(Review) Ignite: um game de corrida com boas doses de estratégia

Publicado por em Nov 9, 2011 em Reviews | Comente agora

Ignite é um título de corrida muito bacana, voltado para quem deseja se divertir acelerando bastante e não quer se preocupar com sistemas de danos, simulação e coisas do tipo. O jogo proporciona uma experiência bem interessante: basicamente, Ignite é um game de corrida arcade que exige que o jogador lide com pontuação, ao correr. O jogador deverá realizar drifts, pegar carona no vácuo do veículo à frente e derrubar diversos objetos espalhados pela pista, dentre outras coisas, tudo isto para progredir e ganhar pontos, em Ignite, o qual conta com 3 tipos diferentes de eventos.

Existem as corridas normais, onde cada uma das “peripécias” que mencionei acima contam pontos. Assim que o corredor atingir 1000 pontos, já é possível utilizar o “nitro”. É possível utilizá-lo, aliás, até o esgotamento total da pontuação, sendo que ele voltará a ser disponibilizado assim que o competidor atingir 1000 pontos novamente. Mas é preciso tomar cuidado aqui, pois ao final de cada corrida e dependendo da configuração escolhida para seu carro, seus pontos poderão ser convertidos em “time bônus”, e isto poderá até mesmo fazer com que você passe, por exemplo, da segunda para a primeira posição.

Existem também as “Knock-Out Races”, durante as quais o último colocado é eliminado ao final de cada volta. Seria adequado, aliás, classificarmos estes eventos como uma espécie de “Survival Mode”. Existe também um outro tipo de evento bem interessante, em Ignite. Trata-se das “Run-Out Races”, o tipo de evento que considero mais desafiador em Ignite. Cada corredor inicia com uma certa quantidade de pontos, e estes vão sendo reduzidos gradativamente, mesmo se você não utilizar o “nitro”. Agora, se você o utilizar, perceberá que o gasto de pontos ocorrerá de maneira muito mais rápida.

Trata-se de um tipo de evento onde é preciso utilizar bastante estratégia. Correr bastante quando preciso, bater em todo e qualquer obstáculo possível, para ganhar pontos, e tentar manter um bom equilíbrio entre pontuação e posição, pois caso seus pontos se esgotem, o jogo acaba, para você.

Os momentos em que o “nitro” é utilizado são muito bacanas. A sensação de velocidade é enorme, sempre acompanhada pelo barulho característico do motor. Ignite conta com 3 categorias de carros: “muscle”, “street” e “race”. Além disso, cada um dos carros conta com 5 configurações diferentes, as quais podem ajudar bastante em diversos tipos de eventos. Tanto as categorias quanto os carros e suas respectivas configurações vão sendo desbloqueados aos poucos, conforme o desempenho do jogador. Em relação às configurações de cada carro, existem diversos tipos.

Algumas fazem com que a pontuação seja reduzida de forma mais lenta nas “Run-Out Races”, algumas aumentam a quantidade de pontos recebida quando você bate nos objetos espalhados pela pista, algumas aumentam em 10% os pontos ganhos durante cada drift, e por aí vai.

Ignite é um game de corrida que oferece ambientes bonitos e uma certa variação nas condições climáticas dos mesmos. Tempestades, tempo nublado, um belo céu azul, nuvens com aspectos coloridos e diferentes, sensacionais ambientes alaranjados que se parecem com um belo entardecer e neblina são algumas das belezas que você poderá encontrar ao correr no título da Nemesys Games, lembrando sempre que tudo isto é escolhido de forma aleatória pelo próprio jogo.

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(Review) RAGE – Um FPS em um belíssimo mundo pós-apocalíptico

Publicado por em Nov 7, 2011 em Reviews | 2 comentários

RAGE é o mais recente lançamento da lendária  id Software, empresa que pode também ser considerada como a criadora do gênero FPS. Aliás, empresa também responsável por jogos e séries que todo jogador já deve ter no mínimo ouvido falar: Wolfenstein, Quake e Doom. A  id Software, aliás, tem como um de seus fundadores o também lendário programador John Carmack, e RAGE foi desenvolvido com a utilização da engine id Tech 5. Esta engine, aliás, juntamente com a tecnologia Mega Texture, é responsável por gráficos simplesmente espetaculares.

