(Review) Freakbop: tenha um Genius em seu dispositivo iOS ou Android

Publicado por em Jan 19, 2012 em Reviews | Comente agora

Muita gente deve se lembrar do brinquedo Genius, bastante comum no Brasil durante os anos 80. Conhecido também como Simon, o aparelho era uma espécie de jogo da memória “turbinado”. Um fantástico divertimento, aliás, que inclusive continha modos de jogo diferentes. A brasileira Digital4You lançou recentemente um aplicativo muito interessante para dispositivos iOS e Android, chamado Freakbop, o qual é uma espécie de Genius para smartphones e tablets.

O Freakbop, aliás, inicia a série de apps do Universo Freak, série esta que contará com jogos e aplicativos educativos. O Freakbop custa apenas US$ 0,99, e pode ser adquirido na App Store e no Android Market. A Digital4You inseriu inclusive uma pequena história no jogo, a qual serve como premissa para o posterior manuseio do computador Freakbop. Uma nave mineradora chamada Netunia passou por alguns problemas e está em rota de colisão com um asteroide. O jogador, então, deve desativar o piloto automático, meio que combatendo o computador, o qual não se convence da rota errada.

A forma de resolver estes problemas, é claro, é jogando Freakbop. Temos, então, uma experiência extremamente semelhante à que tínhamos com nossos velhos e saudosos Genius. Quatro cores são exibidas em um disco: vermelho, azul, amarelo e verde. Cada uma delas, aliás, possui um som diferente. O trabalho do jogador será repetir as sequências exibidas por Freakbop, e os sons também podem ajudar na memorização de cada sequência.

O título conta com uma trilha sonora bem bacana, mas caso você precise, é possível reduzir seu volume e até mesmo eliminá-la por completo. As sequências, da mesma forma que no Simon, vão se tornando cada vez maiores, e o game conta inclusive com suporte à plataforma social OpenFeint, sendo que achievements também podem ser liberados pelo jogador durante o gameplay.

Além de versões em diversos idiomas, incluindo o português do Brasil, o Freakbop também conta com uma versão em Élfico, para a alegria dos fãs da obra de J.R.R.  Tolkien. O game também conta com dois modos de jogo: o “Humano”, que oferece níveis de dificuldade e experiência muito semelhantes às proporcionadas pelo Genius lançado pela Estrela, durante a década de 80, e o modo “Freak”, para quem busca por uma experiência mais difícil.

Neste modo de jogo, o disco irá girar, alterando o posicionamento de cada uma das cores, e em determinados momentos as luzes serão acesas mas os sons correspondentes não serão ouvidos, por exemplo. Isto torna o jogo mais desafiador, além de fornecer uma experiência bem diferente e interessante.

Para mim, que até hoje mantenho meu Genius guardado, jogar Freakbop no iPhone é uma experiência muito bacana. É claro que o jogo acaba cansando um pouco, conforme jogamos por muito tempo sem parar, devido justamente à repetição, mas trata-se de um título extremamente barato e cativante, que testará seu raciocínio e sua memória de maneira muito bacana. Vale lembrar que também está à disposição na App Store o Freakbop Lite, totalmente gratuito.

Este jogo que inicia a série Freak, da Digital4You, é muito interessante. Aliás, algumas palavras da empresa a respeito do universo que está criando também são bem interessantes:

No inicio havia Freak, um poder que aglutina, metafísico e onipresente…

Então, em uma explosão cósmica de cores, sons e toques, surge o Freakverse. Um lugar mágico, onde as idéais mais imprevisíveis tomam forma de aplicativos sencacionais, que proporcionam experiências de uso únicas e estimulantes.

O primeiro desses aplicativos é Freakbop, uma releitura de um classico dos anos 80.”

Vamos aguardar pelos próximos aplicativos da empresa, mas enquanto isso não deixe de dar uma olhada no jogo, nem que seja em sua versão Lite. Se você possuiu um Genius, então, vai gostar muito do game, o qual é altamente recomendável também para crianças.

