E cá estou eu, continuando com a lista dos jogos que mais gostei em 2012. Abaixo seguem mais 5 jogos que me surpreenderam bastante durante o ano passado. Games que me proporcionaram muita diversão. Não fiz distinção alguma entre “jogos AAA” e “indie games”, por exemplo, e minha opinião desconsidera totalmente o fato de um título ter uma grande publisher envolvida ou não.
O mesmo acontece com a parte 1 desta lista dos “melhores de 2012″. Vale também lembrar que a ordem dos games abaixo não significa nada.
Vamos lá:
1) The Walking Dead
Desenvolvedora: Telltale Games
Publisher: Telltale Games
Review no XboxPlus? Sim: Ep. 2 – Starved for help / Ep. 3 – Long Road Ahead / Ep. 4 – Around Every Corner

Que mais dizer a respeito deste “Game do Ano”? Deste “point-and-click turbinado” que foi capaz de fazer muito marmanjo por aí se desesperar, gritar, chorar, sentir enorme angústia? Talvez apenas baste dizer: jogue. Agora, se puder. A Telltale não criou um mero point-and-click. Ela criou muito mais que isso. Ela também deu aos jogadores a chance de participarem de uma experiência áudio-visual interativa durante a qual escolhas fazem sentido, possuem consequências impactantes e, mais do que isso, são necessárias.
Os personagens de The Walking Dead são cativantes ao extremo. Capazes de evocar sentimentos como raiva, carinho, medo, desprezo, tristeza, preocupação. É impossível não nos preocuparmos com o destino da pequena Clementine, uma das garotinhas mais incríveis que já vi em um jogo eletrônico.
É impossível não sentir dor quanto algum personagem importante do jogo sucumbe frente aos walkers. The Walking Dead, o game, é capaz de nos fazer nele pensar antes de dormir. Pensar nas escolhas que fizemos, nas aventuras vividas, no relacionamento entre os personagens, no modo como os outros enxergam o protagonista. Este é um jogo capaz de nos fazer sentir vontade de jogá-lo várias e várias vezes, realizando, porém, escolhas diferentes.
2) Sine Mora
Desenvolvedora: Grasshopper Manufacture / Digital Reality
Publisher: Microsoft Studios / Kalypso Media
Review no XboxPlus? Sim (versão Xbox 360)
Demos à disposição

Seria inadequado dizer que Sine Mora é um dos melhores shmups já lançados? Creio que não, principalmente porque temos aqui um “jogo de nave” que vai além daquilo que entendemos como “jogo de nave”. Trata-se de um “jogo de nave” com um enredo. E com um enredo bem interessante, algo extremamente raro ou inexistente neste gênero (pelo menos pelo que sei). Lançado inicialmente para o console da Microsoft, Sine Mora foi felizmente lançado para PC, em Novembro do ano passado.
Além de brindar o jogador com gráficos belíssimos, o shmup também possui belíssimos bosses projetados por Mahiro Maeda. Em Sine Mora a importância do tempo vai além da utilização como “cenário para viagens” e power-ups que permitem manter a velocidade normal de nossa nave enquanto todo o resto é colocado em câmera lenta. O tempo também determina nossa vida ou nossa morte. Inimigos destruídos também fornecem mais tempo de jogo.
O tempo representa um papel importantíssimo no jogo. Ele representa nossa energia vital, e se o contador for zerado, o jogo acabou. Um dos mais belos e criativos “jogos de nave” já lançados, sem dúvida.
3) Sniper Elite V2
Desenvolvedora: Rebellion
Publisher: 505 Games
Review no XboxPlus? Sim
Demos à disposição

Como um fã de jogos que permitem o manuseio de rifles de precisão, aguardei por Sniper Elite V2 com enorme ansiedade. Caminhar por uma Berlim em ruínas durante a Segunda Guerra Mundial empunhando uma arma que representa morte certa em diversas situações mas que, ao mesmo tempo, pode ser um instrumento preciso e mortal em nossas mãos quando alcançamos o local, a situação e as condições corretas, é uma experiência e tanto.
Obviamente, outras armas estão à nossa disposição em Sniper Elite V2, armas que são extremamente úteis quando o “bicho pega” e temos inimigos próximos de nós. Entretanto, o que vale a pena ser degustado neste jogo é realmente a experiência sniper que ele nos proporciona. Na pele do agente Karl Fairburne, temos de agir furtivamente grande parte do tempo, e distrações também podem ser utilizadas para que nossos objetivos sejam atingidos.
Fazer com que nazistas se desloquem de suas posições atirando uma pedra ou utilizando explosivos, por exemplo, são algumas das opções que temos quando se trata de agir na surdina. E a X-Ray Kill Cam representa um elemento realmente surpreendente introduzido no jogo.
Um elemento que nos faz prender a respiração (real e virtualmente) e tentar sempre dar o “disparo perfeito”. Através dela, podemos observar o estrago que o projétil faz nos corpos dos inimigos, quais órgãos foram atingidos, ponto de entrada, de saída, etc. Se você gosta do estilo, não perca.
4) Far Cry 3
Desenvolvedora: Ubisoft
Publisher: Ubisoft
Review no XboxPlus? Não. Alguns textos e vídeos de gameplay: 1, 2, 3, 4, 5, 6

