Conheça Rotastic e R.A.W. – 2 jogos “opostos” e interessantes

Publicado por em Jul 20, 2011 em Artigos, Notícias, PC, Playstation 3, PSN, Vídeos e imagens, xbla, xbox, xbox live | 4 comentários

Rotastic” e “R.A.W. Realms of Ancient War” são dois jogos muito interessantes que serão lançados para PC, Xbox 360 (através da Xbox Live) e Playstation 3 (através da PSN). São dois jogos “opostos”, digamos, no sentido de suas temáticas, de seus gráficos, dos gêneros aos quais pertencem e de suas propostas. Enquanto Rotastic será um colorido e engraçado game em 2D estilo plataforma, com diversos elementos que, no entanto, tornarão a experiência por ele fornecida também bem diversificada e profunda, R.A.W. será um hack ‘n slash cuja seriedade já pode ser sentida logo de início. Um título que levará o jogador para um continente devastado por uma guerra que já dura dez anos, no qual reinos de homens, elfos e anões se encontram em ruínas.

Primeiramente gostaria de escrever a respeito de Rotastic. Em desenvolvimento pela francesa Dancing Dots, trata-se de um jogo repleto de desafios e belos ambientes, no qual os reflexos, as habilidades e a engenhosidade dos jogadores serão postos à prova. O gamer deverá coletar itens, escapar de armadilhas mortais, realizar acrobacias aéreas e outras coisas similares. A campanha singleplayer do jogo da Dancing Dots possuirá cerca de 70 níveis, espalhados por 7 mundos diferentes, e ele também contará com suporte a partidas multiplayer locais, para até quatro jogadores.

Rotastic

Rotastic contará com uma mecânica de jogo simples porém construída sobre um gameplay profundo. Inúmeros puzzles, coleta dos mais diversos itens, inimigos para serem combatidos, sobrevivência, e, muitas vezes, tudo isto ao mesmo tempo, certamente fará deste game uma verdadeira “bagunça organizada” muito divertida e desafiadora.

Personagens carismáticos e muito engraçados farão parte do “cast” do título, como por exemplo o elfo narcisista Legalos. A jogabilidade simples será uma das marcas registradas de Rotastic. Um único botão, por exemplo, poderá ser utilizado para as mais diversas ações. O jogo também contará com estágios inteiros dedicados a puzzles, e também com outros inteiramente dedicados a acrobacias. Isto sem falar nos “Gem Collecting Stages”, “Survival Stages” “Brickbreakers Stages” e “Versus stages”. Gosta de competir com seus amigos? Rotastic também contará com leaderboards mundiais.

Este parece ser mais um game que, sob uma “capa” engraçada e colorida, oferecerá diversão, desafios, horas e horas de gameplay de boa qualidade e muita beleza. Rotastic será lançado ainda em 2011, para PC, Xbox 360 e Playstation 3. A data exata não foi informada, mas publicarei qualquer novidade a respeito deste interessante jogo.

Mudando da água para o vinho, R.A.W. Realms of Ancient War será um jogo bem mais sério, e também interessantíssimo. Também em desenvolvimento por um estúdio francês, chamado Wizarbox, R.A.W. será, basicamente, um hack ‘n slash que também contará com gráficos muito bonitos. Sua proposta, porem, será bem diferente da de Rotastic. Aqui estamos falando de um jogo ambientado em um mundo fantástico castigado por uma longa guerra e onde reinos estão à beira da ruína.

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Findo o bombardeio promovido pelo Steam, saem os gamers de seus abrigos?

Publicado por em Jul 11, 2011 em Artigos, distribuição digital, Indústria de games, PC | 20 comentários

Finalmente terminou o Steam Summer Camp Sale. Foram 11 dias durante os quais muitas coisas que discutimos aqui mesmo no  XboxPlus se concretizaram. O Steam, como sempre, descarregou sobre nós uma carga massiva de jogos, e mais uma vez muitos de nós fomos expostos a títulos e/ou promoções muitas vezes danosas a nossos bolsos e mentes. Filas de games para serem jogados aumentaram ainda mais, compras desnecessárias, quem sabe, foram realizadas, e ao final de tudo o site de distribuição digital da Valve volta a ser o que era antes.

