Adoro jogos de corrida futuristas, e quando ouvi falar que Antigraviator seria inspirado em WipeOut e F-Zero, me animei bastante. O jogo, desenvolvido por um pequeno estúdio belga chamado Cybernetic Walrus e lançado em 06 de Junho de 2018, conta com gráficos muito bonitos e oferece velocidades estonteantes.

Aliás, é dito pelos desenvolvedores que não existem limites de velocidade em Antigraviator, título onde os GRAVs, veículos com os quais disputamos as corridas, correm a mais de 500 KM/h (e isto sem o uso de boosts ou mecânicas similares). E realmente, pelo que podemos perceber ao jogá-lo, os limites de velocidade são ditados apenas pela habilidade do jogador ao conduzir os veículos, desviar de obstáculos e de oponentes, e também das armadilhas que podem ser lançadas pelos outros competidores. Obviamente, existe um limite, e os GRAVs chegam a 700, 800 KM/h, mais ou menos, tudo isto dependendo de como os conduzimos, dos boots que coletamos e utilizamos, etc.

Antigraviator

Aliás, eis aqui algo que me lembrou bastante de WipeOut: armadilhas. Pena que este detalhe não tenha sido bem implementado no jogo. Tudo é muito confuso, aqui, não temos noção exata de quando coletamos armadilhas e também não existe lá muita variedade no que diz respeito às mesmas. O que temos, basicamente, são elementos do próprio ambiente sendo arremessados ou utilizados à favor do competidor que os utilizous (em uma pista com elementos de fogo, por exemplo, teremos lança-chamas na mesma, capazes de reduzir drasticamente nossa velocidade, e assim por diante).

A nave/veículo flutuante responde muito bem aos comandos, e pilotá-la não é lá muito complicado (complicado é, sim, conduzir o veículo às altíssimas velocidades oferecidas por Antigraviator). Basicamente, temos que utilizar um controle para pilotar o veículo (o teclado não funciona muito bem aqui). O gatilho direito acelera, o esquerdo ativa o freio a ar e o botão A, por exemplo, ativa os boosts que coletamos, acelerando a nave a velocidades estonteantes). O analógico direito, além disso, faz com que a nave dê um rodopio, o qual serve tanto para atrapalhar oponentes na pista quando para evitar a ação de armadilhas.

Tudo funcionaria muito bem, até, não fossem alguns probleminhas. Em WipeOut, por exemplo, tínhamos noção exata de tudo o que acontecia durante as corridas. Em Antigraviator, até existe uma espécie de timeline na parte superior da tela, indicando a posição do nosso GRAV, a posição dos oponentes e também das armadilhas. Mas fica bastante difícil olhar ali para cima quando estamos correndo a mais de 500KM/h. Para piorar tudo ainda mais, ao atingir velocidades superiores a esta, há um efeito de motion blur exagerado que borra tudo. Literalmente. Isto acaba até mesmo reduzindo, de certa forma, a qualidade gráfica do game, o qual, vale ressaltar mais uma vez, é muito bonito.

Antigraviator

E veja bem: o motion blur não está presente apenas quando atingimos velocidades superiores a 500 KM/h: nestes momentos o que acontece é que ele se intensifica ainda mais. Ele se faz presente também em velocidades mais baixas, mas nestes momentos sem atrapalhar. O motion blur faz com que tudo fique bastante complicado, e você perde realmente a noção do que está acontecendo ao seu redor. Além disso, o freio a ar acaba caindo até mesmo em desuso, dada a proposta do game e a qualidade da IA dos oponentes.

Antigraviator acabou não se mostrando o “substituto” de WipeOut que eu tanto desejava, infelizmente, apesar de tratar-se de um jogo de qualidade, capaz, quem sabe, de agradar a jogadores que consigam passar por cima destes problemas que citei acima. É possível também personalizar os GRAVs com elementos cosméticos, bem como é possível adquirir GRAVs novos e mais eficientes (são poucas as opções), além de melhorias para os que já se encontram em nosso hangar.

O título da Cybernetic Walrus conta com um total de 5 ambientes, sendo eles urbanos, desérticos, árticos, espaciais ou em ilhas. Cada um destes ambientes possui um total de 6 pistas. Apesar da quantidade, os ambientes e as pistas acabam contando com elementos um tanto quanto repetitivos, o que pode acabar cansando com o tempo.

Existe uma campanha, na qual você ganha créditos conforme avança (os quais podem ser utilizados na aquisição de novos veículos ou então em upgrades), e também existe um modo “corrida rápida”, no qual você escolhe o ambiente e a pista e parte para o desafio. Existe também um modo online em Antigraviator, mas após cerca de 5 minutos tentando encontrar uma partida, quase acabei desistindo. O que encontrei depois, no entanto, foi uma partida bastante divertida).

Antigraviator

Enfim, Antigraviator acabou me decepcionando principalmente devido àquela que deveria ser sua maior qualidade: as altíssimas velocidade. A perda de noção, da pista e dos elementos próximos, além do motion blur exagerado, acabam estragando bastante a diversão. Mas com certeza devem existir jogadores que apreciem o título.

Com todos estes problemas, aliás, me senti incapaz de capturar minhas próprias screenshots para utilização neste artigo (talvez eu esteja mesmo ficando velho), portanto, utilizei algumas disponíveis na web.

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