Games lançados em 2012 que valem a pena – Parte 1

Eis que começo a publicar minha pequena lista com alguns dos jogos que mais chamaram minha atenção em 2012. Longe de mim criar algo como “a lista definitiva”, por exemplo. Trata-se apenas de alguns dos títulos que mais me impressionaram durante o ano passado. Títulos que gostei bastante. A lista conta com títulos “AAA” e independentes, e é bastante eclética.

Para facilitar e também para não ficar muito cansativo, resolvi dividir a coisa toda. Algo em torno de 5 a 6 textos, os quais publicarei aos poucos. Certamente eu devo ter esquecido de algum game, e pode também ocorrer da série de textos ser atualizada (com complementos). Se algum de vocês, caríssimos leitores, tiver sugestões, fique à vontade, como sempre, e não deixe de comentar. Aliás, o espaço é também de vocês: opinem, critiquem, etc.

Se esta lista também servir como uma espécie de pequeno guia, com jogos que vocês ainda não conhecem e/ou não jogaram, será muito bacana, também. Neste caso, não deixem de comentar a respeito de suas experiências. Muitos dos jogos a respeito dos quais escreverei possuem demos, falando nisso.

Vale também lembrar que os jogos desta lista valem a pena para mim, é claro. Eles podem ser do seu agrado ou não. Podem valer a pena para você ou não. Trata-se de um apanhado, como eu disse, dos games que mais gostei em 2012. 🙂

Os jogos não estão em nenhum tipo de ordem, ou seja, o melhor não é o primeiro e o pior não é o último. Vamos lá:

1 – The Darkness II

Desenvolvedora: Digital Extremes

Publisher: 2K Games

Review no XboxPlus? Sim

Demos à disposição

The Darkness II

Este FPS cujo protagonista é o criminoso “endemoniado” Jackie Estacado foi uma das mais belas surpresas em 2012. Um FPS não militar que realmente é empolgante e diferente. Controlar Estacado e utilizar seus braços demoníacos juntamente com armas de fogo proporciona uma experiência e tanto, principalmente devido ao fato de que os tais poderes da Escuridão também podem ser utilizados em tarefas secundárias, como por exemplo na abertura de portas e na coleta de munição, dentre outras coisas.

Os braços da Escuridão também podem literalmente destroçar os corpos dos inimigos, e nestes momentos nem os bonitos gráficos em cel-shading conseguem aliviar a tensão e a violência. Um dos melhores shooters lançados ultimamente, sem dúvida.

2) Kingdoms of Amalur: Reckoning

Desenvolvedora: Big Huge Games / 38 Studios

Publisher: Electronic Arts

Review no XboxPlus? Não – Alguns textos e vídeos de gameplay – aqui e aqui

Demos à disposição

Kingdoms of Amalur: Reckoning

Este RPG infelizmente é fruto de uma empresa que não existe mais. Belos gráficos, um enorme mundo aberto e um interessante sistema de evolução são alguns de seus encantos. Kingdoms of Amalur: Reckoning passa ao jogador a impressão de estar jogando um MMO offline, e seu sistema de combate é extremamente dinâmico.

Um protagonista ressuscitado através de um processo alquímico, várias escolhas possíveis durante cada diálogo, armas fantásticas, golpes exclusivos e magias as mais diversas transformam cada combate em um verdadeiro espetáculo. Infelizmente, ao contrário do que eu imaginava antes do lançamento do jogo, não, ele não foi considerado tão logo começaram as discussões para o game do ano. Os motivos são óbvios.

3) Binary Domain

Desenvolvedora: Devil’s Details

Publisher: Sega

Review no XboxPlus? Não – Um texto

Demos à disposição

Binary Domain

Este é um jogo muito interessante. Ambientado no futuro, temos robôs que se parecem com humanos e que muitas vezes pensam que são humanos. Este shooter em terceira pessoa também permite que o jogador realize escolhas. O relacionamento com seus parceiros de equipe deve ser levado em conta, aliás, e muitas vezes você perceberá que suas “ordens” ou pedidos são negados ou ignorados justamente devido às suas atitudes anteriores.