Ficha Técnica

Título: Freakbop
Gênero: puzzle
Desenvolvedora:  Digital4You
Publisher:  Digital4You
MSRP: US$ 0,99
Plataformas: iOS / Android
Versão analisada: iOS (iPhone)

Assista abaixo ao trailer do aplicativo:

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(Review) Afterfall: InSanity

Publicado por em Jan 16, 2012 em Reviews | 2 comentários

Afterfall: InSanity é um game desenvolvido com a Unreal Engine 3 que, a princípio, poderia passar despercebido por muita gente. Isto, entretanto, não remove as qualidades do título de forma alguma (nem seus defeitos, é claro). Trata-se de um survival horror que conta com diversos elementos que já vimos em diversos outros jogos do mesmo gênero. Pedaços de Dead Space e Silent Hill, por exemplo, podem ser encontrados aqui e ali, em Afterfall: InSanity. No entanto, a ambientação do jogo é fantástica. A sensação de perigo iminente, sempre fortalecida pela mais do que competente trilha sonora do título, é uma constante.

Ambientes claustrofóbicos nos quais grande parte das vezes é a ausência de luz que torna o desespero maior são “oferecidos” ao jogador de maneira tal que nem mesmo a lanterna do protagonista, o psiquiatra Albert Tokaj, consegue fornecer alívio. Muitas vezes a escuridão é tão grande e tão opressora que o halo de luz da fraca lanterna pode ser até mesmo prejudicial, justamente por permitir que o jogador observe coisas horripilantes que até então estavam dormentes. Coisas que não deveriam ser vistas em tais ambientes. Coisas que muitas vezes podem até mesmo não representar perigo algum, mas cuja simples visão causa perturbação.

Não temos em Afterfall: InSanity o mesmo nível de horror e tensão que temos em Amnesia: The Dark Descent. Aliás, são jogos totalmente diferentes. Mas temos aqui doses suficientes de tensão, escuridão e terror para grandes pulos da cadeira. A história acontece após a terceira guerra mundial. Trata-se de um título que insere o jogador em um futuro pós-apocalíptico repleto de incertezas e de personagens estranhos. O “Projeto Afterfall”, na Polônia, da qual faziam parte uma série de abrigos subterrâneos construídos justamente para o caso de uma catástrofe nuclear, acabou aprisionando, de certa forma, aqueles que conseguiram se abrigar e escapar da fúria das bombas atômicas.

A síndrome do confinamento, mal que começa a atacar a população que vive no abrigo Glory, onde tudo começa, é uma “doença” que tanto parece ser mental quanto física. A trama do jogo conta com diversas reviravoltas, e o próprio Tokaj muitas vezes é um mero peão de acontecimentos e interesses que estão acima de seus desejos. O médico também sofre do mesmo mal que ataca a população do abrigo onde vive, e o jogo inicia com ele dormindo durante uma sessão psiquiátrica.

Tokaj também tem sonhos bem perturbadores, e um destes sonhos acaba por revelar de forma indelével muita coisa que acontecerá em um futuro próximo. Como se já não bastassem todos os problemas pelos quais o pobre Albert Tokaj passa, algo estranho começa a ocorrer em um nível inferior do abrigo, e ele é enviado pelo Coronel, o cara que manda no lugar, juntamente com um grupo de militares, para investigar o que se passa.

Não demora muito tempo para que Afterfall: InSanity mostre seus pesadelos ao jogador. Aparentemente um vírus está se espalhando nas profundezas de Glory e transformando as pessoas em verdadeiros loucos. Tokaj menciona até mesmo que este pessoal, muitos deles cientistas que trabalhavam no lugar, perderam totalmente todo e qualquer instinto de autopreservação, e a hipótese do vírus se transforma até mesmo em algo um tanto quanto estranho quando não somente seres humanos deformados são observados.

Existem monstros, nas profundezas do abrigo subterrâneo, e aqui as semelhanças com Dead Space se tornam um pouco mais fortes. Estes monstros misteriosos dividem espaço com seres humanos que aparentemente sofreram algum tipo de mutação genética, e no meio disto tudo, Tokaj também sofre com alucinações extremamente perturbadoras. Mas será que são alucinações mesmo? As reviravoltas que acontecem em Afterfall: InSanity são muito interessantes e, em alguns momentos, desconcertantes.

