Comecei minha jornada em Elite: Dangerous há poucos dias atrás. Agora posso dizer que aterrissar é um procedimento muito, muito mais fácil. Até desisti da compra do docking computer, pois, ao contrário do que eu pensava, aterrissar se tornou também um enorme prazer.

Desde o dia 17 de Novembro, aliás, data do início de minha jornada (jornada esta ainda não muito bem definida, afinal, são tantas as coisas para fazermos nesta espetacular galáxia com 400 bilhões de sistemas estelares), já passei por algumas versões do jogo (3.9, 3.91 e a novíssima 1.0 Gamma).

Agora temos uma série de novidades. Podemos explorar a totalidade do universo do jogo, e os limites que nos impediam, por exemplo, de visitarmos o nosso Sistema Solar, não existem mais. Novas naves estão à disposição para compra, também, em diversos “estaleiros espaciais”, e agora podemos subir nos rankings não somente através de combates, mas também através de comércio e exploração, o que muito me agrada.

Elite: Dangerous

A troca de cargas entre jogadores/Comandantes também é possível, agora, desde que não se trate de produto de roubo. Missões agora são melhor identificadas, e o jogador é capaz, por exemplo, de identificar visualmente e facilmente uma simples entrega (como isto me lembra de Euro Truck Simulator 2, aliás) de uma “missão” que exigirá que ele compre itens para então revendê-los.

Enfim, a Frontier Developments está trabalhando bastante, e o jogo que já era espetacular, fica cada dia melhor, lembrando que o lançamento oficial acontecerá em 16 de Dezembro. Mas o que eu estive fazendo durante estes dias desde o último texto, você pode perguntar?

Elite: Dangerous

Bem, é um tanto quanto estranho escrever a respeito de Elite: Dangerous sem acabar produzindo textos que contêm trechos que se parecem com “diários”, discorrendo sobre acontecimentos entre uma viagem e outra, falando dos lucros obtidos, dos encontros, das belezas, dos perigos, do dia a dia, etc.

O jogo é capaz de provocar uma imersão tão grande (lembre-se, eu disse que era um “título perigoso”), ele pode viciar com tamanha força, que muitas vezes parece que a perda de uma carga, “apenas”, mesmo com o seguro cobrindo sua nave, dói demais. É como se tivéssemos perdido alto de real valor, na vida real.

Muitas vezes, chego a desligar os motores e ficar observando o espaço ao meu redor, literalmente. Nestes momentos, sempre podemos ligar o headlook e observar tudo com mais detalhes ainda, movimentando a cabeça do personagem, observando o cockpit, as laterais, etc.

Elite: Dangerous

Sóis que brilham fantasticamente já me fizeram permanecer estático e boquiaberto por bons minutos, à uma distância segura, claro. Obviamente, já aconteceu também do salto me jogar muito próximo à estrela e os sinais de aviso “pipocarem” como loucos.

Já passei por momentos bem assustadores, falando nisso. Digo assustadores pois aconteceram antes do wipe que veio com a versão 3.9, também, após eu ter comprado minha Hauler, um tipo de nave bastante apropriado para transporte de cargas.

Elite: Dangerous

Eu havia inclusive removido todo o armamento da Hauler e o substituído por mining lasers. Eu também havia aumentado sua capacidade de carga e adquirido uma refinaria. E eu estava carregado, nas 3 situações. E, bem, minhas habilidades como piloto de combate ainda são bem poucas.

Pois bem, por 3 vezes alguém tentou me interceptar, tentou me “interditar”, enquanto eu estava viajando no modo supercruise (módulos para interdictions estão à venda, vale lembrar). Nenhuma mensagem veio, durante estas tentativas. Eu não sabia se era um NPC, uma nave da Federação, por exemplo, tentando buscar por carga roubada, ou se era outro jogador.

Consegui fugir das 3, utilizando o vetor de escape apresentado em tela como uma espécie de “porto seguro”, como um “alvo”, como a “salvação”: é para lá que você tem de se dirigir, nestes momentos, caso contrário, a interdiction fará com que você saia do modo supercruise e, bem, aí o buraco será mais embaixo.

