Gearbox quase desenvolveu um Call of Duty: “não seria motivador”

Desde 2006, com o lançamento de Call of Duty 3, a produção da franquia bilionária da Activision é alternada entre a Infinity Ward (sua original criadora) e a Treyarch, o que permite o lançamento anual de novos títulos — enquanto um Call of Duty é lançado, outro já está forno. É uma verdadeira fábrica de dinheiro, com uma produção praticamente constante. Porém, o que aconteceria se houvesse uma terceira desenvolvedora nessa conta?

Segundo informações coletadas pela IGN, a Gearbox Software, dona de Borderlands e Brothers in Arms, chegou muito perto de compor esse rodízio. O relato (em alemão) do presidente da empresa, Randy Pitchford, diz que em um belo dia a Activision resolveu oferecer a chance de trabalhar em um Call of Duty. Felizmente, a desenvolvedora não aceitou a proposta. Aliás, essa proposta não chegou a alcançar de fato um nível oficial, e acabou morrendo nos bastidores mesmo.

“Eu não vi nada que ainda precisasse ser feito [na franquia]. Para mim, existem dois cenários para que um projeto da Gearbox faça sentido: primeiro, quando um jogo não teria existido sem nosso trabalho; segundo, quando nós podemos oferecer algo novo para uma marca já existente, uma perspectiva única ou um novo começo”, disse Pitchford. Claramente, nenhum desses casos encaixou com a proposta da Activision.

Aparentemente, um dos motivos que levou a Gearbox a recusar a chance de desenvolver um Call of Duty foi exatamente um dos pontos mais polêmicos da franquia atualmente: sua repetição, título após títulos, da mesma fórmula. “Eu penso que, se você quer dar às pessoas o Call of Duty que eles querem, você tem que jogar de acordo com as regras da franquia. Você tem que fazer o que já é esperado de um Call of Duty. Eu não vejo isso como um desafio para nós. Isso não ajudaria a construir nossa reputação como um estúdio e não seria motivador”, deixou claro o presidente da Gearbox.

Vale lembrar que a Gearbox é responsável pela franquia Brothers in Arms, que teve seu último título, Hell’s Highway, lançado em 2008. Semelhante aos primórdios de Call of Duty, a franquia também explora a Segunda Guerra Mundial. Logo, fica óbvio que se a Gearbox realmente quisesse explorar o mercado de shooters militares, bastaria apenas seguir em frente com uma franquia que já é sua. “Isso não é pra nós, mas é algo bem individual”, disse ele.

Boa tentativa Activision, mas não foi dessa vez.

Artur Carsten

Catarinense, amante da música eletrônica, estudante de medicina e jogador nas inexistentes horas vagas. Ocasionalmente, escreve artigos e coloca em dia a pilha interminável de jogos comprados em promoção no Steam. Já passou pelo Campo Minado, Continue, Guia do PC, Gemind e Oxygen e-Sports.

Twitter  

Poderá gostar também

4 Comments

  1. seria pessimo ter 1.5 cod por ano u.u

    Reply
    • @matheus,

      Essa série é melhor ficar nas mãos da Infinity Ward e da Treyarch mesmo…rsrsrsrs

      Reply
  2. fez bem em ficar no Borderlands. Não compensa trocar esses jogos da Gearbox por um COD, sinceramente

    Reply
    • Heitor,

      Com toda a certeza. Ponto positivo para a Gearbox…rs 🙂

      Reply

Submit a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Pin It on Pinterest