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	<title>XboxPlus Blog de Games - Dicas, análises, tutoriais. Games, consoles e jogos em geral &#187; Indústria de games</title>
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		<title>Quando não podemos jogar um jogo pelo qual pagamos e quem não pagou pode</title>
		<link>http://www.xboxplus.net/2012/02/03/quando-nao-podemos-jogar-um-jogo-pelo-qual-pagamos-e-quem-nao-pagou-pode/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria de games]]></category>
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		<description><![CDATA[A Ubisoft já chegou a remover o seu &#8220;always on&#8221; DRM de alguns de seus jogos. Claro, após muita discussão com os jogadores, pressão da imprensa, etc. Entretanto, este sistema imbecil continua funcionando em diversos títulos da empresa. Este sistema que deixa ilesos aqueles que não pagaram pelo jogo, e penaliza quem pagou. Este sistema [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-21991" style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 6px; margin-right: 6px; float: left;" title="angry" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/02/angry.png" alt="" width="128" height="128" />A Ubisoft já chegou a remover o seu <a href="http://www.xboxplus.net/2010/02/22/ubisoft-como-matar-o-mercado-de-games-para-pc-com-a-ajuda-da-internet/" target="_blank">&#8220;always on&#8221; DRM</a> de alguns de seus jogos. Claro, após muita discussão com os jogadores, pressão da imprensa, etc. Entretanto, este sistema imbecil continua funcionando em diversos títulos da empresa. Este sistema que deixa ilesos aqueles que não pagaram pelo jogo, e penaliza quem pagou.</p>
<p>Este sistema que exige conexão constante à internet mesmo no caso de partidas singleplayer. O cúmulo do absurdo, não? De qualquer forma, até que é possível contornarmos alguns problemas relacionados, mesmo com raiva, desde que tudo funcione &#8220;do lado de lá&#8221;. O mínimo que se espera de uma empresa que utiliza um DRM como este é transparência e servidores sempre online.</p>
<p>Mas isto mudará. Temporariamente, mas mudará. Na próxima semana a Ubisoft mudará alguns de seus serviços online de data center, e a empresa não informa quanto tempo este processo durará. A &#8220;mudança&#8221; começará na próxima terça-feira, 07 de Fevereiro, e a partir daí, jogos como, por exemplo, H.A.W.X. 2, Might &amp; Magic: Heroes 6 e The Settlers 7 simplesmente não funcionarão.</p>
<p>Ou seja, quem comprou os games acima não poderá jogar. Por quanto tempo? Ninguém sabe, e a empresa nem faz questão de informar este &#8220;pequeno&#8221; detalhe. É como ir no caixa de uma padaria, morrendo de fome, comprar um lanche e, com o ticket em mãos, aguardar em um balcão vazio até que algum atendente tenha a boa vontade de lhe atender.</p>
<p>E enquanto isso muita gente estará rindo à toa. Versões piratas dos jogos que, em suas versões normais, possuem este &#8220;DRM-tralha&#8221;, funcionarão sem problemas, pelo menos no que diz respeito aos modos singleplayer. Para que exigir conexão constante, eu me pergunto? Para que tratar jogadores de forma tão desrespeitosa?</p>
<p>Que &#8220;gênio&#8221; (ou gênios) inventou este DRM que a Ubisoft ainda tem coragem de dizer que é muito bom? Sabemos que DRM não serve para nada. É lixo. Não reduz a pirataria e ainda representa um incentivo para crackers e afins, ao mesmo tempo que deixa jogadores &#8220;legais&#8221;, muitas vezes, com sérios problemas nas mãos.</p>
<p>Será que a Ubisoft pensa nisto tudo? É impossível sequer imaginarmos que todos estes fatores não passem pela cabeça dos executivos da empresa. O que me deixa perplexo é a insistência em algo que não serve para nada. Bom, serve sim: muitos jogadores certamente já enxergam a gigante francesa com outros olhos.</p>
<p>A lista abaixo contém jogos que serão afetados e jogos que não serão afetados pela manutenção:</p>
<p><strong>Games afetados</strong></p>
<ul>
<li>Assassin&#8217;s Creed &#8211; Mac;</li>
<li>Tom Clancy&#8217;s H.A.W.X. 2 &#8211; PC;</li>
<li>Might &amp; Magic: Heroes VI &#8211; PC;</li>
<li>Splinter Cell Conviction &#8211; Mac;</li>
<li>The Settlers 7: Paths to a Kingdom &#8211; PC;</li>
<li>The Settlers &#8211; Mac;</li>
</ul>
<p><strong>Games não afetados</strong></p>
<ul>
<li>Anno 2070;</li>
<li>Assassin&#8217;s Creed: Revelations;</li>
<li>Driver: San Francisco;</li>
<li>Just Dance 3;</li>
<li>The Settlers Online;</li>
</ul>
<p>Será que os criadores deste &#8220;maravilhoso&#8221; sistema pensaram nas futuras, possíveis e necessárias manutenções nos servidores? É claro que sim. Será que eles se importaram com isso? É claro que não.</p>
<p>(Via: <a href="http://www.rockpapershotgun.com/2012/02/02/legitimate-ubisoft-games-wont-work-tues/" target="_blank">Rock, Paper, Shotgun</a> e <a href="http://www.gamespot.com/news/ubisoft-drm-games-to-be-temporarily-unplayable-6349732" target="_blank">Gamespot</a>)</p>


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		<title>EA: Origin gera mais de US$ 100 milhões e SWTOR tem mais de 1,7 milhões de assinantes ativos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[distribuição digital]]></category>
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<p><a href="http://www.xboxplus.net/2011/11/03/review-battlefield-3/" target="_blank">Battlefield 3</a> e FIFA 12 venderam, cada um, mais de 10 milhões de unidades, e Star Wars: The Old Republic já possui mais de 1,7 milhões de assinantes ativos. O MMORPG da BioWare, aliás, o qual não está disponível no Brasil, vendeu mais de 2 milhões de unidades em pouco mais de um mês. A EA também menciona que as vendas da <a href="http://www.xboxplus.net/2011/07/13/electronic-arts-adquire-popcap-games/" target="_blank">PopCap, estúdio adquirido em Julho do ano passado</a>, cresceram 30 por cento em 12 meses.</p>
<p>Outras façanhas, grandes, é claro, também foram anunciadas pela empresa, como por exemplo lucros <a href="http://wiki.answers.com/Q/What_does_non-GAAP_mean" rel="nofollow" target="_blank">Non-GAAP</a> de mais de 1 bilhão de dólares no ano calendário de 2011. Vale ressaltar que estes números absurdos foram obtidos através de transações digitais. É muito dinheiro. Muita gente está comprando jogos da EA. Muita gente assinou e joga SWTOR, também, e a EA está rindo à toa, mesmo que todos saibamos a respeito de sua voracidade e enorme vontade de ganhar o máximo possível sem oferecer muita coisa em troca. Claro, isto não é uma regra, mas acontece com bastante frequência.</p>
<p>&#8220;<em>Estamos satisfeitos por reportar um forte trimestre impelido por Battlefield 3, FIFA 12 e uma forte manifestação de nossos games e serviços digitais. Star Wars: The Old Republic está desenvolvendo uma comunidade de jogadores comprometida, com mais de 1,7 milhões de assinantes ativos, e crescendo</em>&#8220;, disse John Riccitiello, CEO da EA.</p>
<p>Infelizmente esta &#8220;comunidade de jogadores comprometida&#8221; mencionada, em relação a SWTOR, deixa de fora os jogadores brasileiros, pelo menos através das vias normais e esperadas. A publisher também espera, até o quarto trimestre do ano fiscal 2012, gerar uma receita líquida Non-GAAP de 925 milhões a 975 milhões de dólares.</p>
<p>Ainda no campo das grandes realizações da EA, a empresa menciona que o MMORPG Star Wars: The Old Republic vai de vento em popa e, segundo ela, é o MMO pago com o maior crescimento de todos os tempos. Ela também menciona que o uptime dos servidores do jogo é de mais ou menos 99.5%. Particularmente, tenho muita curiosidade em testar SWTOR, entretanto, o não lançamento do jogo no Brasil me decepcionou bastante, principalmente devido ao fato de que não existem razões para este tipo de tratamento que exclui determinados países.</p>
<p>&#8220;<em>Estamos verdadeiramente honrados pelo incrivelmente forte apoio de nossos jogadores que estão apreciando Star Wars: The Old Republic. Nossa equipe inteira trabalhou duramente durante as férias para entregar uma experiência polida no lançamento, e a resposta ao game, de nossos fãs e críticos, tem sido excepcionalmente gratificante</em>&#8220;, disse o Dr. Ray Muzyka, co-fundador e gerente geral da BioWare.</p>
