(Review) Warhammer 40,000: Space Marine

Publicado por em Oct 13, 2011 em Reviews | 12 comentários

Warhammer 40,000: Space Marine, ou WH40k: Space Marine, é um jogo ambientado no universo Warhammer 40,000, da Games Workshop. O jogo apresenta algumas semelhanças com Gears of War, exceto pela total ausência de um sistema de cobertura. Aliás, isto o torna muito interessante, pois a violência é sempre extrema e não existe necessidade alguma, pelo menos para quem quer se divertir bastante, da presença de tal sistema.

Warhammer 40,000: Space Marine é um game com perspectiva em terceira pessoa, cujo protagonista é o Capitão Titus. Titus conta com outros dois soldados como companheiros: o relutante Leandros e o sempre leal Sargento Sidonus, mas em diversos momentos do gameplay o jogador se verá sozinho. Os Space Marines têm a missão, no título, de proteger a humanidade. Esta se encontra espalhada por diversos planetas, e sofre ataques constantes dos Orcs e de outras criaturas horrendas. Até mesmo as Forças do Caos, por exemplo, entrarão em cena no jogo.

Toda a história ocorre no planeta Graia, planeta este repleto de instalações industriais e que conta com visuais muito bonitos. Graia é um dos inúmeros “Forge Worlds”, mundos controlados pelos “Adeptus Mechanicus”, os quais adoram uma divindade que eles mesmos chamam de “Machine God”, ou “Omnissiah”. Os Forge Worlds são mundos extremamente importantes. Para a humanidade, também. Eles fornecem equipamentos os mais diversos, bem como armamentos, veículos e outros itens relacionados, ao império.

Justamente este planeta, Graia, sofreu uma invasão orc, liderada pelo Warboss Grimskull. Esta é a premissa para cinco capítulos e 18 missões repletas de ação, muito sangue, vísceras, desmembramentos e orcs sendo literalmente explodidos, cortados ao meio e mortos de diversas maneiras diferentes. Warhammer 40,000: Space Marine não poupa o jogador da visão do sangue, o qual literalmente explode na tela, principalmente quando você ataca algum inimigo até o ponto de deixá-lo exausto. Aí, então, você pode realizar um ataque finalizador e matar a criatura de maneiras extremamente brutais.

A ação neste título da Relic Entertainment já começa a partir dos primeiros momentos de gameplay. A Nave do Titus sofre problemas e ele tem de descer à superfície com a ajuda de jetpacks, sozinho, e com orcs já aguardando sua chegada. Um dos elementos mais interessantes no jogo é o modo através do qual você regenera sua energia vital. Não existem medkits nem tampouco sua energia se regenera automaticamente. Você se recupera matando. Sim, matando. Mais precisamente, deixando o inimigo exausto e então finalizando-o, como disse acima. Quanto mais matar, mais rapidamente verá sua energia vital se recuperar.

Aliás, isto provoca algumas situações um tanto quanto inusitadas. Muitas vezes você pode estar prestes a morrer e sabe que, para evitar que isto ocorra, terá de se lançar ao combate com rapidez, fúria e destreza. Tais situações podem ocorrer muito frequentemente, e fornecer momentos muito divertidos e intensos.

O Titus também conta com uma habilidade muito interessante. Trata-se do “Fury mode”, através do qual o personagem brilha em um tom amarelado, se torna mais poderoso e recupera energia vital através de qualquer morte que venha a provocar entre os inimigos, seja utilizando suas armas de fogo ou seu machado, moto-serra, etc. Trata-se de um ciclo infinito, aliás: para que o medidor do “Fury Mode” seja preenchido e você possa então utilizar a habilidade, você deve matar. É uma ótima estratégia guardar a fúria para quando sua energia vital estiver baixa, pois ela será o caminho mais rápido para se regenerar completamente. Achei este sistema “mata-regenera-mata” sensacional. Um incentivo a mais para promover a carnificina.

