FORCED: aja com cuidado neste RPG com elementos táticos

FORCED Game

E desta vez fui surpreendido positivamente por um jogo que viu a luz do dia com ajuda do Kickstarter, ao contrário do que ocorreu há alguns dias atrás. FORCED, primeiro trabalho do estúdio dinamarquês BetaDwarf Entertainment, é algo bastante interessante.

A principio podemos pensar que trata-se de um ARPG. Algo como um Diablo III, um Torchlight ou um The Incredible Adventures of Van Helsing. Mas, não se trata somente disto. FORCED é um RPG com elementos táticos, e ainda que ele conte com uma parcela multiplayer, não, não existe uma casa de leilões.

O primeiro game da BetaDwarf pode até mesmo parecer um tanto quanto estranho, a princípio. E pode ser que você fique com esta impressão a respeito dele, dependendo de suas expectativas e de quem irá jogar com você (você também pode encarar a aventura sozinho, claro).

Na verdade, não sei nem dizer se “encarar a aventura” pode ser utilizado aqui, uma vez que FORCED entrega ao jogador uma série de arenas que vão sendo desbloqueadas aos poucos. Cada arena conta também com alguns objetivos, e eles são bastante simples, quase sempre (além de diversos tipos de inimigos).

Entretanto, é justamente a união destes elementos que torna a brincadeira interessante, principalmente se você jogar na companhia de alguns amigos (até 4, local ou online). Podemos escolher uma dentre quatro tipos de armas, e cada uma delas conta com habilidades e poderes diferentes.

Podemos também mudar de classe sempre antes de entrar em uma arena, e cada arena é bastante simples, na verdade. Pelo menos no que diz respeito ao cenário. Ondas de inimigos são lançadas em nossa direção, cada uma com duração, tamanhos e monstros diferentes.

Contamos com um companion, também, o qual é também nosso professor durante o tutorial inicial. Tal companion é um orbe azul (o Spirit Mentor) que pode ou não nos seguir no campo de batalha, e justamente aqui encontra-se um dos grandes atrativos do jogo.

Existem determinados shrines. Tais elementos podem ser ao mesmo tempo objetivos e ferramentas. Shrines de cura podem ser ativados durante uma batalha, curando o personagem entre uma sessão de pancadaria e outra ou até mesmo durante momentos rápidos de fuga (se possível), e existem alguns outros que liberam poderes especiais.

Fazer com que o orbe os atravesse é tudo o que é preciso para carregá-lo com os ditos poderes. Após carregado, o orbe pode servir então como arma, pois assim que tocar em algo ele liberará a energia. Tal energia pode causar danos ao próprio protagonista, vale lembrar.

FORCED Game

O controle do orbe é um tanto quando complicado, e devido a isto é preciso um certo cuidado na hora de com ele lidar. No calor da batalha e na companhia de outros amigos, é muito fácil causar problemas e, claro, morrer ou acabar matando os amigos.

O orbe se movimentará sempre por etapas, se dirigindo ao último ponto onde estávamos. Ativado com a barra de espaço, por exemplo, ele será atraído em nossa direção. Porém, se nos mexermos ele não virá, pelo menos a princípio, em nossa direção. Ele irá até o último “ponto de controle”, e aí permanecerá até que um novo “comando” seja fornecido.

Claro, podemos utilizar isto a nosso favor, ativando várias e várias vezes os “pontos de controle” da “arma”, em diversas posições diferentes. Uma vez que o orbe pode atravessar paredes e muros, podemos manipulá-lo de maneira tal a fazer com que ele chegue até onde nós não conseguimos.

Carregado e pronto para explodir, ele pode ser uma arma valiosíssima enquanto estamos em meio a uma grande horda de inimigos; só não podemos nos esquecer de fugir, pois podemos facilmente ser engolidos pela força destrutiva da entidade incorpórea.

Se jogarmos com amigos tudo pode ficar mais interessante ainda. Qualquer jogador pode evocar o orbe e controlá-lo, mas aqui é importante lembrar que todo o cuidado é pouco, e nunca é demais avisar onde e quando a “bomba irá explodir” (também é fácil percebermos que alguns “acidentes” podem acontecer).

