AMY é um survival horror muito promissor, em minha opinião. O jogo está em desenvolvimento pelo estúdio VectorCell, estúdio este de propriedade de Paul Cuisset, responsável por jogos como Flashback e Fade to Black, por exemplo. O título será lançado em breve, para Xbox 360 e Playstation 3 (via Xbox Live e PSN, respectivamente). Também foi cogitado o lançamento do game para PC, mas ainda não foram fornecidas maiores informações a respeito.

AMY terá como protagonista uma mulher chamada Lana, a qual contará com a companhia de uma pequena garota autista de 8 anos. A união entre as duas deverá ser um tanto quanto forte, e a garotinha, segundo os desenvolvedores, chegará a influenciar algumas decisões de Lana, a qual, aliás, se encontra infectada pelo mesmo vírus que transformou muitos seres humanos em verdadeiros monstros. Lana também poderá tirar vantagem da tal infecção, desde que tudo seja feito com parcimônia.

O jogo também permitirá abordagens diferentes às mais diversas situações. A protagonista e a garotinha poderão fugir e se esconder, e Lana poderá também andar em meio aos infectados, dependendo do quão “transformada” ela se encontre. Como inicialmente o título será lançado na Xbox Live e na PSN, os desenvolvedores resolveram lançar uma enquete para que a própria comunidade de jogadores (ou não) decida o preço do jogo.

Isto se deve ao fato de que, na rede do Xbox 360, cobra-se em Microsoft Points e, sendo assim, os pontos podem assumir valores diferentes em diferentes locais do mundo, o que já não ocorre na PSN. Esta é a primeira vez que vejo este tipo de preocupação e ação por parte de um estúdio, e em minha opinião ela é muito mais do que justa. 800 Microsoft Points, por exemplo, não representam 10 dólares em todos os lugares do mundo e, assim, os criadores de um jogo podem até mesmo se verem em maus lençóis, caso muita gente comece a reclamar.

AMY não será um jogo caro, e oferecerá cerca de 10 horas de gameplay. Inicialmente, os desenvolvedores optaram por cobrar 800 Microsoft Points na Xbox Live USA (10 dólares) e US$ 12,99 na PSN; temos aqui US$ 2,99 de diferença: cerca de R$ 5,47, na versão para PS3 do jogo.

José Sanchis, CEO da publisher Lexis Numérique disse o seguinte: “Durante todo o desenvolvimento do jogo tentamos ser transparentes ao máximo em nossas tomadas de decisão, e acreditamos que esta situação é uma boa oportunidade para explicar o que está em jogo. É também uma oportunidade muito boa para envolver a comunidade na decisão do preço final do game nos Estados Unidos“.

José Sanchis também mencionou a alta qualidade do jogo, e o fato de que AMY é um projeto muito ambicioso. Ele também menciona o fator “preço” como algo muito importante, principalmente em tempos de crise econômica, o que devemos também levar em conta, é claro. O grande problema, pelo que podemos perceber pelas palavras do CEO da Lexis Numérique, é o fato da Xbox Live trabalhar com Microsoft Points, o que pode acabar gerando desigualdades para muita gente.

Entretanto, o problema com o qual temos de lidar é que um preço em MS Points não tem o mesmo valor em todos os países. Na verdade, devido às flutuações entre o dólar e o euro, 800 MS Points valem atualmente 10 dólares nos Estados Unidos, mas €10 na Europa, e isto equivale a cerca de US$ 12,80“, complementou Sanchis.

Sanchis ainda acrescentou o seguinte:

Decidimos ir mais longe. Agora que a comunidade possui os elementos para entender porque foi proposto este esquema de preço, queremos envolver o máximo de jogadores possível para nos dizer o que fazer com o preço nos Estados Unidos: devemos manter a situação atual (800 MS Points para a versão XBLA e US$ 12,99 para a versão PSN) ou devemos cortar o preço e a margem para a versão PSN (800 MS Points para a versão XBLA e US$ 9,99 para a versão PSN)“.

Uma enquete foi lançada no Facebook, para que os jogadores ajudem nesta decisão, aliás. Não vejo esta atitude da publisher européia com maus olhos: muito pelo contrário. Nunca gostei do esquema de Microsoft Points praticado pela Microsoft na Xbox Live. Acabamos pagando mais pelos jogos que desejamos, e isto acontece até mesmo se desconsiderarmos as diferenças entre regiões. Quando compramos cartões de pontos em lojas, por exemplo, também temos de pagar valores mais altos, devido ao fato de que as lojas (nacionais ou internacionais) também querem lucrar.

Pagar simplesmente em dólares (ou em reais) seria muito mais justo, e quem sabe esta atitude tomada pela publicadora de AMY não represente o começo de algo bem bacana? Quem sabe os jogadores não comecem a reclamar mais disto tudo e a MS não reveja esta questão? Acho difícil, mas não custa tentar. Bom, eu já votei. E você, vai votar também? Qual sua opinião?

A votação vai até amanhã, 09 de Janeiro de 2011, e caso a comunidade decida que o preço deva ser reduzido, o jogo sofrerá um atraso na PSN de cerca de uma semana, devido a “restrições logísticas com a PlayStation Store“.

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