Sem sombra de dúvida, este é o melhor shooter lançado em 2012. Gráficos belíssimos, mundo aberto, enredo bem interessante, vilões malucos, multiplayer bacana demais e missões e atividades extras para dar e vender. Enquanto alguns outros FPSs continuaram seguindo as mesmas tendências, batendo nas mesmas teclas, entregando itens reciclados e experiências que fazem com que um certo sentimento estranho nos venha à mente (algo como: “já vi tudo isto em algum lugar, com um outro nome”), Far Cry 3 caminha justamente no sentido oposto, mesmo sendo produto de uma grande empresa.
O jogo não é nem um pouco cansativo, conta com vários modos online (sem falar em sua campanha cooperativa), e nos oferece um modo campanha soberbo. As ilhas Rook nos convidam à exploração, à aventura, à matança (seja de animais, seja de piratas). Dirigir e voar através de todos aqueles cenários imensos e fantásticos é uma experiência extremamente gratificante.
Também podemos agir furtivamente, em Far Cry 3, em diversas situações e missões. Faça a si mesmo um favor, e encare o desafio de liberar um posto avançado sem ser detectado. Vá à caça em busca de peles de animais para criar bolsas e outros itens, até mesmo para ser capaz de carregar mais munição.
Ou então busque por plantas necessárias para a criação de ”poções” que fornecem upgrades muito bem vindos aos sentidos de Jason Brody enquanto este tenta sobreviver. Far Cry 3 é um petardo, e a Ubisoft informou que ele se encontra esgotado nas lojas do país. Não é para menos.
5) I Am Alive
Desenvolvedora: Ubisoft Shanghai
Publisher: Ubisoft
Review no XboxPlus? Não. Um texto.

Anunciado durante a E3 2008, I Am Alive pode não ter entregado aos jogadores tudo aquilo que estes esperavam. Ele pode não possuir gráficos espetaculares, pode possuir diversos problemas, e pode ter até mesmo frustrado muitas pessoas. Entretanto, não podemos negar o quão diferente é o título da Ubisoft. O quão divertido ele é. O quão desafiador ele pode ser.
Um survival horror pós-apocalíptico que coloca o jogador na pele de um cara que tenta sobreviver após uma grande catástrofe. Adam Collins tem de lidar com falta de água, munição escassa e outros seres humanos capazes de tudo para sobreviver. Não somente isso: limites não muito considerados (ou inexistentes) na grande maioria dos jogos eletrônicos são aqui levados em conta. De maneira fortíssima.
Collins se cansa durante escaladas ou durante corridas, sofre devido à sede, e durante grande parte do tempo tem de se garantir apenas com uma simples pistola. Uma pistola que muitas vezes conta com uma única bala e que em diversos momentos é utilizada apenas para amedrontar.
Obviamente apenas o protagonista sabe disso, e esta vantagem pode então ser usada a seu favor. Claro, os inimigos podem partir para o ataque caso percebam que não correm risco algum, e a morte pode vir, então, muito rapidamente. Esta brincadeira com a incerteza, a qual em inúmeras situações nos permite sair vitoriosos, é uma das grandes sacadas do jogo, e também um dos elementos que ajudam a transformá-lo em algo único. Afinal, não é todo dia que temos a oportunidade de enfrentar alguém armado até os dentes munidos de uma mera pistola. Sem balas.
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E, bem, a lista ainda não terminou.










The Walking Dead e I Am Alive já comprei, mas não joguei ainda.
Sniper Elite V2 foi um achado e tanto, uma grata surpresa. Mas desisti de tentar seguir no nível de dificuldade mais alto. Frustrante demais para mim
Já Sine Mora não me interessou. E Far Cry 3 está na minha wishlist, mas não pretendo comprar tão cedo
@Marcio Neves Machado – RJ/RJ,
Márcio, se eu fosse você, passava o The Walking Dead na frente. Cara, você não vai se arrepender. É um negócio tão bacana, e chega a ser tão difícil de descrever, que é dose. Só jogando mesmo. É um jogo fora de série, mesmo.
Eu gostei muito do Sniper Elite V2, mas desisti do nível de dificuldade mais alto. Desisti justamente naquela parte onde era preciso matar o cientista com aquele cara apontando a pistola pra ele e mais dois guardas por perto. Não deu…rsrsrs
O Far Cry 3 é outro destruidor de produtividade. Dureza. Até o multiplayer dele “me capturou” viu…rsrsrs Triste (ou não), mas estou jogando pra caramba, e meu sobrinho está adorando…hehehe
Sobre o Sine Mora, seria porque você não gosta de shmups, ou não tem nada a ver?
eita falta de dinheiro…. mas o i am live estou baixando no meu ps3 u.u
@matheus,
Hehehehehe… Opa, I Am Alive é um jogo bom demais.
@Marcos A.T. Silva,
Pois é, Marcos, eu desisti do V2 justamente nesse cenário. Consegui até salvar o cientista, mas não consigo segurar minha posição e derrotar os russos que aparecem na praça lá embaixo, e cansei de morrer e larguei de lado. Não faço questão de fazer 100% dos achievements, não sou tão fanático assim
@Marcio Neves Machado – RJ/RJ,
Ah, no nível de dificuldade mais alto não dá não. Sem chance…hehehe
Aqueles russos são um osso duro de roer. E ainda por cima, começam a vir soldados pelas escadas. Mas você largou o jogo, por enquanto?
@Marcos A.T. Silva,
Ahh, sim, o Sine Mora: sim, não sou de curtir Shmups, nunca fui
@Marcio Neves Machado – RJ/RJ,
Entendi. É, aí não rola mesmo…rs