Crysis 2 no PC e Gears Of War 3 no Xbox 360: entre os games mais pirateados de 2011

A versão para PC de Crysis 2, Gears of War 3 (exclusivo do Xbox 360) e Super Mario Galaxy 2 no Nintendo Wii foram os games mais pirateados de 2011, segundo o site TorrentFreak. Os relatórios preparados pelo site mostram que Crysis 2, belíssimo trabalho da Crytek, foi baixado ilegalmente cerca de 3.920.000 mil vezes, enquanto que o número de downloads ilegais de Gears of War 3 foi de cerca de 890.000.
Super Mario Galaxy 2, para Nintendo Wii, foi baixado ilegalmente cerca de 1.280.000 vezes, e os FPSs Call of Duty: Modern Warfare 3 e Battlefield 3 foram também ilegalmente baixados mais de 3 milhões de vezes: 3.650.000 é o número de downloads “alternativos” do título da Activision, enquanto que o título da Electronic Arts foi baixado também “alternativamente” cerca de 3.510.000 vezes.
O TorrentFreak também menciona que “o número de downloads dos títulos principais em cada categoria é ligeiramente menor que no ano passado“. Chama bastante atenção, também, o fato da plataforma PC encabeçar a “lista da pirataria”. Todos os cinco games mencionados no quadro que exibe os downloads ilegais de versões para PC (Crysis 2, Call of Duty: Modern Warfare 3, Battlefield 3, FIFA 12 e Portal 2) foram baixados mais de 3 milhões de vezes, enquanto que jogos para Wii e Xbox 360, por exemplo, não chegaram à casa dos 1.300.000 downloads, conforme os relatórios acima mencionados.
Ao contrário do que se pode pensar, isto mostra que DRM não serve para nada, e que a pirataria e os “pirateiros” pouco com ele se importam. Atitudes como as da CD Projekt Red e a de inúmeros desenvolvedores independentes que simplesmente não utilizam DRM são muito mais lógicas e amigáveis, principalmente quando se fala da criadora de The Witcher, que além de ser avessa a DRM ainda “recheia” os jogos que vende com diversos extras gratuitos.
Quem sabe no final de 2012 este relatório não nos mostre números muito melhores em relação aos jogos para PC?
(Via: Gamesindustry)
Leia mais2011: inovações, decepções, altos e baixos na indústria de games e mais algumas coisas

2011 foi um ano interessantíssimo para quem acompanha a indústria de games. É claro que diversos acontecimentos e lançamentos de níveis similares também ocorreram em anos passados, mas podemos dizer que 2011 foi um grande ano. Aqui no XboxPlus, aliás, pude analisar 46 games durante 2011, e em cerca de 2 anos e meio de existência do site, já escrevi mais de 100 reviews. Isto dá uma média de cerca de 3 reviews por mês. Tive o privilégio, também, de analisar jogos desenvolvidos por grandes e pequenas empresas, e tive o enorme prazer de conhecer trabalhos fantásticos através do XboxPlus.
Posso dizer que, em 2011, também tive surpresas e decepções em relação aos jogos eletrônicos. Grande hype foi criado em cima de jogos que, na verdade, ofereceram pouca ou nenhuma diversão, inovação e valor enquanto trabalho artístico multimídia, digamos, enquanto verdadeiras obras primas foram lançadas e passaram despercebidas pelo grande público. Battlefield 3 conseguiu justificar todo o hype criado pela indústria e pelos jogadores, e durante a E3 2011, por exemplo, tivemos o anúncio de diversos títulos bacanas, como Hitman: Absolution, por exemplo.
Ainda durante a E3 2011, um promissor jogo free-to-play foi anunciado, e a Electronic Arts conseguiu aumentar ainda mais a ansiedade dos fãs de Mass Effect, com dois fenomenais trailers de Mass Effect 3. A Nintendo anunciou o sucessor do Nintendo Wii, o Wii U, e o já lançado Assassin’s Creed: Revelations também marcou uma bela presença no maior evento anual com a participação da indústria de games. A Microsoft, infelizmente, me causou grande desânimo durante sua conferência de imprensa, ao dar enorme ênfase ao Kinect e seus jogos.
Podemos dizer que 2011 foi um ano muito eclético, em relação aos jogos eletrônicos. Diversos estilos fizeram grande sucesso e mostraram ao mundo que nem só de First Person Shooters e MMOs vive o mundo dos games. Jogos estilo tower defense como Anomaly: Warzone Earth, Sanctum, Orcs Must Die!, Defenders of Ardania e Unstoppable Gorg (estes dois últimos ainda não lançados) também ajudaram bastante a revigorar a biblioteca de muitos jogadores, ao inserir elementos únicos e inovadores em jogos que, a princípio, nada teriam a ver com eles. Também tivemos bons puzzles em 2011, como EDGE e SpaceChem, por exemplo.