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(Review) Serious Sam 3: BFE

Publicado por em Jan 13, 2012 em Reviews | Comente agora

Ultimamente temos observado o lançamento de alguns jogos que tentam trazer de volta aqueles bons e velhos tempos dos antigos First Person Shooters, onde o jogador tinha de suar a camisa e lutar contra inimigos os mais diversos sem toda a parafernália de ajuda que existe nos FPSs e TPSs atuais, como por exemplo sistema de cobertura, regeneração automática de energia vital, doses calculadas de inimigos em cada fase, etc.

Serious Sam 3: BFE, da Croteam, é um destes jogos. Ele pertence a uma série que já possui cerca de uma década de existência, e que chegou a receber remakes em HD (Serious Sam HD: The First Encounter e Serious Sam HD: The Second Encounter). Serious Sam 3: BFE, entretanto, é um título que não deixou as raízes da franquia de lado. Os desafios continuam grandes, o protagonista, Sam “Serious” Stone, continua sendo um brutamontes de poucas palavras e arma sempre em punho, e os inimigos estão presentes quase que o tempo todo, e quase sempre em grande quantidade.  Ação stealth, então? Esqueça.

Serious Sam 3: BFE mostra acontecimentos anteriores a Serious Sam: The First Encounter. Trata-se de uma espécie de prólogo. O jogo é ambientado no Egito, e nele o jogador lidará com hordas de inimigos alienígenas enviados pelo também alienígena e misterioso inimigo Mental. O título inicia com uma bela animação, a qual exibe a descoberta de um artefato que, apesar de parecer muito antigo, demonstra ser dotado de grande tecnologia. Esta mesma animação também cita a invasão alienígena, e a partir daí o jogador já é transportado diretamente para o Egito, para a missão “Summer in Cairo”, durante a qual Sam acaba entrando em ação não exatamente da maneira planejada.

Vale destacar também o cuidado que a Croteam teve com o protagonista: além dos belos trabalhos de dublagem e modelagem, o Sam que vemos, controlamos e ouvimos novamente é um cara durão, forte, violento, e que solta uma ou outra piadinha de vez em quando. Ele também possui grandes dificuldades em receber e seguir conselhos ou ordens, e um dos momentos mais loucos do game é quando ele simplesmente explode um grande e belíssimo monumento para acessar um portal localizado embaixo do mesmo.

Ele não teve muita paciência para aguardar alguma possível segunda alternativa que poderia ter sido sugerida pela sua companheira de equipe, Quinn. A resposta do Sam à “bronca” é a seguinte: que mandem a fatura para ele. São momentos verdadeiramente surreais e que mostram que a franquia Serious Sam continua firme, forte e nada séria, fornecendo ação ininterrupta e muitos momentos engraçados, além de inimigos para “dar e vender”.

O forte da franquia, aliás, não é seu enredo. Isto acontece com Serious Sam 3: BFE, também. Aliás, quem precisa de história quando uma horda assustadora de alienígenas está em seu encalço, te forçando a correr sem parar e disparar sua arma como louco, ao mesmo tempo em que seus olhos buscam por mais medkits, munição e pontos “quase seguros”?

Logo no início do game o jogador terá de encarar uma fêmea Gnaar e poderá inclusive arrancar um de seus olhos. Arrancar olhos e cabeças, aliás, é uma das “habilidades” do gentil protagonista de Serious Sam 3: BFE, diga-se de passagem. Trata-se de um jogo onde a ação é extremamente frenética, onde muitas missões e momentos chegam a causar desespero no jogador, devido à enorme quantidade de inimigos em tela, os quais atiram e correm de encontro ao jogador como loucos.

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(Review) Batman: Arkham City

Publicado por em Dec 19, 2011 em Reviews | 7 comentários

Em 2009, a desenvolvedora britânica Rocksteady e a Warner conseguiram provar que nem todos os jogos eletrônicos que possuem personagens de quadrinhos e/ou filmes em sua trama são ruins. Batman: Arkham Asylum foi um jogo fora de série, que conseguiu atingir um fantástico e muito mais do que merecido Metascore 91, entregando ao jogador uma narrativa surpreendente, um sistema de combate fantástico e uma ambientação espetacular.

