Call of Duty

Daqui em diante, a franquia Call of Duty não terá mais seu desenvolvimento alternado entre duas desenvolvedoras, mas sim entre três. A Infinity Ward e a Treyarch terão agora companhia da Sledgehammer Games, que já participou da produção de Call of Duty: Modern Warfare 3, de 2011, ao lado da Infinity Ward. A notícia foi confirmada pela Activision durante sua conferência anual com investidores.

Isso significa que cada novo título da série passará a ter um ciclo de desenvolvimento de três anos – e não mais de dois anos. O tempo extra que cada estúdio terá para polir seus jogos pode ajudar a reverter os óbvios sinais de cansaço demonstrados no recente Call of Duty: Ghosts. E isso são ótimas notícias pra quem já havia abandonado o barco de uma franquia que caiu no mesmismo há anos. O ponto ruim é que ainda teremos um Call of Duty por ano.

A Sledgehammer Games foi fundada em 2009 pelos criadores de Dead Space, Glen Schofield e Michael Condrey. Logo de início, o estúdio afirmou estar trabalhando em um Call of Duty em terceira pessoa, que deve ser lançado este ano, já dando início ao novo ciclo de desenvolvimento trienal. Com a Sledgerhammer tomando à frente, as veteranas Treyarch e Infinity Ward devem ter até 2015 e 2016, respectivamente, para finalizar seus trabalhos com calma.

“Cinco anos atrás nós iniciamos a mais incrível jornada de nossas carreiras. Ter a honra de desenvolver um novo Call of Duty da nova geração é um sonho se tornando realidade. Todos nós aqui na Sledgehammer Games compartilhamos a visão de criar o melhor trabalho de nossas vidas. O próximo Call of Duty representa uma nova era para essa surpreendente franquia, e nós estamos ansiosos para revelar no que estamos trabalhando”, escrevem os fundadores do estúdio.

Se existe um momento que pode definir a ascensão ou declínio derradeiro da bilionária franquia, esse momento é agora. Com o tempo extra nas mãos, as desenvolvedoras terão uma oportunidade de ouro para encerrar de vez a reciclagem vergonhosa de fórmulas (e até de animações) que assombra a série desde Call of Duty 4, de 2007.

Via PCGamesN e Games.on.net.

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

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