(Review) Hungribles

A Futuremark Games Studio é uma divisão da Futuremark, empresa que desenvolve softwares para benchmarking. A empresa é responsável também pelo excelente shooter em gravidade zero Shattered Horizon, o qual conta com belíssimos gráficos e oferece um ótimo gameplay ao jogador. A empresa recentemente resolveu marcar presença também no universo dos puzzles e dos dispositivos móveis, e assim sendo, lançou o game Hungribles, disponível na App Store para iPhone, iPad e iPod Touch, por US$ 1,99. Hungribles são pequenas criaturas famintas que precisam ser alimentadas através de um estranho estilingue em forma de cogumelo. O objetivo do jogo é alimentar os monstrinhos com uma espécie de bola mágica. Cada um deles possui necessidades distintas, ou seja, cada um deles precisa de uma determinada quantidade de alimento para se dar por satisfeito. Para alimentá-los, o jogador deve utilizar o estilingue e escolher a melhor trajetória para que a bolinha chegue à boca dos Hungribles. Parece bastante fácil, não? Porém, ao redor de cada criatura existe um campo magnético, o qual pode tanto atrair quanto repelir a bola lançada. Isso faz com que toda e qualquer trajetória possa ser alterada, sendo que muitas vezes a utilização de diversos campos magnéticos é necessária para que o alimento chegue a Hungribles mais distantes ou posicionados em locais de difícil acesso. Diferentes campos magnéticos podem curvar a trajetória nos mais diversos sentidos, e é sempre bom prestar bastante atenção nisto tudo antes de lançar a bolinha. Para completar cada nível, é necessário que o jogador alimente todos os Hungribles presentes no cenário. Uma vez concluído o level, é feita então a contagem dos pontos, os quais...

(Review) Pirates of Black Cove

Pirates of Black Cove foi desenvolvido pela Nitro Games e publicado pela Paradox Interactive. Trata-se de um jogo bem interessante, que mistura estratégia em tempo real com RPG. A história de Pirates of Black Cove ocorre durante o século 16, e o título apresenta ao jogador o interessante “mundo dos piratas”, de forma bem bacana. O game permite que o jogador escolha um dentre 3 personagens, logo de início. Cada um deles, é claro, possui suas respectivas fraquezas e peculiaridades: Walker de Planc, uma mulher chamada Jolly Roger e Longshot Jack. O jogo também possibilita que o jogador escolha armamento especial para seu navio, como por exemplo o “slowdown harpoon”, a “human catapult” ou as “mine barrels”. Pirates of Black Cove também conta com muito humor em seu enredo, vale lembrar. Podemos até mesmo dizer, em relação a Pirates of Black Cove, que ele é uma espécie de homenagem da Nitro Games a Sid Meier’s Pirates!, título lançado em 1987. Black Cove conta com um amplo mundo para exploração, e ao navegar pelos mares caribenhos, o jogador se deparará com os mais diversos tipos de navios, cada um deles possuindo um determinado foco, pertencendo a determinada facção, etc. Você pode atacar qualquer navio que encontrar pela frente, deliberadamente, e dependendo da situação e de sua força, o tal navio pode revidar (você pode vencer ou ser destruído) ou até mesmo fugir. Seus navios contam com canhões posicionados nas laterais, e a dirigibilidade dos mesmos demanda um certo tempo de aprendizagem. É possível aumentar ou reduzir a velocidade, e até mesmo obter informações a respeito de seu próprio navio e a respeito de outros que...

Review: Bastion

Bastion foi o primeiro game lançado durante o Xbox Live Summer of Arcade 2011. Desenvolvido pela Supergiant Games, uma pequena empresa de desenvolvimento de games que atraiu a atenção da Warner, com certeza devido ao seu fantástico trabalho, e que também conta em sua equipe com profissionais que já trabalharam na Electronic Arts e na Infinity Ward, Bastion é um fenomenal RPG de ação que conta com um narrador. Um narrador que acompanha e narra os acontecimentos, chegando até mesmo a mencionar coisas ínfimas, como por exemplo determinadas ocasiões em que o garoto se depara com corpos pelo caminho. O narrador menciona os nomes das pessoas, como por exemplo o “Mr. Benkley e sua amável esposa”. Bastion foi lançado para Xbox 360, através da Xbox Live, e em 16 de Agosto de 2011 foi lançado para PC, através do Steam. Trata-se do primeiro game desenvolvido pela Supergiant Games, e pode-se dizer que a empresa criou uma verdadeira obra prima. Bastion é um RPG de ação belo, envolvente e imersivo. Sinceramente, há tempos eu não me deparava com um game distribuído via download tão belo, divertido, complexo e cativante. A trilha sonora de Bastion, aliás, composta por Darren Korb, é sensacional. Ela também está à venda. O enredo de Bastion é algo realmente impressionante. O protagonista é um garoto. “Kid”, como o narrador costuma chamá-lo. Ele acorda para se deparar com um mundo bem diferente daquele que conhecia. Uma terrível calamidade deixou as terras de Caelondia literalmente em pedaços, e é justamente sobre tais pedaços que o garoto caminhará, lutará e tentará sobreviver. Existe, no título, um lugar chamado “Bastion”, também. É uma espécie de porto...

