Conheça o sensacional jogo de estratégia STORM – Frontline Nation

STORM – Frontline Nation é um jogo de estratégia desenvolvido pelo estúdio sueco Colossai Studio e cuja publisher é a Just A Game, empresa responsável também pela distribuição do jogo Naval Warfare, dentre diversos outros títulos. Lançado em Junho de 2011 e disponível no Steam, no GamersGate e no Direct2Drive, por exemplo, STORM – Frontline Nation é um game interessantíssimo.
O título conta com cerca de 500 campos de batalha reais, 45 países e 100 cidades. O jogo oferece um amplo “cenário” para que os apaixonados por jogos de estratégia utilizem as mais diversas táticas de combate. O título também permite a utilização de armamento nuclear, químico ou biológico, e ainda conta com um sistema de diplomacia para que os jogadores tentem resolver alguns conflitos de maneira mais branda.
O campo de batalha do jogo é dividido em “pedaços hexagonais”, e é necessária muita estratégia no momento de delinear cada ação e escolher as armas adequadas a cada situação. Com seus belos gráficos e suas novidades, o título da Colossai Studio meio que revoluciona o nicho dos jogos de estratégia baseados em turnos. O jogador pode escolher qualquer uma das 45 nações, e decidir se deseja jogar uma campanha inteira ou uma rápida batalha focada no combate.

O título ainda conta com unidades que podem sofrer upgrades, para incrementar ainda mais a experiência, e de uma forma bem especial. A infantaria, por exemplo, pode ser capaz de utilizar morteiros e mísseis anti-tanque. STORM – Frontline Nation também conta com um sistema de pesquisas, através do qual o jogador poderá desenvolver novas tecnologias para utilizar durante as batalhas. Também é possível desenvolver armas de destruição em massa, vale lembrar.
Outra detalhe muito bacana no game é que os campos de batalha são criados dinâmicamente, e o clima e a alternação entre o dia e a noite poderão afetar o gameplay e, talvez, os resultados. Detalhes como a utilização de espiões, sabotagem e manipulação, além de negociações com diversas nações durante as quais o jogador pode aceitar ou não qualquer acordo apresentado, fazem deste game algo muito especial.
O game oferece ao jogador um fantástico número de possibilidades no tocante ao gerenciamento de recursos e tropas, além de grande liberdade de ação durante os momentos de combate, diplomacia e pesquisa. Trata-se realmente de um jogo de estratégia em turnos muito “tentador”, digamos. Além do mais, ele permite estratégias e combates em grande escala e também pequenos embates: tudo depende da abordagem do jogador.
É realmente uma pena que jogos assim não recebam muita atenção por parte da mídia, principalmente no Brasil. Jogos que oferecem aquele “algo a mais” que vez ou outra buscamos e não conseguimos encontrar nos “grandes títulos”. O título ainda possui suporte a partidas multiplayer, vale lembrar.
Dê uma olhada no novo trailer divulgado pela Just A Game, o qual apresenta diversas cenas de gameplay de STORM – Frontline Nation. Abaixo seguem também algumas screenshots do game:
Leia maisSuprema Corte dos EUA tem mais bom senso que o Exterminador do Futuro
Arnold Schwarzenegger foi governador da Califórnia durante o período de 2003 a 2011. O ex-ator e ex-Exterminador do Futuro, enquanto ainda ocupava o cargo, tentou impedir a venda e o aluguel de jogos eletrônicos considerados violentos a menores de 18 anos. A Suprema Corte dos Estados Unidos da América derrubou hoje a tal lei que o ex-governador criou, demonstrando enorme bom senso e dando mostras de que o futuro, mesmo, muitas vezes está no pensamento e nas ações de quem menos esperamos.
Foram sete votos contra dois, e a Suprema Corte norte americana considerou a lei, criada pelo então governador em 2005, inconstitucional.