É bem verdade que RAGE sofreu bastante quando de seu lançamento, e os problemas ocorreram principalmente em sua versão para PC. Quem comprou a versão para PC do título recebeu diversas sugestões para atualizações constantes dos drivers de sua placa de vídeo, e os problemas oriundos, talvez, de algum tipo de incompatibilidade entre a id Tech 5 e as mais diversas placas de vídeo existentes no mercado causaram muitos sofrimentos aos PC gamers. Texturas lavadas, “texture Popping”, “screen tearing”, etc. Tudo isto foi experimentado por quem optou pela versão para PC de RAGE, e a id Software parou de lançar patches para o game, estranhamente, em 08 de Outubro de 2011.

Mas talvez grande parte dos problemas que mencionei acima já tenham sido resolvidos. Posso dizer que após alguns patches lançados pela empresa e alguns updates no driver de minha placa de vídeo, consegui jogar RAGE sem problema algum em relação à sua parte gráfica. Pude apreciar todo o espetáculo visual que o jogo tem a oferecer, além de seu gameplay divertidíssimo.

RAGE oferece ao jogador uma história ambientada em um mundo pós-apocalíptico. Após a queda de um asteroide chamado Apophis, o qual causou a quase extinção da raça humana. A animação introdutória do jogo, aliás, é belíssima, e mostra o impacto do asteroide na Terra, após sua pequena trombada com a Lua. Apesar da destruição causada, Apophis trouxe consigo um material chamado Feltrite, o qual, além de extremamente valioso e servir a diversas finalidades não muito pacifistas e moralmente aceitáveis, também serve para o desenvolvimento de munição (não que isto também seja algo “da paz”, é claro) e armaduras mais fortes.

Alguns grupos de bandidos conseguem até mesmo combinar Feltrite com outros elementos, e existem verdadeiros complexos destinados a refinar e tirar o máximo proveito do material. Você emerge de sua câmara criogênica (Omega 5) em uma arca metálica e fria e, assim que as portas se abrem, você se depara com um mundo, apesar de devastado, belíssimo e extremamente convidativo. Estas arcas faziam parte de um plano para reorganizar o mundo e reerguer a humanidade após a desgraça. É claro que este plano não deu certo, e esta é a premissa para as aventuras propostas pelo jogo.

Você é um soldado sem nome que, após sair de sua “Ark”, é salvo das mãos de um mutante por um cara chamado Dan Hagar, chefe de uma espécie de grupo que tenta se manter unido e se defender dos mutantes e das gangues de bandidos. Aliás, RAGE oferecerá ao jogador 3 tipos de inimigos: mutantes, extremamente rápidos porém fracos (a princípio), bandidos pertencentes a diferentes gangues e soldados da “Authority”, os quais são extremamente bem equipados. A “Authority”, aliás, é uma espécie de organização militar que passou a controlar a Terra após a queda de Apophis, e possui um interesse muito especial em qualquer sobrevivente de uma arca, e conta até com uma espécie de “quartel general”, chamado Capital Prime.

Infelizmente me decepcionei um pouco com RAGE em relação à liberdade proporcionada ao jogador. Este pode perambular pelas “Wastelands”, é claro, e até mesmo receber side quests de vários NPC’s. É sempre bom tentar conversar com todos. Mas, as missões em RAGE se resumem a ataques a bases de bandidos, resgatar algo ou alguém, desativar dispositivos, dirigir até algum local distante, levar suprimentos para alguma cidade, etc. É claro que tudo isto é repleto de momentos de intenso combate, e o jogador poderá experimentar tiroteios verdadeiramente empolgantes.