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(Review/Análise) Deus Ex: Human Revolution

Publicado por em Oct 5, 2011 em Reviews | 6 comentários

Deus Ex: Human Revolution foi um dos games que aguardei com mais ansiedade em 2011. O título, para minha felicidade, não me decepcionou. Ele é belíssimo. Trata-se de um jogo que desde seu início prende o jogador de uma tal maneira que é, sinceramente, difícil não finalizá-lo ou deixar de jogá-lo por um grande período de tempo. O protagonista de Deus Ex: Human Revolution é Adam Jensen, personagem de “fala mansa” e controlada mesmo em momentos de grande tensão.

Não que Adam não sinta e expresse raiva e outros sentimentos similares, mas sua voz, de alguma forma, sempre causa uma impressão diferente e/ou reduz o impacto da situação. Isto é muito interessante e representa uma das facetas mais sensacionais do personagem, pois vê-lo confrontando ou eliminando algum odiado inimigo enquanto sua rouca voz não expressa toda a força e o impacto do momento faz com que enxerguemos o personagem como alguém forte e dono de um auto-controle estupendo. Aliás, vale destacar aqui o nome do ator Elias Toufexis, o profissional que deu voz a Adam Jensen. Elias já trabalhou em diversos games e filmes. Em Assassin’s Creed: Brotherhood, por exemplo, ele dublou o personagem Federico Auditore da Firenze.

O protagonista de Deus Ex: Human Revolution é um ex-membro da SWAT de Detroit, o qual acabou saindo da corporação após uma operação mal sucedida, onde o mesmo relutou em dar a ordem para atirarem em um jovem criminoso “augmented”. A incumbência passou para seu companheiro Wayne Haas, e o resultado foram diversos protestos violentos na cidade. Jensen, logo após deixar a SWAT, entrou para o ramo da segurança privada, e foi parar, então, na Sarif Industries, onde se tornou o chefe de segurança da empresa.

A história ocorre em 2027, e o game começa com alguns figurões discutindo a respeito de uma nova e fantástica descoberta da Sarif Industries, empresa cujo CEO, David Sarif, proporcionará, no decorrer do gameplay, diversos momentos suspeitos ao jogador. Após um breve hiato, entretanto, a empresa sofre um ataque terrorista durante o qual diversas baixas ocorrem. Isto inclui alguém muito caro a Jensen: a cientista Megan Reed, chefe de pesquisas neuro-científicas sobre as “augmentations”. Ela trabalhava em algo muito importante, aliás. Durante o ataque, um Jensen ainda totalmente humano caminha pelos corredores da Sarif Industries e se depara com grande destruição.

O chefe de segurança se depara com diversas pessoas mortas pelo chão, e chega inclusive a observar, do outro lado de um vidro, um grande e poderoso ciborgue matando dois cientistas. Não demora muito tempo para que Jensen seja ele próprio atacado pelos terroristas. Quem o destroça, literalmente, é um dos comandantes dos terroristas, chamado Jaron Namir. É muito interessante prestar atenção em Namir, pois ele proporcionará uma experiência desafiadora e interessante, mais adiante.

Namir deixa Adam Jensen às portas da morte. O chefe de segurança da Sarif Industries sofreu danos severos, e além disso, embora não fosse necessário, o protagonista acabou tendo todos os seus membros substituídos por próteses. Isto ocorreu mediante ordem de David Sarif, e em concordância com termos presentes no contrato de trabalho de Jensen. Adam se tornou, sem querer, um ser extremamente forte e que, muitas vezes, durante o gameplay, demonstra não estar à vontade com sua situação.

Em outras, entretanto, ele se mostra bem confiante e parece aceitar seus “poderes” de forma plena. Observar o lado psicológico de Adam Jensen é extremamente prazeroso, do começo ao fim de Deus Ex: Human Revolution, este prelúdio da série Deux Ex lançado em 2011 felizmente para os consoles da Microsoft, da Sony e também para PC, versão esta que utilizei para analisar o jogo. Jensen parece possuir em sua mente grande parte dos sentimentos conflitantes que rondam o mundo futurista onde ocorre o jogo.