A Electronic Arts, por sua vez, foi uma das empresas que mais, digamos, “aprontou” em 2011. Ela lançou seu próprio serviço de distribuição digital, o Origin, e apesar da promessa de que já a partir de Novembro passado o novo serviço começaria a vender jogos de outras publishers, tudo o que temos até agora é um único game de terceiros: da Capcom. Além disso, a EA iniciou uma espécie de “briga” com a Valve e com o Steam, removendo Crysis 2 desta plataforma, o que é algo totalmente estranho.
Battlefield 3 também não foi lançado no Steam, apesar de ter sido lançado em outros sites de distribuição digital de games, o que denota que o problema é mesmo com o Steam e seus termos de serviço. De qualquer maneira, perdem os jogadores, que não podem mais contar com o Steam para comprarem títulos da EA, e a própria Electronic Arts, que não possui seu fantástico jogo na maior “vitrine virtual” de jogos eletrônicos do mundo.
Dead Island, um dos jogos mais aguardados de 2011, acabou de certa forma tendo grande parte de seu hype alavancado por um único e, certamente, fantástico trailer. Trailer este que, entretanto, enganou a muitos jogadores, pois transmite uma sensação e um estilo de jogo que não são condizentes com o título da polonesa Techland. Aliás, por falar em decepções, Brink, da Splash Damage / Bethesda Softworks, representou uma das maiores do ano, para mim.
Seus trailers eram fantásticos e enganadores. No final, Brink acabou se mostrando uma espécie de colcha de retalhos. Um jogo focado no multiplayer cuja “campanha” é revestida de uma espécie de capa que a faz parecer também com uma partida multiplayer. Brink é um jogo repleto de boas idéias. Idéias que, entretanto, não funcionaram como deveriam. Como disse em meu review do título, “Brink também mostra que, mais do que nunca, todo game deveria possuir uma demo“. Quanta gente não foi enganada por trailers, informações esparsas e imagens do jogo? Ainda na seção “decepção”, não poderia faltar o horrível Duke Nukem Forever, bomba que após mais de uma década acabou explodindo nas mãos da talentosa Gearbox.
Duke Nukem Forever é o típico jogo que jamais deveria ter sido lançado. Seria muito melhor permanecermos naquela espera e imaginarmos como seria um hipotético DNF, do que colocarmos as mãos nesta porcaria que já chegou a ser vendida por 5 dólares no Steam. Longe de mim afirmar, é claro, que o preço determina a qualidade de um jogo. Mas digamos que Duke Nukem Forever deveria ser um título através do qual os jogadores pudessem receber dinheiro para jogá-lo, tão terrível é a experiência.
A Paradox Interactive realizou um belo trabalho em 2011, também, com sua line-up focada em estratégia e similares. Sword of the Stars II: Lords of Winter, Mount & Blade: With Fire & Sword, Pirates of Black Cove, Cities in Motion, Sengoku, Supreme Ruler: Cold War, Pride of Nations e Magicka são alguns dos sensacionais títulos lançados este ano pela publisher sueca, a qual também conta com belos jogos já anunciados para 2012.
Dois estúdios não independentes responsáveis por games sensacionais também foram fechados este ano. A THQ fechou a Kaos Studios, empresa responsável por Homefront e Frontlines: Fuel of War, por exemplo, e já anunciou que a Crytek desenvolverá Homefront 2. Outro fechamento ocorrido este ano e que, pelo menos a mim, causou grande tristeza, foi o da Bizarre Creations, pela Activision. A Bizarre Creations criou dois jogos que adoro: PGR4 e Blur. Jogos de corrida arcade extremamente divertidos e bonitos, diga-se de passagem.
Este ano também tivemos, é claro, mais um lançamento anual da grande franquia Call of Duty. Modern Warfare 3 se mostrou um bom jogo, e talvez um dos motivos para que ele tenha vendido mais que seu oponente Battlefield 3, além do fator “tradição”, seja o fato deste último ser um jogo cujos gráficos maravilhosos somente podem ser vistos em PCs com configurações parrudas.
