Pois é. Justamente após o lançamento de Limbo no Steam, lançamento este que deixou todos os PC gamers muito felizes, somos obrigados a engolir mais uma notícia amarga. Bastion, que até ontem mesmo se encontrava em pré-venda em diversos sites de distribuição digital de games, incluindo Steam, GamersGate, Direct2Drive, Gamesplanet, etc, foi de todos estes removido. Ou melhor, bloqueado. Para algumas regiões. Aparentemente, tudo isto é devido a “problemas” em relação à classificação do jogo junto aos respectivos órgãos competentes em alguns países. E, como no Brasil, aliás, tudo é mais difícil, é claro que o jogo sumiu para os gamers brasileiros.

Sinceramente, não consigo entender isto tudo, uma vez que temos jogos no Steam, por exemplo, com conteúdo violento, etc, que no entanto estão totalmente liberados. Aliás, que tipo de mal há em Bastion? Um RPG belíssimo que possui como protagonista um pequeno garoto que anda em um mundo que foi deixado em pedaços após uma catástrofe? Se fosse a Ubisoft bloqueando From Dust eu até entenderia, devido ao histórico da empresa. Mas Bastion, desenvolvido pela Supergiant Games, empresa que conta com uma equipe pequena porém extremamente talentosa? E ainda por cima um jogo cuja publisher é a Warner? Não creio que a culpa seja da Warner, também.

Onde está a tal “liberdade”, “agilidade” e “vantagem” da distribuição digital nestes momentos? Podemos comprar via download e jogar em nossos PC’s, por exemplo, títulos como Brink, Metro 2033, Counter Strike, Painkiller e tantos outros repletos de violência e sangue, e não podemos jogar um RPG genial e muito, muito mais leve, que estes que citei? Aliás, comparar Bastion a estes títulos pensando nos quesitos “violência”, “conteúdo impróprio” e similares é um absurdo.

A página de Bastion está lá, no Steam, mas bloqueada. Já nos outros sites que mencionei acima, o jogo desapareceu. Soube de gente que comprou o jogo em pré-venda, no Steam, e ainda possui o mesmo em sua library. Mas também ouvi falar a respeito de reembolsos. Ou seja: que confusão, hein? Outro fato irritante: fronteiras na distribuição digital é algo ridículo. Por que limitar o acesso a determinados jogos vendidos via internet? Aliás, o bloqueio de Bastion, infelizmente, fará com que ele seja bem mais “pirateado”.

Muita gente não pensará duas vezes, já que não pode comprar o jogo, em obtê-lo através de “caminhos alternativos”. Nem só o DRM possui uma grande parcela de culpa quando falamos em crescimento da pirataria. Estas atitudes imbecis de publishers e desenvolvedoras também. E qualquer órgão classificador, de qualquer país que seja, quando tenta decidir pelo cidadão o que é ou não adequado para ele. Mas Bastion???

Aliás, se este “problema” for mesmo devido apenas a falta de classificação etária em alguns países (o que não tenho lá muita certeza), não está na hora de todo mundo rever seus conceitos? Felizmente pude adquirir minha cópia de Bastion na Xbox Live. Mas e quem não possui um Xbox 360 e aguardava o jogo com ansiedade? Novamente: o que há de errado com Bastion?

Enviei hoje cedo um e-mail à  Supergiant Games, a respeito do ocorrido, e, estranhamente, desta vez ninguém me respondeu. Será que o “buraco é mais embaixo”? Muitas vezes, em determinadas situações, determinadas empresas pedem para que o pessoal “pirateie” seus jogos.

Já deixo avisado de antemão que sou totalmente contrário à pirataria, porém, ninguém pode negar o fato de que, caso este bloqueio se mantenha, muita, muita gente, vai pagar muito, muito menos, pelo jogo da Supergiant Games. Infelizmente. 🙁

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