Esse é o terceiro episódio de uma minissérie de “diários de jogatina”, narrando minhas frustradas tentativas de defesa e mais frustradas ainda tentativas de ataque no viciante Clash of Clans, jogo de estratégia gratuito para iOS. Novos episódios devem ser lançados semanalmente. Ouça o ressoar dos tambores e o eco das trombetas e junte-se ao clã! Boa leitura! Para ler o episódio anterior, clique aqui.

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Nos episódios anteriores, cheguei a detalhar minhas estratégias de defesa e narrar ofensivas heroicas, ao som da trilha sonora de 300, marchando sobre meu pequeno-futuro-império em Clash of Clans. Porém, ainda não havia documentado nenhuma ofensiva conduzida por mim. Não é pra menos: além de estar sob constantes ataques (uma média de 2 a 3 por dia), vários deles são destrutíveis o bastante para ativar o escudo de invulnerabilidade, que impossibilita ataques adicionais por cerca de 12 a 15 horas, mas também impede que eu promova ataques, sob a pena de perder o escudo imediatamente.

Estabelece-se aí um dilema: aproveitar as horas de invulnerabilidade para atualizar suas construções — especialmente as de defesa, que ficam inativas sob reformas —, ou atacar os inimigos para obter uma avalanche de recursos, mas expondo sua vila a ataques e até à vingança dos oponentes que você saqueou. Ahh… a vingança! É exatamente sobre ela que vamos falar hoje. Se no Episódio II a boa e velha estratégia da “melhor defesa é o ataque” não funcionou, nesse terceiro episódio, as coisas se saíram um pouco melhor.

Eis que um jogador chamado “Jos” foi tolo o bastante para atacar meu vilarejo. Suas tropas avançaram pelo lado sul da muralha, exatamente onde se localizam os depósitos de ouro e elixir, que estavam cheios. Para a infelicidade de “Jos”, também se localiza aí a área de alcance de todas as minhas armas de defesa. Gigantes avançaram pelo flanco sudoeste, detonando as primeiras armadilhas explosivas e logo recebendo fogo da Torre do Mago, que teve sua construção narrada no episódio passado. No núcleo da muralha sul, foram os arqueiros e os guerreiros que atentaram contra meus preciosos recursos.

Minha vila sob ataque

Minha vila sob ataque

Os gigantes, agrupados, logo quebraram a muralha sudeste e invadiram o compartimento central da vila, que contém as construções mais importantes. Felizmente, destruir grupos é a especialidade da Torre do Mago, cujos ataques causam danos em área. Com apoio da Torre de Arqueiros da muralha norte, o mago meditante no alto das rochas pulverizou os gigantes, que mal arranharam o centro da cidade.

Quanto aos guerreiros e arqueiros inimigos, a história foi um pouco diferente. Com os gigantes recebendo atenção da maior parte da minha defesa, que ainda estava desfalcada por um canhão inoperante sob reformas, as tropas inimigas enfrentaram pouca resistência e logo alcançaram os depósitos de recursos com facilidade, capturando-os. Mas a festa acabou por aí. A artilharia pesada do morteiro causou danos massivos às tropas que fatalmente se posicionavam em grupos. “Cinco homens, uma saborosa oportunidade. Um homem, desperdício de munição”, disse o comandante inimigo. Eles não ouviram e olha no que deu…

A invasão foi neutralizada e as tropas inimigas, derrotadas. Mas isso não foi o suficiente. Meus homens estavam sedentos por vingança. O comandante estava com as tropas prontas e reunidas, aguardando apenas a ordem para marchar sobre o território do tirano “Jos” e apunhalá-lo pelas costas. Um breve relatório dos meus batedores, momentos antes de iniciar o cerco, informavam a presença de vários compartimentos separados por muralhas altamente fortificadas, numa estratégia semelhante à minha, isolando as construções mais importantes.

Assim como no ataque que sofri, iniciei a ofensiva enviando gigantes à muralha sul inimiga, que continha uma monstruosa falha, permitindo fácil acesso ao primeiro compartimento, onde se localizava parte do arsenal de defesa. Assim que as muralhas caíram, coloquei em campo um batalhão de arqueiros, guerreiros, duendes, detonadores de muro e balões. Estes últimos, despejaram uma série de bombas sobre as construções inimigas. Infelizmente, torres e arqueiros inimigos remanescentes impediram que essas unidades voadoras conseguissem sobreviver para contar a história. Mas suas mortes não foram em vão.

Atacaaaaar!

Atacaaaaar!

O tirano “Jos” cometeu erros gravíssimos: posicionou suas defesas na periferia de seu vilarejo. Isoladas, elas se tornaram presas fáceis para minhas tropas em terra. Não demorou muito para que as últimas construções ainda de pé fossem inofensivos coletores de elixir, minas de ouro e o centro da cidade, a construção mais valiosa. Outro grande equívoco do imperador inimigo foi colocar praticamente todos os seus coletores de recursos na borda do mapa, quase completamente indefesas, se não fosse por um canhão solitário.

As baixas foram menores do que o esperado. A rápida derrubada da muralha sul pelos gigantes impediu que minhas tropas ficassem um longo tempo expostas ao pesado fogo inimigo. Em alguns segundos, meus soldados já estavam a caminho do centro da cidade. O número de recursos pilhados foi tão grande que meus depósitos de elixir não tinham a capacidade necessária para estocar toda a quantidade roubada, e uma pequena parte acabou ficando para trás.

Ainda assim, a mensagem foi dada: pense duas vezes antes de atacar minha vila, “Jos”! Causei 100% de dano à vila inimiga, derrubando todas as construções pilhando todos os recursos possíveis — um prejuízo bem maior do que aquele que sofri quando fui atacado, quando o tirano chegou a destroçar 50% da minha vila. “Vitória!”, exclama o aviso na tela. Foi um dia histórico. Hora de ir pra casa e preparar as defesas.

Clash of Clans

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

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