O “fenômeno indie” Minecraft alcançou a marca de 1 milhão de cópias vendidas. O game, que é vendido apenas através de seu próprio website e se encontra agora em sua fase beta, é uma das maiores provas que podemos encontrar atualmente de que nem só “gráficos mirabolantes” e altos custos de produção determinam o sucesso ou não de um jogo eletrônico. Minecraft, criado por Markus “Notch” Persson, é atualizado constantemente, e o desenvolvedor planeja finalizá-lo até o final de 2011.

Quem compra Minecraft garante seu acesso a todas as futuras atualizações, e uma rápida busca no Youtube mostra muita coisa interessante que já foi criada com Minecraft. Até mesmo a submersa Rapture, de BioShock, foi recriada no game de Persson, e se alguém ainda duvida do “poder de fogo” que alguns projetos independentes podem atingir, vale ressaltar que Minecraft custa, atualmente, € 14,95, o que dá mais ou menos 20 dólares.

É barato? Caro? Creio que o valor seja no mínimo justo, pois o game abre um leque tão grande de opções ao gamer, a partir de sua proposta inicial de “mineração e construção”, que fica difícil até mesmo tentarmos imaginar qual seria o valor ideal a ser cobrado por cada cópia deste fantástico expoente do cenário indie. Vale ressaltar que assim que sair da fase beta, Minecraft passará a custar 20 euros.

É óbvio que o sucesso que este game alcançou não é gratuito, e se muita gente o joga é porque algum atrativo ele tem. Eu diria que muitos, aliás. Sempre digo que games que fornecem liberdade e possibilidades para que o gamer exerça sua criatividade são, além de muito bem recebidos, extremamente necessários. Tirar o jogador da passividade e “jogá-lo” em um mundo a ser desbravado (ou lapidado) é algo com o qual não nos deparamos todos os dias.

Minecraft merece todo este sucesso, e espero que não demore muito tempo para que ele chegue aos 2 milhões de cópias vendidas. Ah, e falando em atualizações, o cliente beta 1.2 acaba de ser lançado.

(Via: BigDownload)

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