<p>Infelizmente, também, toda esta experiência e este trabalho não podem ser apreciados no mundo inteiro, e muitos brasileiros, por exemplo, estão de fora dos números abaixo, relativos a SWTOR:</p>
<ul>
<li>Mais de 239 milhões de horas in-game, ou mais de 332.000 meses, e mais de 27.000 anos in-game;</li>
<li>Mais de 20 bilhões de NPCs mortos;</li>
<li>Mais de 148 bilhões de créditos gastos;</li>
</ul>
<p>Outra novidade divulgada pela EA diz respeito ao Origin (novamente). O serviço conta com mais de 27 parcerias, e hoje sete novas publishers firmaram um acordo para a distribuição de seus jogos no serviço, <a href="http://www.xboxplus.net/2012/02/02/bright-falls-e-alan-wake-estao-a-caminho-do-pc-leia-mais-detalhes-sobre-o-lancamento/" target="_blank">incluindo, pasmem, a Remedy e Alan Wake para PC</a>. Dentre as novas publishers, pode-se citar, por exemplo, Focus Home Interactive, Iceberg Interactive, Strategy First, Macro Games, Selectsoft and Legendo Entertainment.</p>
<p>Claro, isto tudo &#8220;não pertence a nós&#8221;, brasileiros. Fico me perguntando quando a Electronic Arts irá liberar o Origin para o mundo todo, se é que ela o fará. Se ela conseguiu atingir números tão significativos com um serviço que exclui no mínimo um país, o que não seria possível com um serviço aberto, como o Steam, por exemplo?</p>
<p>Como concorrer neste mercado tão agressivo com tantas restrições a si mesmo? E mais: como continuar agradando ao mesmo tempo em que não se tem o devido respeito por quem ajuda a pagar seu almoço? Talvez &#8220;o buraco seja mais embaixo&#8221;, não sei, mas o fato é que, sinceramente, não consigo entender a EA, em diversos aspectos. Quem sabe com o tempo.</p>


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		<title>Os DLCs e as práticas e sistemas que podem alterar negativamente o futuro dos jogos eletrônicos</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 20:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21902" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="negro_futuro" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/02/negro_futuro.jpeg" alt="" width="640" height="212" /></p>
<p>A inspiração para este texto veio de um excelente artigo escrito pelo <a href="http://blog.retinadesgastada.com.br/2012/01/galinha-dos-ovos-de-ouro.html" target="_blank">C. Aquino, no Retina Desgastada</a> (leitura recomendadíssima). Hoje em dia vivemos em um mundo onde jogos eletrônicos não são mais nossos, quando os compramos. Ok, compramos o direito de utilização, e não o direito de realizar engenharia reversa, modificar o software, etc (mas muitas vezes nem mesmo o direito de utilização nos é dado, após a compra).</p>
<p>Isto é algo que todos sabemos, e que faz parte de nossa &#8220;vida de jogador&#8221; desde quando jogávamos em velhos consoles como NES, Master System, Mega Drive, etc. Isto é algo, aliás, comum a qualquer software que seja vendido no mercado. A não ser que obtenhamos junto ao desenvolvedor o código fonte e o direito de modificá-lo, temos apenas a licença de uso do mesmo. O mesmo se aplica aos games que jogamos em nossos computadores e consoles.</p>
<p><strong>Melancólica estrada</strong></p>
<p>A indústria de games está caminhando em uma direção muito triste. Sofremos &#8220;nas mãos&#8221; de DRMs que funcionam apenas para quem pagou pelo jogo. Podemos ficar sem jogar determinado título que adquirimos enquanto jogadores que possuem &#8220;versões alternativas&#8221; não passam pelo mesmo problema. Podemos sofrer, também, com DLCs que nada mais fazem que desbloquear conteúdo já presente no jogo que compramos, como bem disse o Aquino. E a indústria de games também descobriu que lançar um jogo e entupir as prateleiras (virtuais ou não) de DLCs é uma ótima ideia para encher cofres já bem abarrotados de dinheiro.</p>
<p>Além disso, temos também empresas da área que trabalham com afinco para extraírem tudo o que podem de suas franquias, lançando uma sequência atrás da outra e, muitas vezes, sequências e/ou jogos pertencentes à mesma série que não possuem nenhuma inovação. Nada que faça com que valha a pena comprá-los. Obviamente muitos de nós acabamos sendo pegos nesta armadilha. Seja por gostarmos muito da franquia, seja por termos de analisar o jogo em questão, seja por ingenuidade, seja por [você decide aqui sua motivação, neste caso].</p>
<p>Não existe mais hoje em dia, salvo algumas exceções, aquela preocupação com o jogador que existia antigamente. Podia nem se tratar de preocupação, mas no caso de jogos vendidos em cartuchos, por exemplo, não era possível o lançamento de patchs para corrigir bugs e falhas grotescas que observamos atualmente mesmo em grandes títulos. Desenvolvedoras e publishers, antigamente, tinham de realizar um trabalho bem feito, e nada mais. Tinham de nos entregar nada mais nada menos do que aquilo que esperamos quando compramos um jogo.</p>
<p>É claro que os jogos antigos também não estavam livres de bugs, mas não existia a enorme quantidade de problemas que observamos atualmente (sem falar no desrespeito), como por exemplo a<a href="http://www.xboxplus.net/2011/11/23/batman-arkham-city-e-o-desrespeito-com-quem-joga-no-pc/" target="_blank"> incompatibilidade de Batman: Arkham City com o DirectX 11</a>. Aliás, este problema continua sem solução: <a href="http://store.steampowered.com/news/?feed=steam_updates&amp;appids=57400" target="_blank">o último update foi lançado em 07 de Dezembro de 2011</a>, e nem a Warner nem a Rocksteady se mexeram.</p>
<p>Parece que nos tornamos algo supérfluo para uma indústria gigante que desenvolve apenas para ganhar prêmios, reviews positivos e notas altas no Metacritic. Isto é absurdo, é claro, pois prêmios e boas notas estão relacionados à vendagem, de certa forma. Disse isto apenas para demonstrar a maneira como enxergo o trabalho de muitas desenvolvedoras e publicadoras, que tratam jogadores como um mero número em suas bases de dados.</p>
<p>Hoje vivemos em um mundo conectado, e a internet é parte importantíssima do mercado de jogos eletrônicos. Esta mesma internet é que nos entrega, por exemplo, DLCs muitas vezes desnecessários. Quero deixar bem claro que não possuo nada contra DLCs, desde que possuam conteúdo de verdade. <a href="http://www.xboxplus.net/2011/02/03/mass-effect-2-quando-a-luz-destroi-as-sombras/" target="_blank">Lair of the Shadow Broker, para Mass Effect 2</a>, é um belíssimo exemplo de um fantástico DLC. Aliás, digo o mesmo do DLC Overlord, mesmo este último não sendo tão grandioso quanto Lair of the Shadow Broker. Até mesmo <a href="http://www.xboxplus.net/2011/04/04/review-mass-effect-2-arrival/" target="_blank">Arrival</a> foi muito bom.</p>
<p>Mas a verdadeira questão é: seremos para sempre &#8220;massacrados&#8221; desta forma? Podemos optar entre comprar ou não um DLC, por exemplo, mesmo sabendo que muitas vezes não comprar significa ficar de fora de uma certa parte da brincadeira. Mas DRMs nos são impostos. Franquias consagradas são muitas vezes estragadas pela grande ganância de empresas que não querem qualidade, e sim dinheiro no bolso através de lançamentos constantes.</p>
<p>Não estou dizendo que bons jogos não são lançados. Eles são, é claro. Mas uma grande parte das desenvolvedoras e publishers parece pensar nos jogadores como <em>beta testers</em>. <em>Beta testers</em>, aliás, que pagam para passar raiva. Pré-vendas são realizadas sem que, muitas vezes, nenhum benefício seja oferecido aos compradores. Grandes jogos muitas vezes passam despercebidos pelo grande público, enquanto os &#8220;grandes com mais do mesmo&#8221; vivem iluminados por holofotes fortíssimos.</p>
<p>Analistas e grandes sites especializados muitas vezes podem até mesmo receber para falar bem de determinados títulos, e se alguém fala mal de um jogo, como aconteceu recentemente com o (infelizmente) sofrível AMY, ainda temos de aguentar as empresas responsáveis dizendo que as notas baixas se devem ao fato do jogo ser difícil, como se este fator tivesse alguma relação com a qualidade ou não de um jogo eletrônico.</p>
