A Disney Interactive Studios está fechando a Black Rock Studios, desenvolvedora dos jogos Split/Second e Pure, dentre outros. Este é mais um capítulo de algo que se tornou frequente, hoje em dia: grandes publishers fechando estúdios sob sua tutela/poder. Recentemente a Bizarre Creations, desenvolvedora de Blur, por exemplo, game de corrida um tanto quanto similar a Split/Second, foi fechada pela Activision.

Temos aqui duas desenvolvedoras especializadas em jogos de corrida sendo fechadas por suas respectivas donas. Pobres estúdios não independentes, que vivem à sombra de gigantes que muitas vezes pouco se importam com os mesmos. Outro caso recente foi o fechamento da Kaos Studios pela THQ, enquanto esta já planeja um Homefront 2.

Em relação ao caso da Black Rock Studios, vale mencionar que, segundo a Disney, o atual projeto da desenvolvedora não recebeu sinal verder para avançar. Esta seria, portanto, a razão para o fechamento. Uma fonte não identificada disse ao site Eurogamer que a publisher do Tio Patinhas estava terceirizando projetos que a Black Rock seria totalmente capaz de executar. Esta mesma fonte ainda menciona problemas com o marketing em relação aos games de corrida da produtora, e diz que a Disney estava tratando o estúdio de maneira “grosseira”, digamos.

Dois novos estúdios também foram criados pela Disney à partir de um corte no quadro de funcionários da Black Rock Studios: Roundcube Entertainment e ShortRound Games. Parece que ultimamente as grandes publishers estão extremamente gananciosas e, de certa forma, em alguns casos, tendem a extrair o máximo que podem do trabalho dos estúdios que possuem até o ponto de, quem sabe, serem capazes de continuar trabalhando no que já foi desenvolvido, “dentro de casa”.

Redução de custos? Ganância? Falta de respeito? Sinceramente é difícil dizer. O que salta aos olhos, entretanto, é a onda de fechamentos que observamos este ano. Nestes momentos sempre penso nos desenvolvedores independentes e seus indie games. No árduo trabalho para levar adiante projetos inovadores sem o financiamento de ninguém. Será que eles são mais felizes profissionalmente do que os trabalhadores de um estúdio como o que está sendo fechado pela Disney?

Liberdade eles possuem, é claro. Dinheiro, muito pouco, em muitos casos. Será que algum dia teremos uma indústria de games saudável? É óbvio que o dinheiro é a força motriz de tudo o que passa por nossos consoles e PC’s, mas se os jogos eletrônicos são um passatempo interativo tão agradável, e já são até considerados como arte, em alguns casos, não seria o momento de gigantes como EA, Disney, Activision, THQ, etc, possuirem pelo menos um pouco mais de bom senso e não almejarem somente os lucros diretos, e sim também os indiretos?

(Via: Gamesindustry)

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