Entretanto, não existe um “mundo aberto”, em RAGE. Não há muito o que se fazer fora das cidades e assentamentos, além das missões primárias e secundárias que nos são fornecidas. Obviamente RAGE consegue prender o jogador com seus gráficos maravilhosos. É interessante como as “Wastelands” podem ser variadas e oferecerem experiências diferentes. Em “Eastern Wasteland”, por exemplo, há uma mudança radical na paisagem. Esta se torna mais escura e triste, porém mantém as texturas belíssimas e os cenários estonteantes.

Seja andando ou à bordo de um dos diversos veículos que você poderá dirigir, o espetáculo é sempre surpreendente. A poeira é levada pelo vento de forma tão sensacional que é muito capaz de você passar diversos momentos olhando para este “simples detalhe”. Escarpas enormes e amedrontadoras proporcionam ao mesmo tempo susto e deleite, e em todas as “Wastelands” existem drones da ”Authority” vigiando, vale lembrar.

Dirigir pelas estradas poeirentas do mundo de RAGE é uma experiência e tanto, principalmente porque infalivelmente você encontrará bandidos motorizados pelo caminho, e aí, então, combates veiculares sensacionais serão iniciados. É sempre bom, portanto, comprar munição para seus veículos e também repará-los, nas garagens que você ganha, por exemplo, em Wellspring ou em Subway Town, a base da Resistência. Você passa a fazer parte da Resistência, é claro, vale lembrar.

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(Review) Battlefield 3

Publicado por em Nov 3, 2011 em Reviews | 6 comentários

Este review de Battlefield 3, da DICE, será longo, devo dizer logo de início, pois o jogo me impressionou bastante, como já era de se esperar, e até mesmo sua campanha me proporcionou grandes surpresas, apesar de sua curta duração e de seus altos e baixos. Pode-se dizer que a Electronic Arts agora tem um concorrente de peso à franquia Call of Duty, da Activision, mesmo as duas séries sendo bem diferentes uma da outra. Mas a existência de “games de guerra” de alta qualidade e bem sucedidos, criados por gigantes da indústria dos jogos eletrônicos, poderá com certeza fazer com que todos se beneficiem, jogadores, principalmente.

A escolha será do jogador, e nesta “guerra”, há espaço para todos e estilos para gostos diferentes. Battlefield 3 com a engine Frostbite 2 oferece gráficos maravilhosos desde seu início a princípio caótico, na missão Semper Fidelis. Apesar do título não contar com o nível de destrutibilidade de cenários que eu gostaria, apesar de não ser possível destruir paredes, casas, prédios, etc, como em Battlefield: Bad Company 2, mesmo com a presença do “Destruction 3.0″, digamos que esta possibilidade foi inserida no jogo em doses menores que, no entanto, não interferem de forma negativa na experiência. Aliás, doses menores não: a destruição agora está à cargo do jogo, e não do jogador, em muitos momentos.

Você pode até mesmo ser morto quando uma placa metálica localizada em uma ponte na qual estava buscando proteção for destruída pelos tiros inimigos, por exemplo, e dependendo do calibre da arma que você está utilizando no momento, e também do veículo em questão, você pode fazer com que ele exploda, simplesmente crivando-o de balas. Mas não espere muito além disso, pelo menos sob o seu controle e além da utilização de, por exemplo, um lança-foguetes. O fato, entretanto, é que destruições causadas por eventos fora do controle do jogador são muito surpreendentes, isto ninguém pode negar. Fachadas inteiras desabando representam um espetáculo belíssimo e poeirento.

Battlefield 3 também é um espetáculo áudio-visual que causará grande deleite naqueles que possuírem um PC capaz de rodá-lo no modo Ultra. Personagens se movimentam e caem em situações que parecem simular um filme, e o fogo chega a causar medo. Jamais em minha vida vi labaredas tão realistas em um jogo eletrônico, as quais além de “brincarem com a realidade”, se movimentam ao sabor do vento de maneira absurdamente fantástica.

