Recebi meu “Assassin’s Creed 2” em 06 de Janeiro passado, e de lá pra cá, posso dizer que este é um dos games que mais diversão, imersão e prazer me proporcionou até hoje. Na verdade, escreverei aqui sobre minhas impressões, até este momento, sobre este fantástico game da Ubisoft. Sem spoilers, pode ficar tranquilo.

Na verdade, salvo em poucos momentos, “Assassin’s Creed 2” não tem saído da bandeja de meu Xbox 360. Para um game enquadrado geralmente no gênero “ação”, ele possui também grandes doses de “stealth” (e como as possui 🙂 ), pois na maioria das vezes passar despercebido é a chave para o sucesso das missões.

Apesar de não possuir um modo multiplayer, AC2 tem superado até Modern Warfare 2 em “número de horas jogadas”, comigo. Até tenho sonhado com o game, e é fácil esquecer do tempo e de tudo o mais enquanto estou jogando este fantástico jogo, pois a ambientação, os efeitos sonoros, a história, os personagens, os momentos de luta e a complexidade destes são todos fatores que proporcionam muito prazer ao gamer.

História

“Assassin’s Creed 2” possui uma história muito bem elaborada e factível. Em diversos momentos do game, ao passar por algumas construções das diversas cidades que você visita (Veneza, Florença, Forli, etc), são exibidas informações sobre a mesma, como por exemplo ano de construção, modo de construção, quem construiu, curiosidades relacionadas, a importância da mesma em diversos momentos da história da cidade, etc.

Tudo é ligado. Tudo possui um “porquê”. O jogador não é deixado sem respostas, basta suar a camisa e correr atrás das mesmas. Os diversos “Glyphs”, sinais estranhos que encontramos durante a jogatina, e que dão acesso a vários tipos de quebra-cabeças que ajudam a entender a história, são um caso à parte, aliás. De repente, ao ler informações a respeito de alguma construção, você é avisado de que ali existe um destes sinais, e aí vasculha o prédio inteiro à procura deles. Localizando o mesmo, e ativando a “Eagle Vision”, que permite também localizar alvos e guardas, o “Gliph” é ativado, e aí o quebra-cabeça tem início.

Além disso, você não deve jamais deixar de assistir às cut scenes, pois muita informação também é passada através das mesmas, as quais também são bem interessantes.

Vale ressaltar que a história se passa durante a renascença, na Itália (o que foi muito bem captado pelo game), onde poderosas famílias brigavam pelo poder, e constantemente ocorriam crimes os mais diversos visando a obtenção de tal poder. Em diversas das missões que você executará como Ezio você irá se deparar com este fato, e em muitas delas terá o poder de alterar o curso de alguns destinos.

Ambientação

Tudo é muito bem detalhado, desde as roupas utilizadas pelo protagonista, passando pelos uniformes e armaduras dos soldados até às vestimentas dos comerciantes, ambulantes, e transeuntes com os quais você se depara durante suas andanças. A música, apesar de não ser uma constante no jogo, sempre está presente nos momentos de mistério e/ou tensão, ajudando a enfatizar o clima que a situação propõe.

A variedade de pessoas com as quais você se depara ao andar pelas cidades é enorme, e a reação destas às suas próprias reações também é muito realista. Mate um ou vários guardas e em grande parte das vezes será chamado de “stronzo”, ou “il diavolo”. Isto, além de ser facilmente percebido o assombro dos civis quando presenciam as lutas e observam você matar os soldados: eles vão se afastando de você, com medo, enquanto você vai abandonando a “cena do crime”.

Esbarre nos pedestres e ouça-os reclamarem com você. Roube-os (que coisa feia 🙂 ) e veja que logo após perceberem eles gritam por socorro, chamando os guardas. Suborno, aliás, é uma das táticas que você poderá utilizar, caso queira deixar de ser procurado após alguma luta ou assassinato, diminuindo assim a animosidade dos guardas em relação ao seu personagem.

Gráficos

Aqui, a Ubisoft realmente fez maravilhas. É maravilhoso começar uma missão e ver o dia ir escurecendo, até que tudo se torne escuro e a noite cubra os seus passos. O inverso também é sensacional, e realmente impressiona.

Os efeitos de iluminação são fantásticos, e em alguns momentos é tão difícil enxergar algumas coisas, devido à luz do sol incidindo sobre determinadas construções, que é necessário ligar a “Eagle Vision”, para poder detectar com mais facilidade a localização de um tesouro, por exemplo.

Todos os prédios, casas, igrejas, fortalezas, lojas e mercados são muito bem detalhados, e se você não tomar cuidado, passará horas e horas apenas admirando o visual. Eu mesmo, costumo comprar mapas que fornecem a localização de tesouros, para então ir à caça dos mesmos e explorar a cidade.

E passo muito tempo fazendo isto, pois tudo é indescritível. E se você observar a cidade do alto, de cima dos telhados, obtém também visões maravilhosas. Vale a pena experimentar, só tome cuidado com os guardas: eles não gostam nem um pouco que você fique andando pelos telhados. 🙂

A sincronia labial também está quase perfeita, em Assassin’s Creed 2, salvo raras excessões, e também muito raramente você irá se deparar com momentos em que a legenda fica ligeiramente atrasada em relação ao que está sendo dito. Mas não é nada que atrapalhe o jogo.

Uma das coisas mais interessantes em Assassin’s Creed 2 são os “viewpoints”, locais geralmente localizados em torres altíssimas que, quando alcançados, ampliam o mapa da cidade que você possui além de funcionarem como “save point”. Aliás, atinja um desses “viewpoints” e salte lá de cima, seja n’água ou em uma carroça cheia de palha: a sensação é indescritível.

E o realismo é tão grande, que quando você sai da água, sua roupa parece realmente molhada, respingando para tudo quanto é lado. O mesmo acontece quando você sai do meio da palha: vai espalhando palha para todos os lados até se limpar.

Jogabilidade

A jogabilidade é complexa, e confesso que assusta, a princípio. Mas após algumas horinhas você já vai dominar completamente todos os movimentos. São diversos tipos de ataques, com ou sem arma, defesa, saltos, etc. Você contará com diversos tipos de armas, armaduras e roupas, que poderá ir comprando no decorrer do jogo, e também com armas que, digamos, são dadas ao Ezio, em determinado momento. Lâminas duplas escondidas no braço, bombas de fumaça e até uma… deixa pra lá, spoilers não são legais. 🙂

Uma das coisas mais legais em uma luta é desarmar o inimigo para então matá-lo com sua própria arma. Experimente. Existe até um manual “in-game” que ensina tudo o que você precisa saber. E depois do treinamento que um certo membro da família do Ezio dá a ele, muita coisa fica mais clara ainda.

Escalar os muros, aliás, é um dos grandes prazeres proporcionados pelo game. Parece que nada é impossível, e que o céu é o limite. Igrejas, fortalezas, casas: tudo você pode escalar, esteja ou não em missão. O jogo é bem aberto, e você decide quando e até mesmo, em alguns momentos, como, quer realizar determinada tarefa ou missão. Enfim, a jogabilidade é 100%.

Finalizando

Assassin’s Creed 2 tem sido uma experiência e tanto para mim. Um dos melhores games que já tive o prazer de jogar. Diversão e dificuldades muito bem dosadas, uma história muito bem construída e gráficos de tirar o fôlego. E a presença e atuação de Leonardo Da Vinci, então, é demais. Assassin’s Creed 2 está sendo um ótimo prelúdio para meu “Mass Effect 2” que já está a caminho. 🙂

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