O título da Square Enix nos apresenta a um mundo futurista extremamente coeso. Grandes corporações fazem uso de técnicas muitas vezes ilícitas para chegarem a seus objetivos, e isto inclui tanto a Sarif Industries quanto sua concorrente chinesa Tai Yong Medical, empresa que possui como líder uma mulher chamada ZhaoYun Ru, a qual conduz sua corporação fazendo grande uso das tais técnicas ilícitas. Achei bem interessante, aliás, ter encontrado no prédio da Tai Yong, após “hackear” alguns terminais, uma lista contendo uma relação de alvos que continha uma empresa brasileira, a “Advanced Cybernetics PLC”.

É digno de nota também o fato como Deus Ex: Human Revolution apresenta uma espécie de preconceito vigente entre a sociedade “não melhorada”, em geral. Seres humanos “augmented” são vistos quase sempre como ameaça pelos “normais”, e em muitos momentos do gameplay o jogador pode ser obrigado a fugir ou encarar uma luta devido a este simples motivo. Trata-se de uma espécie de transposição para o futuro, com modificações, é claro, de diversos preconceitos ainda hoje existentes.

É claro que a origem de tais preconceitos podem não ser as mesmas, mas suas consequências são muito similares, senão piores. Grande medo paira sobre as cabeças dos que não possuem nenhuma melhoria cibernética, em relação aos que as possuem. Os “augmented” são muitas vezes vistos como aberrações, e existem até mesmo grupos contrários à tecnologia desenvolvida pela Sarif Industries, por exemplo. Um destes é a “Purity First”, cujo líder, Zeke Sanders, ironicamente chegou a possuir uma prótese no passado. Outro destes grupos é a “Humanity Front”, liderada pelos médicos Isaias Sandoval e William Taggart. Isaias, aliás, possui um irmão que recebeu um implante, e o processo não correu muito bem, resultando em um acontecimento bem desagradável.

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(Review) Hard Reset

Publicado por em Sep 23, 2011 em Reviews | 16 comentários

Hard Reset é um jogo que me empolgou desde o início. Desde as primeiras imagens, o primeiro build que joguei, o primeiro trailer que assisti, etc. Desenvolvido por uma empresa que conta com profissionais que já trabalharam em títulos tais como, por exemplo, Bulletstorm, The Witcher 2 e Sniper: Ghost Warrior, Hard Reset chegou ao mercado com grandes ambições. Trata-se de um indie game que, além de ser muito difícil, conta com gráficos belíssimos e um estupendo clima cyberpunk, algo que realmente faz falta hoje em dia.

O protagonista do título, o Major Fletcher, tem de representar um papel bem difícil. Ele tem de ser um “exército de um homem só” e enfrentar hordas enormes de robôs extremamente violentos. Máquinas que perambulam por uma cidade belíssima mas que conta com um ar extremamente desolador:  Bezoar. Fletcher sofre bastante, é claro. Ou melhor, o jogador sofre bastante, pois Hard Reset é realmente duro: um FPS old-school que a todo momento apresentará ao jogador belezas e desafios enormes. Muitas pessoas podem apreciá-lo, outras podem ser afugentadas por sua enorme dificuldade.

Se você está acostumado, por exemplo, com todas as “firulas” que estão presentes nos shooters atuais, como por exemplo sistema de cobertura (não que eu não goste disto, é claro), energia vital com regeneração automática após algum tempo, possibilidade de se agachar, etc, pode estranhar bastante Hard Reset, pois ele não conta com nada disto. O jogador terá de buscar por munição e itens para regeneração de sua energia vital, dentre outras coisas. Além disso, vale lembrar que o protagonista conta com apenas dois “amigos”, ou melhor, amigas, no game: a  CLN e a N.R.G. Trata-se das duas únicas armas que você empunhará em Hard Reset.