<p>O fato é que caminhamos para um futuro que, pelo menos por enquanto, não parece nada promissor. Temos jogos promissores sendo anunciados. Temos bons títulos no mercado. Temos empresas sérias e que respeitam o jogador. Mas tudo isto está inserido em um mercado um tanto quanto podre, e todos sabemos que uma maçã podre pode estragar as outras em seu redor. Mas estamos aqui, e gostamos de games. De uma forma ou de outra, sempre somos afetados por tudo isto, e muitas vezes, até, por livre e espontânea vontade.</p>


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		<title>1C Company em breve também estará no Origin, da EA</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 16:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-21748" style="border-image: initial; margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 6px; margin-right: 6px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid; float: left;" title="1c_company_logo" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/1c_company_logo.jpg" alt="" width="107" height="79" />A <strong>1C Company</strong> é a maior desenvolvedora e publisher Russa, creio eu. A empresa também trabalha com localização e distribuição de jogos eletrônicos, com foco na Europa central e no Leste Europeu. Fundada em 1991, a 1C company possui diversos estúdios de desenvolvimentos internos, e dentre as séries que foram desenvolvidas por seus próprios estúdios podemos mencionar, por exemplo, IL-2 Sturmovik e Theatre of War. A empresa também trabalha com mais de 30 estúdios independentes, e já produziu mais de 100 projetos juntamente com os mesmos, tanto para PC quanto para consoles.</p>
<p>Aqui, podemos mencionar, por exemplo, games como Rig&#8217;n'Roll, Soldiers: Heroes of World War II, King’s Bounty: The Legend, King’s Bounty: Armored Princess, King’s Bounty: Crossworlds, <a href="http://www.xboxplus.net/2011/10/24/review-off-road-drive/" target="_blank">Off-Road Drive</a> e <a href="http://www.xboxplus.net/2011/11/18/real-warfare-2-northern-crusades-estrategia-em-tempo-real-na-idade-media/" target="_blank">Real Warfare 2: Northern Crusades</a>. Trata-se de um portfolio muito interessante e variado, e de uma das empresas que mais admiro nesta grande e muitas vezes estranha indústria de jogos eletrônicos. A 1C, aliás, acaba de anunciar que seus títulos estarão disponíveis no <strong>Origin</strong>, da <strong>EA</strong>, em breve.</p>
<p>Jogos como <a href="http://www.xboxplus.net/2011/03/17/review-men-of-war-assault-squad/" target="_blank">Men of War: Assault Squad</a> GOTY Edition, Men of War: Condemned Heroes e King&#8217;s Bounty: Warriors of the North em breve farão parte do catálogo do Origin. Resta-nos saber se estes títulos serão adicionados apenas ao Origin internacional, <a href="http://www.xboxplus.net/2012/01/24/origin-comeca-a-vender-poucos-jogos-de-outras-publishers-mas-nao-no-brasil/" target="_blank">como ocorreu com o MMORPG Rift, recentemente</a>.</p>
<p>Pelo andar da carruagem, não consigo me desvencilhar desta ideia, da mesma maneira que não consigo encontrar razões para que a Electronic Arts não venda todos os jogos do catálogo de seu serviço de distribuição digital para o mundo inteiro. Títulos da 1C Company podem ser encontrados no Steam, no GamersGate e no Green Man Gaming, por exemplo. Estes bloqueios que o Origin nos &#8220;enfia goela abaixo&#8221;, tenho certeza, não são determinados pelas publishers, e sim pela Electronic Arts. A razão, entretanto, permanece uma incógnita.</p>
<p>&#8220;<em>Estamos absolutamente encantados por trabalhar com o Origin para levar os títulos da 1C para mais jogadores, daqui em diante. O sucesso de nossas franquias fora do território russo, como Men of War e Kings Bounty, foi construído quase inteiramente através de vendas digitais, e acreditamos que o Origin será o maior colaborador para nosso contínuo sucesso em 2012</em>&#8220;, comentou Darryl Still, diretor de publicação internacional da 1C UK Ltd.</p>
<p>É claro que todos as empresas que começam a trabalhar com o Origin fazem lá seus elogios ao serviço. Isto é até natural e funciona até mesmo como uma espécie de marketing para o novo canal através do qual seus jogos serão distribuídos. Entretanto, duvido muito que o Origin, pelo menos por enquanto, consiga superar as vendas de outros canais de distribuição digital em relação aos títulos da 1C. Duvido muito de muitas coisas, aliás.</p>
<p>É triste percebermos que, mais uma vez, a Electronic Arts deixa o Brasil (e sabe-se lá quais mais outros países) de fora. Bom, nem chega a ser tão triste, poque temos outros serviços semelhantes (e melhores) à nossa disposição (<a href="http://www.xboxplus.net/2011/08/24/nuuvem-servico-brasileiro-de-distribuicao-digital-de-jogos-para-pc/" target="_blank">inclusive brasileiros</a>). Mas existem os jogos da própria EA, e em relação a estes, a EA acaba meio que nos &#8220;empurrando&#8221; o Origin, uma vez que seu cliente é necessário para jogarmos seus títulos.</p>
<p>Boa sorte à 1C Company, de qualquer forma, e espero ver um dia seus ótimos jogos em promoção e à venda no Origin do Brasil.</p>


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		<title>Origin começa a vender (poucos) jogos de outras publishers, mas não no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-21680" style="border-image: initial; margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 6px; margin-right: 6px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid; float: left;" title="ThumbsDown" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/ThumbsDown.jpg" alt="" width="220" height="220" />Parece mesmo que o Brasil, pelo menos por enquanto, está fora dos planos da <strong>EA</strong> quando o assunto é seu novo &#8220;serviço de distribuição digital&#8221; <strong>Origin</strong>. A empresa anunciou hoje que já iniciou um processo para adicionar jogos de 11 publishers ao catálogo do serviço, incluindo a <strong>Trion Worlds</strong>, desenvolvedora do MMORPG <strong><a href="http://www.xboxplus.net/2011/02/07/hands-on-rift-telara-e-as-perigosas-fendas/" target="_blank">Rift</a></strong>, e a <strong>Robot Entertainment</strong>, criadora do ótimo <a href="http://www.xboxplus.net/2011/10/21/review-orcs-must-die/" target="_blank">Orcs Must Die!</a></p>
<p>A EA menciona que mais 9 publishers terão seus jogos adicionados ao catálogo do Origin, muito em breve, e Rift, aliás, já se encontra disponível, em duas versões: a <em>Ashes of the History Edition</em> e a <em>Standard Edition</em>, por US$ 29,99 e US$ 19,99, respectivamente. Entretanto, o título<strong> não está disponível no Origin Brasil</strong>, da mesma maneira que Star Wars: The Old Republic.</p>
<p>Acho isto um tanto quanto estranho, para não dizer outra coisa. Se a Electronic Arts deseja mesmo criar um serviço de distribuição digital competitivo (é o que se espera, com gigantes como o Steam no mercado, por exemplo), porque dificultar as coisas desta maneira? Acesse o Origin.com através de qualquer proxy e você verá tanto Rift quanto SWTOR à venda.</p>
<p>Aliás, duvido muito destes &#8220;muito em breve&#8221; mencionados pelo pessoal da EA. Em Outubro de 2011 a empresa anunciou a <a href="http://www.xboxplus.net/2011/10/27/halloween-ou-nao-o-origin-em-breve-comecara-a-vender-jogos-de-outras-publishers/" target="_blank">transformação do Origin</a>, digamos, em algo mais amplo. Warner, THQ e Capcom foram mencionadas. No entanto, o que foi incluído até agora no serviço é muito pouco. Poucos jogos destas publishers podem ser encontrados no Origin, mesmo fora do Brasil, e as palavras de David DeMartini, vice-presidente sênior do Origin, naquela ocasião, fazem agora menos sentido:</p>
<p>&#8220;<em>Desde o lançamento, tivemos um apoio esmagador, tanto das publishers quanto dos desenvolvedores em toda a indústria de jogos eletrônicos, os quais reconheceram o Origin como uma oportunidade para entregar mais de seus grandes conteúdos diretamente para os consumidores em todo o mundo.&#8221; </em>Bom, outros serviços também não fazem o mesmo, e o fazem melhor? Onde está a inovação e os recursos que, necessariamente, teriam de ser inclusos em algo que pretende concorrer com o Steam? Cloud saving apenas não basta. A EA está demorando demais.</p>
