Esta terceira parte da minha lista dos “melhores de 2012” contém menos jogos que a primeira parte e a segunda parte. Até agora, tal listagem conta com The Darkness II, Kingdoms of Amalur: Reckoning, Binary Domain, Euro Truck Simulator 2, Dynamite Jack, Mark of the Ninja, Unstoppable Gorg, The Walking Dead, Sine Mora, Sniper Elite V2, Far Cry 3 e I Am Alive.

Esta terceira parte conta com 3 títulos. Três games que também me surpreenderam bastante durante o ano passado. Vamos lá:

1) Syndicate

Desenvolvedora: Starbreeze Studios

Publisher: Electronic Arts

Review no XboxPlus? Sim

Syndicate

Remake do clássico de estratégia lançado no início da década de 90, o novo Syndicate pode ter provocado reações negativas em muita gente. Puristas podem ter até mesmo se mantido longe de reviews, vídeos e outros tipos de materiais similares. Pode ser que muita gente tenha até mesmo se esquecido deste game bacana. De qualquer forma, tenha você jogado ou não o original, este é um FPS que vale a pena. Um FPS, aliás, que se encontra à venda no Origin por um preço muito bom.

Temos aqui um game de tiro em primeira pessoa com doses de RPG que coloca o jogador na pele do agente Miles Kilo, o qual possui um chip implantado em seu cérebro que lhe confere habilidades muito especiais. Kilo é um homem-máquina dotado de capacidades fantásticas, capaz até mesmo de fazer com que um inimigo se mate, poupando, assim, sua própria munição.

Também podemos fazer com que os agentes inimigos matem uns aos outros, tudo isto graças ao chip DART 6. Hackear diversos dispositivos e interagir com implantes cibernéticos de outras pessoas também são algumas das habilidades do agente da megacorporação EuroCorp.

Temos aqui um jogo com boa IA, e no qual o personagem principal é “energizado” conforme realiza combos e mortes espetaculares. Não somente isto: como recompensa, as habilidades especiais do agente vão sendo recarregadas. Chefões também estão presentes em Syndicate, e representam um dos problemas que encontrei no game (leia o review – link acima). Mas trata-se de um bom jogo. First-Person Shooters assim poderiam ser lançados com maior frequência.

2) Sleeping Dogs

Desenvolvedora: United Front Games

Publisher: Square Enix

Review no XboxPlus? Não – vários textos e vídeos de gameplay, além de uma entrevista com o produtor do jogo

Sleeping Dogs

Posso dizer que este foi um dos meus “queridinhos”, em 2012. Um jogo de mundo aberto na medida certa. Nem muito grande nem muito curto, porém com espaço para coisas muito legais, como loucas corridas pela cidade, por exemplo. Dirigir pela Hong Kong de Sleeping Dogs é um dos grandes prazeres que o título coloca à disposição dos jogadores.

Na pele do policial disfarçado Wei Shen encaramos um trabalho bem duro. Não somente por estarmos infiltrados em meio às tríades, mas também por termos de lidar com conflitos que balançam bastante o policial mestre em artes marciais. Wei também faz amizades entre os criminosos. Acontecimentos do passado de Wei fazem com que alguns problemas ocorram entre ele e seus superiores na polícia, e muitas vezes temos a impressão de que estamos jogando na pele de um criminoso, realmente, e não como um agente da lei.

O jogo de mundo aberto da United Front Games coloca à disposição do jogador uma cidade belíssima, na qual podemos dirigir uma variedade enorme de veículos. Também podemos pilotar barcos de diversos tipos, e a ênfase que o jogo dá às artes marciais o distingue bastante de outros jogos sandbox.

Durante grande parte do tempo enfrentamos bandidos armados e desarmados com nossos próprios punhos. Distribuímos chutes, aperfeiçoamos nosso Kung-Fu e, de quebra, ainda podemos hackear câmeras de vigilância, descobrir traficantes e ordenar suas prisões enquanto estamos na segurança de nossos apartamentos.

Sleeping Dogs é um verdadeiro must have.

3) FTL: Faster Than Light

Desenvolvedora: Subset Games

Publisher: Subset Games

Review no XboxPlus? Não

FTL: Faster Than Light

Não sei bem ao certo o porquê de ainda não ter escrito a respeito de Faster Than Light, mas sei que este é um grande jogo. Trata-se de um indie game que, a princípio, pode fazer com que os desavisados tenham dele uma impressão bastante errônea. Temos aqui mais uma prova de que gráficos não são tudo em um jogo eletrônico.

Este título conta com gráficos bem simples, aliás. Entretanto, isto não elimina sua beleza, sua complexidade e nem tampouco reduz a dificuldade dos desafios que ele apresenta. FTL é um simulador de naves espaciais. Aqui temos que lidar com membros de uma tripulação a bordo de uma nave espacial. Temos de fazer com que a equipe trabalhe. Temos de escolher, por exemplo, entre fugir ou enfrentar uma nave inimiga. Temos também, muitas vezes, de escolher entre responder ou não a pedidos de socorro.

Cada partida representa algo único, e o jogo também nos obriga a lidar com gerenciamento de recursos. Situações bem desesperadoras podem ocorrer, também. Determinada área da nave está pegando fogo? Envie membros da tripulação para cuidar da situação (ou então tente abrir as portas da nave para que o oxigênio vá embora), mas tenha em mente que eles poderão morrer durante o trabalho, inclusive nas mãos de piratas que podem acabar invadindo sua espaçonave. O jogador tem de cuidar de diversos elementos que fazem a nave espacial funcionar: armamento, motores, escudos, etc.

Inimigos podem destruir os sistemas que mantêm seus escudos funcionando, e você pode fazer o mesmo com eles, por exemplo. Você pode isolar setores da nave, também e, enfim, FTL: Faster Than Light é um jogo muito mais complexo (e bonito) do que aquilo que parece a princípio. Tente, você não vai se arrepender.

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