Elite: Dangerous

Tudo o que venho experimentando em Elite: Dangerous me faz imaginar que meu futuro dentro do jogo será, digamos, no comércio. Estou gostando bastante deste lado. Claro, entregas também servem para viajar pelo espaço, como você pode imaginar, e observar sistemas, planetas, sois, luas e cenários diversos e deslumbrantes.

Recentemente, ainda com a Hauler, comprei 3 “auto-fabricators” em Aulin Enterprise, no sistema de Aulin, por 10.650CR, tudo. Os vendi no sistema de Styx, na estação Chu Hub, por 12.297CR.

Ainda em Chu Hub, comprei 3 Indium por 16.929 (valor total da transação). Os vendi na estação de Aulin enterprise, por 19.194. Repeti esta operação várias e várias vezes. Dias depois, parti para o sistema de Eranin. Em Azeban City, comprei 8 coffee. Cada um por 1.315, sendo que o total da compra foi de 10.776. Parti, então, para o sistema Rakapila, mais precisamente para a estação Stone Enterprise.
Aí, estavam comprando café por 1.640. Vendi tudo e recebi 13.120. No meio disto tudo, entre idas e vindas, entre compras e vendas, cheguei a juntar cerca de 60.000, sem contar com o dinheiro que usei para trocar de nave.
E, por falar nisso, foi durante a viagem para Stone Enterprise, aliás, que sofri uma das tentativas de interceptação. Bom, de Rakapila fui em direção ao sistema de Styx, e acabei parando em um cinturão de asteroides. Em “Styx A Ring Cluster 1”, descobri que o processo pode ser fantástico, mas extremamente difícil. Digo, não o processo de mineração em si. Explico abaixo.
Basta dar uma olhada antes, no mapa do sistema, para verificar que tipo de asteroides existem ali, e então, em meio às enormes rochas, usar o laser apropriado. Pedaços do asteroide se desprenderão, e aí você tem de manobrar sua nave com seu cargo scoop pronto, para recolher o material. O difícil aqui é acertar, é recolher, é não dar de encontro com o pedaço de rocha, não deixar que ele cause danos à nave, etc.

Os sistemas do cargo scoop, sua “pá espacial”, digamos, são capazes de exibir a localização do pedaço de rocha e inclusive exibem uma espécie de alvo para que você se guie. Mas manobrar a nave, aqui, para o recolhimento, é um tanto quanto complicado. Além disso, o risco de acabar batendo em outros asteroides enquanto estamos focados no “pedregulho” também são bem grandes.

Elite: Dangerous

Em uma destas sessões de mineração, aconteceu algo muito interessante. Outro piloto chegou. Próximo. Um jogador, um outro Comandante. Fiquei bem assustado e, sinceramente, não sei porque não ativei o frameshift drive logo e sumi dali, saltando para o hiperespaço em direção a outro sistema ou então usando o modo supercruise.

O outro jogador escaneou minha nave, aguardou, aguardou, e nada aconteceu. Eu, então, resolvi fazer o mesmo, e percebi que ele pilotava uma Cobra. Comecei então a perceber que ele disparava contra os asteroides, ou seja, estava ali pela mesma razão que eu. Mandei um “Olá!” pelo sistema de chat via texto, ele respondeu, e continuamos nosso trabalho.

Elite: Dangerous cada vez mais me faz ter histórias. Viver histórias interessantes. Cada vez mais oferece um pano de fundo para que eu desenvolva meu personagem, por enquanto, um comerciante com um pouco de sorte.

Elite: Dangerous

E hoje foi lançada uma nova versão, uma nova versão Gamma. Fui desconectado do servidor, enquanto me dirigia a Lawson Station, uma estação no sistema de Chemaku. O restante da história vai ter de ficar para outro dia.

Ah, sim, com os wipes que aconteceram, todos voltam à estaca zero, é claro. Ainda não consegui adquirir outra nave, e continuo com uma Sidewinder.

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