<p>Confesso que não possuo mais qualquer tipo de restrição em relação ao serviço Origin, mas estas atitudes da EA são extremamente irritantes, e podem fazer com que muita gente realize boicotes, principalmente em casos de jogos que também estão disponíveis em outros lugares, como é o caso do MMORPG da Trion Worlds. Tive boas surpresas, aliás, com o suporte técnico da empresa, nos últimos dias. Fui muito bem atendido, consegui adicionar à minha conta junto ao Origin todos os games da EA que possuía no Steam, e inclusive ganhei diversos cupons de desconto. O que não consigo entender é esta falha em atender a demanda, por exemplo, de muitos brasileiros que certamente gostariam de ter comprado Star Wars: The Old Republic diretamente &#8220;da fonte&#8221;.</p>
<p>Uma olhada rápida no Origin através de um proxy mostra que até mesmo <a href="http://www.xboxplus.net/2012/01/12/playing-now-e-video-de-gameplay-saints-row-the-third-voando-com-estilo/" target="_blank">Saints Row: The Third</a>, da THQ, será adicionado ao serviço, e títulos como <a href="http://www.xboxplus.net/2011/12/19/review-batman-arkham-city/" target="_blank">Batman: Arkham Asylum</a>, <a href="http://www.xboxplus.net/2010/10/14/review-dead-rising-2-milhares-de-zumbis-e-muita-adrenalina/" target="_blank">Dead Rising 2</a>: Off The Record e <a href="http://www.xboxplus.net/2011/09/06/review-bastion/" target="_blank">Bastion</a> já se encontram disponíveis para download. Se esta indisponibilidade na loja brasileira é temporária ou não, ninguém sabe. Só o que sei é que não existe nenhum motivo para que isto ocorra, muito pelo contrário.</p>
<p>É justamente devido a isto, a estes bloqueios ridículos, que hoje utilizo o Direct2Drive apenas para baixar os jogos que infelizmente comprei lá. Como a EA quer, por exemplo, competir com o Steam, <a href="http://www.xboxplus.net/2011/06/15/crysis-2-e-removido-do-steam-as-publishers-e-suas-manobras/" target="_blank">demonstrando medo</a>, removendo seus títulos da loja da Valve e não lançando novos títulos por lá?</p>
<p>Quando veremos (se é que veremos) o Origin inovador e cheio de conteúdo exclusivo anunciado por John Riccitiello, que disse o seguinte:  &#8221;<em>Ao longo do tempo, o Origin irá crescer com novas funcionalidades e novo e único conteúdo, o qual os consumidores não conseguirão obter em nenhum outro lugar&#8221;? </em>Este &#8220;ao longo do tempo&#8221;, talvez, pode significar uma ou duas encarnações.</p>
<p>A empresa de John Riccitiello também menciona que as seguintes empresas terão seus jogos inclusos no Origin, no decorrer dos próximos meses: CD PROJEKT RED, Freebird Games, Recoil Games, Autumn Games, 1C Company, inXile entertainment, Paradox Interactive, Core Learning Ltd. e N3V Games. Do jeito que as coisas andam, é óbvio que não veremos tudo isto no Origin Brasil. Mas, e daí? Outras lojas os vendem sem qualquer restrição.</p>
<p>&#8220;<em>O Origin é focado no fornecimento de escolhas para os consumidores e os games que eles jogam. Desde grandes franquias até títulos independentes de alta qualidade, estamos trazendo o melhor conteúdo da indústria para um lugar. Estamos muito animados por receber novos parceiros e uma variada nova linha de títulos para o Origin hoje</em>&#8220;, disse Craig Rechenmacher, vice presidente de desenvolvimento de negócios e marketing do Origin.</p>
<p>Estranhas palavras, principalmente quando percebemos que o catálogo do serviço oscila em torno de 100 games, sendo que o Brasil, por exemplo, &#8220;está fora da jogada&#8221;. Um dos grandes problemas disto tudo, aliás, é o fato de que a EA possui em suas mãos grandes franquias adoradas por muita gente, como por exemplo Mass Effect, Battlefield, Dead Space, Need for Speed, etc. Mass Effect 3 para PC, aliás, não será lançado no Steam, o que forçará os fãs da série a utilizarem o Origin, de uma forma ou outra.</p>
<p>Não consigo entender também o entusiasmo de Jim Butler, diretor de marketing global da Trion Worlds, quando ele diz o seguinte:</p>
<p>&#8220;<em>O Origin se estabeleceu como um destino para os melhores títulos disponíveis atualmente no mercado digital em evolução, então, ele definitivamente é um lugar que a Trion quer estar</em>&#8220;. Estas palavras denotam, para mim, uma grande &#8220;puxação de saco&#8221;, e nada mais, infelizmente.</p>
<p>Aliás, que &#8220;escolhas&#8221; são essas que Craig Rechenmacher menciona? &#8220;Algo pré-formatado&#8221;?</p>


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		<title>Quando trocar a placa de vídeo de seu PC pode deixar você sem jogar</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal do site <a href="http://www.guru3d.com/news/why-guru3d-probably-never-will-review-ubisoft-titles-anymore/" target="_blank"><strong>Guru3D</strong> estava realizando alguns testes de performance</a> com o jogo <strong>Anno 2070</strong>, da <strong>BlueByte</strong> / <strong>Ubisoft</strong>, o qual possui um limite de até 3 ativações, e acabou descobrindo que o sistema de <strong>DRM</strong> utilizado no jogo também conta trocas de placas de vídeo (e possivelmente outros tipos de hardware) como novas instalações. A equipe do site acabou sendo impedida de continuar com os testes quando resolveu instalar uma GPU NVIDIA GTX 590. A simples instalação desta placa contou como mais uma instalação, e o limite foi &#8220;estourado&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21656" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="anno_2070" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/anno_2070.jpg" alt="" width="640" height="395" /></p>
<p>Bom, <a href="http://www.guru3d.com/news/ubisoft-changes-anno-2070-drm-after-guru3d-critique/" target="_blank">tudo já foi resolvido</a>, a Ubisoft mais uma vez teve o seu nome envolvido com problemas relacionados a DRM, e a desenvolvedora, a BlueByte, garantiu que placas de vídeo não seriam mais monitoradas, digamos, no momentos de identificar PCs. Opa, mas quer dizer que o &#8220;buraco é mais embaixo&#8221;. Quando uma empresa diz que removeu determinado tipo de hardware do &#8220;<em>hash</em> <em>utilizado para identificar o PC</em>&#8220;, isto pode significar que mais itens &#8220;indevidos&#8221; podem estar sendo monitorados pelo sistema de DRM para acompanhar e limitar o número de instalações.</p>
<p>Será que, talvez, uma troca de um simples pente de memória pode contar também como uma nova instalação? Que critérios seriam, portanto, utilizados por desenvolvedoras e publishers no momento de impor limites a quem comprou o seu game (claro, quem comprou ali no camelô da esquina vai rodar o game até no liquidificador, e vai trocar o copo centenas de vezes)?</p>
<p>Brincadeiras à parte, acredito que até mesmo este limite de 3 instalações seja ridículo, mesmo com a informação de que novas instalações sejam liberadas se necessário. A Ubisoft, aliás, chegou a dizer que &#8220;<em>o DRM estava trabalhando como pretendido</em>. Bom, se uma empresa pretende irritar seus clientes, e concorda com o fato de um cliente ser obrigado a ficar sem jogar temporariamente simplesmente devido a um upgrade em seu PC, além de fazer com que ele muitas vezes tenha de esperar um bom tempo antes de poder usufruir de algo pelo qual pagou, é possível, então, que esta mesma empresa não dê muita atenção ao fato de que ao assim agir ela está fomentando indiretamente o &#8220;mercado negro&#8221; que deseja justamente combater diretamente? Afinal, todos sabemos que um jogo &#8220;pirateado&#8221; não representa um jogo não vendido.</p>
<p>Muita gente, aliás, pode comprar Anno 2070, por exemplo, e sofrer um bocado caso atinja o número máximo de ativações. Muita gente não fala inglês (idioma padrão no momento da solicitação do suporte técnico), e as dores de cabeça que podem se originar deste &#8220;simples esquema&#8221; para combater a cópia ilegal de jogos no PC pode justamente ter efeito contrário ao desejado. Será que podemos culpar alguém que, por exemplo, comprou o jogo original, teve problemas com o DRM, não conseguiu jogar e resolveu, então, partir para a &#8220;pirataria&#8221;, justamente para poder utilizar o produto pelo qual pagou?</p>
