Fallout New Vegas

Sinopse: ambientado no deserto de Nevada, em 2281, duzentos anos após uma guerra nuclear varrer o planeta, o jogador assume o papel de um Courier (mensageiro) baleado na cabeça após tentar entregar uma encomenda misteriosa em New Vegas, cidade que reúne o que sobrou da capital do entretenimento. Resgatado por moradores locais, o Courier inicia sua missão para reaver a encomenda roubada e caçar os responsáveis.

Ficha técnica

Título: Fallout: New Vegas Ultimate Edition

Gênero: Ação/RPG em primeira pessoa

Desenvolvedora: Obsidian Entertainment

Publisher: Bethesda Softworks

Data de lançamento: 19 de outubro de 2010 (edição básica); 7 de fevereiro de 2012 (Ultimate Edition)

Plataformas: PC, Xbox 360, PlayStation 3

Versão jogada: PC

Preço: R$ 19,99 (Steam, edição básica), R$ 39,99 (Steam, Ultimate Edition)

173 horas. Ou pouco mais de sete dias. Esse foi o tempo que levei pra finalizar Fallout: New Vegas realizando o máximo de quests possíveis. Com essa marca, o último título da franquia Fallout se torna de longe o jogo singleplayer com mais horas desperdiçadas dedicadas da minha biblioteca. E valeu a pena. Com o tempo muitas vezes restrito que temos, finalizar um jogo tão longo assim é um grande feito, especialmente falando de um título com um universo tão rico quanto Fallout.

RPGs nunca foram minha praia. Talvez seja por isso que demorei um bocado pra conseguir engrenar em New Vegas, o primeiro jogo da série que joguei de cabo a rabo. O problema nunca foi o gênero em si, mas uma característica semi-intrínseca dele: a exploração em mundo aberto. Quanto mais se avança e se explora, maior a impressão de estar atolado. A mainquest de NV pode ser curta, mas o leva a viajar por lugares com NPCs que não tem medo de bombardear seu Pip-Boy 3000 de sidequests.

Fallout New Vegas

O jogo é velho: fez seu aniversário de três anos há pouco tempo. Mesmo considerando a época de lançamento, os gráficos são datados, as animações são precárias e os modelos faciais lembram bonecos de cera. Visualmente falando, a única coisa que salva são os cenários. A jogabilidade também não ajuda muito: as mecânicas são improvisadas e pouco intuitivas, e a interface de controle é truncada. Pra piorar, o número de crashes, bugs e inconsistências alcança níveis preocupantes.

Definitivamente, Fallout: New Vegas é quase um desastre do ponto de vista técnico. Porém, o que faltou em polimento, sobrou em trabalho artístico. Honrando sua franquia, New Vegas carrega o que poderia ser facilmente o universo mais complexo e rico já criado para um video game. Beira o ridículo a quantidade de enredos paralelos e personagens envolventes criados aqui. Seguramente, a mainquest não responde por mais de 2% de todo o jogo.

Se o coração do jogo são as sidequests, então a alma é a exploração. São 187 localidades a serem exploradas, entre cidades, Vaults, ruínas, represas e instalações abandonadas, muitas carregando sua própria história a ser desvendada. Não se deixe enganar pela aparência desértica da Mojave Wasteland: poupada de boa parte da destruição nuclear que acometeu o resto do mundo, as planícies do centro-oeste americano ainda pulsam com seus cassinos e fortalezas, cujo controle é disputado pelas duas maiores facções da região: a conservadora NCR e a barbárica Caesar’s Legion.

Fallout New Vegas

Os DLCs injetam quase 50 horas extras de jogatina. Cada um deles carrega seu próprio mapa, mainquest, sidequests, além de equipamentos exclusivos e recompensas gordas. Honest Hearts é o mais fácil, Dead Money é o mais fraco e entediante (uma pena), Lonesome Road é o mais difícil e transforma Fallout num shooter linear com alguns dos momentos mais épicos da franquia e, finalmente, Old World Blues é o maior e melhor de todos.

Fallout sempre foi uma das maiores referências no gênero RPG e não duvido disso. New Vegas é uma experiência incrível, obrigatória não só pra quem é fã do estilo, mas pra qualquer gamer que se preze. Exige uma longa dedicação do jogador (prepare-se para torrar horas e horas nele), mas compensa demais, com certeza.

War, war never changes.

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

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