Entretanto, esta escolha por parte da Flying Wild Hog em oferecer ao jogador apenas duas armas não faz com que este tenha seu poder de fogo diminuído, pois tanto a  CLN quanto a N.R.G. podem receber upgrades os mais diversos, os quais então permitem a ativação de diversas configurações diferentes nas mesmas, as quais possibilitam diversas coisas: rajadas EMP, zoom, cargas elétricas poderosas, rajadas que quando disparadas permanecem um certo tempo em atividade, causando danos a tudo o que estiver ao redor (inclusive a você), etc. Além disso, as duas armas também podem contar com um modo secundário, o que aumenta ainda mais o leque de opções do jogador no momento de enfrentar os robôs.

Em relação a estas duas armas, vale destacar que a CLN é uma espécie de metralhadora. Uma arma de fogo. Já a N.R.G. é a arma que mais utilizo em Hard Reset. Além de ser belíssima e provocar um belo espetáculo quando utilizada, sua versatilidade é enorme, e ela “trabalha” com cargas energéticas, ao invés de munição convencional. Vale lembrar que o traje de combate do Major Fletcher também pode receber diversos upgrades, visando melhorias em relação à proteção, à detecção de inimigos, etc.

Hard Reset conta com animações estilo desenho animado, entre uma fase e outra. Tais animações são sensacionais, e realmente animadas. Elas também contêm balões de diálogo e vozes. Elas ajudam a apresentar ao jogador os acontecimentos vindouros, por exemplo, de uma forma extremamente criativa, e mostram também que a Flying Wild Hog não poupou esforços em relação à beleza de seu game. Suas cutscenes estilo desenho animado contam até com a presença de chuva, partículas caindo do céu, explosões, e diversos outros elementos muito bonitos.

Existem corporações “do mal” e conspirações, neste título, e também existem questões ligadas ao fato dos robôs estarem em busca de supremacia. Eles desejam obter acesso ao “The Sanctuary”, uma espécie de rede gigantesca que contém bilhões de personalidades humanas armazenadas. A intenção dos robôs é justamente eliminar, digamos, seus limites, e se tornarem, de certa forma, mais inteligentes, mais independentes, mais fortes. O “The Sanctuary”, aliás, está justamente localizado na cidade de Bezoar.

Vale ressaltar que os robôs, independentemente de seu tamanho, tipo ou qualquer outro fator, atacam sempre em ondas enormes e são extremamente violentos. Eles conseguem atrapalhar facilmente o acesso do jogador aos objetivos. Durante uma empreitada para destruir fontes de energia de uma torre de defesa, por exemplo, é impressionante como os robôs surgem de todos os lados, cercam o protagonista e o atacam de forma bem furiosa. É preciso, nestes momentos, se movimentar bastante e, de preferência, jogar utilizando o conjunto teclado + mouse, para um melhor controle do personagem e precisão. É, Hard Reset não é um jogo para PC que deve ser jogado com um joystiq.

Além de movimentação constante, estratégia e busca de pontos de proteção, o jogador também deve utilizar suas duas armas e todos os upgrades e modos alternativos disponíveis de forma estratégica. Daí a importância de pensar bem no momento de realizar os tais upgrades. Você deve gastar seus  N.A.N.O. points, a moeda do jogo (os quais você coleta frequentemente durante o gameplay), de forma bem cuidadosa, pois os robôs estão pouco se importando em serem mortos ou não. Eles são, realmente, verdadeiros “kamikazes cibernéticos”.

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(Review) Hungribles

Publicado por em Sep 13, 2011 em Reviews | 3 comentários

A Futuremark Games Studio é uma divisão da Futuremark, empresa que desenvolve softwares para benchmarking. A empresa é responsável também pelo excelente shooter em gravidade zero Shattered Horizon, o qual conta com belíssimos gráficos e oferece um ótimo gameplay ao jogador. A empresa recentemente resolveu marcar presença também no universo dos puzzles e dos dispositivos móveis, e assim sendo, lançou o game Hungribles, disponível na App Store para iPhone, iPad e iPod Touch, por US$ 1,99.