Leia maisS.T.A.L.K.E.R. e GSC Game World: talvez ainda haja esperança

O (hipotético?) fim da desenvolvedora ucraniana GSC Game World, criadora da fantástica série S.T.A.L.K.E.R., causou muito barulho e tristeza, há cerca de 3 semanas atrás. A empresa foi fechada por seu proprietário, Sergei Grigorovich, e Sergey Galenkin, da 1C Ucrânia, também confirmou seu fechamento. O fechamento da GSC, além de tudo, significaria o fim de qualquer esperança em relação ao lançamento de S.T.A.L.K.E.R. 2. Pelo menos a princípio.
No mesmo dia do anúncio do fechamento, Joe Mullin, da GSC Game World, já estava procurando emprego no Twitter. A GSC também chegou a negar seu fechamento, através de seu Twitter oficial, mas o tweet em questão foi apagado. Entretanto, talvez ainda exista esperança. A empresa divulgou um texto muito animador, também através de seu Twitter oficial:
“Prezados Stalkers, nós não lançaremos nenhuma notícia oficial até meados de Janeiro. Entretanto, existe motivo para esperança! Boa caça!”
Creio que uma frase como esta não seria divulgada caso a empresa não tivesse a intenção de retornar à ativa, se é que ela chegou algum dia a encerrar suas atividades. Além disso, as menções a “notícia oficial”, “motivo para esperança” e a finalização da frase com “boa caça” são mais do que suficientes para deixarem os fãs em polvorosa.
Um tweet anterior ao acima dizia: ”Nós faremos o nosso melhor para continuar. Entretanto, neste momento, nada é certo“.
Pelo que podemos perceber, houve uma certa evolução no caso, e talvez os problemas que levaram ao anúncio do fim da GSC Game World estejam sendo resolvidos aos poucos. Torço sinceramente para que a empresa não feche as portas, e para que S.T.A.L.K.E.R. 2 seja lançado. O trabalho desta desenvolvedora ucraniana é algo único, e percebe-se claramente que S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl e S.T.A.L.K.E.R.: Call of Pripyat não são jogos comuns.
Estamos falando de títulos que lidam com um grande e real desastre. Obras de pessoas extremamente corajosas, tanto durante o desenvolvimento quanto em relação ao próprio game e sua temática. Afinal, lidar com um desastre de tamanha magnitude, o qual ocorreu na própria Ucrânia, ou seja, a terra natal da GSC, não é para qualquer um. Vamos aguardar por mais novidades. Tenho certeza que elas virão, e Janeiro já está chegando. Esta é uma franquia que merece continuar, e pelas mãos daqueles que a ela deram início.
(Via: Rock, Paper Shotgun – 1, 2, 3)
Leia maisJogos eletrônicos nas artes, na economia e na luta contra o HIV
Jogos eletrônicos não são mais brinquedo (só) de criança há muito tempo. Há muito tempo os videogames invadiram o espaço de outras mídias, interagem com diversas outras e permitem que jogadores sejam expostos a informações que muitas vezes e/ou através dos ditos “meios normais” sequer tomariam conhecimento. Hoje em dia não é errado dizermos, por exemplo, que games são arte, salvo algumas exceções. Mike Gallagher, CEO da ESA (Entertainment Software Association), despachou um e-mail de final de ano muito bacana, o qual além das felicitações e da menção à finada proposta de lei do ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, contém informações muito interessantes.
Logo de início fiquei extremamente interessado pela menção ao game online Foldit, desenvolvido pelo Professor Zoran Popovic, da Universidade de Washington. Através do Foldit, alguns jogadores conseguiram decifrar a proteína que ajuda o gene HIV a se multiplicar. Trata-se de algo que perturbava os cientistas há mais de uma década, e que foi resolvido pelos jogadores em conjunto com o jogo acima mencionado em apenas 10 dias. Este é um exemplo fantástico de que jogos eletrônicos não mais podem ser considerados como “besteira”, “coisa de quem não tem o que fazer”, etc. Aqui temos uma clara expansão da “área de atuação dos games”, e sua incursão na área de saúde e pesquisas relacionadas é muito mais do que bem vinda.
Se um “simples” jogo consegue em 10 dias resolver um problema que era um empecilho para cientistas do mundo todo há mais de uma década, que dizer então dos impactos diretos e indiretos disto tudo em outros setores, como a economia, por exemplo? O que podemos esperar, daqui em diante, em relação aos games e a outros tipos de utilizações dos mesmos não ligadas ao divertimento?
Obviamente os resultados dos trabalhos com o Foldit serão divulgados a especialistas de diversas áreas, e grandes laboratórios também entrarão no meio, é claro. Agora já temos grandes ideias para responder a pessoas que rotularem jogos eletrônicos como “coisas inúteis” e vierem nos chamar de loucos, desocupados, etc.
