Explore o planeta vermelho em Take On Mars, da Bohemia Interactive

Eu precisava de algo assim. Há tempos estou à espera de um “game espacial” que realmente me prenda, e quem diria. Nada de 4X, RTS ou shmup. O título que preencheu esta lacuna foi um simulador. Um simulador que chegou hoje ao Steam, através do Early Access, este programa (seria este o nome correto?) que permite que qualquer pessoa obtenha acesso antecipado a um jogo eletrônico e também possa acompanhar o restante de seu desenvolvimento.

Este mesmo programa que já nos fornece acesso a uma série de games bastante interessantes, como o “simulador de prisões” Prison Architect, da Introversion Software, por exemplo. Devo escrever a respeito de Prison Architect dentro de algum tempo, aliás.

Comecei a jogá-lo esses dias e fiquei bastante impressionado. Tudo começou a ficar bem mais sério do que eu esperava já durante o tutorial, quando fui obrigado a construir uma câmara de execução. Este jogo independente pode até passar uma errônea impressão ao jogador (pelo menos a algumas pessoas), o qual acabará fatalmente se vendo com um simulador complexo e bem diferente em mãos. Algo muito, muito distante do jogo inocente e leve que pode-se pensar a princípio, quando se olha somente para os gráficos.

Take On MarsChegando

Bem, voltando ao simulador objeto deste texto, trata-se de Take On Mars, da Bohemia Interactive (Arma, Carrier Command: Gaea Mission, etc). Mais um título pertencente à série de simuladores Take On, a qual já conta com o excelente Take On Helicopters. Já pude brincar um pouco com Take On Mars e posso dizer que ele é simplesmente fora de série.

Obviamente, digo isto assim tão enfaticamente devido à paixão que possuo pelo espaço e por assuntos relacionados, devido ao meu amor por simuladores e também devido a ser um grande admirador da desenvolvedora checa. Você poderá, é claro, dele gostar muito, pouco ou nada, e tudo também depende do que você espera.

Temos também de nos lembrar de que o jogo ainda não se encontra finalizado. É notória a ausência de diversos elementos dentro dele, além de problemas. Se você não tiver muita paciência, também, pode se ver em maus lençóis e/ou até mesmo desistir do jogo.

Take On MarsO pacote sendo desembalado

O tutorial conta com pouquíssimo conteúdo, e na maior parte das vezes temos de recorrer à listagem de comandos dentro do menu do jogo. Isto não é problema, porém, e quando as missões nos são entregues podemos aprender perfeitamente como executá-las. Na base da tentativa e erro, também, e com muita leitura. E, para quem tiver um pouco de paciência e/ou compartilhar de alguns dos gostos que mencionei no parágrafo anterior, tudo isto fará parte de um processo delicioso.

Take On Mars nos coloca como exploradores em Marte. Ou, melhor ainda: nele somos o exército de um homem só que poderá cuidar de todos os assuntos pertinentes a um programa espacial, desde o gerenciamento de recurso até a operação de máquinas em solo alienígena, como sondas, por exemplo.

Take On MarsDesenhando na areia

Podemos também dar nome aos bois (meu primeiro veículo se chama “Mako_Lixão” – é, passei por maus bocados com este veículo em Mass Effect, e quis aqui fazer uma “homenagem”), comprar e instalar equipamentos e lançar as sondas, sendo que o jogo pode ser colocado no modo “tempo real” (muito mais difícil, por motivos óbvios) ou em um modo mais fácil, chamado “Game Time”, que permite inclusive que saltos no tempo sejam realizados (horas, dias, etc). Também temos de lidar com um orçamento limitado e dele cuidar com bastante carinho (missões bem sucedidas, onde todas as tarefas são completadas, sempre rendem mais).

Diversos locais em Marte vão sendo liberados conforme nosso progresso (além de novas tecnologias), sendo que temos de adquirir o direito de acesso a eles com o dinheiro in-game. Dentre as várias tarefas de cada missão temos desde fotografias até análises da atmosfera e de elementos no solo. Cada veículo pode ser acessado através da central de controle da missão, e também existe um laboratório para que possamos criá-los e modificá-los.

Cada missão envolve o lançamento e a utilização de diversos equipamentos, incluindo aqueles que são capazes de “passear” pela superfície marciana (ressaltando que nós os pilotamos). Podemos acessar e controlar todas as câmeras do veículo, além de utilizar seus braços robóticos à vontade. O HUD é muito completo e conta com 3 níveis: instrumentos, standard e câmera.

Take On Mars

Faz parte do jogo, também, uma câmera livre, a qual nos oferece a chance de perambular à vontade por Marte. Veículos também podem sofrer danos quando em uso, claro, e podemos até mesmo abandoná-los, tendo em mente, entretanto, que isto representa uma perda. Uma perda que será devidamente descontada de nossa conta.

Os controles são complexos, e temos de lidar com os equipamentos e com a dirigibilidade. É possível realizar um mapeamento de controles de forma tal a designar, por exemplo, o controle do veículo ao teclado e o dos braços robóticos ao mouse (ou às setas – o jogador decide a configuração).

Take On Mars conta com um sistema de destruição dinâmico e, portanto, espere por câmeras quebradas, braços robóticos inutilizados, e por aí vai. Também é possível que a dirigibilidade de nossa sonda seja afetada conforme os danos.