“Como os livros protegidos, peças e filmes que os precederam, os video games comunicam idéias – e mesmo mensagens sociais – através de muitos dispositivos literários familiares (como personagens, diálogo, enredo e música) e através de funcionalidades características à mídia (como por exemplo a interação do jogador com o mundo virtual). Isto basta para conferir a proteção da Primeira Emenda. Sob a nossa Constituição, julgamentos morais e estéticos a respeito de arte e literatura devem ser responsabilidade de cada invidivíduo, não um decreto do Governo, mesmo com a ordem ou a aprovação de uma maioria.”
Este é um pequeno trecho da resolução que declarou a lei inconstitucional. Este pequeno trecho, em minha opinião, resume tudo de forma magistral. A resolução na íntegra pode ser conferida através deste link. Até o Steam está divulgando, em sua página inicial, a decisão da Suprema Corte dos EUA.
É realmente uma grande vitória para os gamers, para a indústria dos jogos e para o mundo dos jogos eletrônicos como um todo, o fato de uma lei danosa como esta, a qual aliás, pelo que sei, nunca chegou a entrar em vigor, ter sido derrubada. Parece que agora o pessoal começa a entender que, digamos, a opinião pessoal sobre determinado assunto é mais importante, para o indivíduo, do que a de outrem sobre o mesmo assunto, guardadas as devidas ressalvas. Eu devo decidir o que é melhor para mim, e não o estado, por exemplo.
Todos os jogos e filmes possuem sistema de classificação por faixa etária, e isto basta, em minha opinião. Cabe a pais, educadores e responsáveis limitar o acesso de crianças e jovens a conteúdo impróprio. Proibições radicais como a proposta por Schwarzenegger nada mais são do que censura. Se algo me é nocivo, não o compro. Se vejo um jogo, um filme ou um livro como prejudicial a qualquer criança sob minha guarda, também, simplesmente não compro a obra em questão.
Deixar que os cidadãos respondam por seus atos e decidam o que é melhor para eles é o que faz um estado democrático. Proibições de nada adiantam, são uma afronta ao contribuinte e ainda fomentam o “mercado negro”.
Leia maisTristeza: PopCap pode ser vendida à Electronic Arts
Para mim, pelo menos, esta é uma triste notícia. A PopCap, criadora de tantos jogos fantásticos, como por exemplo Plants vs. Zombies, a série Bejeweled, Peggle, Zuma, Feeding Frenzy e diversos outros, pode ser adquirida por ninguém menos que a Electronic Arts. Ela mesma, um dos “personagens” responsáveis pela remoção do game Crysis 2 do Steam, personagem este que depois disse não ter culpa alguma do ocorrido, etc.
Trata-se da mesma empresa, também, que fechou a Pandemic Studios, desenvolvedora do game The Saboteur. Digo que esta notícia é triste pois a PopCap é uma empresa muito carismática, que desenvolve jogos também extremamente carismáticos. Vê-la nas mãos de uma empresa que trabalha de forma tal a meio que causar um certo cansaço em relação às suas franquias, será triste e dará muito medo. Nem quero imaginar o que a EA poderá fazer com todos os games da PopCap e/ou com o próprio estúdio em si. O valor da transação, caso esta realmente ocorra? Um bilhão de dólares.
Nada mal, não é? Aparentemente, a negociação já está em andamento, e o seu valor chega a ser estranho, uma vez que foi informado que o faturamento anual da PopCap gira em torno de 100 – 150 milhões de dólares. Bom, o valor não chega a ser tão estranho se levarmos em consideração o fato de que a EA tem em mente continuar incrementando seu portfolio social e casual, além do fato, é claro, da PopCap ser um estúdio que desenvolve jogos realmente sensacionais. A EA, inclusive, adquiriu a Playfish, em 2009, e esta última é uma empresa especializada em “jogos sociais”.
Ainda em relação ao valor da transação, vale lembrar que este representa 13% do capital social da EA, o que significa que ela está olhando para a criadora de Plants vs. Zombies com olhos muito vorazes. Nada, entretanto, está confirmado por enquanto. Jennifer Kye, da PopCap, chegou a negar a venda no Twitter, mas o referido tweet foi logo deletado. Logo após, um representante da empresa, chamado Garth Chouteau, disse o seguinte: “Devido à política da empresa nós não comentamos a respeito de rumores e especulações deste tipo“.
