Devo confessar que quando ouvi falar a respeito de Darkspore pela primeira vez, pensei, realmente, que se tratasse de um Spore, digamos, “malvadão”. Um “Spore escuro”. Pensei que se tratava realmente de um simulador similar a Spore, de um jogo que permitisse ao gamer “desenvolver” criaturas ruins, vamos dizer assim, e guiá-las através de sua evolução, lidando com os mais diversos percalços durante tal caminhada. Ledo engano, como pude perceber mais tarde. A luz de Spore foi agora substituída por um jogo que possui diversos elementos não tão luminosos em sua temática e gameplay. Não no sentido de má qualidade, que fique bem claro. Mas não há como negar que Darkspore é um jogo muito diferente. Mas nem por isso deixa de ser interessantíssimo.

Darkspore  foi lançado em 26 de Abril de 2011, e é um título, assim como Spore, exclusivo para PC’s. Também desenvolvido pela Maxis, é claro, e distribuído pela Electronic Arts. Darkspore é um RPG de ação, resumindo. Mas o jogo possui diversos elementos empolgantes, em minha opinião. De seu “antecessor” ele trouxe consigo, por exemplo, possibilidades enormes no tocante à customização de personagens. Aliás, esta é uma área que adoro, em qualquer gênero de game. O site do game menciona que tais possibilidades são quase ilimitadas.

O mais novo lançamento da dupla Maxis/EA é uma espécie de hack ‘n’ slash que lembra, de certa forma, Diablo. Se você assistir a algum trailer do jogo, esta semelhança poderá se tornar mais clara. Acredito que o jogo estava sendo aguardado ansiosamente por grande quantidade de jogadores ao redor do mundo, e seu fórum está bem movimentado, aliás. Os gráficos do título são, realmente, belíssimos, e segundo o site oficial, foi utilizada uma nova engine no desenvolvimento (não é mencionado o nome nem nenhum detalhe a respeito da mesma, entretanto).

O enredo de Darkspore lembra um pouco o nosso velho e querido Spore (que já esteve à venda na EA Store, há pouco tempo, por cerca de 5 reais). Criação, DNA, manipulação genética, tudo isto faz parte de seu enredo. Mas as semelhanças com Spore não são tantas assim, ou não estão presentes em todos os momentos do jogo. Antigos cientistas chamados Crogenitors, os quais também gostavam de viajar pelo espaço, encontrar novas raças, realizar experimentos, etc, acabam descobrindo um novo tipo de material, chamado E-ADN. Poderosíssimo, por sinal.

Curiosos como quaisquer cientistas, reais ou fictícios, os Crogenitors decidem utilizar o novo material, o qual era extremamente instável, em suas experiências genéticas. O resultado foi realmente preocupante. Terrível, na verdade. Criaturas geneticamente modificadas através da utilização do E-ADN (os Darkspore), poderosas e inteligentes, causam enormes baixas entre os Crogenitors. Esta é a premissa básica (existe muito mais) para um RPG de ação muito interessante e que conta com suporte a multiplayer e co-op online, incluindo eventos PvP.

O gamer pode criar seu esquadrão. Pode, também, customizar cada um de seus componentes. Cada esquadrão é composto de 3 heróis, e o jogador pode alternar dentre eles a qualquer momento, para melhor abordar os inimigos que estão vindo. Existe, portanto, algo de estratégia em Darkspore, o que é certamente muito bem vindo. O game também conta com um recurso muito interessante, chamado “AI Director”. Através do AI Director, a performance do jogador é avaliada constantemente, e cada nível é alterado dinâmicamente, oferecendo sempre uma nova experiência.

Darkspore também conta com classes. São 3: Tempest, Sentinel e Ravager. Além destes 3 arquétipos, os heróis ainda podem pertencer a 5 “variedades genéticas”: Quantum, Necro, Plasma, Cyber e Bio. É, não consigo deixar de enxergar uma “parcela MMO” em Darkspore, também. O bacana é que não existe mensalidade.

A possibilidade de coletar os mais diversos materiais para realizar upgrades também é fascinante, e aqui retorna mais uma vez a lembrança de Spore e de seu fantástico editor. O título ainda conta com alguns chefões muito interessantes, e alguns deles são Crogenitors que se voltaram  para o mal: “Merak, The Devastator”, “Nashira, The Shadow Void”, “Arcturus, the Cybernetic Colossus”, “Orcus, Devourer of Life”, “Polaris, The Gravity Manipulator” e “The Corruptor”. É um time e tanto para atrapalhar a nossa vida, como se já não bastassem os Darkspore.

O gameplay ocorre em diversos planetas alienígenas, cada um com suas respectivas peculiaridades, belezas e horrores. Existem planetas gelados, rochosos, repletos de oceanos (ácidos ou não), e cada um deles possui seu respectivo boss. Não sei não, mas vejo muito potencial em Darkspore. E você, o que achou do game? Vai comprar? 🙂

Enquanto isto, dê uma olhada no Trailer de lançamento do jogo:

Link para o vídeo em 720p:

http://www.youtube.com/watch?v=WL1xGr2tILo&hd=1

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