É engraçado, e notável, realmente, como o Steam consegue nos fazer gastar. Outros serviços, como o Direct2Drive, por exemplo, tentam realizar promoções semelhantes, mas falta algo. Falta algo que “arranque” o nosso dinheiro mesmo contra a nossa vontade, muitas vezes. É preciso muita força de vontade para resistir a certos itens, situações, combinações e preços que apareceram nestes 11 longos dias de “promoções gamers” no Steam. Muitos jogadores compraram por pura compulsão, e eu mesmo me vi checando o site diariamente à espera de títulos que já tinha por certo serem destinados à minha fila.

O que faz com que sintamos tamanha vontade de comprar? Estaria a Valve, o Steam e sua maneira de trabalho criando um novo tipo de vício (ou alguma variante), o qual devido à agilidade da entrega e ao altíssimo “fator barganha” faz com que o viciado se sinta cada vez mais tentado a comprar, mesmo que já esteja com seus bolsos cheios?

Eu fico tentando imaginar qual foi o faturamento do Steam durante o “Steam Summer Camp Sale”. Pouco não foi, com certeza. E, mais uma vez, aprendemos algo que a distribuição digital, em especial o serviço da Valve, nos mostra com poucas palavras há tempos: vale a pena esperar. Portal 2, o triste Duke Nukem Forever, Red Faction: Armageddon, Terraria e inúmeros outros títulos recentes “apareceram” durante o acampamento de verão, com descontos muito bons.

Muitas vezes necessidades as mais diversas fazem com que um jogador obtenha e/ou tenha de comprar um jogo antecipadamente, como é o meu caso. Foi o caso, por exemplo, de Duke Nukem Forever, o qual recebi para review. Entretanto, não deixo de perceber o quão benfazeja pode ser a espera, neste caso. Digo isto com meu lado racional, digamos. Pois o lado gamer, o lado impulsivo, o lado que adora um lançamento, este é uma fera quase indomável. Parece que a interatividade e a imersão imbuídas nos jogos eletrônicos vão além do “simples” ato de jogar, e nos transformam em NPC’s controlados sabe-se lá por qual máquina distante e com certeza alheia às nossas necessidades.

É óbvio que todos adoramos estas promoções. Ninguém pode negar este fato. O que creio cada vez mais, porém, é que estratégia nestes momentos é essencial. Usei uma estratégia sugerida por um dos leitores do XboxPlus, e esta me ajudou bastante, aliás. Fui adicionando em minha wishlist alguns jogos pelos quais possuía interesse e a partir dela, então, observava diariamente os preços e suas oscilações. Foi assim que consegui, por exemplo, Twin Sector de US$ 4,99 por US$ 1,70, Dreamkiller de US$ 29,99 por US$ 7,49, “Penny Arcade Adventures: Precipice of Darkness Combo Pack” de US$ 11,99 por meros US$ 1,80, etc. Não são games “top”, digamos, mas este é um mero exemplo de como podemos gastar menos.

Cada vez mais percebo que o próprio Steam, em si, requer muita cautela e estratégia por parte do cliente. Me arrependo, aliás, amargamente, de ter comprado Frontlines:  Fuel of War por seu preço full sendo que poucos dias antes do acampamento de verão ele entrou nos “daily deals” por um preço muito camarada. Não me arrependo de ter comprado o game, claro, pois ele aparenta ser fenomenal. Me arrependo de não ter aguardado.

Mas aí entra, também, outro fator. O outro lado da questão, melhor dizendo. Uma promoção não aproveitada agora pode também resultar em frustração e, de certa forma, sabe-se lá quando o mesmo game vai ser vendido por aquele mesmo super preço. Me parece que com o advento da distribuição digital, estejamos falando de consoles ou PC, o risco de nos vermos em maus lençóis devido a gastos excessivos aumentou bastante. Quando comparamos nossa vida de gamer antes e depois das compras via download notamos claramente o “estrago”. Financeiro e psicológico, pois acabamos não jogando por falta de tempo e ao mesmo tempo nos sentindo mal por não aproveitar algo pelo qual pagamos.

