Game brasileiro Dreaming Sarah recebe investimento da GameHouse

Que o Brasil possui desenvolvedores de games bastante talentosos ninguém tem mais dúvida. Que o país é, também, um ótimo mercado, já está mais do que provado (Ubisoft e Blizzard com seus escritórios por aqui, por exemplo, que o digam – isto para citar alguns poucos exemplos).

As dificuldades por aqui são enormes, como todos sabemos, também. Não somente no que diz respeito ao desenvolvimento de jogos eletrônicos, claro. Ocorre que esta área ainda é pouco reconhecida (e talvez até pouco conhecida), e profissionais e empresas a ela ligados são muitas vezes vistos por políticos e até mesmo pelo grande público com pouco interesse. Isto sem falar naqueles que tentam “ajudar” e acabam atrapalhando bastante após a máscara cair. Cheios de amor para dar, no começo, repletos de “boas intenções” (daquelas que o inferno deve estar cheio) e interesses escusos.

Bem, mas vamos ao que interessa. Vamos falar de coisas boas. Gosto bastante quando vejo games brasileiros sendo lançados, se dando bem, recebendo apoio de empresas de vários portes, sendo reconhecidos, etc. O jogo Dreaming Sarah, do estudante de design digital André Chagas, do Rio de Janeiro, parece ser bem interessante e bonito. Infelizmente, entretanto, parece que muita gente não acreditava no projeto.

Dreaming Sarah

Isto mudou com a entrada da GameHouse na jogada, felizmente. Através de sua subsidiária latino-americana, a Atrativa, o jovem desenvolvedor de 26 anos poderá ver seu sonho realizado. Ele passa a partir de agora a contar com o apoio da Atrativa, e o jogo deve ser lançado, segundo a publisher norte americana especializada em títulos casuais, até o início de 2014.

Nossa empresa lança 300 games no Brasil por ano, então nada mais justo que possamos colocar títulos brasileiros em nosso portfolio“, disse André Faure, diretor executivo da Gamehouse.

Dreaming Sarah é um jogo em 2D estilo plataforma. A protagonista, Sarah, se encontra em coma, e o papel do jogador é fazer com que ela desperte investigando suas memórias e seus sonhos. Sarah conta com diversas e diferentes habilidades, todas baseadas em sua história. Ela pode, por exemplo, pular bem alto ou até mesmo encolher.

Durante o jogo, também será possível conversar com NPCs e coletar diversos itens. Segundo Chagas, Dreaming Sarah é baseado em clássicos como Castlevania e Metroid, e sua maior inspiração foi Yume Nikki (confesso que este eu desconhecia completamente).

Dreaming Sarah será lançado inicialmente para Windows, e o acordo entre a Atrativa e Chagas prevê apoio durante a produção e também a promoção do jogo em todos os canais da empresa, os quais contam com mais de 40 grandes portais no Brasil.

A GameHouse conta com cerca de 55 milhões de jogadores no mundo todo, sendo que 15 milhões deles estão na América Latina e 7 milhões no Brasil. Parece que o desenvolvedor André Chagas e seu jogo Dreaming Sarah estão agora no rumo certo. A Atrativa GameHouse, aliás, continua em busca de jogos brasileiros, principalmente aqueles desenvolvidos em HTML5, Construct e Unity.

Veja abaixo o trailer do jogo:

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4 Comments

    • Valeu Giancarlo! Que bacana! Só agora consegui vir aqui responder…rsrs

      Vou ouvir a entrevista hoje ainda. 🙂

      Reply

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