Destruir robôs “por partes” também faz parte do gameplay, e você chegará a observar robôs se arrastando, empunhando armas e ainda atirando após ter destruído suas pernas. Binary Domain conta com o trabalho do game designer Toshihiro Nagoshi, responsável pela série Yakuza, e o trabalho em equipe é nele muito importante.

4) Euro Truck Simulator 2

Desenvolvedora: SCS Software

Publisher: SCS Software

Review no XboxPlus? Sim

Demo à disposição

Euro Truck Simulator 2

Um simulador fantástico que pode ser tranquilamente jogado até mesmo por quem não possui muita intimidade com o gênero. Em  Euro Truck Simulator 2 nos transformamos em caminhoneiros virtuais e podemos visitar diversas cidades da Europa pilotando caminhões de marcas famosas.

Podemos também criar nossa própria empresa, adquirir vários caminhões com o dinheiro que ganhamos a cada frete, contratar empréstimos e motoristas e, assim, criar nosso “império das estradas”. O jogo conta com gráficos sensacionais e grande realismo. Diversas manobras com os grandes caminhões muitas vezes requerem grandes doses de paciência, cuidado e técnica, e as leis de trânsito devem ser respeitadas (espere por multas, aliás).

Temos também de lidar com a manutenção do caminhão e com o abastecimento (sem falar na necessidade de descanso), e a evolução do personagem vai abrindo caminho para que fretes cada vez mais rentáveis sejam oferecidos. Podemos nos especializar no transporte de cargas perigosas, por exemplo.

4) Dynamite Jack

Desenvolvedora: Hassey Enterprises, Inc.

Publisher: Hassey Enterprises, Inc.

Review no XboxPlus? Sim – PC / iPad

Demo à disposição

Dynamite Jack

Do criador de Galcon Fusion, temos aqui um jogo que pode enganar muita gente. Ao observarmos suas screenshots pela primeira vez, temos a falsa impressão de que trata-se de um jogo, digamos, simplório. Ledo engano. Dynamite Jack é divertido, desafiador e muito barato, além de tudo.

Seu editor, além de ser extremamente amigável (é sério, acredite em mim), permite que o jogador dê asas à imaginação e crie ótimos mapas que podem ser compartilhados com a enorme comunidade de jogadores. Além disso, podemos também baixar uma imensa quantidade de fantásticos mapas criados por outros jogadores. A diversão nunca acaba, aqui.

A premissa do jogo é simples: devemos fugir de um local chamado Anathema Mines. Minas profundas, falando nisso. Devemos chegar à superfície, e durante este trajeto, temos de lidar com guardas, trolls, escuridão, buracos, lasers, aranhas mecânicas, cientistas malucos e uma série de outros desafios.

Este é um jogo de ação furtiva, aliás. Nele, temos apenas bombas em nosso arsenal. Bombas que podem ser detonadas à distância e que também servem para atrair os inimigos e criar estratégias bem complexas. Um must have.

5) Mark of the Ninja

Desenvolvedora: Klei Entertainment

Publisher: Microsoft Studios

Review no XboxPlus? Sim

Mark of the Ninja

Gosta de ação stealth? Gosta de jogos em 2D? Aprecia o estilo da série Shank? Então muito provavelmente você vai adorar Mark of the Ninja. Este jogo de ação furtiva em 2D é simplesmente imperdível, e seus gráficos lembram bastante os de Shank. Até mesmo a violência enquanto assassinamos os alvos nos faz lembrar do brutamontes criado pela Klei Entertainment.

Em Mark of the Ninja o jogador encarna um ninja dotado de poderes especiais a ele conferidos por tatuagens feitas com uma toxina retirada de uma planta. O personagem pode ser evoluído durante o gameplay, e novas técnicas de combate podem ser aprendidas. Podemos também assustar os inimigos: experimente pendurar um cadáver em um poste e deixa-lo ali, exposto.