Em 2011, eis que temos em mãos o sucessor deste fantástico título, um dos mais aguardados do ano: Batman: Arkham City. Acredito que o mundo todo esperava que o novo título da Rocksteady fosse melhor que Arkham Asylum, e felizmente ele conseguiu esta façanha, em diversos aspectos, apesar de algumas falhas. Batman: Arkham City nos entrega uma experiência muito mais repleta de opções. O ambiente de jogo é maior. O Homem-Morcego utiliza mais “bat-gadgets”, o sistema de combate foi melhorado, o enredo é repleto de reviravoltas, sendo que muitas delas conseguem realmente deixar o jogador estupefato, e um verdadeiro exército de vilões está “na fila” para tentar detonar o Batman.

Batman: Arkham City é uma espécie de cidade-prisão. Temos também o ex-diretor do Asilo Arkham, Quincy Sharp, no papel de prefeito de Gotham City. Aliás, pode-se dizer que sua chegada à prefeitura está ligada a alguns personagens dentro de Arkham City. Dentre os vilões que o Batman terá de encarar, podemos citar também Hugo Strange, Pinguim, Mr. Freeze, Ra’s al Ghul, Cara-de-Barro, Duas-Caras e, é claro, o Coringa e sua namorada maluca, Harley Quinn.

O game nos apresenta a um verdadeiro exército de vilões, todos tentando acabar com o Batman (salvo raras exceções e/ou momentos), sendo que muitos deles travam uma verdadeira batalha entre si, dentro de Arkham City, visando obter o controle da “cidade”. O Pinguim, o Duas-Caras e o Coringa, por exemplo, possuem seus respectivos exércitos, e durante nossas perambulações pela cidade, conseguimos até mesmo ouvir as conversas dos personagens, muitos deles dizendo que querem deixar o chefe “x” e se juntar ao grupo do chefe “y”, por exemplo.

Batman: Arkham City é tão cheio de surpresas que até mesmo o Bane firma uma espécie parceria com o Batman. Na verdade, tal parceria envolve o resgate de alguns tambores da fórmula Titan, a qual, em Arkham Asylum, foi criada sob as ordens do Coringa e causou diversos estragos, digamos. Grande estrago, diga-se de passagem, foi causado ao próprio Coringa devido à sua experiência com a fórmula, e nas ruas de Arkham City ouve-se constantemente falar que o vilão está mal.

Batman: Arkham City é um título que consegue surpreender ainda mais o jogador. Pegue tudo aquilo que você viu em Arkham Asylum, junte tudo isto a um cenário maior, a mais vilões, a mais lutas, a mais habilidades em combate (naturais ou oriundas da utilização de equipamentos), e você chegará perto do que é Arkham City. Pense, agora, no fato de que o próprio Batman também corre risco de vida durante grande parte do game, e você estará mais perto. Imagine a possibilidade de jogar fantásticas missões no controle da Mulher Gato e você estará ainda mais perto de perceber o quão fantástica é esta sequência. Entretanto, somente jogando o game você realmente entenderá o quão bom ele é.

O Batman agora pode planar de forma muito mais do que bem vinda utilizando sua capa, e algo fantástico é que ele pode realizar mergulhos em altíssima velocidade e então ascender novamente, a fim de ganhar mais impulso. Correr de encontro a um pequeno vão e então, ao chegar próximo ao mesmo, se jogar ao chão, deslizando, é também uma das novidades extremamente valiosas, a qual permite a passagem do protagonista através de portas de aço semi-abertas, por exemplo. O Batman, aliás, também pode colocar diversos equipamentos em funcionamento, através de rajadas elétricas desferidas com sua nova arma energética. O Próprio Mr. Freeze fornece a ele um brinquedinho muito especial: uma arma congelante, que inclusive serve para criarmos plataformas de gelo em superfícies líquidas, facilitando assim nossa passagem.