Hungribles são pequenas criaturas famintas que precisam ser alimentadas através de um estranho estilingue em forma de cogumelo. O objetivo do jogo é alimentar os monstrinhos com uma espécie de bola mágica. Cada um deles possui necessidades distintas, ou seja, cada um deles precisa de uma determinada quantidade de alimento para se dar por satisfeito. Para alimentá-los, o jogador deve utilizar o estilingue e escolher a melhor trajetória para que a bolinha chegue à boca dos Hungribles.

Parece bastante fácil, não? Porém, ao redor de cada criatura existe um campo magnético, o qual pode tanto atrair quanto repelir a bola lançada. Isso faz com que toda e qualquer trajetória possa ser alterada, sendo que muitas vezes a utilização de diversos campos magnéticos é necessária para que o alimento chegue a Hungribles mais distantes ou posicionados em locais de difícil acesso. Diferentes campos magnéticos podem curvar a trajetória nos mais diversos sentidos, e é sempre bom prestar bastante atenção nisto tudo antes de lançar a bolinha. Para completar cada nível, é necessário que o jogador alimente todos os Hungribles presentes no cenário.

Uma vez concluído o level, é feita então a contagem dos pontos, os quais são baseados na quantidade de bolas que ainda restam. O jogador também pode alimentar as criaturas com uma espécie de bola energizada, e isto acontece quando você faz com que as bolas batam em alguns obstáculos antes de chegarem ao seu destino.

É possível, também, coletar  alguns potes dourados que ficam, normalmente, em lugares de difícil acesso e que farão os jogadores quebrarem a cabeça por algum tempo. Para cada nível há uma avaliação, de 1 a 3 estrelas, ou seja, quanto maior a sua pontuação, maior a quantidade de estrelas adquiridas. Existem também espécies de introduções estilo “cartoon” muito bacanas, as quais mostram as pequenas criaturas sempre em situações bem engraçadas e/ou inusitadas. O jogo também conta com suporte ao Game Center, vale lembrar.

Hungribles é dividido em 4 mundos, e conta com um total de 40 puzzles principais e 20 puzzles bônus. Pelo que parece, a Futuremark planeja lançar novos níveis para o título, da mesma maneira que a Rovio trabalha hoje com Angry Birds. Algumas situações durante o game ajudam bastante a motivar o jogador, vale lembrar. Rochas e Hungribles que se movem, por exemplo; nestes casos, além da trajetória do alimento, você tem que ser muito rápido e tentar antecipar os movimentos repetitivos dos elementos.

Também existem alguns itens especiais, os quais, quando atingidos, teleportam o estilingue para sua posição. Isto pode fornecer acesso a áreas, Hungribles e outros elementos antes inacessíveis. Existe também uma determinada criatura que fica sempre dentro de uma espécie de concha de plástico. Ele deve, aliás, ser alimentado várias vezes. Porém, a cada vez que você o acerta, a abertura da concha muda de posição.

A parte gráfica do jogo, apesar de simples, não decepciona. O primeiro jogo para iOS da Futuremark conta com uma arte muito bacana, seja devido aos monstrinhos, seja devido ao background, o qual se parece com uma espécie de “pintura borrada”. A verdade é que Hungribles consegue oferecer ao jogador um ambiente muito agradável, e isto combina bastante com a própria proposta do game.

O gameplay em geral é bastante agradável e tranquilo, exceto por alguns detalhes que poderiam tornar o jogo ainda melhor. A quantidade de bolas mágicas para alimentar as criaturas é mais do que que suficiente, e não chega a estabelecer um grande desafio. Se o jogo permitisse que o gamer escolhesse dentre alguns níveis de dificuldade, talvez Hungribles pudesse oferecer um desafio maior ainda.