Take On Mars

Este novo simulador da Bohemia Interactive é algo realmente muito bacana. Durante a E3 2013, quando ele foi oficialmente anunciado, a IGN o nomeou como o melhor novo game para PC. É desde esta época que vem minha ansiedade por ele, e hoje, com o mesmo em mãos, posso dizer que comecei a ficar satisfeito. Sim, comecei, porque muita coisa ainda vem por aí, incluindo um editor de cenários (com integração ao Steam Workshop).

Além do modo de jogo “Space Program” temos também o modo “Scenarios”, no qual podemos completar diversos objetivos em várias regiões do planeta (ainda limitado a 2 locais) e o Editor. A Bomemia Interactive ainda diz que “assim como em qualquer missão de exploração do espaço, o lançamento inicial do Take On Mars é apenas o começo da jornada“. Sou obrigado a concordar com eles, e aqui, ao contrário do que pode parecer, isto torna tudo ainda mais empolgante.

Take On MarsUm visual e tanto

Explorar o planeta vermelho? Cuidar de um programa espacial? Observar aquela pequena entrada no menu chamada “Editor”? E tudo isto com gráficos bonitos demais? É, não tem preço. Ou melhor, tem: Take On Mars foi lançado por US$ 12,99. Para jogadores do Brasil ele sai por R$ 27,99. Uma pechincha.

Fique com um trailer do jogo:

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6 Comments

  1. Bem interessante ein, Marcos? Para quem gosta de acompanhar essas pesquisas espaciais e sentir um pouco da sensação de exploração é um prato cheio! Mas que negócio é esse de “Mako_Lixão”? Não fale assim deste ótimo veículo de Mass Effect! 😛 hahaha.

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    • Bem legal mesmo, Diego. Eu sou fissurado nessas coisas, então, fico até com medo desse tipo de jogo. E quando você pega os cenários, então, e meio que tem uma ideia do que vem pela frente, aí o risco aumenta. Putz, o Mako era até legal, mas um saco pra controlar, fala sério…hehehe 🙂

      Bacana mesmo era aquele Hammerhead, que tal? 😀

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  2. HAHAHAHA Mako_Lixão HAEHAEAHEIAH, rachei aqui. Poxa, ele nem era tão ruim assim não. Pobre Mako.

    Mas que jogo interessante, viu. Nem tinha botado muita fé nele quando ouvi falar na primeira vez, mas esse texto (e mais alguns vídeos que eu acabei de ver aqui) mudaram minha visão. Com certeza é um game de simulação bem original.

    Mas diz aí, Marcos, a interface dele é bem organizada e fácil de usar ou é bagunçada e/ou complexa (como muitos jogos de simulação por aí)?

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    • Então, Artur, o Mako me fez sofrer bastante. Mas mesmo assim eu gosto do veículo. Falo esse tipo de coisa brincando mesmo. O outro veículo introduzido no ME2 é muito melhor, porém…hehehehe

      O Take on Mars é fora de série. Eu estou acompanhando desde o anúncio, e o negócio é realmente fora de série. A interface é muito bacana. E, inclusive, existe algo como uns “joystiqs virtuais”, pra que você possa controlar todos os equipamentos com o mouse, na tela, se não quiser usar teclas, etc. Depende muito do jogador, mas existe mais de uma opção. Claro, usar teclas de atalho, depois de decorar todas, é melhor. É tudo organizadinho, no canto superior esquerdo existem informações e acesso a dados da missão, dos equipamentos de pesquisa. E existem, claro, muitas teclas de atalho. Mas tudo isto consta na lista dos controles. Claro, é tudo bem complexo, pelo menos na primeira vez. Mas com o tempo a gente se acostuma. Movimentar alguns Rovers é bem complicado, principalmente no início, mas é questão de costume.

      E aos poucos, você tem a impressão de estar jogando um jogo híbrido, até. Principalmente quando acessa o mapa e vai conferindo as missões, as recompensas, etc. Conectar e desconectar de um equipamento, etc.

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  3. Instalei pelo Steam….mas não há manual…..assim, nem consigo fazer o robô levantar vôo…..mesmo na área de teste, no laboratório…..quem puder dar dicas dos comandos ….andar…..levantar vôo e etc….agradeço desde já….

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    • Então, Paulo, no começo é difícil. No início, mesmo, sua “máquina” é bem básica. Nem se movimentar ela se movimenta. Precisa ir avançando, se não me engano, na terceira ou quarta missão, você consegue um que anda. Só que a câmera dele é ruim. E você pode até chegar a pensar que é algum bug no jogo, mas não é não. Vai levar um tempo até conseguir equipamentos decentes, câmeras boas, etc. A primeira câmera do primeiro veículo é bem “fraca”. Mas tenta no outro modo de jogo, nos cenários. Lá você consegue testar coisas mais avançadas e passear legal. Vai dando uma olhada. Os comandos, no centro da tela tem uma espécie de joystiq virtual, pra controle da movimentação do veículo, dos braços e dos equipamentos. Clicando com o botão direito em qualquer lugar da tela, libera o cursor do mouse pra, por exemplo, acessar aquele outro menu, no canto superior esquerdo, que te fornece acesso às exigências de cada missão, etc. E não deixa de ver, também, pelo menos o tutorial inicial. Eles vão implementando mais, aos poucos. 🙂

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