O simples ato de subir uma escada inclinada faz com que você perceba que o personagem não se move como um boneco, deslizando, como em diversos outros jogos. É possível perceber o esforço do mesmo,  nível a nível, com braços e mãos se alternando perfeitamente visando atingir o próximo local de apoio. O ato de saltar algum obstáculo também é fantástico. Você nota as pernas do personagem se movimentando, sendo lançadas adiante, e é bem provável que este simples fato faça com que você salte muitos obstáculos sem necessidade, apenas para observar o movimento. A selva e a vegetação foram também recriadas de maneira belíssima, com muito espero. Estranhamente, entretanto, não percebi a mesma viçosidade, aqui, que percebi em Bad Company 2, e não consigo entender o porquê, se BF3 é extremamente superior, graficamente falando.

Explosões, fumaça, fases que se alternam entre o dia e a noite, chuva, poeira, o brilho do sol ofuscando nossa visão, o disparo de cada arma e os efeitos de iluminação e sombras também são surpreendentes. Em determinada fase, a sombra dos soldados inimigos projetada na parede de um prédio provoca aquela mesma sensação de estarmos assistindo a um filme, tamanha a veracidade, a proporção e a beleza do acontecimento.

Vale dizer que a DICE também teve enorme cuidado com a parte sonora de Battlefield 3. Sons de diferentes armas são facilmente distinguidos, e cada disparo teima em tentar nos fazer imaginar que estamos com uma arma de fogo real em mãos. O “barulho da guerra”, em meio a um tiroteio, também provoca intensa sensação de realidade, pois além dos diversos armamentos em uso, da gritaria dos inimigos e das explosões, você percebe uma miríade de outros “itens sonoros” presentes: diversos objetos sendo destruídos, vento, vozes de companheiros de equipe, etc. Tudo isto, aliado ao fato de que você ouve as vozes sempre perfeita e realisticamente em níveis diferentes dependendo da distância e da posição em que você se encontra em relação ao(s) outro(s) personagen(s), ajuda a aumentar ainda mais o impacto áudio-visual do título.

Muitos falaram que a campanha de Battlefield 3 seria pouco chamativa, rasa, etc. Devo dizer que ela pode mesmo servir como um treinamento para o multiplayer (como em muitos outros jogos), mas ela não é uma campanha insossa. É claro que a franquia é focada no multiplayer, e com BF3, um dos games mais esperados do ano, cujo hype ainda deve estar batendo nas portas de São Pedro, isto não seria diferente. Isto não significa, entretanto, que sua campanha não seja interessante. Vale a pena jogá-la, com certeza, principalmente se você tem a intenção de, depois, “cair com tudo” no multiplayer do jogo.

A campanha dura mais ou menos 6-9 horas, e proporciona momentos intensos e também momentos um pouco chatos. Esta sequência de Battlefield 2 mostrou-se capaz de fazer jus a todo o hype que acompanhamos, e jogá-la é algo verdadeiramente indescritível, mesmo que você o faça apenas para conferir os gráficos espetaculares. Algo um tanto quanto estranho, para não dizer desnecessário, é o fato das missões ocorrerem em espécies de “flashbacks jogáveis”.  Você é um Marine. Sargento Henry Blackburn, o qual está sendo interrogado devido a alguns eventos ocasionados por um terrorista chamado Solomon, o qual trabalha em conjunto com um grupo paramilitar chamado PLR (People’s Liberation and Resistance), grupo este que tem como líder um terrorista chamado Farukh Al-Bashir. A campanha de Battlefield 3 conta inclusive com a ameaça de um grande ataque nuclear.

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(Review) PAYDAY: The Heist

Publicado por em Nov 1, 2011 em Reviews | 8 comentários

PAYDAY: The Heist é um jogo a princípio voltado para partidas cooperativas online que, no entanto, pode ser perfeitamente jogado de maneira offline. Trata-se de um FPS onde o jogador encarnará um criminoso pertencente a um grupo que tentará realizar diferentes tipos de ações. Atos, é claro, sempre fora da lei e sempre visando ganhar muito dinheiro.

