Muita coisa aconteceu desde que publiquei meu último “diário” de Elite: Dangerous. Desde que adquiri minha Lakon Type-6 em Wolf 424 e quase a perdi logo após o primeiro salto para o hiperespaço, em LHS 47.

Vale ressaltar que sempre tive algo bem firme em minha mente, desde que comecei a jogar o título da Frontier Developments: o caminho da guerra não é para mim. Admiro bastante quem se dedica a caçar recompensas, quem se engaja em combate após combate, etc. Mas para mim o encanto do jogo está em outros elementos. Em muitos outros.

E isto chega a ser até engraçado, porque na última noite meio que quebrei esta “regra”, deliberadamente, e senti enorme prazer ao fazê-lo. Mas vamos por partes.

Com a Type-6 transportei cargas as mais diversas entre um sistema e outro, entre diferentes estações, de diferentes facções, ganhando muito dinheiro. Me transformei em um mercador espacial, digamos, e neste “caminho” permaneci por algum tempo. Permaneci focado, digamos.

Pude ver meus lucros aumentarem dia a dia. Com o uso da ferramenta “Thrudd’s Trading Tools” fui capaz de maximizar meus lucros, e viagens bastante rápidas, coisa de minutos, me rendiam 80, 90, 150, 180 mil CR. Várias viagens assim, em curtos períodos de tempo, me renderam uma boa fortuna in-game.

Asp: Nova nave, novas experiências

Já faz algum tempo, aliás, que troquei de nave. Vendi minha Type-6 e adquiri uma Asp. Uma ótima nave, tanto para comércio quanto para exploração. Na verdade, a Asp é também muito boa para combates.

Trata-se de uma nave muito mais manobrável que a Type-6, com 6 hardpoints para a instalação de armamento (enquanto a Type-6 possui apenas 2), com uma ótima capacidade de salto e que vem de fábrica com um tanque de combustível com o dobro da capacidade da cargueira Lakon Type-6 Transporter.

Esta belezinha me custou 3.704.626 CR (seu preço normal é 6.661.153, mas dei minha velha cargueira como parte do pagamento, na transação), e não me arrependo nem um pouco da aquisição.

Ainda no estaleiro (Froude Enterprise, no sistema LHS 3564), realizei uma série de upgrades. Adquiri um bom power plant e também um excelente FSD (Frame Shift Drive). Também substituí o distribuidor de energia e adquiri um ótimo Fuel Scoop (equipamento imprescindível a exploradores).

E, sim, troquei minha suíte de sensores por uma melhor, além de ter adquirido um “Detailed Surface Scanner“: este scanner, como seu próprio nome deixa bem claro, resulta em informações mais detalhadas a respeito dos corpos celestes.

Informações detalhadas que se tornam então mais valiosas, inclusive no momento de vendê-las à Universal Cartographics. Este scanner é também essencial para quem deseja se tornar um explorador em Elite: Dangerous.

Vale dizer que todos estes upgrades me custaram mais de 9 milhões em CR, incluindo melhorias e aquisições de novos compartimentos de carga. Ou seja, desembolsei pela nave e por todos os upgrades algo em torno de 13 milhões de CR.

Alguns dos itens que citei acima podem parecer bem “salgados” à princípio, mas todos eles valem muito a pena. O Fuel Scoop que adquiri, por exemplo, fez com que eu deixasse de gastar dinheiro com combustível. Eu já havia usado outros Fuel Scoops no passado, é claro, mas todos eles eram bem inferiores.

Aproveitei a aquisição da nova nave para comprar equipamentos de primeira. Este é muito melhor, classe A, capaz de encher meu tanque de combustível a uma velocidade bastante alta, com muito mais eficiência.

Seu custo? 902.954 CR. E posso dizer ele ele vale cada centavo, principalmente se em paralelo nos lembrarmos de que a Asp é uma nave cuja manutenção é bem cara (e até onde me lembro, seu “rebuy cost” estava em torno de 900 mil CR – sempre tenha este valor em mente, sempre se preocupe com o “seguro”).

