Duke Nukem Forever, jogo cujo lançamento mundial se dará em 14 de Junho de 2011, entrará para o Guinness como o “FPS com o período de desenvolvimento mais longo”. O jogo, originalmente anunciado em Julho de 1997, causou enorme ansiedade e até dúvidas nos fãs, ansiosos por verem novamente em ação o aniquilador de alienígenas fortão e cheio de graça, sempre pronto a fazer algo esquisito, impróprio e/ou levar as garotas à loucura. Isto sem contar as frases conhecidíssimas, o egocentrismo, etc. 🙂

Duke Nukem Forever fará parte do “Guinness World Records 2011 Gamer’s Edition“, e isto chega até a ser engraçado. Quer dizer, engraçado agora, que o game já foi lançado no Reino Unido (no Steam também 🙂 ), e está prestes a ser lançado mundialmente. Trocando em miúdos, entrar para o Guinness como algo que levou tempo demais para ser feito, não deixa de ser hilário. Entretanto, alguns reviews já estão meio que malhando o jogo, e dando notas bem baixas ao mesmo.

Isto não chega a impressionar, entretanto. Pelo menos, não a mim. Homefront sofreu com este mesmo “mal”, e no entanto, em minha opinião, é um bom jogo. Possui falhas, ok quanto a isto. Mas de que servem as notas baixas na hora do “vamos ver”? De que adianta a Eurogamer dar nota 3/10 a Duke Nukem Forever? Para que serve tudo isto? Para que as ações de desenvolvedoras e publishers sofram baixas, como ocorreu com a THQ quando do lançamento de Homefront?

O que faz de um jogo um sucesso ou não? Reviews? Você pode adorar um game que recebeu nota 10/10 neste ou naquele review sem nunca tê-lo jogado? Talvez a entrada de Duke Nukem Forever para o Guinness como o “FPS com o período de desenvolvimento mais longo” tenha algo a ver com tudo isto, inclusive. Ou melhor, talvez seja um reflexo. Ou, indo mais direto ao ponto: talvez esta “entrada” nos diga muitas coisas.

O jogo ficou mais de uma década no forno, na geladeira, escondido, passando de mão em mão, etc. Talvez o hype não tenha sido tão poderoso para fazer com que algumas cabeças “cheias de novidades” entendam que apesar de tudo, DNF é algo que já vem sendo “pensado” há muito tempo. Não é um Bulletstorm fresquinho, com seu estilo “FPS brincalhão” de ser, apesar de ambos, tanto o jogo da People Can Fly quando o da Gearbox serem dotados de muito humor. O problema, muitas vezes, é que justamente, muitas pessoas, não sabem brincar. E muita gente acaba enxergando um review como a palavra final sobre determinada obra, se esquecendo de que uns podem adorar giló, e outros podem odiar.

Parece que a indústria de gamers, grande parte da imprensa “especializada” e alguns gamers estão se deixando levar muito mais pelos números do que pela obra em si. “Gráficos 7.54 – Jogabilidade 6.52 – Apresentação 4.24”, etc. E o que todos estes números querem dizer quando o jogador, sozinho em sua sala ou quarto, liga seu console ou PC, coloca o game para rodar e começa a jogar? Muito pouco. Ele terá bem mais condições de dizer do que gostou ou não.

Muita gente, infelizmente, acaba se deixando levar por reviews negativos. Não que reviews não sejam válidos. Eles são, e são inclusive necessários. Mas jamais podem servir como a batida final do martelo antes que o jogador pelo menos veja um pouco do gameplay. Um dos grandes problemas, também, o qual acaba fazendo com que as próprias desenvolvedoras e publishers sejam prejudicadas, é a ausência de demos. Liberadas. Geral. Disponíveis para todos e em todas as plataformas.

Garanto que muitos reviews negativos seriam deixados de lado, assim como muitos positivos seriam execrados, se demos de jogos fossem uma constante. Mas é a vida. De qualquer forma, o “Guinness World Records 2011 Gamer’s Edition” já pode ser adquirido, inclusive em formato digital. Quanto a DNF, ainda preciso jogá-lo para dizer o que penso a seu respeito. Vendendo bem ele está: já está na primeira posição na lista dos jogos mais vendidos no Reino Unido. 🙂

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