Comprei o game de corrida Blur no último dia 25 de Março, através de uma promoção realizada no Direct2Drive. Paguei US$ 7,96 em um divertidíssimo jogo de corrida estilo arcade que está me proporcionando muitos momentos de diversão de alta qualidade. Aliás, em 2010, Blur foi um dos games que eu mais queria adquirir. Não sei por que não o fiz. Sinceramente. Talvez ele tenha sido penalizado pela minha tal “sempre presente fila de games para jogar”, não sei.

O fato é que este game sempre esteve em minha wishlist, e a princípio minha intenção era adquirir sua versão para Xbox 360. Entretanto, muitas coisas mudam nessa nossa “cabeça gamer”, e como ultimamente estou jogando mais no PC, foi até que natural, a escolha. Blur, lançado em meados de 2010, para Xbox 360, Playstation 3  e PC, é um título e tanto. Um jogo desenvolvido pela Bizarre Creations, a mesma desenvolvedora do ótimo Project Gotham Racing 4 (ou simplesmente PGR4), Geometry Wars e alguns outros.

Aliás, neste artigo não poderia deixar de lembrar novamente que a Bizarre Creations foi fechada por sua dona, a Activision, no último dia 18 de Fevereiro. Triste, mas é a vida. De qualquer forma, este post é sobre Blur e a diversão que ele pode proporcionar. Infelizmente, não consegui acessar seu multiplayer: diversas mensagens dizendo que os servidores do game estão inacessíveis ocorrem durante as tentativas. Mas o modo carreira de Blur é divertidíssimo e com certeza vale o investimento.

Os gráficos de Blur não são tão bonitos quanto os de PGR4, mas os efeitos especiais meio que suprem esta “falha”. Blur é um jogo de corrida que até lembra um pouco Mario Kart. Durante as sensacionais e movimentadíssimas corridas contra uma inteligência artificial bem desafiadora, você deve coletar powerups dispostos na pista. Eles possuem diversas finalidades: rajadas de energia, escudos, minas, etc. Tudo isto visa atrapalhar a vida de seus oponentes. Aliás, você é alertado quando alguém mirou em você: a traseira de seu veículo recebe uma barra piscante que ali permanece lhe alertando do impacto iminente, a não ser que você consiga escapar.

Em Blur, esqueça qualquer preocupação com a simulação. O esquema é acelerar, acelerar, ganhar fãs (coisa muito importante no game) e lutar contra os outros motoristas. Cada utilização de um powerup, seja por você ou por outro corredor, é um show à parte. Efeitos luminosos extremamente chamativos e bonitos chegam muitas vezes a nos ofuscar. Você deve ir desbloqueando pistas e carros durante o gameplay, e para isto deve atingir determinados objetivos em cada uma das corridas. Chegar entre os 3 primeiros, basicamente e quase sempre.

Você consegue visualizar facilmente os powerups que já coletou através da traseira de seu veículo. É possível armazenar até quatro powerups, e você pode utilizar e/ou descartar qualquer um deles, quando bem desejar. Um dos mais legais é um que lança uma espécie de campo energético circular ao seu redor, causando problemas a quem estiver perto de seu veículo. Seu carro vai sofrendo danos, conforme vai sendo atingido, e para isto existe um item que você pode coletar para realizar os devidos reparos. Se você procura um game de corrida com belos gráficos, que proporcione muita diversão, que não seja um simulador e que, além disso, lhe proporcione um pouquinho de Mario Kart, fique com Blur sem medo.

A única tristeza que dá é saber que a Bizarre Creations morreu. Tristeza e raiva: da Activision. Mais uma mancha no nome desta empresa, em minha opinião, já não muito bem vista por alguns gamers (isto é relativo, entretanto, e trata-se da minha opinião). O site da Bizarre continua no ar, mas a seção de novidades já se encontra com erros, alguns links não funcionam mais, e o Twitter da empresa parou em 04 de Novembro de 2010.

Bom é saber que o pessoal que trabalhava na Bizarre Creations continua na área, muitos já foram contratados por outras empresas, etc. Ou seja, mentes criativas sempre criarão, independentemente de onde estejam. Ruim, entretanto, é imaginar que provavelmente a marca Blur é de propriedade da Activision, e provavelmente a publisher da franquia Call of Duty não tem nenhuma intenção de ressuscitá-la.

Ao mesmo tempo em que o mundo dos games consegue nos proporcionar experiências que nos deixam muito felizes, ele também consegue, algumas vezes, nos entristecer. Principalmente depois daquele vídeo de despedida da Bizarre Creations, todas as vezes em que jogo PGR4 ou, agora, Blur, sinto uma leve tristeza quando vejo aquele simpático logotipo da desenvolvedora.

Mas é sempre muito bom saber que o game continua sendo vendido. E quem sabe no futuro o GOG.com não o incorpore ao seu catálogo, livre de qualquer DRM e com alguns extras bem interessantes. Muitos podem falar mal, mas PGR4 e Blur são dois games que aprecio muito. 🙂

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