Transformers: War for Cybertron foi lançado no Steam no dia 09 de julho de 2010. A princípio fiquei em dúvida entre comprar a versão para Xbox 360 do game ou sua versão para PC, através do Steam. Fiquei com um pouco de medo em relação à versão PC, devido a ter lido em alguns sites a respeito de possíveis bugs na mesma ou, como pude perceber, alguns fatores que poderiam causar dificuldades a alguns gamers.

Passei por isto, aliás. Logo após instalar o game, tentei executá-lo. É claro. Bom, ele então iniciava e, logo após o logo da Activision aparecer em tela, tudo o que eu via era uma tela preta. Reiniciei o game inúmeras vezes, até que percebi que o problema estava em meu firewall. Ou melhor, no “contato” que o game faz com a desenvolvedora/distribuidora na primeira inicialização, pelo que percebi, apenas. DRM, Ok. 🙂

Bom, mas eu também fui o culpado por não ter percebido os popups do meu firewall, me alertando da tentativa de acesso, solicitando minha permissão ou negativa. Acesso liberado, regra criada, game rodando. E agora sou um fã incondicional da série, que a acompanha desde criança, jogando Transformers: War For Cybertron super feliz!

Ok, este é um Hands On escrito por alguém que adora os Transformers, portanto, não estranhem se eu me empolgar muito, nem tampouco se passar por cima de alguma falha ou não for imparcial. Estou muito empolgado pelo game, e tenho plena certeza de que fiz um bom negócio, ao comprar a versão PC. Além de tudo, o HD do meu Xbox está um tanto quanto lotado. De qualquer forma, costumo basicamente escrever a respeito de games que me chamam a atenção. De games que eu gosto.

E este título é, em minha opinião, surpreendente. Desde a introdução, onde o Optimus Prime, narrando, menciona o fato de que uma guerra travada entre guerreiros outrora irmãos está literalmente acabando com o planeta. Esta introdução é acompanhada por uma música imponente, como não poderia deixar de ser. Logo em seguida ouvimos o Megatron dizer que o intuito dos Decepticons é trazer ordem a Cybertron (duvidoso, isto 🙂 ), o Optimus dizer “One shall stand” e o Megatron rebater dizendo “One shall fall”. Maravilhoso! Esta é a premissa para um game, além de divertido, muito bonito.

Não há como não se emocionar ou se impressionar, tamanha a magnitude do que se vê na introdução. Grandiosidade que está presente não só na sequência introdutória, mas no próprio game em si. Neste título, desenvolvido pela High Moon Studios e distribuído pela Activision, você pode jogar em paralelo campanhas tanto como um Autobot quanto como um Decepticon. Para os Autobots, a coisa não está nada boa. Sua capital está em ruínas e seu líder, Zeta Prime, foi morto. É aí que o Optimus Prime entra em cena, assumindo o comando e, como sempre, de forma muito imponente e passando sempre aquela impressão de ser um personagem dotado de honra e poder muito grandes.

É claro que logo de cara joguei a campanha dos Autobots, e escolhi o Optimus. A trilha sonora de Transformers: War for Cybertron é fantástica. Orquestra e guitarras são ouvidas constantemente. Aliás, guitarras têm tudo a ver com um mundo e habitantes feitos de metal. Podemos alternar entre nossa forma original (robô) e veículo a qualquer momento, e a transformação, como nos filmes, é extremamente bem feita. Além da transformação em si ser fantástica, conseguimos ouvir aquele som característico e “alienígena” quando isto ocorre. Enquanto estamos na forma de veículos, podemos utilizar turbo (sem limites), saltar e disparar mísseis, vale ressaltar.

Transformers: War for Cybertron utiliza visão em terceira pessoa. Na forma robô, podemos carregar até duas armas, além de ser possível utilizar granadas e uma arma “branca”, digamos. No caso do Optimus, trata-se de um machado enorme e poderosíssimo. Os gráficos são belíssimos. Tudo passa a impressão de que estamos realmente em um mundo alienígena e “metálico”. O céu possui cores que não possuem nenhuma relação com o céu observado da terra, e é meio que impossível olharmos por alguns segundos para o céu sem vermos naves e robôs sobrevoando o planeta, ou batalhando. Todas as construções, estruturas, etc, possuem um aspecto metálico muito realista, e existem alguns elementos no game que se parecem com uma espécie de vidro. Trata-se de uma espécie de plástico/vidro extremamente reforçado, invulnerável a tiros, e quando você atira contra ele, consegue observar o tiro sendo absorvido, as ondas de energia se dispersando e tudo voltando ao normal. Fantástico.