Review: Rock of Ages

Existem games que chamam a atenção principalmente por representarem algo novo em um mercado repleto de velhas fórmulas . Este é o caso de Rock of Ages, jogo desenvolvido pelo estúdio chileno ACE Team. É difícil, aliás, enquadrar Rock of Ages em um gênero em específico, pois ele possui elementos de um “tower offense“, digamos, mas também conta com elementos de um “tower defense”. O jogo também pode ser enquadrado como um título de estratégia em tempo real, como um game de ação e, se você o jogar, é bem capaz de conseguir encontrar outros gêneros nos quais ele possa ser enquadrado. Mas, digamos que eu prefira apreciar o conjunto, como um todo, e posso dizer que Rock of Ages é fantástico. A princípio tudo é simples. Dois castelos devem se enfrentar batendo um na porta do outro, cada um utilizando bolas que podem variar em relação ao elemento com o qual são construídas. Complexa é a maneira de jogá-lo e de utilizar todos os recursos que a ACE Team coloca nas mãos do jogador de maneira magistral. A desenvolvedora chilena, aliás, também é responsável por outro jogo sensacional: Zeno Clash, o qual é uma verdadeira viagem por um mundo surreal repleto de perigos e criaturas estranhas. Rock of Ages, entretanto, toma como premissa básica o mito de Sísifo. Uma animação inicial mostrando Sísifo sofrendo enquanto tenta subir a montanha empurrando a pedra ao mesmo tempo em que outros personagens o irritam e chegam até a espetá-lo (tudo de maneira muito engraçada) é o início de tudo, digamos. Vale lembrar que você pode escolher diversos personagens para jogar, além de Sísifo. Agamenon, Leônidas, de Esparta,...

(Review) Alice: Madness Returns

Alice: Madness Returns é o sucessor de um jogo lançado em 2000, chamado American McGee’s Alice, obra do game designer American James McGee. Desenvolvido pelo estúdio Spicy Horse, de propriedade do próprio American McGee, o título, distribuído pela EA, nos apresenta uma visão distorcida do universo criado por Lewis Carroll para sua obra Alice no País das Maravilhas. Trata-se de um jogo onde temos como protagonista a pequena Alice e onde somos apresentados grande parte do tempo a belezas e aberrações as mais diversas. Todo o horror em Alice: Madness Returns começa a partir da visão de um simples e aparentemente inocente gatinho branco. Alice, já uma adolescente, e livre do asilo Rutledge, ainda continua perturbada pela morte trágica de sua família em um incêndio cujas causas não foram muito bem explicadas. Trata-se de um game que, basicamente, mistura ação, aventura, puzzles e horror. O horror começa, aliás, antes de Alice ser literalmente lançada em Wonderland, pouco depois de uma sessão psiquiátrica. Chegando no País das Maravilhas, tudo aparentemente está bem. Um cenário verdadeiramente deslumbrante nos é apresentado, e eu mesmo passei bons minutos olhando para todos os lados, e prestando atenção em cada um dos detalhes que ajudavam a compor aquele espetáculo, naquele momento. Um dos principais objetivos de Alice em Wonderland é buscar suas memórias perdidas e, quem sabe, tentar entender o que ocorreu naquela noite fatídica. Alice: Madness Returns é um título repleto de puzzles, switches que devem ser ativados para a abertura de portas ou para que determinados mecanismos sejam ativados, etc. O Gato de Cheshire é talvez um dos poucos indivíduos amigáveis que a pobre menina encontrará durante suas aventuras pela...