É. Como dizia uma música que meu pai ouvia quando eu era criança: “Quem não for filho de Deus, ‘tá’ na unha do capeta“. Aparentemente só o que resta acontecer em relação a este rumor é as duas empresas concretizarem e anunciarem a compra. Mas ainda tenho esperança de que isto não ocorra.
Caso realmente ocorra, infelizmente, a partir daí, teremos mais um estúdio fantástico nas mãos de uma gigante voraz que visa lucros, muitas vezes, acima de qualquer coisa. Será que algum dia chegaremos a ver um Plants vs. Zombies 2? E, pior: será a PopCap, dentro de algum tempo, fechada pela EA? Notícias de fechamentos de estúdios pelas publishers que os adquiriram não faltam. Recentemente, a Kaos Studios foi fechada pela THQ, enquanto esta última continuará colhendo os frutos do trabalho da desenvolvedora, e já fala inclusive em um Homefront 2. Crysis 2, Crytek, Steam, Valve, EA, Origin e agora PopCap: todos protagonistas de histórias que muitas vezes acabam mal, e quase sempre somente para o jogador.
A PopCap, fundada em 2000, atualmente emprega cerca de 400 funcionários. É uma empresa totalmente focada no desenvolvimento dos chamados jogos casuais. Aliás, ela é mestre nesta área. A empresa desenvolve games para as mais diversas plataformas, e possui um catálogo muito bacana e diversificado. Web, Mac, PC, Xbox 360, PlayStation 3, Nintendo Wii, Nintendo DS, etc. Todas estas plataformas já receberam games da empresa. Atentem para o tamanho do “pacote” que a EA levará, e para o fato de que este pacote, em suas mãos, poderá se transformar em uma máquina copiadora extremamente lucrativa, máquina esta que, talvez, um dia seja desligada.
A indústria de games muitas vezes causa decepções enormes. Se a PopCap for mesmo adquirida pela EA, eu ficarei extremamente triste. Triste porque meio que sei o que virá depois.
(Via: Gamesindustry e TechCrunch 1 e 2)
Leia maisSobre jogos, bombardeios, loucura e desespero
Estamos vivendo em uma época na qual raro é o dia em que não ouvimos falar a respeito do lançamento de algum novo game. Durante este mês, aliás, por exemplo, foram lançados Red Faction: Armageddon, da Volition, Operation Flashpoint: Red River, da Codemasters, Trainz Simulator 12, da N3V Games, Duke Nukem Forever, da Gearbox, Duels of the Planeswalkers 2012, da Stainless Games, Pride of Nations, da Paradox, Alice: Madness Returns, da Spicy Horse, Dungeon Siege III, da Obsidian, F.E.A.R. 3, da Day 1 Studios e mais uma série de outros “games menores”, indie games, etc.
Trata-se de um verdadeiro bombardeio, durante o qual somos expostos a títulos dos mais diversos gêneros e observamos então, quem sabe, nosso instinto consumista ser ligado, muitas vezes com enorme desepero. Muitas vezes, até, chega-se a cometer verdadeiras loucuras e muitos gamers chegam a, literalmente, “entrar no vermelho”, tudo para manter este nosso hobby que, para alguns, pode até mesmo já ter se transformado em outra coisa. Até em trabalho.
Às vezes me pego pensando na lista de jogos que possuo no Steam e na quantidade dos que nunca joguei, finalizei ou sequer instalei. A indústria de games, incluindo-se aqui pequenas, médias e grandes distribuidoras, desenvolvedoras e lojas, está criando uma cultura consumista e, de certa forma, opressora, em determinados momentos. A distribuição digital ainda contribui mais ainda para fazer com que compras sejam realizadas em momentos onde, em sua ausência, o jogador aguardaria mais um pouco. É muito fácil: viu, gostou, pagou, baixou. Agora, jogar são “outros quinhentos”.