“Passear” pela cidade dos criminosos que é Arkham City permite até que o jogador interrompa assaltos em andamento. Os combates são momentos de puro prazer. Encarar grupos de 6, 8, 10 ou mais inimigos, muitos deles armados, é algo realmente espetacular. Nestes momentos o jogo eletrônico se transforma em um filme, para quem está assistindo as peripécias do jogador. Defesa, golpes avassaladores e combos podem ser encadeados de maneira fantástica, sendo que agora o Batman pode até mesmo utilizar sua capa para desnortear os inimigos. Também é possível utilizar um dos novos equipamentos que o Batman ganhou para disparar cargas elétricas contra os bandidos, e existem bandidos “blindados”, digamos, que requerem um golpe especial para serem derrubados, golpe este que nada mais é que uma sequência rapidíssima de socos por parte do Homem-Morcego.

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(Review) Call of Duty: Modern Warfare 3

Publicado por em Nov 21, 2011 em Reviews | 14 comentários

Apesar de pertencer a uma série que conta com lançamentos anuais que muitas vezes repetem fórmulas já velhas conhecidas, Call of Duty: Modern Warfare 3 é um jogo interessante e divertido, apesar de tudo. Ele começa exatamente do ponto onde Modern Warfare 2 terminou, e mostra logo de início o Soap, ferido, sendo carregado às pressas pelo Capitão Price e por Nikolai. O soldado não está nada bem, vale ressaltar, e enquanto buscam por um médico, o mundo parece desabar em torno dos 3 soldados.

Modern Warfare 3 não é muito diferente de Modern Warfare 2, quase que em todos os aspectos. Seu valor principal pode, entretanto, estar no fato do título nos apresentar o final da “saga de terror” promovida pelo russo Vladimir Makarov. Isto por si só já deve agradar bastante aos fãs da franquia, principalmente porque a campanha do jogo é repleta de momentos impactantes. Alguns deles verdadeiramente tristes, na verdade.

Não percebi grandes melhorias gráficas no jogo, entretanto, e continuo dizendo, aliás, que prefiro Call of Duty: Black Ops, lançado em 2010, a Modern Warfare 3. Joguei ambos (MW3 e Black Ops) no PC, e chego a dizer até que os gráficos de Black Ops são muito mais bonitos. Isto não quer dizer, entretanto, que o novo título da Infinity Ward e da Sledgehammer Games faça feio. Muito pelo contrário. Em relação à história, podemos dizer que MW3 nos apresenta algo também já conhecido: “vamos todos pegar em armas e salvar o mundo”, basicamente, com alguns detalhes extras bem interessantes, também.

Trata-se de um jogo bonito, o qual não requer uma máquina “parruda” para rodar, e que conta com cenários bem diversificados. Achei muito bonito, aliás, o design das armas do jogo. Todas parecem extremamente realistas, incluindo o som dos disparos. Além disso, quando a ação ocorre na água ou na chuva é impossível não observarmos o espetáculo com atenção. Eu, que presto bastante atenção nestes dois elementos em qualquer game, fiquei vários minutos observando a chuva, em Praga. O céu nada amistoso e os frequentes relâmpagos ajudaram bastante a reforçar o clima de tensão.

Passei por alguns problemas bem chatos com Modern Warfare 3, entretanto. Primeiro foram os travamentos relativos ao executável do game, o iw5sp.exe. Cheguei até a abrir um chamado na Activision, porém, como bem disse o leitor João, a resposta da Activision (solicitando o arquivo .TXT com as informações da Ferramenta de Diagnóstico do DirectX) chegou depois da resolução do problema. E para resolvê-lo, apesar de minha máquina possuir configurações acima das recomendadas para o jogo, tive de alterar as opções gráficas do jogo, de “Extra” para “High“. Não sei o porquê disto acontecer, nem tampouco corri atrás de explicações. Segundo dizem, até, a diferença entre o “Extra” e o “High” em MW3 é mínima e, assim sendo, deixei como estava.

Depois passei por um outro problema que achei um tanto quanto ridículo e que, apesar de tudo, aparenta ser mais um bug sem solução (pelo menos até o momento em que escrevo esta frase). Na fase em Hamburgo o jogo travava sempre no mesmo local. Eu tinha ao meu lado um tanque aliado e um ônibus destruído à frente, o qual também servia de refúgio para soldados russos. Ao tentar avançar pela rua, o erro  ”reliable command buffer overflow” ocorria, e o game era fechado. Após algumas pesquisas, descobri que a solução era não avançar pela rua, e sim através de um prédio na lateral direita da rua, quebrando algumas vidraças. Estranho, não?