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Jogos free-to-play como parte de um movimento benéfico à indústria e aos gamers

Publicado por em Jul 6, 2011 em Artigos, Jogos gratuitos, MMOs, PC | 8 comentários

Ultimamente, muito se fala nos jogos free-to-play. Jogos disponibilizados gratuitamente, cuja rentabilização ocorre de diversas maneiras diferentes, além do simples BTP (buy-to-play, ou compre para jogar). Até mesmo desenvolvedoras e/ou publishers de jogos P2P (pay-to-play, ou pague para jogar) devem estar preocupadas com a enorme onda do F2P. A Valve deu um dos passos mais significativos nesta área, ao transformar Team Fortress 2 em um jogo gratuito. Aliás, a dona do Steam começou sua movimentação na área um pouco antes de TF2 se transformar em um F2P.

Exemplos de games free-to-play, de diversos gêneros e níveis de gratuitade, não faltam. Até a Microsoft já foi mencionada. Dawn of Fantasy (um MMORTS), Faxion Online, Dreamlords: Resurrection (outro MMORTS), Battlestar Galactica Online, World of Tanks, Blacklight Retribution, Rusty Hearts e RaiderZ, Age of Conan, Lord of the Rings Online,  etc: todos exemplos recentes de mudanças nos modos de pensamento e negociação de desenvolvedoras e distribuidoras que enxergaram um modelo de negócios que pode muito bem substituir a cobrança de mensalidade e/ou a cobrança pelo jogo, e tornar os títulos mais atrativos e rentáveis.

É claro que a maioria dos exemplos de games free-to-play que encontramos atualmente pertencem ao “nicho” dos MMO’s e similares. Isto não impede, entretanto, que a indústria passe também por uma reformulação, e passemos a pagar por benefícios e/ou serviços adicionais ao invés de pagar pelo produto em si, independentemente do gênero do jogo. Claro: este é um processo para médio-longo prazo. O site Gamesindustry menciona, aliás, a lentidão dos consoles em adotar o F2P em relação a plataformas móveis ou o PC. A popularidade e a lucratividade do modelo também são citadas pelo site.

O Gamesindustry também menciona a Hi-Rez Studios, desenvolvedora do MMO Global Agenda, a qual realizou a transição do falido modelo BTP para o F2P através de uma parceria com a Valve. O co-fundador da Hi-Rez Studios, Todd Harris, ainda dá uma alfinetada nas fabricantes de consoles, de certa forma: “Uma plataforma que permite que o desenvolvedor atualize o game com frequência continuará a vercer“, diz Harris. E não é justamente isto o que temos no Steam, dentre outras coisas?

Ele também cita o problema dos consoles em relação a este mesmo assunto: impossibilidade de atualizações frequentes, ausência de modelos de negócio alternativos, etc. Isto sem contar com o fato de que o foco da Hi-Rez, ainda segundo seu co-fundador, é o PC, portanto, olha aí mais um ponto para o PC enquanto plataforma para jogos. Não é de hoje que eu digo que o PC jamais morrerá como plataforma de games, e esta idéia cada vez mais se fortalece. O PC cresce cada vez mais, neste sentido.

Atualmente, Global Agenda está em 25º lugar na lista “Top games by current player count” no Steam. Logo abaixo de Champions Online, da Cryptic Studios. O Gamesindustry também menciona o grande sucesso de Global  Agenda como um free-to-play, o que mostra também que nada acontece por acaso.

Certamente muita gente está adquirindo ítens “in-game”. Muita gente, aliás, de forma totalmente descontrolada. Gastando dezenas, centenas de dólares. E não só em Global Agenda, é claro. Muitos itens, mesmo os cosméticos, são extremamente atrativos, dependendo do perfil do jogador, o que acaba fazendo com que as desenvolvedoras trabalhem continuamente para lançar novidades em suas lojas, o que por outro lado demanda constante cuidado com o próprio jogo em si. Pois de nada adianta um jogo online oferecer itens maravilhosos se o mesmo está repleto de bugs e falhas as mais diversas.

