Ultimamente, belíssimos jogos independentes têm chegado ao PC e aos consoles. Jogos diferentes, que fogem daquele padrão muitas vezes já “pré-pronto” dos títulos AAA das grandes produtoras.

Jogos sem palavras, por exemplo, com protagonistas mudos e com narrativas que são mais sugeridas do que qualquer outra coisa (dê uma olhada em FAR: Lone Sails, por exemplo). Games que induzem o jogador a tirar suas próprias conclusões com base em elementos que podem ser interpretados de mais de uma maneira, dependendo da pessoa em questão.

GRIS

Jogos que jamais, talvez, iriam ver a luz do dia caso dependessem das grandes publishers, e que talvez jamais alcancem o sucesso de um Monster Hunter World, por exemplo, ou de franquias famosas e consagradas como Call of Duty e Assassin’s Creed. Estamos falando de experiências mais minimalistas, de títulos que representam, talvez, ótimas provas de que videogames também são uma forma de arte. Uma forma de arte, aliás, que depende fortemente da interação com seu apreciador (no caso, o jogador) para que possa fazer sentido de alguma maneira.

GRIS é um jogo deste tipo. O título, desenvolvido pelo Nomada Studio, o qual é sediado em Barcelona, é também mais um belo lançamento da Devolver Digital. Confesso, aliás, que sempre fico de olhos bem abertos quando me deparo com qualquer menção ao nome desta publisher, a qual tem trazido belos títulos ao mercado (Ruiner é um belo exemplo, também). Títulos diferentes, carismáticos, que geralmente fogem de muitos dos padrões impostos pela grande indústria.

GRIS chega hoje, 13 de Dezembro de 2018, ao mercado, para PC e Nintendo Switch. Trata-se de uma experiência bastante tocante, pelo que tudo indica, além de emotiva. Durante o jogo, o jogador deverá formar suas próprias conclusões com base em tudo aquilo que experimenta. Nada será forçado, nada será empurrado goela abaixo, e até mesmo os puzzles nele presentes serão bastante light, segundo os desenvolvedores.

GRIS

GRIS, aliás, mais parece uma aquarela em movimento, e sua bela trilha sonora certamente deverá fazer com que muitos momentos emocionantes se tornem ainda mais tocantes. GRIS é, aliás, o primeiro trabalho do Nomada Studio, estúdio este que é composto por apenas 3 pessoas, vale ressaltar: Adrián Cuevas, Roger Mendoza e Conrad Roset.

No jogo, acompanharemos a jornada de uma garota perdida em seu próprio mundo, lidando com dolorosas lembranças e experiências. GRIS é também um título totalmente livre de perigo, de inimigos, de morte. A experiência mistura exploração, plataforma e puzzles, sendo que a protagonista ganhará novas habilidades conforme o jogador for progredindo, as quais se manifestarão através de seu vestido.

GRIS

Eis aí um título que pode ter passado batido pelo radar de muita gente. Pelo seu, por exemplo, quem sabe – mas nunca é tarde para conhecer e apreciar uma obra tão interessante, bela e carismática. GRIS já está à venda no Steam, no GOG.com e na loja da Nintendo.

Enquanto isso, fique com o trailer de lançamento do jogo. É emocionante:

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