Problemas “técnicos” à parte, Call of Duty: Modern Warfare 3 é um bom jogo. Há uma certa variedade de personagens jogáveis, como já de praxe na série. Você encarnará o Sargento Derek Frost, o ex-Spetsnaz Yuri, o agente russo Andrei Harkov, o Sargento Marcus Burns, da SAS, e até mesmo o Capitão Price. É interessante o fato de encarnarmos diversos personagens, inclusive alguns personagens “do outro lado”, principalmente porque o game nos faz perceber que a Terceira Guerra Mundial ali representada na verdade aconteceu devido à loucura de poucos homens.

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(Review) Ignite: um game de corrida com boas doses de estratégia

Publicado por em Nov 9, 2011 em Reviews | Comente agora

Ignite é um título de corrida muito bacana, voltado para quem deseja se divertir acelerando bastante e não quer se preocupar com sistemas de danos, simulação e coisas do tipo. O jogo proporciona uma experiência bem interessante: basicamente, Ignite é um game de corrida arcade que exige que o jogador lide com pontuação, ao correr. O jogador deverá realizar drifts, pegar carona no vácuo do veículo à frente e derrubar diversos objetos espalhados pela pista, dentre outras coisas, tudo isto para progredir e ganhar pontos, em Ignite, o qual conta com 3 tipos diferentes de eventos.

Existem as corridas normais, onde cada uma das “peripécias” que mencionei acima contam pontos. Assim que o corredor atingir 1000 pontos, já é possível utilizar o “nitro”. É possível utilizá-lo, aliás, até o esgotamento total da pontuação, sendo que ele voltará a ser disponibilizado assim que o competidor atingir 1000 pontos novamente. Mas é preciso tomar cuidado aqui, pois ao final de cada corrida e dependendo da configuração escolhida para seu carro, seus pontos poderão ser convertidos em “time bônus”, e isto poderá até mesmo fazer com que você passe, por exemplo, da segunda para a primeira posição.

Existem também as “Knock-Out Races”, durante as quais o último colocado é eliminado ao final de cada volta. Seria adequado, aliás, classificarmos estes eventos como uma espécie de “Survival Mode”. Existe também um outro tipo de evento bem interessante, em Ignite. Trata-se das “Run-Out Races”, o tipo de evento que considero mais desafiador em Ignite. Cada corredor inicia com uma certa quantidade de pontos, e estes vão sendo reduzidos gradativamente, mesmo se você não utilizar o “nitro”. Agora, se você o utilizar, perceberá que o gasto de pontos ocorrerá de maneira muito mais rápida.

Trata-se de um tipo de evento onde é preciso utilizar bastante estratégia. Correr bastante quando preciso, bater em todo e qualquer obstáculo possível, para ganhar pontos, e tentar manter um bom equilíbrio entre pontuação e posição, pois caso seus pontos se esgotem, o jogo acaba, para você.

Os momentos em que o “nitro” é utilizado são muito bacanas. A sensação de velocidade é enorme, sempre acompanhada pelo barulho característico do motor. Ignite conta com 3 categorias de carros: “muscle”, “street” e “race”. Além disso, cada um dos carros conta com 5 configurações diferentes, as quais podem ajudar bastante em diversos tipos de eventos. Tanto as categorias quanto os carros e suas respectivas configurações vão sendo desbloqueados aos poucos, conforme o desempenho do jogador. Em relação às configurações de cada carro, existem diversos tipos.

Algumas fazem com que a pontuação seja reduzida de forma mais lenta nas “Run-Out Races”, algumas aumentam a quantidade de pontos recebida quando você bate nos objetos espalhados pela pista, algumas aumentam em 10% os pontos ganhos durante cada drift, e por aí vai.

Ignite é um game de corrida que oferece ambientes bonitos e uma certa variação nas condições climáticas dos mesmos. Tempestades, tempo nublado, um belo céu azul, nuvens com aspectos coloridos e diferentes, sensacionais ambientes alaranjados que se parecem com um belo entardecer e neblina são algumas das belezas que você poderá encontrar ao correr no título da Nemesys Games, lembrando sempre que tudo isto é escolhido de forma aleatória pelo próprio jogo.

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