Muitas vezes fico imaginando se algum dia terei como jogar todos os meus jogos. O simples fato de se comprar, por exemplo, vários lançamentos, acaba ocasionando uma verdadeira “sobrecarga gamer”, no sentido em que somos expostos a gêneros, situações, gameplays, mecânicas e narrativas diferentes, quesitos que podem muitas vezes, em nossas cabeças, se misturarem e nos levarem a, ou não prestar muita atenção naquilo que estamos fazendo em frente a nossos consoles ou PC’s, ou então a nos deixar de tal forma cansados que podemos simplesmente abandonar um jogo temporariamente. Em outros tempos, cheguei a deixar de jogar por uma semana e meia, mais ou menos.
Muitos jogadores acabam ficando, também, desesperados. Pois suas filas de games para jogar podem já estar enormes, promoções aparecem constantemente e os indivíduos acabam muitas vezes comprando por impulso ou para aproveitar o bom preço, e este ciclo vai se repetindo indefinidamente, sem que, talvez, nem um único título tenha sido finalizado. Quem seria o culpado desta situação?
Conheço muitas pessoas que compram lançamentos pelo simples fato de se tratar de um lançamento, mesmo não tendo finalizado os títulos anteriores da franquia, por exemplo. Muitos até mesmo compram durante a pré-venda. Seria o caso de nos policiarmos mais e só comprarmos aquilo que realmente precisamos, ou seja, jogos que realmente iremos jogar imediatamente? Mas aí como conciliar a necessidade com a oportunidade?
Um game vendido hoje por 5 dólares, em promoção, pode demorar muito tempo para ter seu preço reduzido, e o comprador, caso tenha perdido a promoção, sentirá também enorme frustração. Ou seja, a frustração de não jogar algo que se possui é transferida para a situação de não possuir algo que se desejaria jogar. Esqueçamos dos fatores “tempo”, “disponibilidade”, etc. Temos aqui duas situações conflitantes que resultam em um certo desespero, da mesma forma que a existência das “listas infindáveis de games não jogados”.
Franquias anuais nem podem ser consideradas culpadas, se é que existe um culpado nisto tudo, pois as publishers e desenvolvedoras querem desenvolver e vender, enquanto o jogador quer “consumir”. As franquias anuais hoje em dia são superadas facilmente pela enorme quantidade de jogos que são lançados sobre as nossas cabeças todos os meses, com o apoio de seus respectivos hypes que se iniciam muito tempo antes da “release date”.
Estamos vivendo um momento em que a indústria de jogos se tornou gigante, e como tal, gigante é a sua movimentação e gigantes são os resultados, benéficos ou não, que ela pode produzir. Quem acompanha o mercado de games bem de perto sabe que tudo o que eu disse acima é apenas a ponta do iceberg, digamos. E que dizer então dos MMO’s e a capacidade/necessidade imensa de imersão que eles requerem?
Será que teremos de pensar de forma mais seletiva e planejarmos nossas compras de jogos de forma tal a não nos prejudicarmos? E será que não somos nós mesmos os culpados pela sobrecarga que o tal “bombardeio de games” pode nos causar, uma vez que compramos por livre e expontânea vontade? O grande problema é que um jogo exposto é muito mais tentador que um tênis em uma vitrine. Games são obras de arte interativas, e o apelo que possuem é enorme. O que você pensa disto tudo?
Leia maisA indústria de games e elementos que podem acabar com nossa diversão
Confesso que há tempos sinto vontade de escrever este artigo, e o ótimo artigo escrito ontem pelo C. Aquino, do Retina Desgastada, meio que me motivou. Fui também motivado pelos recentes acontecimentos envolvendo a EA, o Steam, a Valve, etc. Há algum tempo, já, somos desrespeitados pela “grande indústria de games”. Pelas grandes desenvolvedoras e publishers, que colocam o dinheiro acima de tudo e não possuem a mínima preocupação em pelo menos esconder suas ações escandalosas. Como parte desta triste saga, assistimos à remoção de Crysis 2 do Steam e à EA dizendo logo em seguida que a Valve é a culpada. Estranhamente, até o momento, a Valve não se pronunciou, e algo que o leitor Ivan Carlos disse em um comentário aqui mesmo no XboxPlus, a respeito da maneira de aquisição de DLC’s em Crysis 2, a respeito do fato destas transações serem feitas totalmente dentro do jogo, pode nos dar uma luz a respeito da remoção.