O silêncio e as sombras são aliados que não devem ser desconsiderados pelo jogador. Os inimigos podem perceber a movimentação do ninja com grande facilidade, e este problema pode ser também transformado em uma solução, em muitos casos, pois podemos usar o som para atrair soldados inimigos para locais escuros e ali assassiná-los sem preocupação.

6) Unstoppable Gorg

Desenvolvedora: Futuremark

Publisher: Futuremark

Review no XboxPlus? Sim

Demo à disposição

Unstoppable Gorg

Mais um título desenvolvido por uma empresa que não existe mais. Ou quase isso. Ocorre que a divisão de games da Futuremark foi adquirida pela Rovio, e ninguém sabe ainda o que acontecerá com ela, se ela continuará criando games, se continuará com o mesmo nome, se a equipe será engolida pela Rovio, etc. De qualquer forma, Unstoppable Gorg é um ótimo jogo.

Um tower defense que além de contar com grandes desafios, conta também com bastante humor. Alienígenas causam problemas aos seres humanos, como sempre. Trata-se dos Gorgs, criaturas que não viram a humanidade com bons olhos quando esta tentou estabelecer amizade com eles. Neste tower defense extremamente criativo, as torres de defesa orbitam os cores, e as órbitas nas quais elas se encontram podem ser giradas à vontade.

Girar as tais órbitas faz com que todos os satélites que nela se encontram mudem de posição, é claro, o que exige do jogador grande atenção. Escolher os satélites de defesa adequados (existem inúmeros) para a ameaça que vem pela  frente também é muito importante, e ficar de olho nos discos voadores é primordial, pois eles podem alterar suas rotas de repente, o que, é claro, exigirá alteração no nosso layout orbital.

————————-

E é isso aí, pessoal. Pretendo publicar a parte 2 em breve.

Poderá gostar também

8 Comments

  1. Aê, vamos lá, jogo a jogo 😀
    1 – The Darkness II:
    Joguei o demo tanto no PS3 e no PC. Curti pacas, bem mais que o demo do primeiro no PS3. Já até comprei no Steam, mas está lá, aguardando a vez para ser jogado 😀

    2 – Kingdoms of Amalur: Reckoning:
    Mesma coisa, joguei os dois demos, PC e PS3. Curti os controles no joystick, já a combinação mouse + teclado é HORRÍVEL. Não pelo teclado em si, mas pelo controle de câmera horrível e maluco pelo mouse. O jogo é praticamente injogável no PC, dessa forma. Como ainda não estou munido de um joystick DECENTE no PC (leia, XBox), não deu para avaliar como o jogo é por lá. Mas apesar dos gráficos estourados com texturas da geração passada, curti bastante a jogabilidade, e a possibilidade de combos. Está na minha wishlist do Steam, mas não compro até ele estar quase de graça, ou até conseguir conferir como fica jogá-lo com joystick no PC

    3 – Binary Domain:
    Mais um que joguei os dois demos. Detestei em ambos. No PS3 porque eu não consigo mirar com joystick para atirar. Gasto toda a munição e morro com uma facilidade infantilóide. E no PC os controles de câmera são péssimos. PÉSSIMOS. É o pior shooter em terceira pessoa que já tentei jogar no PC, por conta da maldita aceleração de mouse para simular um controle analógico. Impossível acertar a mira sem ter que ficar fazendo micro-correções, trazendo ela de volta para a posição que eu quero.

    4 – Dynamite Jack
    Não joguei e não me interessou

    5 – Mark of the Ninja
    Já comprei no PC, mas não joguei ainda. Mas tenho boas perspectivas a respeito dele 🙂

    6 – Unstoppable Gorg
    Outro que não me chamou a atenção e que não joguei. Mas acho que tinha demo no Steam e que baixei o mesmo, só não joguei ainda

    É isso. Aguardo pelas próximas partes 🙂

    Reply
    • @Marcio Neves Machado – RJ/RJ,

      Digamos que o The Darkness II seja um dos melhores dessa lista…rsrsrs O Amalur é bacana, e é uma pena ter acontecido o que aconteceu. Márcio, eu confesso que até hoje não entendo o porquê de você reclamar dos controles do Binary Domain. Eu jogo na boa…rsrsrsrs 🙂