Em FORCED nós também podemos “marcar” os monstros. Cada ataque, além de causar danos, também deixa uma marca, uma cicatriz, digamos, em cada monstro ou chefe. Quanto mais marcado um monstro mais vulnerável ele fica a nossos ataques especiais, os quais podem variar. Grupos de jogadores podem também montar diferentes esquemas, e enquanto dois, digamos, marca uma série de monstros, dois outros podem se preparar para lançar ataques especiais devastadores.

FORCED é bem interessante, e apenas me senti um pouco frustrado devido ao fato de não contarmos, pelo menos por enquanto, com uma campanha imersiva e/ou marcante, ao contrário de alguns títulos que citei acima. Somos gladiadores, ali, “condenados a lutar até a morte”, em uma série de arenas cheias de armadilhas e na companhia de um companheiro que ajuda bastante mas que também pode causar grandes estragos, dependendo da maneira como é conduzido.

O game já se encontra à venda no Steam, e custa R$ 19,99.

OBS: FORCED também conta com integração à Twitch.tv. Considerando-se o estilo do jogo, é bem provável que dentro de algum tempo vejamos vídeos e transmissões bem interessantes. 😉

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3 Comments

  1. Segundo entendi seu texto ele poderia ser descrito também como “jogo tático com elementos de rpg”.Na verdade ele têm tantos elementos que já vi descreverem ele como ” jogo arcade cooperativo/ação/RPG com puzzle e elementos táticos” .Me parece um bom jogo , principalmente por ser cooperativo que é um gênero que tenho abraçado muito ultimamente.Mas descobri uma “pérola” neste final de semana , Marcos, que sinto a OBRIGAÇÃO de recomendar á todos os “chegados”: PATH of EXILE. Não dá pra acreditar que este jogo é free.E até onde sei não é pay-to-win.Jogo de excelente qualidade , principalmente se observar-mos os detalhes , que é onde ele se destaca.Tenho certeza que alguns gritarão “é clone de Diablo” – aliás , já estão gritando – mas não quero entrar nesse mérito porque joguei muito pouco do Diablo I e nunca mais joguei algo do gênero.Mas Path of Exile me encantou de forma instantânea.Bem , não vou me alongar, só digo o seguinte: jogue.E tenho certeza que não se arrependerá.

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    • Fala Marcos!

      É, na verdade acho que é uma mistura…rs 🙂

      Esse FORCED é bem interessante, e olha que ele está vendendo bem, hein? Um ótimo sinal, e parabéns aos desenvolvedores. Esse título deixa a gente meio confuso, a princípio, principalmente enquanto não jogamos. Fica uma ideia (errônea) de que se trata de algo nos moldes de Diablo III, e similares. E não é. Sobre o Path of Exile, bacana você ter comentado!

      Sabe que esse jogo já está no meu radar há bastante tempo? Até andei lendo um review esses dias sobre ele que fala inclusive sobre um ponto bem interessante: os próprios desenvolvedores afirmam que não se trata de algo pay to win, e fica então a dúvida a respeito da sobrevivência do jogo e da sua capacidade de monetização. De qualquer forma, ele já está devidamente instalado aqui, via Steam, e pretendo jogar o quanto antes.

      E o co-op dele, chegou a testar?

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      • Sim, joguei com meu filho , e funciona muito bem. É só convidar um jogador e ele se junta á sua partida.O ideal é que sejam de classes diferentes pra não ter uma disputa de itens encontrados.Olha , é um jogo surpreendente , principalmente pra mim que sempre tive aversão ao gênero.Talvez até por isso eu esteja vendo ele como algo muito novo , o que pode não acontecer com alguém está acostumado com o gênero e talvez veja defeitos que eu não consigo ver.Mas a jogabilidade é sólida , sem bugs, gráficos muito bons ( puxando para o realismo , diferente de Diablo e Torchlight que puxam para os desenhos animados ) customização da armadura poderes e armas muito variada e uma árvore de skills gigante! Pra não dizer que não têm defeitos , os que eu vi até agora dizem respeito á grande quantidade de pessoas jogando no servidor , ocasionando uma latência alta e queda do servidor.E sinceramente é muito irritante.Acredito que os criadores não imaginavam tantos acessos, que hoje é dos 10 mais jogados do Steam.Vale ao menos experimentar.E só estou achando estranho que praticamente NINGUÉM de blogs ou da imprensa especializada está falando desse jogo , depois que foi oficialmente lançado.

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