<p>Longe de mim afirmar que a pirataria deve ser elogiada, ou que ela é a solução. Muito pelo contrário. A pirataria é um grande mal, todos sabemos disso e bla, bla, bla. Entretanto, estas grandes empresas também não colaboram nem um pouco, e tratam o jogador pagante como alguém que está em posse de algo roubado, enquanto aqueles que baixaram o jogo ilegalmente estão pouco se importando com tudo isto. Eles vão instalar o jogo onde bem entenderem, quantas vezes quiserem, e trocas de placas de vídeo jamais será um problema para eles.</p>
<p>Ficar sem jogar quando você tem tudo em mãos para fazê-lo, inclusive a vontade, é inadmissível. Já passei por problemas semelhantes no passado, justamente com a série Assassin&#8217;s Creed. Problemas na comunicação entre minha máquina e os servidores da Ubisoft (problemas &#8220;do outro lado&#8221;) me deixaram sem jogar por algumas horas, sendo que no momento da compra meu dinheiro foi aceito bem rapidamente, é claro. Até quando teremos de conviver com situações assim?</p>
<p>Algo tão básico como jogar um jogo eletrônico (nem tanto muitas vezes, ok) pode se tornar motivo de irritação e angústia, quando os jogadores se deparam com títulos de determinadas empresas que deveriam prestar <a href="http://www.xboxplus.net/2012/01/12/cd-projekt-red-divulga-carta-aberta-sobre-a-pirataria/" target="_blank">mais atenção na concorrência</a>.</p>
<p>(Via: <a href="http://www.joystiq.com/2012/01/23/anno-2070-drm-grudingly-altered-as-little-as-possible/" target="_blank">Joystiq</a>)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Para CEO da Paradox Interactive, a próxima geração de consoles será provavelmente a última</title>
		<link>http://www.xboxplus.net/2012/01/20/para-ceo-da-paradox-interactive-a-proxima-geracao-de-consoles-sera-provavelmente-a-ultima/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 19:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito já se falou a respeito do futuro do PC enquanto plataforma de jogos eletrônicos. Muita gente, aliás, chegou a decretar o fim dos games para PC. É claro que hoje em dia quase não se fala mais nisso e, mais do que nunca, sabemos que o PC como plataforma de games está mais vivo [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21643" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="pc_versus_consoles" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/pc_versus_consoles.jpg" alt="" width="640" height="139" /></p>
<p>Muito já se falou a respeito do futuro do <strong>PC</strong> enquanto plataforma de <strong>jogos eletrônicos</strong>. Muita gente, aliás, chegou a decretar o fim dos games para PC. É claro que hoje em dia quase não se fala mais nisso e, mais do que nunca, sabemos que o PC como plataforma de games está mais vivo do que nunca. Grandes lançamentos quase sempre saem de forma simultânea para PC e consoles, e existem diversos títulos e gêneros que existem, sobrevivem e são lançados apenas para computadores pessoais.</p>
<p>Para o CEO da <strong>Paradox Interactive</strong>, <strong>Fredrik Wester</strong>, a próxima geração de consoles será provavelmente a última. &#8220;<em>A próxima geração de consoles será provavelmente a última</em>&#8220;, diz Wester. &#8220;<em>Eu ficaria surpreso se vermos outra geração após essa</em> [a próxima]&#8220;, continua o CEO da Paradox.</p>
<p>Para Fredrik Wester, o futuro está nos produtos e plataformas abertas, como por exemplo PC, dispositivos móveis e redes sociais. Ele também acredita em uma queda nas vendas de produtos em caixa. Por &#8220;produtos&#8221; e &#8220;produtos em caixa&#8221;, aqui, creio que devemos entender &#8220;jogos eletrônicos&#8221; e &#8220;jogos eletrônicos vendidos em caixa&#8221;.</p>
<p>É claro que temos também de levar em consideração o fato de que a empresa de Wester trabalha quase que exclusivamente com games para PC. Games de altíssima qualidade, na maioria das vezes, sendo que seu foco são games de estratégia e similares, games muitas vezes profundos e com uma curva de aprendizagem um tanto quanto grande.</p>
<p>De qualquer forma, a Paradox Interactive continua crescendo, representando talvez um dos maiores exemplos de que o PC é e continuará sendo uma fortíssima e importante plataforma para games. Ela continua crescendo e desenvolvendo também diversos games que são direcionados a um nicho muito específico de jogadores. Quem joga e aprecia os &#8220;Grand Strategy Games&#8221; da empresa sabe disto. De 2006 até 2011 a taxa de crescimento da empresa deixa bem claro o que estou dizendo, e ela também conta com um portfolio sensacional, sendo que sua <a href="http://www.xboxplus.net/2011/11/28/lancamentos-da-paradox-interactive-para-2012/" target="_blank">agenda de lançamentos para 2012</a> é extremamente interessante.</p>
<p>Franquias e games como Magicka, Majesty, Mount &amp; Blade, Europa Universalis, Sword of the Stars, Sengoku, Pride of Nations, Hearts of Iron, Cities in Motion, Ship Simulator Extremes, King Arthur, Lead and Gold: Gangs of the Wild West e tantos outros mostram a grande diversidade do portfolio da empresa, a qual, além disso, trabalha com estúdios extremamente talentosos.</p>
<p>Além disso, a empresa entrará também no nicho extremamente concorrido dos MMOs, com Salem. Bom, ela já possui um MMO em seu porftolio (ver mais abaixo), e já conta com uma plataforma chamada &#8220;<strong><a href="http://connect.paradoxplaza.com/" target="_blank">Paradox Connect</a></strong>&#8220;, a qual ao longo do tempo contará com integração com redes sociais, conteúdo para download, etc. A &#8220;Paradox Connect&#8221; já abriga alguns títulos da empresa, também, como por exemplo o MMORTS <a href="http://www.xboxplus.net/2011/03/10/mmorts-dreamlords-resurrection-e-lancado-free-to-play/ " target="_blank">Dreamlords: Resurrection</a> e o <em>card game</em> <a href="http://www.xboxplus.net/2011/10/03/jogue-agora-em-seu-browser-hearts-of-iron-the-card-game/" target="_blank">Hearts of Iron The Card Game</a>.</p>
<p><span id="more-21642"></span>Obviamente, temos também de entender que o chefão da Paradox está meio que &#8220;puxando a sardinha para seu lado&#8221;, uma vez que sua empresa possui clara preferência pelo PC. Já não é a primeira vez que ele dá declarações semelhantes, aliás. De qualquer forma, não se trata de algo infundado, muito pelo contrário. E o fato de grandes empresas como NVIDIA e AMD/ATI continuarem desenvolvendo placas de vídeo cada vez mais poderosas também não pode ser ignorado, pois trata-se de um tipo de hardware voltado quase que totalmente para quem gosta de jogar no PC.</p>
<p>A arquitetura <strong>Sandy Bridge</strong>, também, presente na segunda geração dos processadores Intel Core, conta com GPU integrada, e segundo muita gente, máquinas com tais processadores (novos i5 e i7, por exemplo) podem rodar muitos jogos atuais sem a utilização de uma placa de vídeo off-board. É claro que temos de levar em consideração diversos fatores neste caso, e grande cautela é necessária aqui. Simplesmente descartar-se o uso e a necessidade de placas de vídeo não é recomendável, nem tampouco deve se tornar uma regra, é claro.</p>
<p>Fosse assim empresas como NVIDIA e AMD/ATI não teriam mais porque continuarem no mercado, lançando placas de vídeo cada vez mais poderosas. O fato é que estes poucos exemplos mostram que jogos para PC contam com toda uma indústria que os suporta e envolve: desenvolvedores, fabricantes de hardware, integradores, etc. Instale um driver de qualquer placa de vídeo moderna e verá durante o processo a propaganda de diversos títulos, o que indica que publishers e desenvolvedoras também têm grande interesse no público que joga no PC. Indie games, aliás, jamais atingiriam o público que atingem hoje se não fosse o PC e serviços como o Steam, por exemplo.</p>
