Esse é o segundo episódio de uma minissérie de “diários de jogatina”, narrando minhas frustradas tentativas de defesa e mais frustradas ainda tentativas de ataque no viciante Clash of Clans, jogo de estratégia gratuito para iOS. Novos episódios devem ser lançados semanalmente. Ouça o ressoar dos tambores e o eco das trombetas e junte-se ao clã! Boa leitura! Para ler o episódio anterior, clique aqui.

Clash of Clans Ep 2

A saga por montar uma defesa decente dominação continua, bravos guerreiros! Os pesados investimentos em defesa começaram a dar resultados expressivos. Seria um sinal de que estou no caminho certo de finalmente inibir saqueadores de colocar as mãos no meu humilde vilarejo? Difícil dizer. Ainda há muito o que fazer. O que sei dizer com certeza, porém, é que três jogadores, um após o outro, tiveram uma desagradável surpresa ao tentar atacar meu pseudo-império durante a madrugada do dia 1º de maio.

Alguma horas antes do combo de ataques, iniciei a construção de uma torre de defesa que custou nada mais, nada menos que 180 mil de ouro aos cofres públicos. É a “Torre do Mago” que, diferente das demais armas de defesa da minha cidade, dispara ataques mágicos contra os invasores. Trata-se de uma elevação rochosa com um mago meditante posicionado ao topo. Possui um alcance relativamente pequeno pra uma torre, mas compensa por causar danos em área.

A insuperável Defesa Arcana! Os Magos da Torre lançam feitiços de efeito de área poderosos, que podem atingir tanto tropas voadoras como terrestres.

Minha vila, pouco antes dos ataques, com a Torre do Mago em construção.

Minha vila, pouco antes dos ataques, com a Torre do Mago em construção.

Apesar das 12 horas necessárias para concluir a construção da torre, por sorte, os trabalhos foram finalizados alguns instantes antes da chegada dos invasores. Minha vila nunca esteve tão preparada para um ataque. Um não, três. Seguidos. E dois deles foram conduzidos por jogadores com nível de experiência ligeiramente superior ao meu. O vídeo abaixo mostra o comandante das minhas tropas de defesa dando um inflamado pronunciamento na iminência da chegada inimiga. “Tomem seu café da manhã e alimentem-se bem, pois esta noite jantaremos no inferno!”, diz ele.

Antes de continuar, dê play na música aí em cima e siga a leitura do texto. Vai lá! A leitura vai ficar bem mais emocionante! 😉

Soam os tambores de guerra: o primeiro atacante está aqui! Furar as muralhas no ponto cego dos meus canhões, que descrevi no episódio passado, ele tentou. Ponto cego dos meus canhões, não das minhas armadilhas (que ficam invisíveis ao inimigo e só aparecem quando já é tarde demais). Duas explosões foram deflagradas no flanco sudeste, causando dano devastador à força invasora. Ainda assim, foi pouco pra segurar o inimigo de sede insaciável pelos meus depósitos de recursos valiosos, que estavam a poucos metros dali. A muralha caiu, mas as tropas logo entraram no alcance dos meus canhões e morteiros. Aos poucos, o invasor foi dizimado e o pouco que restou, tiveram a infelicidade de inaugurar a novíssima Torre do Mago. Vitória!

“Senhor, senhor! Ainda não acabou!”, gritou o soldado nas muralhas, interrompendo a comemoração. O segundo atacante veio pelo norte, com dezenas de arqueiros, no ponto onde minhas muralhas são mais resistentes e os canhões tem alcance imediato. “Bando de tolos!”, riu o artilheiro. Novamente, as armadilhas tiveram papel fundamental em proteger as muralhas. Plataformas de mola colocadas por lá catapultaram os pobres invasores às nuvens! Logo que entraram no campo de batalha e antes mesmo que pudessem deflagrar as traiçoeiras armadilhas, os pobres arqueiros foram recebidos a tiros de canhão e morteiros. Como o castelo do clã também protege o flanco norte, as forças restantes do inimigo foram prontamente combatidas pelos guerreiros doados pelos meus leais companheiros de clã. Vitória!

Menos de 10 minutos depois, enquanto a vila ainda recolhia os corpos das muralhas, o terceiro atacante chegou e empreendeu um ataque fulminante. Com as armadilhas já deflagradas (elas precisam ser reinstaladas pelo jogador), o exército inimigo alcançou as muralhas facilmente. “Vai ser uma longa noite, camaradas!”, entoou o capitão, mobilizando o que restou de suas tropas. Guerreiros e duendes destroçaram o flanco sul, onde uma série de acampamentos e quartéis faz o papel de “muralha” primária, dando tempo para que os canhões enfraqueçam o inimigo. Mas foi ao nordeste, justamente onde as muralhas são melhores e os canhões tem alcance imediato que o ousado ataque tomou forma. Um punhado de gigantes, capazes de absorver uma quantidade enorme de dano, ganhou a atenção das minhas torres.

Com minha defesa ocupada, um batalhão de arqueiros e detonadores de muro derrubou as duas linhas de muralhas no canto nordeste como se fossem papel e entrou com tudo no coração da vila. Os guerreiros e duendes ao sul, sem encontrar resistência das minhas armas, que estavam desesperadamente tentando derrubar os gigantes, logo alcançaram os depósitos de recursos e iniciaram o saque. A esse ponto, a Torre do Mago já tinha alcance suficiente para deter aqueles que se aproximavam do centro da cidade, a construção mais importante. E bem, acho que os 180 mil investidos nela valeram a pena. Com devastadores raios da morte, o inimigo que furava as muralhas em grupo se tornaram presas fáceis aos danos em área do mago meditante.

Perdi vários canhões para a fúria dos gigantes, mas logo os rumos da batalha inverteram. As armas ao centro da cidade resistiram e conseguiram despachar os poucos que sobreviviam ao mago da torre. Com pouco poder ofensivo e sem apoio das tropas, os gigantes logo caíram, impotentes. O dano foi extenso, mais de 50% da vila foi destruída. O jogo considerou minha defesa derrotada e ativou o escudo de invulnerabilidade por 12 horas. Eu considerei um dos momentos mais épicos que já assisti nesse viciante jogo de iOS.

Clash of Clans

Vale lembrar que os ataques em Clash of Clans ocorrem quando o jogador não está jogando — nesse caso, era madrugada e eu estava dormindo (que covardia!). Ainda assim, um replay é gravado para você assistir ao massacre saque depois e poder reparar nos pontos fracos. Como resposta aos ataques, foi o que eu fiz. Adicionei um canhão extra e acrescentei algumas muralhas no canto oeste, atualizei uma torre de arqueiros, e fiz upgrade em alguns blocos de muralha no canto sudeste, o tal “ponto cego”.

Clash of Clans

Fui atacado recentemente por um jogador de Level 34 (estou Level 24, no momento) e não teve jeito: fui massacrado. Não pude fazer muita coisa, visto que o inimigo utilizou unidades que ainda não estão disponíveis pra mim. Acredito que foi uma falha no matchmaking do jogo por ter me colocar diante de um jogador com nível bem superior ao meu. Mas, como não existe Game Over por aqui, que venham mais batalhas épicas, e de preferência que eu seja o atacante dessa vez!

Clash of Clans

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

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