Como se não bastasse, a indústria de jogos eletrônicos é uma das maiores do mundo. Segundo a ESA, a venda de games, conteúdo relacionado, hardware e acessórios resultou em rendimentos de cerca de 25,1 bilhões de dólares em 2010. É muito provável, apesar da ESA não ter fornecido tal informação, que tais números tenham sido ultrapassados em 2011. Muitos já consideram a indústria de games maior em diversos aspectos quando comparada com a do cinema, e talvez a interação que os games permitem sejam um dos componentes desta fórmula de sucesso.
A ESA também mencionou a exposição “The Art of Video Games“, a qual será realizada no ”Smithsonian American Art Museum”, sendo iniciada em 16 de Março de 2012. Gráficos e trilhas sonoras de jogos eletrônicos são mencionados como parte importante de um jogo, e a exposição contará com material de 240 títulos. Os critérios para a escolha dos games variaram desde os efeitos visuais até o uso criativo de novas tecnologias, passando pela influência de eventos mundiais e da cultura popular sobre os jogos.
Só não vê quem não quer. Os games nunca estiveram em evidência como agora, e as palavras de Seth Schiesel no The New York Times, este mês, são muito significativas:
“Criadores de games estão produzindo mais entretenimento de alta qualidade para uma variedade mais ampla de jogadores. Nenhuma outra forma de divertimento funde tecnologia digital avançada, engajamento pessoal e relevância cultural para o mercado como felizmente os videogames conseguem. É por isto que os videogames são a forma superior de entretenimento popular“.
Videogames são arte, “prestam serviço” na saúde e representam uma das indústrias em maior ascensão no mundo. Um jogo serviu de instrumento para que jogadores realizassem em dias o que pesquisadores vinham tentando há anos. Jogos eletrônicos movimentam milhões, e estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, mesmo daquelas que não possuem nenhuma plataforma para jogos. Pais que o digam.
A educação também já é beneficiada pelos jogos eletrônicos e por sua enorme indústria. Em Setembro a Casa Branca lançou o Digital Promise, uma iniciativa formada por grupos públicos e privados que visa introduzir ferramentas tecnológicas e games nas salas de aula norte americanas. E isto tudo, apesar de ocorrer lá fora, pode muito bem servir de inspiração para outros países. Aqui mesmo, no Brasil, os games agora entram na Lei Rouanet. Quem cria jogos eletrônicos, devido a isto, poderá ser extremamente beneficiado.
O caminho é longo, mas a estrada vai se tornando, pelo que parece, mais aceitável e inspiradora.
Leia maisDaedalic e “Edna & Harvey: Harvey’s New Eyes” ganham prêmios ao lado de “Crysis 2″ e da Crytek
É como eu sempre digo. A qualidade de um produto e/ou de um game jamais estará ligada ao tamanho de uma empresa, de um produtor, etc. A desenvolvedora alemã Daedalic Entertainment, responsável pelo fantástico point-and-click The Whispered World e também pelo recente A New Beginning (à venda no GamersGate), ganhou vários prêmios ao lado da Crytek e de Crysis 2.
Os dois estúdios alemães e seus jogos ganharam diversos prêmios durante o “Deutscher Entwicklerpreis (German Game Developer Award)“. Crysis 2 foi escolhido como “O Melhor Game Alemão de 2011″, por exemplo, e a Daedalic Entertainment e Edna & Harvey: Harvey’s New Eyes ”levaram para casa” cinco prêmios, incluindo melhor história, melhor aventura e melhor arte.
“2011 foi um ano de grande sucesso para os produtos da Daedalic – tanto como uma desenvolvedora quanto como uma publisher. A Daedalic atua principalmente como uma contadora de histórias, e em Edna & Harvey: Harvey’s New Eyes o entretenimento sagaz e o ‘game design’ clássico andam juntos. Nós iremos continuar com esta receita de sucesso no próximo ano. Em 2010 nós ganhamos quatro prêmios no ‘German Developer Award’ e estamos confiantes de que a produção irá aumentar no próximo ano. Já em Janeiro esperamos com Deponia outro game excepcional de nossas cabeças criativas, Jan Mueller-Michaelis. E com The Dark Eye – Chains of Satinav, a Daedalic se aventurará em Março no emocionante mundo de Aventuria“, disse Carsten Fichtelmann, diretor da Daedalic Entertainment.