<p>Consoles nada mais são que hardware dedicado a jogos. Hardware que permanece no mercado sem upgrades por anos e anos, enquanto o PC continua evoluindo. O mesmo acontecerá com a próxima geração, a que o CEO da Paradox mencionou. Agora, se consoles não portáteis deixarão de existir ou não, é um mistério, por enquanto. A indústria de games é extremamente volúvel, e o que hoje é revelado como verídico, por exemplo, pode muito bem amanhã se tornar um rumor, e vice-versa.</p>
<p>Minha opinião é a de que estamos caminhando para uma integração. Acredito que com o decorrer dos anos poderemos ainda conviver com consoles, mas creio que o PC ganhará mais e mais espaço entre os jogadores. Computadores pessoais são capazes de realizar tarefas que consoles não realizam, pelo menos por enquanto. Computadores pessoais estão se tornando cada vez mais baratos, e hoje em dia é possível pagar-se um ótimo preço por uma máquina que rodará a grande maioria dos jogos atuais, sendo que o usuário, neste caso, também economizará bastante ao comprar seus games.</p>
<p>Games para PC são mais baratos, e a distribuição digital facilita muito mais as coisas. Jogos são vendidos no Steam, por exemplo, a preço de banana. Muitas vezes, até mesmo lançamentos recentes são vendidos com grandes descontos, o que já não ocorre com jogos em caixa e/ou para consoles. Quando ocorre, é algo muito mais tímido.</p>
<p>A distribuição digital ganha cada vez mais espaço, e hoje temos uma enorme quantidade de games distribuídos única e exclusivamente via download. Fredrik Wester pode não estar totalmente certo. Pode ser que a próxima geração de consoles seja a penúltima, por exemplo. Pode ser que os consoles continuem no mercado por um bom tempo, ainda, e comecem a perder mais espaço para outras plataformas. Plataformas abertas, por exemplo, como disse o CEO da Paradox.</p>
<p>Desenvolvedores independentes, e até mesmo os não independentes, sabem o quão complicado é o processo de aprovação de jogos na Xbox Live, a rede do Xbox 360, uma plataforma fechada. Já no PC, por exemplo, qualquer um com criatividade, conhecimentos necessários e uma ideia na cabeça pode desenvolver um jogo e lançá-lo, sem depender de publishers e outros intermediários. Se este hipotético desenvolvedor obterá sucesso ou não ninguém pode prever, mas também ninguém pode negar que o processo como um todo é muito mais simples.</p>
<p>Plataformas abertas ou fechadas? PC, consoles, smartphones, tablets ou portáteis? Como e onde jogaremos no futuro? Eu só sei de uma coisa: o PC ainda será uma plataforma para jogos eletrônicos quando a próxima geração de consoles chegar. E continuará sendo caso alguma outra chegue. E por aí vai.</p>
<p>(Via: <a href="http://www.gamesindustry.biz/articles/2012-01-20-paradox-next-generation-probably-the-last" target="_blank">Gamesindustry</a>)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>AMY e porque suas escolhas não devem ser realizadas apenas com base em reviews</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 18:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou jogando AMY. Dizendo melhor, estava sofrendo um pouco e agora decidi parar. Um dos jogos que pareciam mais promissores em 2012, criado por ninguém menos que Paul Cuisset, criador de Flashback, pode ser agora candidato à lista dos piores jogos de 2012. Não escondo de ninguém que eu estava muito empolgado com o game da VectorCell. [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou jogando <strong><a href="http://www.xboxplus.net/2011/08/24/amy-um-survival-horror-repleto-de-virus-demonios-e-uma-garotinha-autista/" target="_blank">AMY</a></strong>. Dizendo melhor, estava sofrendo um pouco e agora decidi parar. Um dos jogos que pareciam mais promissores em 2012, criado por ninguém menos que <strong>Paul Cuisset</strong>, criador de <strong>Flashback</strong>, pode ser agora candidato à lista dos piores jogos de 2012. Não escondo de ninguém que eu estava muito empolgado com o game da <strong>VectorCell</strong>. Desenvolvedora e publisher exibiam, antes do lançamento, trailers, screenshots e informações que realmente nos faziam acreditar que o jogo seria algo fantástico.</p>
<p>Percebi que o que tinha em mãos era algo no mínimo &#8220;um pouco&#8221; ruim quando um funcionário do trem chega à cabine da protagonista, Lana, para solicitar seu ticket de embarque. AMY possui gráficos que simplesmente não condizem com o nível dos jogos atuais. A animação facial dos personagens beira o ridículo, e a pobre garotinha, então, muitas vezes assusta mais do que os zumbis do jogo.</p>
<p>Muita coisa não se encaixa logo de início, também. E não se trata de algo que irá melhorar. Lana já conta com seringas anti-infecção no início do jogo, sem que nada nos diga que ela está infectada (sabemos disso, mas não através do jogo, até aquele momento). O impacto do cometa pode ser visto através da janela da cabine de Lana, e esta já topa com um zumbi logo após o trem chegar com tudo em uma estação.</p>
<p>Concordo com muito do que Dan Whitehead, do site Eurogamer, disse em seu <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2012-01-11-amy-review" target="_blank">review de AMY</a>. É realmente lamentável como a indústria de jogos eletrônicos pode causar grandes decepções, e nestes momentos perguntamos a nós mesmos: para que <a href="http://www.xboxplus.net/2012/01/08/desenvolvedores-do-survival-horror-amy-convidam-jogadores-para-ajudar-a-decidir-preco-do-jogo/" target="_blank">convidar jogadores a ajudarem a decidir o preço do game</a>? Por que tentar induzir os jogadores ao erro, dizendo que AMY é um projeto muito ambicioso, como fez José Sanchis, CEO da publisher <strong>Lexis Numérique</strong>?</p>
<p>Bom, talvez AMY tenha sido realmente um projeto muito ambicioso. Mas algo de errado aconteceu, e qualquer coisa boa que talvez pudéssemos dizer sobre o título foi perdida em meio a um emaranhado de idéias estranhas, gráficos tenebrosos (nos dois sentidos), mecânica de jogo pobre e uma narrativa nada empolgante.</p>
<p>É claro que a indústria de jogos eletrônicos é enorme e conta não somente com desenvolvedoras e publishers. Sites de games também dela fazem parte, e muitas vezes, de forma intencional ou não, acabam induzindo o jogador ao erro, também. O site IGN, durante a E3 2011, disse o seguinte: &#8220;<em><a href="http://xbox360.ign.com/articles/117/1174900p1.html" target="_blank">Amy é Ico com zumbis, e é totalmente brilhante</a></em>&#8220;. No mesmo artigo, Michael Thomsen disse que os modelos em AMY eram &#8220;<em>maravilhosamente detalhados</em>&#8220;.</p>
<p>Não se sabe o que o pessoal do IGN viu durante a E3 2011, mas o pessoal do site certamente teve oportunidade de jogar um pouco do game. E, no entanto, a <a href="http://ps3.ign.com/articles/121/1216343p1.html" target="_blank">IGN deu nota 2.0 para AMY, em seu review</a>. A lógica nos diz que o produto final deveria ser melhor do que uma versão beta, por exemplo. Qual o problema, então? Sabemos agora que o último trabalho de Paul Cuisset é um jogo sofrível. Teria sido a IGN, por exemplo, vítima do mesmo processo que levou grande parte de nós a imaginarmos que teríamos um ótimo game saindo das mãos de Paul Cuisset: a exibição somente daquilo que interessa, de cenas selecionadas com extremo cuidado?</p>
<p>Isto não é algo de todo ruim, é claro, desde que o produto final acompanhe o que foi anteriormente mostrado. Mas com AMY tivemos uma certa sucessão de lançamentos de trailers e screenshots que infelizmente nos levaram a errar. Bom, pelo menos eu errei ao acreditar que estava esperando por um bom jogo. E se você der uma olhada nas imagens do jogo que constam na Xbox Live (6), poderá até mesmo pensar, como eu, que elas sofreram algum tipo de tratamento. Lana, por exemplo, não é bonita daquele jeito, no jogo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21532" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="amy_game_lana" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/amy_game_lana.jpg" alt="" width="640" height="359" /></p>
<p>Ao invés de diversão, sentimos raiva, ao jogá-lo. A maneira como os zumbis morrem é totalmente esquisita. Eles se transformam em um líquido vermelho que desaparece rapidamente, algo que não condiz com aquilo que eu, pelo menos, esperava deste jogo. Rostos sem expressão alguma que mais se parecem com borrões transformam a protagonista e os NPCs em motivo de piada.</p>
