Adoro música. Adoro jogos eletrônicos. Nos últimos dias, aliás, com as notícias a respeito de Crysis 3, ouvi a trilha sonora de Crysis 2 umas 10 vezes. Isto me fez instalar o título novamente, para jogá-lo. Acredito que um bom jogo deve contar com uma boa trilha sonora. Isto ajuda na imersão. Ajuda a formar aquele clima perfeito. A transformar a experiência em algo mais abrangente. Jogos eletrônicos podem também ser uma profunda experiência sensorial.

Naval War: Arctic Circle é um ótimo game de estratégia em tempo real para PC. Um jogo moderno e instigante, que conta com uma trilha sonora, aliás, muito especial. Ela foi composta por Demonaz, muito conhecido por sua atuação como guitarrista na banda de Black Metal norueguesa Immortal. Quem diria, não? A trilha sonora de um RTS composta por um músico atuante em um cenário tão, digamos, restrito?

Bem, sou meio suspeito para falar, pois adoro diversos gêneros musicais, incluindo diversas vertentes do rock. Minhas preferências incluem, por exemplo, bandas como Therion, Manowar, Avrigus, Hammerfall, Rush, Testament, The Cult, Draconian, Danzig, Slayer, Within Temptation, After Forever, Kreator, Agalloch, etc. Enfim, gosto de muitas coisas.

Voltando a Naval War: Arctic Circle e ao artista Demonaz, vale lembrar que a desenvolvedora do jogo, a Turbo Tape Games, também é norueguesa. O pessoal da empresa, sediada em Bergen, entrou em contato com o músico, o qual vive na mesma cidade. Espen Thomassen Saeverud, da Turbo Tape, explica como a guerra naval se “casou” perfeitamente com o black metal norueguês:

Dissemos a Demonaz que este é um game sobre grandes navios de aço lutando uns contra os outros no frio e escuro Ártico. Demonaz veio dar uma olhada no projeto e ele simplesmente não conseguiu resistir. Fogo, gelo e aço. Confrontos épicos entre as maiores máquinas de guerra já construídas. O estilo, a música, o tema, tudo se ajustou perfeitamente. Este jogo só pode ter uma trilha sonora, e esta é a trilha sonora incomparável de Demonaz para Naval War: Arctic Circle“.

Tudo já começa a ficar maravilhoso na tela inicial do game. Um tema melancólico e que parece deixar escapar um quê de imensidão e gélidos fantasmas acompanha o jogador enquanto este não inicia o título. É simplesmente fantástico. É também sensacional quando desenvolvedores de games possuem esta consciência de que um jogo eletrônico deve ser uma experiência áudio-visual. Que um game deve ser composto de “áudio e vídeo”, e de preferência deve contar com um bom trabalho nestes dois elementos.

É notável também a ausência de preconceitos em relação ao gênero musical e ao artista (aliás, preconceito para que?). Aliás, lembrando de um caso mais recente, temos também o Megadeth em NeverDead. Ambos os resultados e experiências são ótimos. Maturidade musical também faz muito bem a jogos eletrônicos, principalmente quando se trata de um gênero de jogo onde muitas vezes o pessoal esquece e/ou relega trilhas sonoras a segundo plano.

Aproveitando a ocasião, vale lembrar que a demo de Naval War: Arctic Circle já está disponível. Não deixe de conferir. Enquanto isso, veja alguns vídeos divulgados pela Paradox Interactive a respeito disto tudo:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=BMlKR02hvP0&hd=1

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=tknG-dGYoA0&hd=1

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