Existem inicialmente seis missões, ou “heists”, em PAYDAY: The Heist. “First World Bank”, “Heat Street”, “Panic Room”, “Green Bridge”, Diamond Heist” e “Slaughterhouse”. O jogador pode jogá-las na ordem em que bem desejar, e o título conta com quatro níveis de dificuldade: “Easy”, “Normal”, “Hard” e “Overkill”. Em algumas fases, entretanto, não é possível escolher o grau de dificuldade, sendo necessário, como uma forma de desafio extra, talvez, aceitar a dificuldade imposta pelo jogo.

O jogador lidará com situações bem “interessantes”. Um assalto a um banco, o ”First World Bank”, onde será necessário encontrar o gerente, obter sua chave, posicionar uma espécie de furadeira em frente a uma porta especial e então plantar Termite no piso imediatamente superior ao cofre, para literalmente derreter o chão e então obter acesso ao mesmo será, digamos, apenas uma das divertidas experiências proporcionadas pelo jogo. Também existe uma situação onde um dos contatos do grupo de criminosos (o Matt) os trai e foge com uma maleta, e estes então saem correndo pelas ruas atrás dele.

Resgates através de helicópteros também fazem parte do gameplay, e em um dos “heists” o seu grupo também terá como missão dar um golpe em outro grupo de criminosos, bem no meio de uma negociação. Uma missão de resgate também está inclusa em PAYDAY: The Heist, e vale lembrar que o indivíduo a ser resgatado está dentro de um carro de transportes de prisioneiros. Para facilitar as coisas, uma grande explosão ocorre “acidentalmente” e o trânsito pára sobre uma ponte. Mas o problema é que existem 4 carros de transportes de prisioneiros sobre a tal ponte.

As situações que ocorrem em PAYDAY: The Heist são bem interessantes e muitas vezes até mesmo hilárias. Ataques a uma festa cujo anfitrião possui 20 milhões em diamantes também fazem parte das “missões” do jogo. Trata-se de um título muito bacana, e no qual pode-se jogar tanto online quanto offline tranquilamente. É possível escolher qualquer um dos quatro personagens disponíveis: Dallas, Hoxton, Wolf e Chains. Cada um deles utiliza seu próprio armamento, e mesmo jogando offline, a inteligência artificial dos 3 restantes é muito bacana.

Eles realmente são de grande valia em momentos de grande dificuldade. Eles salvam sua pele mesmo, e durante os embates, proporcionam ajuda extremamente valiosa. E caso você seja derrubado pela polícia ou por outros criminosos, você permanecerá por um certo tempo no chão, ainda com vida, e poderá inclusive utilizar sua pistola. Os outros personagens chegam quase sempre rapidamente até você, para o devido procedimento de reanimação. É possível perceber também que, muitas vezes, os NPC’s que jogam como seus aliados tomam atitudes que chegam a surpreender, como por exemplo derrubar um membro da SWAT que utiliza um escudo através de uma rápida movimentação e, então, atingí-lo na cabeça, por trás.

Vale lembrar que PAYDAY: The Heist oferece desafios diferentes em cada missão, mesmo quando você joga uma mesma missão no modo solo por diversas vezes. Em determinadas ocasiões o desafio será extremamente grande, e em outras não. Em determinadas missões, algumas partes da fase em questão que anteriormente eram fáceis se tornam mais difíceis, e vice-versa. Isto acaba aumentando o fator replay do jogo, sem falar que jogar de forma cooperativa online pode aumentá-lo ainda mais.

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(Review) Off-Road Drive

Publicado por em Oct 24, 2011 em Reviews | 2 comentários

Off-Road Drive é um simulador de corridas off-road extremamente desafiador. Fazendo uso da Unreal Engine 3, o jogo também apresenta visuais belíssimos ao jogador. Esta beleza, entretanto, será sempre acompanhada de muito suor, lama, água, atolamentos, dificuldades extremas, poeira e demais elementos ligados a este tipo de evento de corrida.

