A Ubisoft resolveu voltar atrás em relação ao always-on DRM (sistema que obriga o jogador a permanecer conectado à internet enquanto jogando alguns dos games da empresa) incluso na versão para PC de Driver San Francisco. Ela “ouviu o feedback” (negativo, é claro), e resolveu realizar algumas modificações no DRM. Nada de permanecermos conectados à internet: apenas um “simples” login, online, é claro, será necessário. Antes do início do jogo. Na verdade, o que a Ubisoft fez foi reduzir a “força”, digamos assim, e também a forma de atuação do tal DRM. A necessidade de uma conexão à internet para jogar Driver San Francisco permanece.

Não durante o game inteiro, mas “apenas” quando iniciamos o game. Ou seja, como bem lembrou John Walker, do Rock, Paper, Shotgun, “agora, er, se sua conexão à internet cair você ainda não pode jogar, e você ainda não pode jogar em qualquer lugar sem uma conexão à internet“. Dureza, hein? Me parece, aliás, que este é o mesmo tipo de DRM incluso em From Dust.

Nós ouvimos seu feedback a respeito da necessidade de uma conexão permanente à internet para Driver, e tomamos a decisão de não mais incluí-lo. Então, isto significa que os jogadores de Driver no PC somente precisarão realizar um login no início do game, mas podem, posteriormente, escolher jogar o game offline“, disse alguém da empresa.

Para a Ubisoft, seu DRM é um sucesso. Mas, ainda de acordo com o Rock, Paper, Shotgun (e já ouvi isto através de diversas fontes) ela não conseguiu provar de nenhuma maneira que o mesmo reduziu a pirataria em relação a seus jogos.  Aliás, DRM algum reduz pirataria, pois ele acaba focando infalivelmente em quem não deveria. Tudo bem. Qualquer empresa tem o direito de introduzir dispositivos para evitar que seus jogos sejam literalmente jogados na lama. Entretanto, quando um DRM se mostra ineficaz como este “always-on” já se mostrou (aliás, qualquer DRM o é), creio que tal empresa tem o dever de rever seus conceitos e deixar de penalizar pessoas que não possuem culpa alguma por supostos prejuízos sofridos pela mesma.

Isto, aliás, depende muito da ótica através da qual observamos este tipo de situação, pois um game “pirateado” não é um game “não vendido”. Alguém pode afirmar que existe prejuízo nesta situação? Claro, sou totalmente contra a pirataria, mas atitudes como estas me irritam bastante. Perceber que a Ubisoft deu uma “aliviada” no DRM de Driver San Francisco, mas que tal “aliviada” ainda assim poderá deixar muita gente que comprou o game sem jogar, é irritante ao extremo.

Quem buscar por “versões alternativas” de  Driver San Francisco não estará nem aí para tudo isto, pois jogará o game em qualquer lugar, a qualquer hora, sem ter de efetuar login algum nem tampouco possuir uma conta junto à desenvolvedora e publisher francesa. Tratar o cliente como um ladrão é o que a Ubisoft está fazendo, infelizmente (como palhaço também). Cada novo jogo da empresa que conta com este infeliz DRM, mesmo com esta nova versão “light”, chama a todos de picaretas. Quer dizer, se eu estiver sem internet, por exemplo, não poderei jogar Driver San Francisco de forma alguma, pois não conseguirem realizar o tal login.

E enquanto isso, o “mercado alternativo” está rindo à toa. A mim é que a Ubisoft não ouviu.

(Via: Rock, Paper, Shotgun)

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