<p>Isto tudo, aliás, me leva a pensar em algo em que sempre falo: que importância devemos dar a reviews? Jamais me baseei totalmente em reviews para me decidir pela compra ou não de um game, e justamente por este motivo creio que demos deveriam ser algo obrigatório. Recomendo você a pensar e a agir da mesma forma, aliás. Creio que não existe ninguém melhor que o próprio jogador para avaliar se irá gostar de um jogo ou não.</p>
<p>Para mim, reviews representam a opinião de um jogador e/ou de um jornalista. Nada mais. A opinião destas pessoas tanto pode se afinar com a minha quanto pode ser totalmente divergente. Trato meus próprios reviews desta mesma forma, e somente resolvi adicionar notas a eles a pedido de uma das publishers que apoiam o trabalho do XboxPlus. Gostar ou não de um jogo eletrônico é algo muito variável. Gostos são variáveis. Eu posso adorar determinado título enquanto diversos reviews o &#8220;malham&#8221;. O inverso também pode ocorrer, e isto é totalmente natural.</p>
<p>Unanimidade é algo bem difícil, principalmente quando se trata de jogos eletrônicos, e podemos consultar diversos reviews, de diversos games, publicados nos mais diversos sites, com notas e opiniões diferentes. É por isso que nunca me baseei apenas em reviews no momento de comprar um jogo ou não. A opinião de um amigo, aliás, conta muito mais, para mim.</p>
<p>Quando escrevo meus reviews, procuro passar detalhes, situações e elementos que me chamaram a atenção no jogo, mas jamais sugiro a alguém que os utilize para se decidir ou não pela compra do título em questão. Leia mais reviews. Baixe a demo, se disponível. Veja vídeos de gameplay. Assista a trailers. O caso de AMY não é o único e nem será o último. É triste devido ao hype que o jogo trazia consigo, e também devido ao nome do criador de Flashback estar envolvido. Mas opinião é algo extremamente variável. E jogos eletrônicos não fogem desta regra.</p>
<p>Infelizmente, AMY não merece ocupar o HD de um console. Pelo menos, não o do meu Xbox 360. Felizmente, neste caso, a grande maioria dos reviews condiz com a verdade. Bem, com aquilo que penso a respeito deste jogo.</p>


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		<title>Q.U.B.E. &#8211; Primeiro game financiado pelo Indie Fund leva apenas 4 dias para &#8220;se pagar&#8221;</title>
		<link>http://www.xboxplus.net/2012/01/17/q-u-b-e-primeiro-game-financiado-pelo-indie-fund-leva-apenas-4-dias-para-se-pagar/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 13:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indie games para PC]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria de games]]></category>
		<category><![CDATA[indie fund]]></category>
		<category><![CDATA[indie games]]></category>
		<category><![CDATA[PC]]></category>
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		<category><![CDATA[Q.U.B.E.]]></category>
		<category><![CDATA[Q.U.B.E. game]]></category>
		<category><![CDATA[Q.U.B.E. indie fund]]></category>
		<category><![CDATA[Q.U.B.E. investimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns de vocês já devem ter ouvido falar do projeto Indie Fund, criado por alguns desenvolvedores independentes de jogos eletrônicos justamente para financiar outros projetos independentes. Pois bem, o primeiro game financiado pelo projeto que chegou ao mercado foi Q.U.B.E., da Toxic Games. Trata-se de um ótimo puzzle em primeira pessoa no qual o jogador deve manipular cubos [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns de vocês já devem ter ouvido falar do projeto <strong><a href="http://www.xboxplus.net/2010/07/08/desenvolvedores-de-games-o-indie-fund-foi-oficialmente-lancado/" target="_blank">Indie Fund</a></strong>, criado por alguns desenvolvedores independentes de jogos eletrônicos justamente para financiar outros projetos independentes. Pois bem, o primeiro game financiado pelo projeto que chegou ao mercado foi <strong><a href="http://store.steampowered.com/app/203730/" target="_blank">Q.U.B.E.</a></strong>, da <strong>Toxic Games</strong>. Trata-se de um ótimo puzzle em primeira pessoa no qual o jogador deve manipular cubos de diversos tipos que reagem de maneiras diferentes e oferecem problemas também diferentes ao jogador.</p>
<p>Não existe nenhum tipo de tutorial em Q.U.B.E., mas é muito fácil de se aprender a mecânica de jogo. As luvas do jogador podem interagir com os cubos e ajudá-lo a progredir, e o primeiro Steam achievement desbloqueado é justamente o <em><strong>Q</strong>uick <strong>U</strong>nderstanding of <strong>B</strong>lock <strong>E</strong>xtrusion</em>, tão logo o jogador entenda o funcionamento do jogo.</p>
<p>Entender a mecânica do jogo é apenas o primeiro passo, é claro. À partir daí você caminhará por uma série de salas onde cubos de diferentes cores poderão ser utilizados. Cada um deles possui funcionalidades distintas, e existe até mesmo a possibilidade de fazer com que uma série de cubos seja ativada de maneira diferente, assumindo configurações diferentes, dependendo do ponto onde você mirar. Saltos também são possíveis, e configurações de cubos podem e/ou devem ser alteradas, dependendo da situação, conforme o jogador atinge determinado ponto nos diversos ambientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21508" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="q-u-b-e-game_6" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/q-u-b-e-game_6.jpg" alt="" width="640" height="361" /></p>
<p>Isto porque existem salas onde existem diversos tipos e vários números de cubos, e o jogador deve então usar sua criatividade a fim de tentar descobrir qual configuração levará à solução do puzzle, o qual geralmente representa a passagem para um novo nível, ou melhor, para um outro ambiente, onde mais cubos serão encontrados. Por incrível que possa parecer, o jogo não é nem um pouco cansativo, dada a variedade de &#8220;atividades&#8221; apresentadas.</p>
<p>O jogo foi financiado pelo Indie Fund, conforme dito acima, <a href="http://indie-fund.com/2012/01/q-u-b-e-recoups-investment/" target="_blank">e precisou de apenas quatro dias no Steam para recuperar este investimento</a>. Até agora, segundo o Indie Fund, já foram vendidas mais de 12.000 cópias do game no Steam, desde seu lançamento no serviço, em 06 de Janeiro de 2012, o que significa que as vendas já ultrapassaram os 150 mil dólares (Q.U.B.E. custa US$ 14,99, mas esteve em promoção durante um certo tempo, por cerca de 13 dólares). Trata-se de um jogo interessantíssimo e diferente, que conta inclusive com uma demo à disposição no serviço de distribuição digital da Valve.</p>
<p>O fenomenal puzzle da Toxic Games, desenvolvido com a <strong>UDK</strong>, a versão gratuita da<strong> Unreal Engine 3</strong>, é extremamente cativante. Ele também envolve lógica e física, e insere o jogador em ambientes estranhos porém bonitos, nos quais puzzles devem ser resolvidos em primeira pessoa. Sim, trata-se de um <em>first-person puzzle</em>, e dos melhores. Quem é fã de puzzles deve pelo menos baixar a demo de Q.U.B.E. e sentir com seus próprios olhos, ouvidos e mãos o quão diferente, interessante e inovador é o jogo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21509" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="q-u-b-e-game_2" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/q-u-b-e-game_2.jpg" alt="" width="640" height="361" /></p>
<p>O aprendizado das formas de manipulação dos diversos cubos existentes no jogo é rápido. A maneira como os cubos podem interagir com o ambiente e com o jogador é que representa o verdadeiro desafio. Jogos como este são como uma verdadeira lufada de ar fresco na indústria de games. Aliás, o Indie Fund, financiador do projeto, conta com a participação de nomes bem conhecidos no mercado e no cenário de jogos independentes, como por exemplo Jonathan Blow, criador de Braid.</p>
<p>E eu fico aqui imaginando quantos projetos bacanas ainda serão financiados pelo Indie Fund. Dê uma olhada no trailer de lançamento do jogo, e veja que sensacional:</p>