Temos aqui, portanto, um modelo de negócios que além de oferecer aos jogadores os tais itens dentro do jogo, disponíveis para compra, também oferece atualizações constantes e também gratuitas, como o próprio jogo em si, para que o próprio modelo de rentabilização escolhido se mantenha firme e saudável.

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Sonhos podem ser aterrorizantes: o estranho e interessante jogo de horror “Catherine”

Publicado por em Jul 6, 2011 em Artigos, Playstation 3, Vídeos e imagens, xbox | 8 comentários

Todos já ouvimos falar, é claro, do jogo Catherine, criado pela desenvolvedora e publisher japonesa Atlus. Trata-se de um game de horror com sensualidade e puzzles, onde existem duas personagens com nomes parecidos: Katherine McBride e Catherine, simplesmente. O protagonista do jogo se chama Vincent, o qual possui uma relação complicada com sua namorada, Katherine. Seus problemas aumentam ainda mais quando ele conhece a bela Catherine.

Vincent começa a ter horríveis pesadelos, onde ovelhas engravatadas sempre estão presentes. Nestes pesadelos, o protagonista pode chegar a subir em gigantescas escadas que vão desabando aos poucos, por exemplo. Inúmeras armadilhas também estarão presentes em tais pesadelos, e vale lembrar que a vida de Vincent sempre estará por um fio em tais “sonhos”. É mais do que óbvio que tudo isto tem a ver com Catherine. Trata-se de um jogo cujo gameplay se alterna entre cenários diurnos e os pesadelos. As escolhas do jogador influenciarão o gameplay, e o título contará com inúmeros finais. O novo jogo da Atlus será lançado em 26 de Julho de 2011, para Xbox 360 e Playstation 3.

Mais uma vez, é uma verdadeira pena não lançarem um título assim para o PC. Uma demo do game será lançada em 12 de Julho, aliás, a qual permitirá que os jogadores conheçam um pouco mais os personagens, principalmente o torturado Vincent; o jogo parece ser muito interessante. Um rumor circulará pela cidade, e segundo o mesmo, os pesadelos podem até mesmo provocar mortes na “vida real”.

Uma série de assassinatos também começa a deixar a cidade em polvorosa, e vale ressaltar que somente homens são encontrados mortos, e seus rostos refletem enorme espanto. Enquanto isso, Vincent tem de lidar com pressões tanto do lado de Catherine quanto do de Katherine. O ambiente dos tais pesadelos é muito estranho, e a presença de criaturas horripilantes, além dos tais “homens-ovelha”, torna tudo bem surreal.

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Novo trailer de Deus Ex: Human Revolution – indo além do jogo

Publicado por em Jul 4, 2011 em Artigos, PC, Playstation 3, Vídeos e imagens, xbox | 8 comentários

A Square Enix divulgou um novo trailer do game Deus Ex: Human Revolution, chamado “Behind 2027 ‘World“. No vídeo, os desenvolvedores discutem a respeito do mundo “augmented” de Human Revolution. Eles também comentam a respeito de duas empresas (Sarif Industries e Tai Yong Medical) que competem pelo mesmo mercado, o de “melhorias corporais”, digamos. As mesmas “sofridas” pelo protagonista, Adam Jensen.

O que se vê no vídeo é um mundo realmente futurista, porém caótico. “Parem de brincar de Deus“, podemos ler em uma placa erguida por um manifestante. Os desenvolvedores também citam o fato de como a tecnologia que permite as melhorias nos corpos humanos pode afetar o próprio mundo; há a questão, também, das pessoas que necessitam da tal tecnologia, por motivos médicos. E é claro que existirem aqueles que, em Deus Ex: Human Revolution, se transformarão em “irmãos mecânicos” de Adam Jensem por diversos outros motivos.

Em relação às duas empresas acima mencionadas, enquanto a Sarif Industries foi fundada por um visionário chamado David Sarif, o qual acredita que a tecnologia de melhoria corporal, digamos, representa o futuro da humanidade, a Tai Yong Medical visa apenas destruir qualquer competidor, trocando em miúdos. É extremamente interessante, e bem vindo, também, o fato de que Deus Ex: Human Revolution contará com um gameplay que envolverá muito mais do que tiroteios.

