CD Projekt Red quer, digamos, ajustar as contas com quem está baixando e jogando The Witcher 2: Assassins of Kings sem pagar pelo título. Muito justo, afinal, dinheiro foi gasto no desenvolvimento do game, e segundo estimativas de Marcin Iwinski, co-fundador da empresa, 4,5 milhões de cópias de The Witcher 2 foram baixadas ilegalmente, desde seu lançamento.

Nós nunca iremos aprovar [a pirataria], uma vez que ela não afeta somente a nós, mas tem um impacto negativo na indústria de games como um todo. Vimos algumas das inquietações online a respeito de nossos esforços para combater a pirataria, e podemos assegurar a você que somente tomamos ações legais contra usuários a respeito dos quais temos 100% de certeza que baixaram nosso game ilegalmente“, disse Marcin Iwinski.

Advogados da CD Projekt Red já estão agindo, e a empresa ainda mencionou que sua decisão de não incluir DRM em seus produtos não significa que eles estão “dando luz verde para a pirataria“. Pirataria sempre foi e, talvez, sempre será um assunto espinhoso. Mas, caramba, será que a CD Projekt Red já não se mostrou uma empresa muito bacana? E será que nem mesmo isto basta? Diversos updates gratuitos já foram lançados para The Witcher 2, bem como alguns DLCs. Novo conteúdo foi introduzido no game sem que a empresa cobrasse um tostão pelo mesmo.

E, mesmo assim, iniciativas como estas, trabalhos fantásticos como o da CD Projekt Red e o do GOG, por exemplo, que vendem games sem nenhum tipo de DRM, sofrem com este tipo de coisa. É claro que a desenvolvedora de The Witcher 2 sabe que DRM não é uma solução para acabar com a pirataria, e tenho plena certeza de que continuaremos com um GOG e com um The Witcher 2 livres de DRM. Porém, uma coisa é vender um produto sem nenhum sistema que penalize o jogador que pagou pelo mesmo, como o fazem algumas outras empresas, e outra é ver este mesmo produto sendo distribuído indiscriminadamente nos “torrents da vida”, sem que ninguém pague pelo mesmo.

Creio que nenhuma pessoa gostaria de ver seu trabalho sendo tratado como lixo, por exemplo. Jamais um catador de latinhas (um trabalho extremamente digno e duro, diga-se de passagem) gostaria de chegar ao posto de reciclagem e ver suas latas de alumínio sendo levadas sem que um tostão lhe fosse retornado. Que dizer então de alguém que cria alguma coisa, como um marceneiro? Será que tal profissional gostaria de gastar dias e dias trabalhando em um móvel, entregá-lo e não receber o dinheiro devido?

É claro que são situações, produtos e áreas diferentes, mas o final é o mesmo: quem vende quer, e merece, receber pelo produto que vendeu/criou. E olhe que o GOG é um serviço que geralmente cobre os jogadores de mimos: wallpapers, trilhas sonoras, avatares, manuais, etc. Tudo para oferecer um serviço diferenciado e cativar o jogador. Um meio, digamos, para mostrar as vantagens do produto original. Mas como nem tudo são flores, muitas vezes a justiça precisa entrar no meio.

(Via: Gamesindustry)

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