Confesso que o XBLA “Chime” me chamou a atenção a princípio pelo fato de que algo em torno de 60% do valor arrecadado através de suas vendas serão doadas a instituições de caridade. Isto me fez pesquisar mais a respeito. Quando o game foi lançado na Xbox Live Arcade, em 03 de Fevereiro passado, baixei sua demo. Joguei a única opção disponível na demo, a faixa “Brazil”, do compositor “Philip Glass“, e não aguentei: comprei a versão full do game logo em seguida, gastando 400 Microsoft Points. E não me arrependo.

Não posso dizer que “Chime” seja um grande game, nem que ele apresentou novas e inovadoras mecânicas de jogo. Não é o game do ano, nem um dos melhores games já lançados para o Xbox 360. Não se trata disso. Se trata de diversão com simplicidade. Gráficos simples porém agradáveis. Jogabilidade simples ao extremo utilizando uma fórmula já utilizada por outros games, como “Tetris” e “Lumines”.

É um game talvez inspirado neste dois acima citados? Pode ser, mas, e daí? O sensacional RPG “Torchlight” não é tido como um clone de Diablo? E nem por isso deixou de fazer sucesso, nem tampouco deixou de ser um game fantástico e divertidíssimo. E nem por isso, aliás, deixou de vender pra caramba, pelo menos pelo que pude acompanhar no Steam.

Sobre Chime

Em Chime, existem dois modos de jogo: “Time Mode”, onde você pode escolher entre 3, 6 ou 9 minutos de jogo (o que pode tornar o desafio mais ou menos difícil) e “Free Mode”, um modo livre, onde você pode jogar para relaxar, sem preocupação com o tempo ou a pontuação.

Vale ressaltar que o “Free Mode” é liberado apenas após você completar mais de 50% da primeira faixa/fase, a qual é a música Brazil, de Philip Glass. Opa, bela referência ao nosso país, e a música é bem interessante. Aliás, para progredir no game, é necessário completar pelo menos 50% de cada uma das faixas/fases.

Jogando Chime

A jogabilidade é bem simples. Basicamente, você usa o botão “B” para rotacionar os objetos, “A” para posicioná-los e o D-Pad para mover os objetos na tela. Os gatilhos LT e RT também podem ser utilizados para rotacionar os objetos, além de algumas outras variações. Mas o básico é isto.

O objetivo é formar blocos na grade quadriculada que preenche toda a tela onde se desenrola o puzzle, utilizando as diversas “peças” que vão sendo disponibilizadas pelo jogo. Valem apenas blocos que tenham no mínimo 3×3 de tamanho, ou seja, blocos que, no mínimo, “completem” um quadrado de 3×3. Observe a imagem abaixo e você irá entender melhor. Você também pode ir aumentando os blocos já criados, o que representa mais pontos e aumento no percentual de cobertura do grid.

Quanto maior forem seus blocos, maior será sua pontuação, e mais rápido você preencherá 50% da tela (ou mais) e passará à nova fase.  A música e o rítmo são partes importantes do game. Existe um tipo de marcador que vai passando pela tela, o qual tanto te ajuda quanto te perturba. 🙂

Ao passar por blocos inativos, não completos, ele simplesmente os elimina. Já ao passar por blocos completos, ele então fornece aquilo que você merece: pontuação e incremento no percentual de cobertura da tela. Algo interessante no “Chime” é que conforme o marcador, ou “beatline”, passa pela tela, ele vai exercendo influência sobre a música que está sendo tocada. Trata-se de uma experiência bem interessante.

Alguns comentários

Acredito que “Chime”, apesar de não parecer, é mais um game que ajuda a dar um novo fôlego ao mercado de games, tão saturado de “mesmices”. Aliás, vejo um possível futuro bem interessante para o game da “Zoё Mode”. O game contém apenas cinco músicas jogáveis:

  • Brazil, de Philip Glass;
  • For Silence, de Paul Hartnoll (do grupo “Orbital”);
  • Ooh Yeah, de Moby;
  • Spillied Cranberries, de Markus Schulz;
  • Disco Ghosts, de Fred Deakin;

Já imaginou se a empresa resolve lançar “packs” com músicas adicionais para o game? Acredito que tornaria a experiência mais interessante ainda, e aumentaria o “tempo de vida”, digamos, do game. Eles poderiam lançar os tais packs/DLC’s no Xbox Live Marketplace, com um certo número de músicas cada um, periodicamente e aumentando assim o faturamento da empresa, o que ajudaria ainda mais às causas sociais na qual a mesma está engajada.

Além disso, como uma forma de incentivo aos gamers, poderiam lançar também um patch para o game que possibilitasse a importação de nossos próprios mp3’s no mesmo, tornando-os “jogáveis”. Já imaginou que legal? 🙂

Finalizando

Bom, “Chime” é muito legal e divertido, e depois que você completa a faixa do Philip Glass e começa a progredir no game, tendo acesso ao “Free Mode”, a coisa fica melhor ainda. Vale a pena você dar uma olhada. Baixe a demo, pelo menos, e veja com seus próprios olhos (e ouça, também 🙂 ).

Aliás, dê uma olhada no trailer abaixo, que ajuda a ilustrar um pouco de tudo o que eu escrevi acima:

Link direto para o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=occXkoV3KWg

P.S.: Já ía me esquecendo: só pelo fato de comprar o game, você desbloqueia uma conquista que vale 50 pontos. 🙂

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