Ação stealth, diversos modos de abordagem às mais diferentes situações, exploração, oportunidade de hackear diversos dispositivos, etc. Tudo isto fará parte do gameplay de Deus Ex: Human Revolution, e espero sinceramente que este jogo corresponda ao hype e às nossas expectativas.

Jogos que lidam com o futuro desta forma podem ser muito interessantes, pois envolvem, de certa forma, questões éticas e humanas que até mesmo hoje em dia seriam tratadas com horror ou, no mínimo, combatidas com extrema veemência. Apesar da aparente ordem que se observa em alguns momentos dos diversos vídeos que foram liberados até agora, percebe-se que o mundo de Human Revolution é um mundo no qual talvez a humanidade de hoje não desejaria viver. Ou, quem sabe, apenas uma parte dela gostaria.

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(Primeiras impressões) L.A. Noire – um novo e surpreendente tipo de jogo

Publicado por em Jul 1, 2011 em Artigos, Hands On, xbox | 9 comentários

Comecei, há alguns dias atrás, minha peregrinação pela Los Angeles da década de 40 apresentada pelo jogo L.A. Noire, da Rockstar Games. Sam Houser, fundador da empresa, estava certo quando disse que trata-se de “um novo tipo de game”, quando comentando a respeito do lançamento de L.A. Noire para PC. O jogo foi lançado inicialmente para Xbox 360 e Playstation 3, em 17 de Maio de 2011. Trata-se de um jogo impressionante. O próprio fato da Rockstar lançar um game onde o protagonista é um mocinho e não um bandido já é algo estranho e diferente.

O protatonista de L.A. Noire se chama Cole Phelps. Trata-se de um policial “comum”. Phelps é um herói de guerra que logo é promovido a detetive, e tem, então, de desvendar os mais diversos crimes. Diferentemente de outros títulos da produtora, como GTA e Red Dead Redemption, em L.A. Noire temos não um mundo aberto, mas sim uma “liberdade controlada”, digamos. Você é livre para ir onde desejar, mas tudo tem de seguir determinadas regras. Você não pode fazer o que bem entender na Los Angeles retratada no jogo, e até mesmo sua arma só é desbloqueada para uso em situações de risco e/ou onde ela seja realmente necessária.

O primeiro game que me veio à cabeça ao começar a jogar o mais novo título da Rockstar foi Mafia II. Mas as semelhanças com este último são bem tênues e saem de nossa cabeça logo nos primeiros minutos de gameplay. Trata-se de uma leve impressão, apenas. L.A. Noire é mais um game de investigação do que qualquer outra coisa. Seus gráficos são muito bonitos, é claro. A própria cidade em si é belamente retratada. Você dirige ao lado de veículos particulares e de transporte público característicos da época, por exemplo. Mas o que realmente impressiona no jogo é a animação facial dos personagens, a qual realmente foi elevada a um novo e extraordinário patamar.

As expressões faciais são tão realistas que chegam a nos assustar. Vale ressaltar também que a expressão facial de cada suspeito, por exemplo, pode ajudar o gamer a identificar se o mesmo está dizendo ou não a verdade. Em L.A. Noire foi utilizada a engine Havok e também uma engine proprietária, além da tecnologia MotionScan, desenvolvida pela empresa australiana Depth Analysis. Tal tecnologia é que permite a mágica de sermos capazes de detectar alterações mínimas no rosto de cada suspeito.

Linhas de expressão, minúsculos tremores labiais, o nervosismo dos personagens ou expressões de escárnio, movimentos das sobrancelhas e dos olhos, as testas se enrugando, etc: estes são alguns dos movimentos e detalhes que o jogador pode detectar no rosto dos suspeitos durante os interrogatórios, tudo graças à tecnologia da Depth Analysis. A MotionScan faz uso de 32 câmeras para capturar todos os detalhes apresentados pelos rostos dos atores. Sim, existe um Cole Phelps de carne e osso, também.

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