Bom, para quem não sabe do que se trata, vale dizer também que o Fuel Scoop deve ser usado (com cautela, sob risco de sobreaquecimento) enquanto no modo supercruise, ao nos aproximarmos de uma estrela.

E ainda falando a respeito dos gastos, vale lembrar que só o meu novo Frame Shift Drive custou 5.103.953 CR. Este foi o item mais caro depois da Asp.

Mas tudo valeu bastante a pena. Abaixo seguem alguns detalhes da nave, uma Asp Explorer, detalhes estes já contando com todos os upgrades:

  • Velocidade de cruzeiro: 250 m/s;
  • Boost speed: 340 m/s;
  • Alcance máximo de salto (vazia): 26.81 Ly;
  • Espaço para carga atual: 48T;

A Asp é uma nave e tanto. Pilotá-la é algo bastante prazeroso, também devido ao som de seus motores. Ao contrário de outras naves em Elite: Dangerous, ela soa como algo “antigo”. Como algo um tanto quanto bruto, pesado. Ou, no mínimo, como um grande avião. Ela é barulhenta, digamos, e isto fez com que eu ficasse testando-a por bastante tempo, logo após sair da estação na qual a adquiri.

Bem, testando não seria a palavra apropriada, aqui: na verdade, fiquei brincando. Acelerando, freando, ligando e desligando os motores, “subindo”, “descendo”, “inclinando”, realizando curvas, voltas, etc. Tudo para ouvir seus motores, como eles soavam. É realmente algo muito bacana.

Minha primeira jornada em posse desta belezinha (ainda estou tentando dar um nome a ela) foi para o Founder’s World, no sistema Shinrarta Dezhra. Foi uma viagem de cerca de 140 Ly, durante a qual também explorei bastante, obtendo os preciosos dados que posteriormente vendi à Universal Cartographics (os primeiros de uma série).

Só em “Alrai Sector XO-R A4-0″ descobri mais de 20 corpos celestes. Muitos deles eram planetas gelados, sendo que também escaneei uma série de anãs marrons. Durante esta viagem também sofri diversas tentativas de interdição, sendo que duas ou três conseguiram me “puxar fora” do hiperespaço. Nestas, fugi, como sempre (pelo menos até então).

Foi justamente aqui que senti novamente a grandiosidade de Elite: Dangerous. Como este jogo é capaz de provocar enorme imersão, ao ponto de nos sentirmos incomodados com o vazio, com os longos períodos sem contato algum com outros jogadores, NPCs ou estações.

O espaço profundo oferecido pelo jogo é também fantástico, repleto de maravilhas e perigos. E a Frontier Developments divulgou em uma de suas últimas newsletters (no último dia 13 de Fevereiro) que os jogadores exploraram até agora somente 0.000223% da galáxia: ou seja, trata-se realmente de algo descomunal, grandioso.

Trata-se de uma galáxia, digamos, “recém nascida”, pedindo para ser explorada com urgência. Bem, continuei viajando em direção a Shinrarta Dezhra, e não posso negar que a chegada à estação Hand Ring, no sistema de Ho Hsi, me deu um certo alívio.

Nesta viagem comecei também a perceber as vantagens da vida de explorador, com dados de exploração sendo vendidos por mais de 26 mil CR, cada. Cheguei, enfim, a Shinrarta Dezhra, aterrissando em Jameson memorial: uma experiência e tanto, diga-se de passagem.

Foi no meio desta jornada que também me deparei com algo bastante hilário, dentro do contexto, é claro. Pesquisando na internet descobri que é provável que o sistema HIP 63835 possua um buraco negro. E a atualização 1.1 de Elite: Dangerous trouxe grandes novidades, incluindo a possibilidade de nos unirmos a outros jogadores e participarmos e influenciarmos certos eventos da história do jogo.

O mapa da galáxia, além disso, é agora capaz de traçar rotas mais longas, e uma novidade que os exploradores certamente gostarão bastante é a que diz respeito aos créditos das descobertas: planetas, estrelas e outros corpos, a partir desta atualização, exibirão os nomes de seus descobridores (jogadores), no mapa. Ou seja, os nomes dos Comandantes que os escanearam primeiro serão exibidos no mapa. Muito bacana, não?

