Mass Effect

Finalizei Mass Effect, da Bioware, semana passada, e de lá pra cá venho pensando em escrever este post. São tantas coisas a se falar do game, tantos detalhes, tanta coisa que encanta e surpreende, que, talvez, sejam necessários vários posts. Mas vou tentar resumir tudo, ok? Tentarei passar a vocês (pelo menos para quem não conhece o jogo), um pouco da esperiência maravilhosa que ele proporciona ao gamer.

Se você se interessa ou vier a se interessar, pode tentar comprá-lo pelo “Games on Demand” (talvez ainda esteja liberado), que foi a forma como comprei o game para meu Xbox 360, por US$ 19,99 (ou 1600 Microsoft Points), ou então adquirí-lo por valores similares em lojas lá de fora, como a Estarland ou a CD Universe.

Um início que assusta um pouco

Em Mass Effect você tem a oportunidade de construir seu personagem, definindo características físicas, inclusive, ou então utilizar o Comandante Shepard já pronto. Foi o que eu fiz, e parti logo pro jogo.

Em cada uma das missões você ainda precisa delegar ordens a 2 outros membros de um esquadrão que você mesmo forma sempre que sai de sua nave, a Normandy. Isto significa que você escolhe as armas que eles usarão, o posicionamento deles, e diversos outros aspectos que tornam a jogabilidade um pouco complicada. Mas só no começo: com o tempo você se acostuma. Mesmo porque, eles são de grande ajuda durante as missões.

Mass Effect - Esquadrao

Apesar de não ser definido por alguns como um RPG, Mass Effect possui muitas das características deste tipo de jogo. Você distribui pontos de habilidade que vai ganhando durante o decorrer do jogo para seu personagem e para os do seu esquadrão, pontos estes que servem para aumentar diversas habilidades, como o uso de eletrônicos, sabotagem, habilidades com diversos tipos de armamento, intimidação e itens que abrem novas opções nos inúmeros diálogos que você irá ter com muitos personagens durante o game.

Liberdade extrema – Você comanda

Como o Comandante Shepard, e futuramente adquirindo o status de um Spectre (ou Special Tactics and Reconnaissance), algo como um Jedi no universo de Star Wars, você obtém liberdade quase que ilimitada, o que lhe permite, dentre outras coisas, se desejar, passar por cima da aliança terrestre e responder somente ao conselho. Aliás, tudo o que você faz, todas as suas ações e decisões, boas e/ou más, trazem consequências positivas e/ou negativas para seu personagem e para o desenrolar da história. E você vai percebendo isto enquanto caminha pelo universo do jogo.

São delegadas a você diversas missões primárias, as quais você tem de completar para finalizar o game. Mas não existe uma sequência obrigatória de execução: você dá as cartas, neste sentido. Além disso, como você é livre e pode trocar idéias com qualquer personagem dentro do jogo, frequentemente lhe são feitos pedidos por NPC’s, pedidos estes que se transformam em “missões secundárias”, não obrigatórias, mas que sempre trazem algo de legal e útil consigo.

Em alguns momentos, por exemplo, você tanto pode ser elogiado quanto criticado pelo conselho, por suas ações/decisões. E o mesmo ocorre com subordinados, aliás.

Exploração

Cada missão trás consigo a necessidade de explorar colônias e/ou planetas espalhados por diversos sistemas, sistemas estes que você escolhe visitar, localizando-os no mapa estelar de sua nave, a Normandy. Feita a escolha do sistema, é escolher o esquadrão que irá descer ao tal planeta juntamente com você e, muitas vezes, utilizar um veículo chamado MAKO. O tal veículo pula e possui um canhão bem poderoso, pena que seja meio difícil de ser controlado, em alguns momentos.

Mass Effect - Normandy

Chegando aos planetas e/ou colônias, seu “journal” vai sendo atualizado com o que precisa ser feito, mas lembre-se: existem sempre diversas maneiras de se executar as mais diversas missões, e muitas vezes nem tudo é o que parece. Muitas vezes voce é mal recebido, e tem de lidar com isso: diplomacia? Ignorância? Sarcasmo? Você decide como. Mas lembre-se: tudo tem um porquê, e diferentes atitudes levam a diferentes resultados. 🙂

Você encontrará raças as mais estranhas e simpáticas, bem como antipáticas e até mesmo hostis. Encontrará variações de personalidade ao se deparar com membros diferentes de uma mesma raça, alguns sendo hostis, outros sendo simpáticos a você. Poderá, ou não, tirar proveito disto. Isto é com você.

Jogabilidade e gráficos

Acima já disse que no início Mass Effect assusta um pouco, e em minha opinião é devido à sua jogabilidade. Você tem que controlar, de certa forma, seu personagem e os NPC’s de seu esquadrão. Não controlá-los própriamente dito, é claro, mas escolher a arma que utilizarão, escolher e utilizar, por exemplo, o membro dotado do melhor skill “electronics” no momento necessário para tal, escolher o posicionamento dos mesmos (à frente, ao seu lado, atrás de você), e por aí vai.

Mas tudo isto vai meio que sendo “digerido” com o tempo de jogo, e em determinado momento você simplesmente descobre que já dominou os controles completamente, e não sabe como não os havia entendido antes. 🙂

Os gráficos são bonitos, mas temos que nos lembrar de que se trata de um game de 2007, portanto, não espere se deslumbrar neste quesito. Mas eles cumprem bem com seu papel. Achei a animação facial dos personagens meio “estática” demais, além deles não demonstrarem muita expressão. Mas nada disto tira o brilho do game, que é, verdadeiramente, uma jóia rara entre os títulos já lançados para o Xbox 360.

Mass Effect - Citadel

Os diálogos (e eles são muitos) são um caso à parte. É preciso que você tenha pelo menos noções básicas de inglês, senão pode se ver jogando cegamente, o que, fatalmente, não lhe trará bons resultados. Bom, voltando aos diálogos: ao conversar com determinado personagem, é exibida uma espécie de esfera na parte inferior do vídeo, com diversas opções de resposta que você pode escolher, conforme seu humor, conforme o que você espera do momento, etc. É realmente fantástico, e foi uma das grandes sacadas da Bioware neste game, que se repetirá em Mass Effect 2.

Finalizando

É por tudo isto que estou aguardando ansiosamente por Mass Effect 2. Para mim, Mass Effect está entre os melhores games já lançados para o Xbox 360. Não contarei a história do primeiro Mass Effect aqui para não estragar a surpresa. Basta dizer que é, em muitos aspectos, bastante similar à de Star Wars. Existe um vilão que você deve combater (é óbvio 🙂 ), e você sai à sua caça pelo espaço, colhendo pistas, provas, se deparando com estragos e abominações praticados pelo mesmo, etc.

Mass Effect é um jogo emocionante, e em determinado momento, o nível de liberdade e/ou possibilidade de tomada de decisões é tão grande, que você deve decidir entre a vida ou morte de dois membros de sua equipe, uma decisão traumática, em diversos aspectos, onde, realmente, somente um deles sairá com vida. Isto, também, afeta o futuro da história.

Mass Effect talvez seja uma das melhores opções para quem deseja entrar no universo dos RPG’s, por ser de fácil aprendizado (apesar do susto inicial), e por conter doses exatas de drama, paixão e ação. Aliás, vale ressaltar que “tudo” é em tempo real, inclusive as batalhas.

É isto, espero que você tenha apreciado o artigo. 🙂

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