<p><span id="more-21506"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/iABxhj0ExA0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Link para o vídeo em 720p:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=iABxhj0ExA0&amp;hd=1" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=iABxhj0ExA0&amp;hd=1</a></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Jogos free-to-play da Electronic Arts são jogados por 25 milhões de pessoas</title>
		<link>http://www.xboxplus.net/2012/01/16/jogos-free-to-play-da-electronic-arts-sao-jogados-por-25-milhoes-de-pessoas/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 14:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos A.T. Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria de games]]></category>
		<category><![CDATA[battlefield heroes]]></category>
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		<description><![CDATA[Free-to-play é um termo que se tornou meio que comum na indústria de jogos eletrônicos, ultimamente. Muitas empresas acabaram descobrindo que algumas vezes oferecer o jogo de forma gratuita e cobrar, então, pelos mais diversos itens in-game é uma ótima solução. Algumas empresas responsáveis por alguns MMORPGs, então, acabaram lucrando ainda mais depois que passaram [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Free-to-play</strong> é um termo que se tornou meio que comum na indústria de jogos eletrônicos, ultimamente. Muitas empresas acabaram descobrindo que algumas vezes oferecer o jogo de forma gratuita e cobrar, então, pelos mais diversos itens <em>in-game</em> é uma ótima solução. Algumas empresas responsáveis por alguns MMORPGs, então, acabaram lucrando ainda mais depois que passaram a adotar o modelo F2P.</p>
<p>A <strong>Electronic Arts</strong> possui seu próprio &#8220;selo&#8221;, digamos, de jogos gratuitos. Trata-se do <strong>Play4Free</strong>, o qual já atingiu a marca de 25 milhões de jogadores no mundo todo. Existem diversos jogos Play4Free da EA, como por exemplo <strong>Battlefield Heroes</strong> com seus gráficos cartunescos e <strong>Need for Speed World</strong>. Cada um destes dois games, aliás, atingiu a marca de 10 milhões de jogadores registrados no início deste mês. Um número bem &#8220;interessante&#8221;, não?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21472" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="battlefield-heroes" src="http://www.xboxplus.net/wp-content/uploads/2012/01/battlefield-heroes.jpg" alt="" width="640" height="354" /></p>
<p>Além destes dois jogos acima mencionados, os seguintes também fazem parte dos jogos gratuitos da EA: <a href="http://www.xboxplus.net/2011/04/04/battlefield-play4free-um-campo-de-batalha-agora-aberto-a-todos/" target="_blank">Battlefield Play4Free</a>, Dragon Age Legends, Battleforge, Lord of Ultima e Warhammer Online: Wrath of Heroes. Todos estes jogos, juntos, contam com 25 milhões de jogadores ao redor do mundo, e em comemoração a este sucesso todo, a EA está oferecendo dois presentes à comunidade. Através dos códigos abaixo, qualquer pessoa poderá resgatar itens especiais em alguns títulos Play4Free da empresa.</p>
<p>Jogadores de Battlefield Heroes receberão 300 Battlefunds, os quais poderão ser utilizados para a compra de diversos itens dentro do jogo, como armas, widgets, etc. Já os jogadores de Need for Speed World receberão, ao resgatarem o código relacionado ao jogo, 750 SpeedBoost. Os códigos seguem abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Battlefield Heroes</strong></p>
<p style="text-align: center;">EQ9M-TYYT-TXR3-5GU3</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Need for Speed World</strong></p>
<p style="text-align: center;">EWPD-3KGA-VBVF-9HYS</p>
<p><strong>OBS:</strong> vale lembrar que o resgate dos códigos acima poderá ser realizado até amanhã, 17 de Janeiro de 2012.</p>
<p>&#8220;<em>Desenvolver uma comunidade de 25 milhões de jogadores é uma conquista notável. É uma prova do crescimento explosivo do mercado free-to-play e um reflexo do comprometimento da EA em liderar a transformação digital. Planejamos continuar a inovar nesta categoria, introduzir novas experiências de jogo que encantem os jogadores e fazer com que eles retornem sempre. Para nossas equipes, este é um momento incrivelmente emocionante para criar games, conforme o público continua a crescer e a se diversificar</em>&#8220;, disse Sean Decker, vice-presidente do Play4Free, na EA.</p>
<p>Jogos online também são capazes de exibir números bem interessantes, muitas vezes. A EA menciona que, desde o lançamento de Battlefield Heroes, mais de 8 bilhões de balas foram disparadas, e quase 532 milhões de mortes ocorreram no jogo. Já Need for Speed World foi palco de mais de 15 milhões de corridas.</p>
<p>Já para este mês a EA promete novidades para Need for Speed World, aliás. Vários novos veículos serão lançados (vamos somente observar, entretanto, qual será o custo dos mesmos, pois já vi alguns carros caríssimos neste jogo), e em relação a Battlefield Heroes, a empresa lançará uma série de novas armas e roupas. O MMO free-to-play <strong><a href="http://www.xboxplus.net/2011/12/14/ea-anuncia-command-conquer-tiberium-alliances-um-mmo-free-to-play/" target="_blank">Command &amp; Conquer Tiberium Alliances</a></strong>, anunciado em Dezembro, o qual está à cargo do estúdio Phenomic, já está em <em><a href="http://alliances.commandandconquer.com/en/" target="_blank">closed beta</a></em>.</p>
<p>Este &#8220;nicho&#8221; descoberto por pequenas e grandes empresas, o do free-to-play, ou F2P, parece ser realmente muito vantajoso. E para ambos os lados, desde que os jogos e suas lojas não sejam criados de forma tal a fazer com que jogadores pagantes consigam &#8220;pagar para vencer&#8221;.</p>
<p>Ocorre que diversos jogos online contam com <em>cash shops</em> tão desequilibradas que somente usuários que conseguem comprar itens especiais e extremamente vantajosos conseguem jogar de forma plena. Estes jogadores literalmente pagam para vencer, e aí o jogo, em minha opinião, perde quase que totalmente seu valor, uma vez que é criada grande distinção entre pagantes e não pagantes, sendo que estes últimos passam a fazer parte de uma espécie de limbo virtual que &#8220;apanha&#8221; bastante e raramente se diverte.</p>
<p>De qualquer forma, jogos free-to-play estão cada vez mais &#8220;na moda&#8221;. Isto não é ruim, é claro. A EA, assim como diversas outras empresas, descobriram uma outra maneira de lucrar com jogos eletrônicos, mesmo que não estejamos falando de grandes franquias. Outras formas de rentabilização também podem se tornar comuns, com o decorrer do tempo. O <strong><a href="http://www.xboxplus.net/2011/07/21/jogos-gratis-novo-site-e-novas-funcionalidades-no-gamersgate/" target="_blank">GamersGate FreeGames</a></strong> é algo também bem interessante. A Blizzard costuma tratar seus títulos de uma maneira bem especial, a qual se assemelha, pelo menos para quem não adquire os títulos, a uma prestação de serviços. O usuário pode, é claro, optar se deseja comprar a versão full por um valor maior ou pagar a devida mensalidade e parar de jogar no momento em que bem desejar.</p>
<p>O mundo dos games está mesmo em constante mudança. E no meio disto tudo, os jogadores muitas vezes sofrem uma verdadeira overdose de títulos, modelos de negócio e lançamentos. E você, o que pensa disto tudo?</p>


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<li><a href='http://www.xboxplus.net/2011/08/04/electronic-arts-revela-a-edicao-limitada-de-battlefield-3/' rel='bookmark' title='Electronic Arts revela a edição limitada de Battlefield 3'>Electronic Arts revela a edição limitada de Battlefield 3</a></li>
<li><a href='http://www.xboxplus.net/2011/07/06/jogos-free-to-play-como-parte-de-um-movimento-benefico-a-industria-e-aos-gamers/' rel='bookmark' title='Jogos free-to-play como parte de um movimento benéfico à indústria e aos gamers'>Jogos free-to-play como parte de um movimento benéfico à indústria e aos gamers</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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