Trata-se de um simulador de corridas off-road que realmente faz jus a seu nome. O jogo é complexo, difícil mesmo. Conta com uma física muito realista e apresenta ao jogador corridas, ou melhor, sessões de “torturas extremamente desejáveis” à bordo de veículos com tração nas quatro rodas verdadeiramente instigantes. Um tutorial inicial conduz o jogador através dos princípios básicos do game, e devo dizer que jogar este tutorial é obrigatório, principalmente para quem não possui muita intimidade com este tipo de jogo, como eu.

Confesso que apesar de meu “medo” de simuladores de corrida, fui justamente gostar e insistir em um dos títulos mais difíceis e realistas disponíveis atualmente. Perto de Off-Road Drive, o nível de dificuldade dos títulos da também fantástica série DiRT não é nada assustador. Off-Road Drive também recompensa os jogadores antes, durante e após cada corrida, com belíssimos visuais.

Cada evento possui seu próprio conjunto de obstáculos, naturais ou não, e além disso, o jogador terá de lidar com diversos mecanismos e equipamentos de cada veículo de forma bem próxima, sendo que tudo isto depende do terreno e das condições que o piloto encontra à sua frente. Conforme o jogador enfrenta a dureza de cada evento, será necessário lidar, por exemplo, com a ativação e/ou desativação da tração nas quatro rodas. É claro que isto também tem lá os seus problemas, pois o carro perderá em manobrabilidade, por exemplo. A força para ultrapassar obstáculos antes impossíveis estará lá, mas os efeitos colaterais também. Por este motivo, este recurso deve ser utilizado com cautela.

Os veículos de Off-Road Drive também oferecem ao jogador a possibilidade de travar os diferenciais. Por exemplo: veículos com dois diferenciais, um no eixo frontal e outro no eixo traseiro. Em determinados momentos, a utilização deste recurso será a única saída. Isto permitirá que, em determinadas situações onde um dos pneus esteja “preso”, toda a força seja transmitida para o mesmo, fazendo assim com que ele rode com mais força e consiga sair do “problema”. É possível travar os dois diferenciais, e também o principal, e fazer com que o torque nos eixos traseiro e dianteiro seja igualado.

A transmissão também pode sofrer alterações, para momentos onde você precisa, digamos, “rodar uma roda por vez”. Os veículos também são equipados com compressores. Você pode utilizar este equipamento para reduzir a pressão dos pneus e, assim, fazer com que os pneus tenham maior contato com o terreno, aumentando a tração do veículo. Este recurso deve ser utilizado com cuidado, e somente em situações onde você se encontra realmente travado, pois é possível que o pneu seja esvaziado.

Além disso, reduzindo a pressão dos pneus, o veículo tem sua manobrabilidade e aceleração reduzidas. Portanto, assim que o obstáculo for vencido, é sempre bom utilizar o compressor novamente e fazer com que os pneus voltem ao normal. Ambos os procedimentos, aliás, demandam algum tempo, e tudo isto tem de ser bem calculado em cada corrida, a fim de evitar penalidades.

Como já era de se esperar, os veículos também contam com um gancho, mas nem sempre existe um ponto onde o mesmo pode ser preso. A presença ou não de pontos disponíveis é informada assim que o jogador tenta ativar o recurso, aliás. Existem situações onde é possível “amarrar” a outra ponta do gancho em mais de um lugar diferente, e o jogador pode escolher qual deseja. Ele também tem de se preocupar com os níveis de tensão e força do cabo, pois este pode simplesmente arrebentar.

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(Review) Orcs Must Die!

Publicado por em Oct 21, 2011 em Reviews | 4 comentários

É realmente surpreendente como diversos estúdios independentes estão conseguindo entregar ao mercado, ultimamente, jogos sensacionais e baratos. Este é o caso de Orcs Must Die!, da Robot Entertainment. Trata-se de um game que, basicamente, adiciona elementos de estratégia e ação a um título que, na verdade, é um tower defense muito bem estruturado e repleto de novidades. Aliás, esta mistura proporciona momentos bem interessantes durante o gameplay, bem como desafios os mais diversos.

