Deep Silver sobre a pirataria: “Nós ignoramos”

Saints Row

Enquanto a indústria justifica prejuízos e atrasos nos lançamentos para PC culpando a pirataria, a Deep Silver tem uma abordagem muito mais interessante. E simples. Questionado sobre como a empresa, dona de franquias como Saints Row, Metro e Dead Island, enfrenta o problema, o CEO Dr. Klemens Kundratitz foi curto e grosso: “nós ignoramos”.

Segundo ele, muitas desenvolvedoras que trabalham para a produtora têm o PC como primeira opção. Lançar um jogo para a plataforma não é apenas um bônus, mas parte de todo o processo. “Quando nós olhamos para a franquia Metro por exemplo, ela é antes de tudo uma marca de PC. No primeiro título, ela foi lançada para Xbox 360 e PC, mas lá no fundo é um título de PC. Não é uma questão de ser ou não complicado lançar algo para PC, porque o PC [para nós] é o número um”, diz ele.

As empresas dificilmente liberam números exatos das vendas, mas Kundratitz confirmou que a versão de Saints Row IV para PC vendeu três vezes mais que a versão de PC do antecessor Saints Row: The Third no mesmo intervalo de tempo. Ele também destaca que mesmo que a parcela de vendas no PC seja inferior aos consoles, a comunidade da plataforma está entre as mais ativas e comprometidas. “Nós estamos dando apoio a modders de Saints Row e também de Metro. É um tipo diferente de gamer que joga no PC e nós os mantemos constantemente em foco.”

Questionado sobre a forma de como a publisher procura enfrentar a pirataria, Kundratitz descartou implantação de soluções DRM como o serviço Origin da Electronic Arts e o desastrado Uplay da Ubisoft. “Definitivamente não é o jeito de se resolver a situação. Eu acho que nós temos apenas que nos certificar que nossos jogos valem o seu preço, e certamente sempre haverá o problema da pirataria que toda empresa tem. Nenhuma produtora pode evitar isso”.

“Em termos de negócios, nós simplesmente ignoramos. A pirataria não é nova, é algo que já faz parte dos negócios há décadas. Como uma produtora, nós temos apenas que viver com isso, sim?”.

Via Penny Arcade.

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

Twitter  

Poderá gostar também

3 Comments

  1. Essa é a postura sensata e realista que a gente espera de uma produtora.E a julgar pela frase “Eu acho que nós temos apenas que nos certificar que nossos jogos valem o seu preço…” ele também sabe que uma parcela pirateia por conta do preço.Muito boa essa declaração.

    Reply
    • Realmente Marcos. A Deep Silver subiu no meu conceito. Se mais empresas começassem a pensar menos no que vão “perder” e mais no que podem ganhar, não só financeiramente, a princípio, teríamos grandes mudanças.

      Reply
  2. Sobre o DRM Uplay, só tenho uma coisa a dizer: evitei 2 vezes de comprar jogos da Ubisoft por causa dele. Mesmo eu querendo os jogos e eles estando com um preço bom, preferi seguir em frente e deixar para depois.

    Prefiro comprar jogos que usem o DRM da Steam, que não é tão irritante quanto o Uplay.

    Reply

Submit a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Pin It on Pinterest