(A Fila Anda) Castlevania: Lords of Shadow

Alguns jogos conseguem nos entreter de maneira bastante intensa, e isto foi o que aconteceu comigo e este jogo. Foram mais de 20 horas de jogo muito divertidas, passando por cenários deslumbrantes e com muita pancadaria, combos, inimigos variados e uma história muito bacana.

Gabriel Belmont inicia sua luta contra os Senhores das Sombras (Lords of Shadow) a princípio motivado pela morte de sua amada. Existe também um artefato chamado máscara de Deus, o qual supõe-se capaz de trazer os mortos de volta à vida (dentre outros poderes), e a intenção do protagonista, portanto, é óbvia.

Castlevania: Lords of Shadow

Foi lançado um feitiço que separou a Terra dos Céus, os homens de Deus. Gabriel faz parte de um grupo chamado Irmandade da Luz, e o principal medo de Gabriel é o de que a alma de sua esposa permaneça nas sombras, devido a tal separação.

Deixando de lado o 2D (mas com um enorme problema em relação à câmera – veja abaixo), Castlevania: Lords of Shadow é um jogo que lembra bastante God of War e outros tantos hack ‘n slash. A ação é frenética. Adentramos salões e câmaras onde diversas criaturas nos esperam. Vampiros, lobisomens, mortos-vivos, etc. Hordas enormes, muitas vezes.

Castlevania: Lords of Shadow

Ficha Técnica

Título: Castlevania: Lords of Shadow

Gênero: Ação e Aventura

Desenvolvedora: MercurySteam / Climax Studios

Publisher: Konami

Data de lançamento: 05/10/2010 (consoles) – 27/08/2013 (PC)

Plataformas: PC, PS3, Xbox 360

Versão jogada: PC

A trama é cheia de momentos impactantes, e Gabriel, à medida que se torna mais poderoso, vai ficando mais violento e frio, fornecendo também ao jogador fortes indicativos de sua real natureza. Existem também algumas traições no enredo, perpetradas por personagens que um jogador desavisado talvez não desconfie até o último momento.

Castlevania: Lords of Shadow

O competentíssimo e inconfundível Patrick Stewart dá voz a Zobek, outro  personagem importante do jogo, e é tal personagem quem narra detalhes da trama, entre uma fase e outra. Podemos perceber diversas mudanças no tom de voz do companheiro de Gabriel conforme avançamos. Excitação, tristeza, raiva, ansiedade, e algumas vezes uma certa pitada de malevolência.

É como eu disse, muitas surpresas vão sendo reveladas, pouco a pouco, e percebemos no decorrer do gameplay que não é só a destruição dos Senhores das Sombras que está em jogo. Percebemos aos poucos que Gabriel Belmont está caminhando inexoravelmente em direção a algo negro, terrível.

Castlevania: Lords of Shadow

E se você pensa que jogos deste tipo são desprovidos de uma história cativante, pode começar a se interessar. O enredo de Castlevania: Lords of Shadow é envolvente, repleto de reviravoltas e de momentos chocantes. Isto sem falar naqueles momentos realmente tocantes: como não nos emocionarmos com a cena protagonizada pela “pequena” vampira Laura, filha de Carmilla, a qual também é membro do grupo dos Senhores das Sombras? Cena esta, vale ressaltar, que conta com a participação de Gabriel e do espírito de Marie?

Castlevania: Lords of Shadow

Os cenários do jogo são deslumbrantes. Atravessamos tumbas, castelos enormes repletos de estátuas amedrontadoras, vales, cidades em ruínas, e até mesmo cenários repletos de elementos surreais, como por exemplo aquele no qual temos de lutar contra o boss Dracolich Titan.

Sua trilha sonora também é magnífica. O acompanhamento perfeito para os majestosos cenários que observamos. O jogo sofre de uma extrema linearidade, entretanto, mas isto não nos impede de vasculhar pelos cantos dos vastos salões em busca de itens e relíquias nos corpos de cavaleiros mortos.

E aí é que está. Um dos grandes problemas de Castlevania: Lords of Shadow é a câmera (problema resolvido no 2, pelo que pude conferir através da demo). Resumindo: digamos que você jogue em seu PC utilizando o controle do Xbox. Esqueça, o analógico direito não fará nada. Ele é inútil, neste jogo. A câmera é fixa, ou melhor, sua posição, a perspectiva, é alterada automaticamente, muitas vezes prejudicando o jogador.

Castlevania: Lords of Shadow

Em diversos momentos sofremos bastante por não sermos capazes de girá-la, por exemplo, e observarmos aquilo que se encontra ao nosso redor. Saltos que exijam uma dose maior de precisão, por exemplo, podem se tornar mais complicados. O título conta com um conjunto de perspectivas fixas para a câmera, as quais vão então sendo alternadas automaticamente.

Isto é muito ruim, até mesmo quando nos lembramos dos belíssimos cenários: por diversas vezes eu quis olhar tudo o que estava à minha volta, obter mais detalhes, com maior proximidade, e fui impedido. Durante combates esta “câmera fixa” também pode ser um problema e fazer com que nos percamos.

Castlevania: Lords of Shadow

Gabriel também conta com poderes especiais, e a Magia das Sombras e a Magia da Luz podem até mesmo se unir à sua cruz de combate para golpes ainda mais furiosos. Tal magia pode ser coletada durante os inúmeros combates, através de “magia neutra”.

Sequências de golpes certeiros ativam nossa concentração, por falar nisso: um conjunto de runas é exibido em tela, e globos neutros vão sendo liberados em maior abundância a cada golpe que atinge os inimigos. O jogador é quem decide se irá transformar, então, tal neutralidade em luz ou trevas.

Vale também lembrar que o uso da Magia da Luz recarrega a energia vital do protagonista, à medida que este consegue atingir os inimigos com sucesso. Já a Magia das Sombras faz com que Gabriel se torne mais forte, o que resulta, claro, em maiores danos aos inimigos.

A batalha final, falando nisso, utiliza estes dois tipos de magia, estas duas cores (azul e vermelho), de maneira bastante emblemática. Temos ali um embate entre Luz e Trevas, e o inimigo, naquele momento, ao utilizar livremente ambos os tipos de magia, exprime bem quem é, qual sua origem e também aquilo no que se transformou.

Este é um jogo imperdível.

4 Comments

  1. Esse jogo tá na fila pra terminar. É bem o tipo de jogo que gosto, mas é meio devagar como tudo acontece.
    Um dia termino, não pretendo fazer a fila andar pra ele ainda

    Reply
    • Sabe, Fefa, eu comecei a jogar meio “assim”. Mas, quando a coisa engrenou, comecei a me tocar de algumas coisas, os cenários, o Gabriel ficando mais poderoso, novos golpes, poderes, etc, aí não teve jeito. Por incrível que pareça, esse foi um jogo que eu esperava doidamente chegar a hora de jogar, de tanta ansiedade. 😀

      E agora iniciei aquele DLC Reverie e, nossa. Aquela vampirinha é um barato, pra começar. Andei até vendo que o 2 não recebeu boas notas, mas sei lá.

      Reply
      • Mesmo o 1º foi bem criticado. Mas eu gosto da mecanica dele. O problema é que pelo menos no começo do jogo, a história é bem paradona

        Reply
        • Foi, mas não tanto como o segundo…rsrsrs Olha, sei lá. Talvez por gostar do tema, do gênero, etc, não achei não. Mas, é questão de gosto, né. 🙂

          Reply

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