Bem, mas voltando ao evento hilário que mencionei acima: eu queria viajar até o sistema HIP 63835, onde supostamente existe um buraco negro. Estou no meio desta jornada, ainda.

Abri o mapa da galáxia, digitei o nome do sistema (HIP 63835) e cliquei no ícone para traçar a rota. Qual não foi minha surpresa ao perceber que o próximo sistema para o qual eu deveria me dirigir, segundo a rota traçada pelo sistema, se chamava, bem… “Bunda”. Não preciso explicar mais nada, não é? Tal sistema realmente existe, e me pergunto qual teria sido a inspiração para tal nome. Enfim…

Continuando a jornada. Sistema após sistema. Asteroides a perder de vista ao redor de um gigante gasoso classe 3 em LTT 4497: uma visão e tanto. “Topo” também com um “gas giant with water-based life“, e também permaneço por um bom tempo sem palavras, observando.

Foi pouco tempo após o encontro com os gigantes gasosos acima mencionados que sofri uma tentativa de interdição. “A” tentativa de interdição, relacionada com a tal “regra” que quebrei, conforme disse acima. Eu estava no sistema “Col 285 Sector XP-K B23-1″. Aqui teve início um episódio bem interessante, pelo menos para mim.

Como disse acima, aqui eu quebrei minha regra no que diz respeito a não entrar em combate. Eu estava um tanto quanto cansado. Sistema após sistema, novamente, sem nenhuma alma viva. Uma sucessão de sistemas com nomes semelhantes, parecidos (e sequenciais). “Col 285 Sector XP-K B23-1″ estava em meu caminho, no meio do meu caminho até HIP 63835.

Após uma série de saltos, sofri aqui uma tentativa de interdição. Fui “pego”. Um NPC, chamado Jacob Daniel. Uma chuva de ameaças no painel de comunicações. Algo fez com que eu me negasse a fugir, desta vez. Talvez tenha sido a solidão, talvez tenha sido um certo cansaço, de tanto fugir.

O fato é que estendi meus hardpoints e comecei a manobrar. Encarei o tal do Jacob Daniel e a batalha foi até que bastante fácil. Tudo bem que se trata de um NPC (um “NPC meio burro”, aliás), mas mesmo assim, eu continuei.

Pouco a pouco, após alguns minutos de manobras e disparos, percebi o tom do inimigo mudando. As ameaças dando lugar a frases bem diferentes (“No, Help“, “Must… escape“, e assim por diante). A integridade de meu casco continuava OK, e eu continuei.

Foi aqui que senti bastante por não ter investido em armamentos: minha Asp conta apenas com os pulse lasers “de fábrica”. Senti bastante porque comecei a ter aquele gosto da vitória, pouco a pouco, e me empolguei.

Senti bastante porque, infelizmente, o tal do Jacob Daniel não me deixou ir até o final: ele fugiu. Tudo o que restou foi um “High Energy FSD Wake“, um “traço”, digamos, o qual eu poderia ter escaneado para ir atrás do infeliz. Mas, como eu nunca havia pensado em batalhas, este foi outro equipamento (Wake Scanner) que não “entrou no meu radar”.

Esta pequena batalha fez com que eu começasse a pensar: talvez, de agora em diante, eu deva pensar um pouco mais em encarar quem me ataca, em Elite: Dangerous, ao invés de pensar apenas como um explorador/mercador pura e simplesmente, e apenas fugir. Próxima parada: um estaleiro em algum lugar daquela imensidão, para conferir alguns armamentos.

E, sim, enquanto isso, continuo em meio ao vazio, sem sinal de estação espacial alguma. Sem sinal de vida à frente. Devo estar mais ou menos como na imagem abaixo, neste momento, no sistema Col 285 Sector XP-K B23-6, perdido em meio à “trama de código” hospedada nos servidores de Elite: Dangerous:

 

 

 

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