Carsten Fichtelmann, diretor da Daedalic Entertainment
Esta foi a oitava edição do “German Game Developer Award”, e o evento ocorreu em Düsseldorf, terra natal do fantástico Kraftwerk. Acho muito bacana quando uma empresa como a Daedalic marca presença e ganha prêmios ao lado de uma gigante como a desenvolvedora da CryEngine 3. Crysis 2, aliás, também levou diversos prêmios durante o “German Game Developer Award”, vale ressaltar.
A Daedalic é uma desenvolvedora e publisher com grande foco em adventures, e seus games possuem sempre grandes histórias e gráficos extremamente bonitos. Para quem aprecia jogos estilo point-and-click, aliás, os títulos da empresa são realmente imperdíveis. É muito bacana perceber que a indústria de games não deixou de abrir espaço para este gênero de jogos, e ver um point-and-click ao lado de um FPS em um grande evento, também ganhando prêmios e marcando presença de forma muito bacana, é algo fantástico.
Quem jogou ou está jogando The Whispered World (disponível no Steam e com desconto, por enquanto), sabe o quão bonitos e imersivos são os títulos da Daedalic. É muito bom saber que ainda temos empresas no mercado que se focam fortemente neste gênero de jogo eletrônico. A Amanita Design é outro belíssimo exemplo, aliás.
Leia maisCD Projekt Red, The Witcher 2 e luz vermelha acesa para a pirataria
A CD Projekt Red quer, digamos, ajustar as contas com quem está baixando e jogando The Witcher 2: Assassins of Kings sem pagar pelo título. Muito justo, afinal, dinheiro foi gasto no desenvolvimento do game, e segundo estimativas de Marcin Iwinski, co-fundador da empresa, 4,5 milhões de cópias de The Witcher 2 foram baixadas ilegalmente, desde seu lançamento.
“Nós nunca iremos aprovar [a pirataria], uma vez que ela não afeta somente a nós, mas tem um impacto negativo na indústria de games como um todo. Vimos algumas das inquietações online a respeito de nossos esforços para combater a pirataria, e podemos assegurar a você que somente tomamos ações legais contra usuários a respeito dos quais temos 100% de certeza que baixaram nosso game ilegalmente“, disse Marcin Iwinski.
Advogados da CD Projekt Red já estão agindo, e a empresa ainda mencionou que sua decisão de não incluir DRM em seus produtos não significa que eles estão “dando luz verde para a pirataria“. Pirataria sempre foi e, talvez, sempre será um assunto espinhoso. Mas, caramba, será que a CD Projekt Red já não se mostrou uma empresa muito bacana? E será que nem mesmo isto basta? Diversos updates gratuitos já foram lançados para The Witcher 2, bem como alguns DLCs. Novo conteúdo foi introduzido no game sem que a empresa cobrasse um tostão pelo mesmo.
E, mesmo assim, iniciativas como estas, trabalhos fantásticos como o da CD Projekt Red e o do GOG, por exemplo, que vendem games sem nenhum tipo de DRM, sofrem com este tipo de coisa. É claro que a desenvolvedora de The Witcher 2 sabe que DRM não é uma solução para acabar com a pirataria, e tenho plena certeza de que continuaremos com um GOG e com um The Witcher 2 livres de DRM. Porém, uma coisa é vender um produto sem nenhum sistema que penalize o jogador que pagou pelo mesmo, como o fazem algumas outras empresas, e outra é ver este mesmo produto sendo distribuído indiscriminadamente nos “torrents da vida”, sem que ninguém pague pelo mesmo.
Creio que nenhuma pessoa gostaria de ver seu trabalho sendo tratado como lixo, por exemplo. Jamais um catador de latinhas (um trabalho extremamente digno e duro, diga-se de passagem) gostaria de chegar ao posto de reciclagem e ver suas latas de alumínio sendo levadas sem que um tostão lhe fosse retornado. Que dizer então de alguém que cria alguma coisa, como um marceneiro? Será que tal profissional gostaria de gastar dias e dias trabalhando em um móvel, entregá-lo e não receber o dinheiro devido?
É claro que são situações, produtos e áreas diferentes, mas o final é o mesmo: quem vende quer, e merece, receber pelo produto que vendeu/criou. E olhe que o GOG é um serviço que geralmente cobre os jogadores de mimos: wallpapers, trilhas sonoras, avatares, manuais, etc. Tudo para oferecer um serviço diferenciado e cativar o jogador. Um meio, digamos, para mostrar as vantagens do produto original. Mas como nem tudo são flores, muitas vezes a justiça precisa entrar no meio.
(Via: Gamesindustry)
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