O famoso japonês Hideo Kojima, que possui dentre um de seus inúmeros grandes feitos ter sido o criador da série Metal Gear, afirmou algo que pode soar estranho a alguns, e esperado por outros. Ele acredita que os consoles de vídeogame estão, digamos, com os dias contados. “Em um futuro próximo, teremos games que não dependerão de qualquer plataforma“, disse Kojima em uma conferência a respeito de Metal Gear Solid: Peace Walker, jogo que será lançado na metade de 2010.

Ele continua, dizendo que os gamers serão capazes de jogar sempre que quiserem e em qualquer lugar, e aqui podemos enxergar, além da idéia de “ausência de consoles”, um certo pensamento multiplataforma. Eu acredito em partes nas idéias do Kojima, mas não acredito que os consoles serão extintos, assim como não acredito que games para PC deixarão de existir. Acredito, isto sim, em uma adaptação do mercado como um todo, e no lançamento de cada vez mais games multiplaforma.

Esta é uma grande idéia, benéfica para desenvolvedores, distribuidores, vendedores e, é claro, para nós, gamers. Além disso, porque deve alguém ser privado de determinado game só porque optou por jogar em uma determinada plataforma? O surgimento de serviços como o OnLive, por exemplo, poderá contribuir para isto, pois esta é uma mudança que envolve  não só tecnologia, mas também um certo “ajuste” na forma como enxergamos os games e toda forma de entretenimento digital.

Kojima pode até estar certo quando diz que os consoles “estão de saída”. Mas ele não pode prever como será esta hipotética saída, nem quando ela ocorrerá (se é que vai ocorrer, o que duvido). Esta saída pode ser a substituição do atual modelo, das atuais exclusividades e da falta de interoperabilidade que hoje vemos entre as diversas plataformas por algo muito maior e mais inclusivo.

Esta saída pode significar muito mais, em minha opinião, que uma simples migração de um hardware para outro. Podemos, até mesmo em um futuro próximo, sermos capazes de jogarmos qualquer game em qualquer dispositivo. E nada impede que as atuais gigantes do setor (Microsoft, Sony e Nintendo) continuem marcando presença.

Em uma indústria que hoje movimenta quantias astronômicas de dinheiro, é muito mais simples, aceitável e justificável pensarmos em adaptação e ampliação do que em extinção. O futuro, ou melhor, o caminho, dos games, passa por muito mais coisas além de hardware.

(Via: Edge-Online)

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