      Poxa, magoou. Não se interessou pelo Dynamite Jack? hehehehe Brincadeira. É que eu elogio tanto esse jogo por aqui, que talvez o pessoal pense que eu tenho algo a ver com o Phil Hassey, com o desenvolvimento do jogo, etc. É que é difícil aparecer um jogo “pequeno” tão criativo e com tanto conteúdo, em minha opinião. Aliás, viu que o Galcon 2 teve sucesso no Kickstarter? 😀

      O Mark of the Ninja é um jogo fora de série. Muitos jogos em 3D não conseguem superá-lo, pelo menos no quesito ação furtiva. O estilo inconfundível da Klei também torna tudo mais bacana ainda. E se você já jogou Shank, quando jogar o Mark of the Ninja vai pensar que é uma espécie de Shank Stealth…rsrsrsrs

      Agora, o Unstoppable Gorg, é um tower defense bem diferente. Tenta dar uma conferida rápida. Observa o esquema de posicionamento dos satélites, etc. Se conseguir e puder comentar a respeito do que achou, seria bem legal. 🙂

      Reply
  2. De todos os jogos dessa primeira lista, o The Darkness II foi o único que eu joguei, e foi a versão demo ainda, no PC. Achei bem divertida a jogabilidade, aquela coisa de alternar entre armas e poderes “sobrenaturais” lembrou bastante BioShock até. Não sei por que, mas eu acabei esquecendo dele muito rápido. Talvez ainda acabe comprando, em um futuro próximo 😛

    E esse Binary Domain me parece bem interessante. Só me pergunto por que diabos nunca ouvi falar dele até agora 😛

    Reply
  3. The Darkness II e Binary Domain ainda estão na fila de espera, Dark Souls está consumindo todo meu tempo.

    Kingdoms of Amalur: Reckoning e Unstoppable Gorg foram pra lista de desejos.

    Acho que pra mim essa lista vai se chamar “Jogos que deveria ter jogado em 2012” 😀

    Reply
    • @Anderson,

      Você anda jogando o Dark Souls que é uma barbaridade, né? rsrsrsrs

      Olha, o Unstoppable Gorg é muito bacana. Chega a ser viciante. Pena não sabermos mais se a empresa vai desenvolver alguma coisa. E realmente, também tenho muita coisa que deveria ter jogado em 2012…rsrsrsrs

      Reply
  4. 81 horas de jogo e muita coisa pra fazer ainda.
    Os comentarios sobre a dificuldade do jogo são meio exageradas.

    Quando tiver promo do Unstoppable Gorg vou comprar pra ver se preenche a lacuna criada pelo Defense Grid. Não achei nenhum tower defense tradicional q tenha me agradado como ele.

    Reply
    • @Anderson,

      Caramba, Anderson! Sério? Olha, eu joguei algumas horas dele, mas não sei o que me fez parar. Talvez tenham sido esses comentários, junto com o monte de jogos que sempre tenho na fila. Aí, bate aquele cansaço, não sei explicar bem, na hora de encarar um jogo tão desafiador. Mas quero dar uma chance a ele em breve, com certeza. Só que sempre tenho esse “pé atrás”…rsrsrs 🙂

      Olha, aproveitando, ontem mesmo postei sobre o Bundle Stars. 10 jogos por 5 dólares e pouco, todos ativáveis no Steam, e isso inclui o Unstoppable Gorg. Corre lá…hehehe

      Reply

Trackbacks/Pingbacks

  1. Games lançados em 2012 que valem a pena – Parte 2 - [...] mesmo acontece com a parte 1 desta lista dos “melhores de 2012″. Vale também lembrar que a ordem dos…
  2. Games lançados em 2012 que valem a pena – Parte 3 - [...] terceira parte da minha lista dos “melhores de 2012″ contém menos jogos que a primeira parte e a segunda…

Submit a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Pin It on Pinterest