a 620 milhões de euros. Se fizermos a devida conversão para Reais, aqui, temos mais ou menos R$ 1.527.500.000. Uma quantia e tanto, não é?
A criadora da franquia Assassin’s Creed também mencionou que estes números estão mais ou menos 6% acima dos registrados durante o terceiro trimestre fiscal 2010-2011, os quais foram de 600 milhões de euros. Em relação a jogos, a empresa menciona que o lançamento de Tom Clancy’s Ghost Recon Future Soldier foi adiado. O título deverá ser lançado durante o primeiro trimestre do ano fiscal 2012-13, e os motivos alegados pela Ubisoft estão relacionados com melhorias e refinamentos no jogo, visando entregar um título de alta qualidade ao mercado. Tudo bem, eu não me preocupo com este tipo de coisa (dentro de certos limites, é claro), desde que tenha em mãos um produto realmente de qualidade. Devido ao bom desempenho financeiro, a Ubisoft resolveu também rever suas metas anuais. Para cima, é claro.

“Na continuação das robustas tendências registradas para o primeiro semestre do ano fiscal, a Ubisoft reportou um recorde de vendas para o período do Natal, excedendo nossas espectativas. Contra um pano de fundo extremamente competitivo, fomos capazes de atingir uma audiência ainda maior graças à qualidade de nossos games e à nossa capacidade de criar marcas tanto para os gamers hardcore quanto para os jogadores casuais.Assassin’s Creed: Revelations teve uma sólida performance, em linha com nossas previsões, e Just Dance gerou vendas excelentes. O trimestre também contou com um contínuo crescimento em nossas vendas online. A Ubisoft continua, portanto, a progredir no sentido de melhorar seu desempenho financeiro, e retornando à geração positiva de fluxo de caixa durante o ano inteiro“, disse Yves Guillemot, CEO da Ubisoft.
A Ubisoft realmente tem franquias e jogos chave nas mãos, e se delas fizer bom uso, pode ganhar rios de dinheiro. Assassin’s Creed, Tom Clancy e Splinter Cell são apenas alguns dos exemplos que podemos citar. O recém lançado Anno 2070, da BlueByte / Related Designs , obteve notas bem altas, e a série Driver ganhou um ótimo novo título, com Driver San Francisco. A empresa de Yves Guillemot precisa somente aparar algumas “arestas” (e todos já sabemos quais são elas) para que possa então cair no agrado de todos os jogadores. E, olhe só que coisa: mesmo com estas “arestas” não aparadas, a empresa vem mandando muito bem nas vendas. O mundo dos negócios não poderia ser diferente, mesmo no “nicho gamer”, e tudo nos leva a crer que o sol brilha sobre a Ubisoft sem no entanto queimá-la.
A Ubisoft mencionou que divulgará um relatório definitivo em 15 de Fevereiro de 2012, data em que também promoverá uma conferência.














Sem querer ser chato mas já sendo: quanto mais a Ubisoft ganharia se não tratasse jogadores que compram legalmente como bandidos com seus DRMs absurdos? Esta estimativa não tem, não é, Yves “Voldemort”?
Sei que não adianta muito, mas continuo com meu boicote à Ubisoft e Blizzard. É duro resistir a alguns títulos, mas não darei meu suado dinheirinho para empresas que me tratam como bandido.
@Bruno Gurgel,
É, isso também me incomoda. Com certeza. É que, também, tem notícias que eu faço questão de publicar. Não publico muita coisa, mas outras, por um motivo ou outro, eu publico. Gostei do Voldemort…hahahahahaahha
Olha, Bruno, já em relação à Blizzard não tenho ressalva nenhuma não, principalmente depois que ela começou a se mexer no Brasil. Sei que ela é da Activision, etc e tal, e também não gosto de muita coisa que a Activision faz. Mas, fazer o que.
@Bruno Gurgel, também boicotei por um bom tempo a Ubisoft por conta do DRM, mas acabei não resistindo e comprei o Assassins Creed II, havia adorado o primeiro e assim que eles relaxaram um pouco as rédeas eu não hesitei.
A única empresa que eu ainda evito é a EA, no começo era por birra, hoje é pela praticidade que a Valve e sua Steam me oferecem, o cliente é leve e não interfere no funcionamento do computador, as atualizações são automáticas e os jogos ficam centralizados, o que para mim é uma benção.
@Hideki T,
Olha, Hideki, eu tenho certas ressalvas com a EA, mas tenho sido tão bem atendido pelo suporte deles, que vou te dizer, viu. Até códigos de desconto (sem eu pedir), os caras me deram. Incluíram no meu Origin games que não tem como pegar o serial key (como o Mirror’s Edge), bastando pra isso eu mostrar o link do meu perfil do Steam pra eles. Achei bem bacana. Pelo menos isso funciona.
Só acho que muita gente deve estar bem nervosa devido ao fato do SWTOR não ser liberado para o Brasil.
@Marcos A.T.Silva, acredito que o serviço prestado pela Origin tenha evoluído muito desde o seu lançamento, afinal é uma condição básica para permanecer no mercado, o motivo pelo qual eu atualmente evito comprar lá, é o mesmo que me leva a evitar qualquer loja que não seja a Steam, comodidade ou, em outras palavras, preguiça.
Vou explicar melhor; quando compro um jogo que não seja ativável pela Steam, preciso instalar, remendar e, principalmente, linkar o jogo com o cliente da Valve ou eu acabo esquecendo que ele existe, pode parecer bobagem ou preciosismo da minha parte, mas o fato é que eu nem lembrava que tinha o Dirt 2 (comprado na D2D) quando ia escolher um game para jogar.
Claro que existem exceções, como o WoW e LoTRO, e, mesmo entre os jogos da EA, eu quase comprei o Crysis 2, mas acabei perdendo a promoção em que ele estava por módicos R$ 29,90 e acabei deixando para lá.
@Hideki T,
Eu também, Hideki. E já pude perceber isso, como te disse. O suporte deles, inclusive, é mais rápido que o do Steam. Acho que eles só estão demorando para transformarem o Origin em uma loja de verdade, como disseram aos quatro ventos.
Eu entendo você. Também gosto de centralizar tudo, e prefiro o Steam ou então versões Steamworks, que podem ser ativadas no Steam. Mas, vou te ser sincero: não perco um bom preço só por isso não. E também passei por uma situação semelhante à sua. Há algum tempo atrás tentei comprar o Darkstar One, e só fui impedido porque o Steam me disse que eu já tinha o game…hehehehe Complicado isso.
Nós esquecemos mesmo, e a distribuição digital contribui muito para isto. É mais fácil esquecer nomes em uma lista do que caixinhas na estante.