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(Review) Pirates of Black Cove

Publicado por em Sep 9, 2011 em Reviews | 4 comentários

Pirates of Black Cove foi desenvolvido pela Nitro Games e publicado pela Paradox Interactive. Trata-se de um jogo bem interessante, que mistura estratégia em tempo real com RPG. A história de Pirates of Black Cove ocorre durante o século 16, e o título apresenta ao jogador o interessante “mundo dos piratas”, de forma bem bacana.

O game permite que o jogador escolha um dentre 3 personagens, logo de início. Cada um deles, é claro, possui suas respectivas fraquezas e peculiaridades: Walker de Planc, uma mulher chamada Jolly Roger e Longshot Jack. O jogo também possibilita que o jogador escolha armamento especial para seu navio, como por exemplo o “slowdown harpoon”, a “human catapult” ou as “mine barrels”. Pirates of Black Cove também conta com muito humor em seu enredo, vale lembrar.

Podemos até mesmo dizer, em relação a Pirates of Black Cove, que ele é uma espécie de homenagem da Nitro Games a Sid Meier’s Pirates!, título lançado em 1987. Black Cove conta com um amplo mundo para exploração, e ao navegar pelos mares caribenhos, o jogador se deparará com os mais diversos tipos de navios, cada um deles possuindo um determinado foco, pertencendo a determinada facção, etc. Você pode atacar qualquer navio que encontrar pela frente, deliberadamente, e dependendo da situação e de sua força, o tal navio pode revidar (você pode vencer ou ser destruído) ou até mesmo fugir.

Seus navios contam com canhões posicionados nas laterais, e a dirigibilidade dos mesmos demanda um certo tempo de aprendizagem. É possível aumentar ou reduzir a velocidade, e até mesmo obter informações a respeito de seu próprio navio e a respeito de outros que passam pelo seu caminho. Isto é muito importante no momento de detectar se algum possível inimigo pode ou não ser atacado.

Você pode participar de uma facção, por exemplo, e realizar diversas quests. Logo de início você recebe sua primeira missão, ou quest, fornecida pelo Coronel QuickDraw. Trata-se de uma espécie de “missão tutorial”, para que você aprenda os macetes do jogo. Esta quest é uma simples missão onde você tem de se dirigir a uma determinada fortaleza e entregar uma mensagem para o chefão dos piratas. É claro que a partir daí outras quests virão, e tudo começará a acontecer.

O título da Nitro Games conta com gráficos muito bonitos. O aspecto do mar é bonito demais, aliás. O brilho do sol, gaivotas voando, ondas, a esteira de espuma deixada pelo seu navio e as ilhas espalhadas pelo oceano fazem parte de um belo espetáculo criado pela Nitro Games. Como capitão, você também conta com diversas ferramentas para auxiliá-lo durante a navegação. Através do “Captain’s Log” você pode encontrar informações detalhadas sobre cada quest. Existe também um mapa, para ajudar durante a navegação. Informações a respeito de seu inventário e de seu personagem também podem ser facilmente visualizadas.

É interessante ressaltar também, em Pirates of Black Cove, a questão da fama. Da reputação. Você tem de jogar pensando, de certa forma, em “fazer bonito”. Sempre almejando crescer. Sempre tentando evoluir seu personagem. Para se tornar o “Rei dos Piratas” você terá de “trabalhar” bastante. Você pode desembarcar em diversas fortalezas e aí, então, o “jogo marítimo” se transforma em “jogo terrestre”. Nas fortalezas, ou “strongholds”, você pode contratar piratas, realizar upgrades e também construir diversos tipos de edifícios.

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Review: Bastion

Publicado por em Sep 6, 2011 em Reviews | 13 comentários

Bastion foi o primeiro game lançado durante o Xbox Live Summer of Arcade 2011. Desenvolvido pela Supergiant Games, uma pequena empresa de desenvolvimento de games que atraiu a atenção da Warner, com certeza devido ao seu fantástico trabalho, e que também conta em sua equipe com profissionais que já trabalharam na Electronic Arts e na Infinity Ward, Bastion é um fenomenal RPG de ação que conta com um narrador. Um narrador que acompanha e narra os acontecimentos, chegando até mesmo a mencionar coisas ínfimas, como por exemplo determinadas ocasiões em que o garoto se depara com corpos pelo caminho. O narrador menciona os nomes das pessoas, como por exemplo o “Mr. Benkley e sua amável esposa”.