Aliás, o Ivan escreveu um artigo interessantíssimo em seu blog, o Gamepad, o qual tem a ver com este meu artigo, também. O fato é que sinto medo. Recentemente, percebemos que até mesmo uma franquia consagrada e profunda como Mass Effect corre riscos. Nem mesmo jogos imersivos e dotados de um intenso e profundo enredo talvez sejam poupados da ganância das distribuidoras. Durante a E3 2011 vimos o Shepard “sofrer” com comandos de voz via Kinect em Mass Effect 3, o que nada acrescenta ao jogo em si. E, pior: a publisher de Mass Effect é justamente a EA. Será também a série Mass Effect exaurida pela “Síndrome de EA” que o Gamepad mencionou? É triste sequer pensar nisto.
Aliás, o que foi a E3 2011? Wii U e seu “controle-iPad”? Microsoft tentando “empurrar” o Kinect a todo mundo, como se ele fosse a última maravilha do mundo e como se o simples fato de comandar o chefão da Normandy com sua voz fosse algo maravilhoso? Em minha opinião, a Microsoft e a Nintendo não mostraram nada demais na feira. Já quanto à Sony, não acompanhei muito a seu respeito durante a E3, então prefiro não comentar. Muita coisa bacana aconteceu, entretanto, fora da área de atuação destas 3 gigantes. Muita coisa que, talvez, tenha passado despercebida por grande parte do público.
O quase triste mundo dos games
Crysis 2, Crytek, Steam, Valve, EA, Origin, etc: todos “protagonistas” de um triste conto que acaba envolvendo pessoas que, na maioria das vezes, nada mais querem do que comprar seus jogos e serem tratadas como clientes valiosos, e não como simples números em uma base de dados, números estes que posteriormente serão processados e utilizados em estatísticas, sendo mais tarde transformados em lucros absurdos.
Até é possível sentir saudades dos tempos em que jogávamos videogame “desconectados”. Singleplayer total. Nada de Xbox Live, PSN, jogos online, etc. O gamer comprava ou alugava seu jogo, ía para casa e “se matava” até finalizar o título em questão. Nada mais. Produtoras, distribuidoras, etc, se esforçavam para oferecer títulos de qualidade, com conteúdo riquíssimo, e a indústria era movida pela criatividade e pela vontade de fazer um bom trabalho para vender mais, é claro, e não pelas monstruosidades que determinadas gigantes hoje em dia promovem.
O tal do Call of Duty Elite é um absurdo. Quer dizer, o jogador paga pelo jogo, paga a assinatura da Xbox Live ou da PSN, dependendo do caso, e ainda tem de pagar mais alguns trocados caso deseje fazer parte da “turminha legal” no multiplayer? O pior de tudo é que 2 milhões de jogadores já se inscreveram para o beta do serviço. A Activision diz que tudo permanecerá igual para quem não “aderir ao clube”, mas sabemos que com o decorrer do tempo os assinantes do Elite terão mais vantagens, além das iniciais, e até mesmo poderão criar um certo sentimento de desprezo por quem não é “da elite”. O próprio nome do novo serviço é infeliz, pois de certa forma cria uma distinção entre jogadores assinantes e não assinantes que poderá, muitas vezes, acabar em brigas e insultos. O próprio nome em si ajuda a reforçar o caráter nefasto do novo serviço criado pela detentora dos direitos autorais da franquia Call of Duty, pois quem não for da elite pertencerá a qual grupo? À ralé?
“Se você quer continuar a jogar Call of Duty como sempre fez, você ainda será capaz de fazer justamente isso, incluindo a possibilidade de comprar pacotes de mapas ‘ala carte’. Com o Call of Duty Elite, estamos adicionando uma nova opção para aqueles que querem obter ainda mais do game. Mesmo os ‘haters’ podem jogar de graça“, diz a Activision. E foi assim mesmo que eles divulgaram o press release relativo ao Call of Duty Elite. “Even haters can play for free“. Em negrito. Haters. Hate. Ódio. Rancor. Aversão. Um serviço que incita à discórdia já em seu anúncio.