Vale lembrar que a Robot Entertainment conta com diversas pessoas que trabalharam na Ensemble Studios, a qual também desenvolveu Halo Wars e Age of Empires III. Em Orcs Must Die! você é um pupilo de um feiticeiro que matou milhões de orcs durante sua vida, tendo defendido o mundo e diversas culturas diferentes. Infelizmente, o tal feiticeiro não foi muito feliz em seus últimos dias, e acabou morrendo de maneira bem, digamos, boba: ele escorregou e bateu com a cabeça em um degrau. Após isso, a missão de acabar com a raça dos orcs é deixada nas mãos de seu aprendiz: você. Durante a introdução, aliás, o velho feiticeiro deixa bem claro que não está muito feliz com tudo isto, e que não confia em seu aprendiz.

Vale lembrar que o game conta com áudio e texto em diversos idiomas, e isto inclui o Português do Brasil. Pelo menos sua versão para PC conta com esta novidade (não sei dizer se a versão para Xbox 360 também possui áudio e texto em pt-BR). Para jogar em pt-BR, supondo-se que você tenha adquirido uma versão Steam do game, basta abrir o seu cliente Steam, clicar no jogo com o botão direito do mouse e utilizar a opção “Properties”. Em seguida, vá na aba “Language” e escolha a opção Português (Portuguese). O Steam então fará o download dos arquivos necessários, e após você reiniciar o jogo, ele estará totalmente traduzido.

É claro que a tradução, tanto em relação ao áudio quanto ao texto, não está perfeita. Mas acredito que temos de louvar o esforço da Robot Entertainment. Além de uma surpresa e tanto, esta atitude da empresa, traduzindo o game para nosso idioma, mostra mais uma vez que somos um mercado importante e que já estamos sendo vistos com atenção não somente pelas desenvolvedoras gigantes.

Em Orcs Must Die! o jogador conta com um “livro de feitiços”. É neste livro, o qual na verdade é uma espécie de inventário, que você irá armazenar todas as armas, feitiços e poderes que vai ganhando no decorrer do jogo. Cada nível conta com duas fases: a fase de planejamento, onde você terá todo o tempo do mundo para analisar o cenário, posicionar suas armadilhas e se preparar, e a fase onde as portas são abertas e os orcs começam a invadir o ambiente.

É importante ressaltar que cada wave somente é iniciada assim que você liberar, portanto, é possível estudar bastante o ambiente e posicionar armadilhas em diversos locais. É sempre bom prestar muita atenção em cada cenário, em suas peculiaridades e em como diversos locais poderão ajudar cada uma das armadilhas a alcançar o máximo poder de destruição. Uma armadilha de molas, por exemplo, posicionada de forma estratégica e próxima a uma poça de ácido, pode mandar muitos orcs para o “beleléu” sem que você mexa um dedo.

Orcs Must Die! é outro belo tower defense lançado em 2011. Se em Sanctum temos a oportunidade de jogar um tower defense em primeira pessoa, e em Anomaly: Warzone Earth temos a oportunidade de jogar um “tower defense ao contrário”, atacando ao invés de defender, basicamente, o jogo da Robot Entertainment nos apresenta uma mistura de ação, tower defense e estratégia em terceira pessoa.

Isto representa uma novidade e tanto, e mostra que o gênero está longe de ser esgotado, como parecia há até algum tempo atrás. O jogo conta com cenários super interessantes e gráficos muito bonitos. Existem fases e cenários, aliás, que contam com escadarias, andares superiores e corredores que podem servir de atalho para os orcs. Tudo isto aumenta ainda mais o nível de desafio do jogo, e faz com que você tenha de pensar bastante durante a fase de planejamento e se movimentar bastante durante a fase de ataque.

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