(Review) EDGE, novo indie game da Two Tribes

EDGE é um jogo estilo plataforma muito peculiar, lançado hoje, 11 de agosto de 2011, no Steam. Trata-se, na verdade, de uma espécie de remake do EDGE para dispositivos iOS, disponível na App Store e desenvolvido pela Mobigame. O EDGE que foi lançado hoje no Steam foi muito aperfeiçoado pelas mãos da Two Tribes, empresa responsável também por RUSH e Toki Tori. À princípio, EDGE pode parecer similar a RUSH, mas esta impressão é logo desfeita tão logo começamos a jogar o game. Trata-se, acima de tudo, de um divertidíssimo “platformer” com um clima bem retrô. É claro que durante o gameplay o jogador se deparará com puzzles. Mas estes não fazem parte da experiência principal, digamos. Estes representam papel coadjuvante e são apresentados na forma de obstáculos, ativação de switches, situações que requerem atenção, rapidez e destreza, etc. Edge é um jogo estilo plataforma onde você controla um cubo colorido. Um cubo que vive, literalmente, “no limite”. Tal cubo colorido se movimenta em pistas suspensas em um ambiente muito similar ao espaço. Tudo é em 3D, mas não é possível movimentar a câmera, o que acaba dificultando um pouco as coisas. Para ajudar o gamer, existe um mapa muito bacana sempre posicionado no canto superior esquerdo, o qual exibe a posição de seu cubo mesmo quando este se encontra atrás de algum outro bloco. O mundo de EDGE, aliás, é formado por blocos, coloridos ou não. Tais blocos também podem sofrer diversos efeitos especiais e até mesmo piscarem durante o gameplay. Tudo no novo jogo da Two Tribes remete aos velhos tempos, menos os mapas/pistas em 3D. Até mesmo sua trilha sonora conta com...

(Review) Insanely Twisted Shadow Planet

Eu aguardava Insanely Twisted Shadow Planet com enorme ansiedade, desde 2010. Agora que finalmente pude colocar minhas mãos neste belíssimo game desenvolvido pela Fuel Cell Games, o qual conta com a também belíssima arte do canadense Michel Gagné, tive a grata oportunidade de comprovar tudo aquilo que esperava: o jogo é um verdadeiro “must have”. Trata-se de um game que foi lançado também como parte do Xbox Live Summer of Arcade 2011, o qual é, por enquanto, exclusivo do Xbox 360. Insanely Twisted Shadow Planet é um jogo em 2D. Um fantástico side-scroller que possui diversos elementos inovadores. É um game elegante, e tal elegância está presente até mesmo em seu menu inicial circular. O jogo possui uma estrutura um pouco similar a Super Metroid, além de lembrar Limbo em diversos momentos. Ocorre que o mundo de Insanely Twisted Shadow Planet possui uma espécie de escuridão intrínseca. Grande parte dos elementos, inimigos e cenários, por exemplo, são escuros. Tal escuridão é quebrada por elementos dotados de cores fortes e inseridas nos mesmos de forma, digamos, estratégica. Laranja, vermelho, azul, etc. Trata-se de algo bem impactante e bonito de se ver. O jogo já impressiona desde sua belíssima animação de abertura, na qual uma espécie de astrônomo alienígena visualiza alguns eventos no espaço, em seu observatório. Algo não vai bem, e ele então entra em seu disco voador. A partir daí, então, o jogo se inicia. Aliás, vale ressaltar a belíssima trilha sonora deste momento, totalmente orquestral e realmente imponente. Esta mesma orquestra acompanha as cutscenes durante o jogo, fazendo com que tais momentos sejam sensacionais. Algo que realmente é fascinante em Insanely Twisted Shadow Planet é o...

(Review) L.A. Noire – Xbox 360

Minha jornada pela Los Angeles de L.A. Noire começou há cerca de um  mês atrás. De lá para cá o jogo da Team Bondi me proporcionou noites fantásticas. Escrevo este review de L.A. Noire sentindo grande tristeza, entretanto: o jogo terminou. O que me resta agora é jogá-lo novamente e/ou adquirir alguns DLC’s para encarar mais algumas aventuras de Cole Phelps na LAPD. A Rockstar possui até uma espécie de DLC que oferece acesso a todos os já lançados, por um preço bacana. Vou dar uma olhada. Vamos à análise do game. A tecnologia MotionScan, da Depth Analysis, é algo que fez de L.A. Noire um novo tipo de jogo eletrônico. As 32 câmeras utilizadas permitiram animações faciais jamais vistas em um game. E olhem que joguei o título no Xbox 360. Imaginem como será no PC, então. Não que os gráficos de L.A. Noire, mesmo no Xbox 360 (ou no PS3, que seja), sejam feios. Muito pelo contrário: eles são belíssimos, e a Los Angeles dos anos 40 é retratada de forma maravilhosa. Você, na pele do detetive Cole Phelps, se sente parte daquele mundo virtual porém repleto de movimento. De cor. De luz. E de trevas também. Cole Phelps é um veterano de guerra que, na verdade, apesar do que se pensa, é um homem comum, como eu e você. Ele lutou na Segunda Guerra Mundial e retornou ao seu país como um herói. É claro que a linha que separa o heroísmo da covardia muitas vezes pode ser cortada, e tanto um quanto outro conceito podem ser vistos de diferentes maneiras, dependendo do observador e do...
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