Desrespeito total. Logo de cara afirmam nas entrelinhas que aqueles que não optarem pelo serviço receberão uma esmola. Serão capazes de “jogar de graça algo pelo qual pagaram”. Que insanidade. Quer dizer: o jogador compra o jogo e “pode jogar de graça”. Onde a Activision está com a cabeça? Pensando no meu ou no seu bolso é que não estão pensando, é claro. Já não é de hoje que a empresa de Bobby Kotick é conhecida por sua ganância. Mas agora eles foram longe demais.
O Elite poderá ser um sistema pago dentro de outro sistema pago. Um sistema independente que, quem sabe, será até mesmo capaz de provocar problemas com algumas redes e plataformas. Não no tocante à parte tecnológica, mas no tocante às questões financeiras e contratuais, pois todos sabemos que diversão é uma coisa, e negócios são algo totalmente à parte. Não foi isso que supostamente aconteceu entre EA, Crytek, Valve e Steam? O Elite permitirá que os assinantes, por exemplo, acessem informações à partir de dispositivos iOS e Android, acessem “milhares” de estatísticas, criem leaderboards personalizadas, obtenham informações a respeito de qual armamento é melhor em cada situação, etc, além de uma série de recursos sociais.
Leia maisCrysis 2 é removido do Steam – as publishers e suas “manobras”
O jogo Crysis 2 foi removido do Steam e agora é um título exclusivo do novo serviço de distribuição digital criado pela Electronic Arts, o Origin, o qual substituiu a EA Store. Ainda pode-se encontrar (não se sabe até quando) o jogo no Direct2Drive (liberado apenas para Estados Unidos e Canadá) e no Gamesplanet, mas pelo que tudo indica, a EA iniciou um processo que parece ter por objetivo reforçar seu novo serviço de distribuição digital e, quem sabe, tentar competir com o Steam, o que acho difícil. Crysis e Crysis Warhead continuam disponíveis no Steam, vale ressaltar. Não se sabe também até quando.
Não digo nada, aliás, se os vindouros Battlefield 3 e Mass Effect 3 também não forem títulos exclusivos do EA Origin. Chego até a imaginar um momento em que todos os títulos da EA em versão PC serão vendidos única e exclusivamente através do Origin. Será muito triste, se tal acontecer. De qualquer forma, não entendo realmente o que a EA pretende com tudo isto, se em sua nova loja online ela vende apenas seus próprios títulos. Ou seja, temos no Origin um catálogo muito menor e uma variedade de gêneros também muito pequena.
Quando do lançamento do Origin, John Riccitiello, CEO da Electronic Arts, disse o seguinte: “Ao longo do tempo, o Origin irá crescer com novas funcionalidades e novo e único conteúdo, o qual os consumidores não conseguirão obter em nenhum outro lugar“. Pode até ser que estas “novas funcionalidades” e este “novo e único conteúdo” seja algo tentador, no futuro, quando realmente soubermos do que se trata. Mas irá a EA começar a vender títulos de outras publishers? Acredito que não. Duvido que outra publisher gostaria de vender seus jogos através da loja de uma concorrente.
O fato é que o cliente do Origin já conta com alguns recursos sociais, o que demonstra que entre os planos da EA está também a criação, quem sabe, de uma plataforma, seguindo, quem sabe, os passos da Valve com o Steam. Mudando de assunto, na página do jogo Alice: Madness Returns no Origin, por exemplo, consta o seguinte aviso: “Disponível somente na Origin, até 17 de Junho!”. É pouco tempo, mas já é outro sinal, e “para bom entendedor meia palavra basta”.
Tudo isto é meio que estranho. E continuo batendo na tecla dos “porquês”. Por que a EA está indo por este caminho sendo que em sua loja, pelo menos até hoje, somente títulos por ela distribuídos são vendidos? Não seria melhor manter os dois “canais” de venda, ou melhor, vários “canais”? Algo de bom, pelo menos, podemos extrair disto tudo: a EA enxerga o mercado de jogos para PC com bons olhos, senão não teria feito tudo isto.
(Via: Kotaku)
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