Ontem o Dori Prata postou um excelente artigo no Meio Bit Games, e fiquei surpreendido ao perceber que existem mais pessoas como eu, que preferem jogar os modos campanha de um game em detrimento de partidas multiplayer. Nesta última geração de videogames, sempre vi o lado multiplayer de qualquer jogo como algo secundário. Não estou dizendo que não aprecio partidas contra outros jogadores, online, ou até mesmo um co-op. Ocorre que um dos principais fatores motivadores na hora de comprar um game, para mim, é seu enredo.

Adoro submergir na história de um game, pesquisar a respeito de sua história, tentar descobrir o que levou determinados personagens a tomarem determinadas decisões, etc. É claro que aproveito o lado multiplayer de todos os games que possuo, mas em escala muito menor do que seus modos campanha. Gosto de jogar online, até, mas o faço mais para diversão, encontrar com os amigos, e dar risadas. Não o faço com a intenção de me tornar “o melhor”, nem tampouco com a intenção de obter um resultado maravilhoso. Aliás, minhas últimas partidas multiplayer de Halo: Reach foram divertidíssima, e creio que morri umas 20 vezes, na última, e matei só uns 4 ou 5 inimigos, no máximo. 🙂

O que estou dizendo é que, para mim, um game representa algo como um filme interativo. Tem de existir uma história por trás de tudo o que estou fazendo. Uma motivação, um objetivo maior além de matar inimigos por matar, capturar bandeiras e atingir rankings cada vez maiores. Tenho de “me ligar” à história, tenho de me sentir motivado a seguir adiante, e para isto, preciso do singleplayer. Jogo games exclusivamente focados no multiplayer (ou melhor, já faz um tempo que não jogo, devido justamente à falta de tempo), como Lead and Gold e Team Fortress 2, mas estes, apesar de fantásticos e divertidíssimos, não possuem, para mim, o mesmo apelo de uma campanha épica, de um jogo de horror puro, de um game estilo plataforma divertido, de um Mario, de um belo puzzle, de um título de estratégia, de um simulador, etc.

Confesso que torci o nariz para o multiplayer em Assassin’s Creed: Brotherhood, apesar desta parte no game parecer bacana. Ocorre que a série é tão imersiva, possui momentos tão dramáticos e nos oferece doses tão fortes de história e beleza, que a princípio a inclusão do multiplayer no sucessor de Assassin’s Creed II me soou meio que como uma “bola fora”. É claro que partidas online em um jogo desta série farão muito sucesso, mas mesmo assim, continuo dizendo: o principal em Brotherhood, para mim, será sua história, sua campanha, a experiência obtida através do controle que terei sobre o Ezio na campanha do game.

Como em todos os games que jogo, o multiplayer em Assassin’s Creed: Brotherhood será, para mim, um adicional, um extra. Algo para me distrair e dar risadas com os amigos. Algo que utilizarei sem muitas pretensões, pois não tenho muito tempo para treinar exaustivamente visando me tornar um “super jogador”. Não tenho nada contra quem prefere multiplayer ao invés do singleplayer. Esta é apenas minha opinião pessoal, e para não dizer que não gosto de games online, vale ressaltar que WoW me proporciona, vez ou outra, grande diversão. Mas ali estamos falando do maior MMORPG da atualidade, desenvolvido pela Blizzard, empresa que sabe trabalhar na área.

Em World of Warcraft existe todo um background, todo um enredo que prende o jogador e está ali presente mesmo quando ele está “upando, upando, upando”. Isto inexiste no multiplayer. Pelo menos, o foco no enredo não é forte em grande parte dos jogos exclusivamente voltados a esta modalidade.

MMO’s, aliás, são um caso à parte, pois todos possuem seu enredo. Citei o caso de WoW apenas para dizer que também gosto de um jogo online, e aprecio a interação com outros jogadores. Digamos que tudo isto possa ser uma “sequela” de meus tempos de Atari, SNES, Master System, Mega Drive, Saturn, N64, etc. 🙂

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