Conquistas (achievements) para o Xbox 360

Sei que posso estar navegando contra a maré, e até mesmo indo contra o pensamento da maioria dos donos de um Xbox 360, ao escrever este post, e posso até receber muitas críticas, mas tudo bem. Um blog é para isto mesmo: é um espaço para a divulgação de opiniões, sejam do autor sejam dos leitores. E aqui vai uma pergunta: você dá muita importância às conquistas (ou achievements) implementadas nos jogos do Xbox 360?

Inovação

Sei que foi uma das coisas mais notáveis e inovadoras implementadas no console da Microsoft (a Sony também aproveitou a deixa e implementou algo semelhante em seu Playstation 3). Sei que muitas pessoas jogam um game pensando principalmente em acumular conquistas e aumentar seu gamerscore. Muitas vezes, um jogo se torna, para algumas pessoas, apenas uma arena para “caçar conquistas”. Tem também aquele lance “do meu ser maior do que o seu”, em relação ao gamerscore. 🙂

Achievement - Conquistas

Crédito da imagem: Stasys Eidiejus – Photoxpress.com

Os pontos, as conquistas e o gamerscore

Geralmente, um jogo retail possui a capacidade de liberação de 1000 pontos, os quais são liberados através da realização das tarefas necessárias para a obtenção das tais conquistas e adicionados ao seu gamerscore. Um XBLA possui, geralmente, 200 pontos. Sei de gente que não descansa enquanto não obter os tais 1000 ou 200 pontos, respectivamente, muitas vezes jogando o mesmo jogo 2, 3, 4, ou mais vezes, apenas para executar todos os procedimentos necessários para a obtenção da(s) conquista(s) faltante(s). É claro que existem jogos que valem a pena serem finalizados muitas vezes, mas a questão aqui não é esta.

Bom, voltando aos pontos e às tarefas, estas podem ser as mais variadas possíveis. Desde determinado número de headshots em inimigos até a localização de artefatos escondidos no cenário, passando também pelo acúmulo de determinado número de mortes causadas, e por aí vai. É uma coisa legal? É. Aumenta o fator replay de um game? Indiscutivelmente. É inovador? Com certeza, foi uma das grandes sacadas da Microsoft com o Xbox 360.

Mas até que ponto isto é, digamos, saudável? Até que ponto isto atrapalha a jogatina? Eu, por exemplo, não costumo dar muita importância às conquistas, e a maioria das que obti foi jogando normalmente, sem “correr atrás” delas. Foram obtidas em alguns momentos por acaso, em outros por completar fases dos jogos, e por aí vai. Não fico “caçando”. Não dou muito valor ao gamerscore de alguém, e nem ao meu, aliás, que não é muito alto.

Eu jogo pela diversão. Pelo prazer de destrinchar um game até a resolução de seus enigmas, enigmas que levem a algum lugar, ao final, à obtenção de vantagens “in game”, etc. Pela emoção, pela gama de recursos que ele oferece. Pela imersão. Eu enxergo um game como uma caixa de surpresas, e meu maior prazer é abrí-la e ver o que ela pode me oferecer. As conquistas poderiam estar aí inclusas? Indubitavelmente, mas não com tanta importância para mim.

Este próprio blog, aliás, é uma prova e exemplo do que digo. Não sou um expert em games nem tampouco na plataforma que escolhi. Sou, sim, um apaixonado por eles, e aprendo enquanto escrevo, aprendo enquanto jogo, e procuro passar tudo isto de uma forma legal, aqui neste cantinho muito especial para mim.

Não critico quem aprecia fazer os tais 1000/1000 em um game (ou mais, dependendo do game), mas isto não é para mim. Jogo pelo prazer de jogar, e pronto. E você, o que pensa a este respeito? 🙂

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