Esse aí de cima é o Optimus Prime, “transformado em veículo”

Tudo em Cybertron é gigantesco. Construções gigantescas, inimigos gigantescos, trilha sonora majestosa, etc. Trata-se, também, de um game de proporções imensas, em relação à sua qualidade. Seus companheiros de batalha,  no início, são o Ratchet e o Bumblebee, e vale ressaltar que você pode reviver aliados caídos, doando Energon aos mesmos. Aliás, você absorve Energon de inimigos mortos, tenham eles sido mortos por você ou não: as partículas de energia ficam “voando” bem próximas aos corpos, e ao passar por perto, o seu corpo metálico as atrai. O Energon, portanto, é o que preenche sua barra de energia, e conforme ela vai sendo esvaziada, seus sistemas começam a falhar.

Senti falta de um sistema de cobertura, para dizer a verdade. Mas, talvez isto não combine com um game como Transformers: War for Cybertron, pois robôs não podem se esquivar, esconder e agachar como seres humanos. 🙂 Algo que é de tirar o fôlego são as pistas (principalmente quando você corre por elas), muitas delas cobertas pelo tal plástico ou vidro super resistente (espécie de tubos). Os efeitos de iluminação são muito bem feitos, e muitas vezes um material translúcido também é utilizado no chão, e você consegue observar o que está abaixo da pista. Os reflexos neste material são também fantásticos.

Suas duas armas possuem zoom, e você, enquanto na forma robô, também pode saltar e utilizar um impulso adicional. Este game proporciona diversão imensa, tanto a fãs da série quanto a pessoas que nunca tiveram contato com o universo dos Transformers. Ele é desligado da história “terrestre” da franquia, pelo menos no tocante à história, o que o torna um título indicado a todos. E, diga-se de passagem:  é sempre sensacional ouvir o Optimus dizer, por exemplo: “Autobots: roll out!”, dentre outras coisas.

Tutoriais completos presentes em uma seção específica do menu principal fornecem todas as informações para que o gamer saia jogando sem complicações. A jogabilidade é extremamente fácil de ser aprendida, e quem está acostumado a jogar, por exemplo, FPS’s no PC, não vai sentir dificuldade alguma. W, A, S, D, + mouse e algumas teclas extras. Super simples.

Para escrever este Hands On (aliás, preciso tomar cuidado para que ele não fique muito longo, pois vou escrever também, mais adiante, um review sobre o game) reiniciei a campanha Autobot umas 2 ou 3 vezes, pois sempre deixava escapar algo que eu gostaria de mostrar a vocês.

É claro que, como não poderia deixar de ser, gravei um video de gameplay, o qual segue logo abaixo. Estou achando o game fantástico. Surpreendente mesmo. Notei, em alguns momentos, uma certa queda no framerate. Mas isto não compromete em nada a diversão, quando se observa o conjunto, a qualidade do trabalho como um todo.

Belo game. Belíssimos gráficos. Uma trilha sonora pra lá de adequada. Personagens cativantes ao extremo. O coitado do Bumblebee dando uma notícia triste ao Optimus. Sentir o prazer de se transformar, carro ==> robô e vice-versa, com toda a “tecnicidade” que acompanha tais transformações. Correr por pistas cheias de curvas como um carro extremamente futurista. Destruir inimigos com seu enorme machado.

Tudo isto é possível experimentarmos em Transformers: War for Cybertron. Lembrando mais uma vez que estou utilizando a versão PC (Steam) do game. E, vale lembrar também que a versão para PC, no Steam, sai mais barata do que a versão para consoles. Sei que alguns de vocês podem estar indecisos quanto a qual versão comprar. Se não tiverem problemas quanto a jogar no PC, e se o seu PC atender aos requisitos mínimos, podem pegar a versão Steam sem medo, gastando menos (economizando pelo menos uns 15-20 dólares). 🙂

Bom, pretendo escrever mais sobre o game, e gravar mais vídeos. Aliás, ontem à noite joguei um pouco de seu modo multiplayer, e fiquei também impressionado. Há tempos um multiplayer não me divertia tanto. Joguei o modo Team Deathmatch, e foi uma experiência e tanto. Divertidíssimo. Partidas rápidas, muita gente jogando todos os modos de jogo disponíveis (Team Deathmatch, Deathmatch, Conquest, Code of Power, Countdown to Extinction e Power Struggle), etc.

É, desta vez desenvolveram um game dos Transformers que realmente consegue passar toda a grandiosidade e o lado extremamente futurista destes enormes robôs. Fiquem com o video gameplay. Espero que gostem: 🙂

Link direto para o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=zEzDEkSIV48

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