Bastion foi lançado para Xbox 360, através da Xbox Live, e em 16 de Agosto de 2011 foi lançado para PC, através do Steam. Trata-se do primeiro game desenvolvido pela Supergiant Games, e pode-se dizer que a empresa criou uma verdadeira obra prima. Bastion é um RPG de ação belo, envolvente e imersivo. Sinceramente, há tempos eu não me deparava com um game distribuído via download tão belo, divertido, complexo e cativante. A trilha sonora de Bastion, aliás, composta por Darren Korb, é sensacional. Ela também está à venda.

O enredo de Bastion é algo realmente impressionante. O protagonista é um garoto. “Kid”, como o narrador costuma chamá-lo. Ele acorda para se deparar com um mundo bem diferente daquele que conhecia. Uma terrível calamidade deixou as terras de Caelondia literalmente em pedaços, e é justamente sobre tais pedaços que o garoto caminhará, lutará e tentará sobreviver. Existe, no título, um lugar chamado “Bastion”, também. É uma espécie de porto seguro, para o qual o garoto retorna após cada aventura. É fantástico observar, fora do Bastion, como o cenário vai sendo construído conforme o protagonista caminha. Pedras, objetos e os mais diversos detalhes vão caindo do céu, apresentando ao jogador um espetáculo fantástico, como se já não fossem belíssimos os gráficos do próprio jogo, incluindo detalhes como folhas verdejantes que caem do céu e a chuva que, em Bastion, pode fazer muitos jogadores permanecerem por muito minutos somente a observando.

É claro que o Bastion, ou bastião, deve contar com a ajuda do garoto para que seja reconstruído. Cada novo local visitado pode conter um “core”, e estes “cores”, quando levados até uma espécie de obelisco localizado na fortaleza, fornecem acesso à diversas construções, as quais também ajudam bastante ao garoto. A “Distillery” fornece acesso a bônus passivos, os quais entram em ação de acordo com determinados parâmetros, tais como, por exemplo “ativo somente quando sua energia vital estiver totalmente cheia”, etc.

Também é possível construir arsenais e forjas. Através das forjas você pode realizar upgrades em seu armamento, e até mesmo uma seção de “achados e perdidos” pode ser construída, a qual acaba sendo bastante útil, por conter elementos do velho mundo, como antigos materiais, upgrades, mementos, spirits, etc. É fantástico o modo como o narrador está sempre presente na história, mencionando detalhes como, por exemplo, a utilização de determinada arma por muito tempo, pelo garoto, ou, então, quando você lida com torres de defesas que lançam rajadas de fogo e o ouve dizer: “- kid ain’t afraid to getting burned“. São detalhes que fazem muita diferença, e representam uma espécie de oposição, ou compensação, talvez, devido ao fato do game muitas vezes passar ao jogador um grande sentimento de solidão.

O “kid” não fala. Ele acordou desorientado. Ele sempre inicia cada fase deitado. Ele luta sempre sozinho, muitas vezes contra uma enorme quantidade de inimigos, e o narrador seria, digamos, a voz do garoto. A voz de alguém que não consegue se expressar frente a um horror que não consegue mensurar. O narrador, o qual você acaba descobrindo que é um velho que se encontra no bastião, narra até mesmo o despertar inicial do garoto.

Diversas armas podem ser encontradas pelo jogador, em Bastion, e todas elas podem sofrer upgrades e podem receber habilidades especiais. Estas habilidades, entretanto, requerem a utilização dos “black tonics”, os quais você encontra durante suas andanças. É bom sempre prestar atenção na quantidade de “black tonics” que você possui e também na quantidade de garrafas d’água, as quais restauram sua energia vital. Você também pode encher as garrafas, em determinadas fontes cristalinas que encontra pelo caminho.

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